Last Chance
39 Capítulo 38 - Plano
Notas iniciais
O capítulo de hoje tem um pouco de tudo, momento fofo Beward, conversa de amigas, um planejamentos do liga dos cuecas (né Caahzinha Stewart ;) ) e um papo sério do Edward com Benjamim...
Espero que gostem ;)
Bella POV
Abri os olhos e a primeira coisa que vi foi o rosto sereno do homem que eu amava, Edward se mostrava cada dia mais fantástico e com uma paciência incrível, ele cuidava tão bem de mim, meu lindo e delicioso namorado. Sorri o observando enquanto ainda ressonava tranquilamente, tirei seus braços que circulavam minha cintura lentamente e caminhei até o banheiro, fiz minha higiene e segui para a cozinha o mais silenciosamente que podia, iria preparar um ótimo café da manhã para meu Edward.
Peguei os ovos, bacon e as laranjas e comecei a preparar tudo, minha mente ainda parecia entorpecida depois de tudo o que havia acontecido no dia anterior. Eu não tinha mais trabalho. Suspirei chateada ao me lembrar desse fato, depois de tanto tempo naquela empresa ainda era difícil acreditar que havia sido demitida de uma forma tão injusta. Eu sabia por alto que a empresa estava passando por certas dificuldades financeiras, mas me jogar para cima de um cliente não era nada profissional, Benjamim tinha perdido a cabeça e me decepcionado completamente. Agora precisava procurar alguma coisa o mais rápido possível, além disso tinha o assunto da herança, talvez meus medos fossem mesmo infundados, principalmente depois de tudo o que aconteceu ontem, Edward não ia me deixar e isso estava finalmente claro para mim. Quanto a Caius eu só esperava que algum dia ele soubesse o que era ser humilhado publicamente e sentisse nem que fosse metade tudo o que eu passei na mão dele e daqueles garotos odiáveis na escola, mas isso eu deixaria a encardo da vida, tinha certeza que ele não ficaria impune e de nada ia adiantar ficar sofrendo ou pensando nesse idiota. Voltei a minha atenção aos ovos e o bacon e me permiti esquecer desse assunto desagradável.
– Que cheiro gostoso. — Ouvi a voz rouca de Edward soar preguiçosamente, levantei a cabeça e o vi escorado na parede.
– Bom dia! — O cumprimentei com um sorriso, ele se aproximou e passou os braços pela minha cintura beijando meu pescoço. Eu amava quando ele fazia isso.
– Bom dia. — Murmurou com os lábios ainda na minha pele. — Não gostei nada de acordar sem você. — Reclamou manhoso, eu ri.
– Queria preparar um café da manhã especial para você. — Respondi me virando e passando meus braços pelo seus ombros, Edward me encarou com um sorriso e me beijou delicadamente.
– Hum que mulher prendada eu tenho. — Sorri completamente boba.
– Vai se sentar que já esta quase pronto. — Avisei me virando novamente para o fogão e mexendo os ovos.
– Não precisa de ajuda? — Ofereceu solicito.
– Não, pode ir sentando. — Edward deu uma leve mordida no meu pescoço fazendo todo o meu corpo arrepiar.
– Mandona. — Murmurou ao pé do meu ouvido, em seguida deu um tapa no meu bumbum. — Vamos logo! Seu homem esta com fome. — Me segurei para não rir, desliguei o fogão e me virei cruzando os braços sobre o peito arqueando minha sobrancelha.
– Não sabia que fazia o estilo neandertal? Vou repensar minha decisão sobre esse namoro. — Disse tentando parecer séria o que estava sendo bem difícil, Edward riu e me abraçou pela cintura.
– Desculpa amor mas essa é uma decisão que não tem volta. Você é minha e sempre será. — Descruzei meu braços e circulei seu pescoço.
– O que farei com você senhor Cullen? — Perguntei balançando a cabeça, ele encostou sua testa na minha.
– Vai me amar senhorita Cullen. — Respondeu sorrindo, não pude evitar de sorrir também. — E me alimentar também. — Ri e o empurrei.
– Então vai logo sentar que sua mulher vai te servir. — Edward puxou meu braço e me deu um beijo luxuriante, sua língua explorando de forma ávida e calma minha boca fazendo com que eu soltasse um gemido de prazer e deixasse minhas pernas bambas. Então se afastou e finalmente foi para a mesa me deixando seca por algo a mais. Respirei e tentei me controlar. O que esse homem fazia comigo? Praguejei mentalmente. Peguei tudo o que tinha preparado e levei até a mesa, assim que terminei ele me puxou para o seu colo. — Não se cansa de comer comigo no seu colo? — Perguntei bem humorada.
– Tudo o que eu mais amo é ter você perto de mim, a todo o momento. — Falou dando um beijo molhado no meu pescoço. Sorri com sua resposta e ainda mais com seus lábios na minha pele.
– Eu também. — Confessei dando um simples selinho nos seus lábios. Talvez agora fosse um bom momento para tocar no assunto da herança e dizer o que eu decidi. — Edward?
– O que amor? — Perguntou me olhando enquanto levava um garfada de ovos com bacon à boca.
– Eu pensei sobre o que conversamos sobre a sua herança. — Ele cerrou os olhos.
– Nossa herança. — Disse incisivo limpando a boca com o guardanapo. — Esqueça dos nossos pais Bell, o que é meu é seu. Simples assim. — Acabei sorrindo. — O que você decidiu?
– Acho que tem que ir atras disso. É seu... — Edward fechou a cara, antes que dissesse algo, completei. — Nosso direito. — Sua expressão suavizou e ele abriu um sorriso lindo.
– Ótimo. Irei conversar com Eleazar sobre isso na sexta quando falar com ele sobre os problemas de desvio de dinheiro da empresa.
– Não acha que ele pode tentar impedir?
– Não, ele sabe que eu tenho direito e que cedo ou tarde eu iria atrás disso, acho justo que ele saiba que vou entrar na justiça pela nossa herança.
– Você confia nele?
– Confio, trabalho com ele há um bom tempo e vejo que ele é realmente honesto com o que faz.
– Foi o que eu pensava do Benjamim também. — Murmurei chateada.
– Ele é diferente Bell, tenho certeza que tudo isso foi coisa do nosso pai.
– Edward! Carlisle nunca o deixaria na miséria.
– Eu precisava aprender Bell, ele me deixou um cargo na empresa, mas eu me neguei a aceitar, dizendo que era muito abaixo do que eu merecia. Tudo o que nosso pai queria era que eu lutasse por algo na minha vida. — Disse pensativo. Será mesmo que tudo isso foi planejado por Carlisle? A verdade é que fazia todo sentido e Edward tinha tanta certeza sobre isso que eu mesmo estava acreditando nessa hipótese.
– Se você confia nele eu também confio. — Ele sorriu abertamente.
– Tenho certeza que dará tudo certo nos trâmites legais, não vai ser algo rápido, mas teremos o que é nosso por direito e poderemos construir nossa casa do jeito que quisermos.
– Acho que vai ser bom colocar a cabeça nisso enquanto não arrumo um trabalho. Já posso inclusive ir planejando cada cômodo, afinal seis quartos não é pouca coisa não é senhor Cullen? — Edward riu e beijou meu pescoço tomando em seguida um copo de suco.
– Já tenho muitas idéias para nosso quarto. — Edward disse animado enquanto comia uma fatia de bacon, eu me limitava a tomar com copo de Iorgute.
– Ah é? Posso saber quais? — Ele balançou a cabeça.
– Ainda não. Vamos fazer isso juntos. — Sorri. Era tudo o que eu queria também. — O que vai fazer hoje? — Perguntou mudando de assunto.
– Vou passar no ateliê da Alice, combinamos de ver algumas coisas para o casamento da Rose.
– Já?
– Pois é. Rose esta uma pilha com os preparativos, nem parece que o casamento vai ser daqui um ano. — Para mim era muito tempo, mas de acordo com Alice era pouco para preparar tudo. — Rose quer algo bem grande, por isso já esta correndo com tudo. — Expliquei, Edward terminava de mastigar os ovos quando me encarou.
– E você? — O encarei confusa.
– Eu o que?
– Como gostaria do nosso casamento? — Senti um frio percorrer meu estômago, apesar de ser cedo eu sabia que uma hora seria a nossa vez e só de ver Edward interessado nisso me deixava nas nuvens.
– Adoraria que fosse bem informal, à tarde com muitas flores silvestres e ao invés de uma festa um jantar com as pessoas mais próximas. — Edward me olhava atentamente. — O que acha? — Perguntei receosa pela sua reação, mas assim que vi seu sorriso relaxei.
– Eu amei amor. — Exclamou animado.
– Mesmo?
– Sim, vai ser lindo, mais ainda ver você vindo na minha direção. — Disse me apertando nos seus braços.
– Isso é um pedido senhor Cullen? — Provoquei.
– Não, ainda não. — Sorri. — Vai dizer sim quando eu pedir? — Fiz uma cara pensativa.
– Hum não sei. — Edward fez cócegas no meu abdômen. — Para Edward. — Pedi rindo, ele parou e me encarou.
– Pois fique sabendo que quando pedir vai ser impossível a senhorita recusar.
– Já esta planejando? — Ele sorriu.
– Eu planejo isso desde que tinha dezessete anos Isabella.- Pela primeira vez não pensei em nosso passado com amargura ou dor, sua declaração fez um calor agradável surgir no meu peito.
– Agora vou ficar curiosa. — Falei manhosa fazendo um bico, Edward me beijou.
– Não fique. Sei que ainda esta cedo para tal passo mas quando for pedir você saberá. — Suspirei passando minha mão pelos seus cabelos e encostei minha testa na sua.
– Eu te amo senhor Cullen. — Declarei apaixonada.
– Eu te amo futura senhora Cullen. — Sorri abertamente pelo modo como meu sobrenome já tão conhecido pode soar tão diferente somente com o senhora na frente. Estava contando os segundos para me tornar sua esposa.
Aproveitei que ia no ateliê de Alice e dei uma carona para Edward até o trabalho, passamos todo caminho conversando bobagens, eu juro, se pudesse ficaria grudada nele vinte e quatro horas por dia, era incrível a sintonia que tínhamos, atingimos um ponto em que nem precisávamos falar para saber o que o outro queria, depois do nosso papo sobre casamento fiquei mais animada com os preparativos do de Rose. Quem sabe logo não seria o nosso?
Estacionei meu carro em frente ao ateliê e desci indo em direção da entrada, agradecia pelo fato de Victoria não trabalhar mais com Alice, sempre que nos víamos ela me perguntava sobre Edward e isso me irritava profundamente, ainda mais porque ele nunca deu bola para ela, achava essa insistência uma chatice.
– Bom dia Tanya. — Cumprimentei a recepcionista. — Alice esta?
– Ela já esta esperando Isabella. Pode entrar. — Agradeci e segui pelo corredor até chegar ao seu escritório. Assim que abri a porta já pude ouvir sua voz.
– Que bom que veio mais cedo. — Disse sorrindo, fui em sua direção e a cumprimentei.
– Pois é, agora estarei livre as manhãs e tardes. — Falei com desgosto. Ela franziu o cenho confusa.
– Por que? — Me sentei no amplo sofá areia que tinha no canto do escritório, ela veio na minha direção e se sentou ao meu lado, então contei tudo o que tinha acontecido no dia anterior, Alice me encarava abismada com as coisas que lhe dizia. — Mais que bando de sem-vergonhas. Me diz que você vai denunciar seu chefe Bella.
– Não vou.
– Bella! — Me repreendeu.
– Eu não tenho provas Alice, vai ser a palavra de um conhecido arquiteto contra a minha. Que chances eu teria?
– Isso é verdade. — Lamentou. — Mas aposto que o Edward vai fazer algo. — Comentou com os olhos brilhando, balancei a cabeça sorrindo.
– Edward queria esganar os dois, mas eu pedi que ele não fizesse nada.
– Ah não Bella! Pelo menos um tinha que levar uma boa surra. — Argumentou, eu era veementemente contra violência.
– Alice os dois são pessoas importantes, isso só iria prejudicar o Edward. Eu não quero.
– Você é boa demais. — Reclamou, eu ri. — E as merdas que esse Caius falou, espero que não tenha acreditado.
– Eu confesso que fiquei mexida. — Ela me olhou espantada. — Mas vi como estava sendo estúpida, o que doeu mesmo foi que quando o vi tudo o que eu passei veio na minha mente claramente.
– Você conversou com Edward sobre isso?
– Sim, ontem nós falamos sobre tudo, ele foi tão gentil e doce comigo. Eu me apaixono cada dia mais Alice. — Ela sorriu.
– Você merece ser feliz e o Edward também. — Era a mais pura verdade, já havíamos passado por muita coisa, estava na hora de sermos felizes.
– Bom vamos mudar de assunto caso contrário eu vou correndo atrás dele. — Demos risada. — Como andam os preparativos?
– Já estou desenhando o vestido de Rose e hoje quero começar a desenhar os das madrinhas. — Falou sorrindo apontando para nós duas. — Como não quero nada igual queria que me dissesse como quer o seu.
– Ok. — Concordei, Alice pegou um bloco de papel e começou a rabiscar enquanto eu dizia o que queria ela ia me dizendo o que ficaria bom ou não. Passamos boa parte da manhã falando sobre os vestidos, logo depois chegou Rose cheia de revistas de noivas. Ela estava super animada com o casamento tanto que tirou folga só para discutir o assunto e já começar a ir atrás de tudo, passando o restante da tarde discutindo sobre cores, talheres, copos, pratos e comidas. Agora eu via que Alice estava certa em dizer que um ano era pouco para preparar um casamento, realmente um ano não nada.
Edward POV
Cheguei ao restaurante que havíamos combinado e logo avistei Emm e Jazz sentados na mesa, infelizmente Seth já tinha compromisso e não pode vir comigo.
– E ai gente? — Falei cumprimentando eles e me sentando.
– Beleza cara. — Emm disse. — Fiquei curioso com a urgência desse encontro. — Indagou interessado.
– Eu também. — Jasper completou igualmente interessado.
– Precisava falar sobre um assunto sério com vocês. — Emm franziu o cenho e me encarou.
– O que aconteceu? — Perguntou preocupado, respirei fundo e comecei a contar tudo o que havia acontecido no dia anterior com Bell.
– Como esse desgraçado foi capaz disso? — Ralhou Jasper indignado com a atitude do chefe de Bell.
– E esse tal de Caius, que canalha! — Exclamou Emmett revoltado.
– Eu sei, nem posso acreditar que um dia fui amigo desse desgraçado. — Lamentei chateado. — Mas isso acabou, prometi a Bell que não bateria nele, mas ela não disse nada sobre humilhar esse verme. — Emm abriu um sorriso.
– Pode contar comigo Edward, esse imbecil merece sofrer.
– Comigo também. — Jasper disse concordando.
– Eu sabia que vocês me ajudariam. Eu acho que sei o que fazer, mas não faço ideia de como realizar isso.
– Fala e vemos como podemos ajudar. — Incentivou Jasper então contei o que tinha em mente no final Emmett gargalhou alto atraindo diversos olhares na nossa direção.
– Menos Emmett. — Adverti me controlando para não rir, assim como Jasper.
– Cara essa ideia é fenomenal! Vai arrasar e humilhar o talzinho com tudo! — Exclamou animado.
– Eu concordo. Esse plano é perfeito! — Alegou Jasper.
– Também achei, mas não sei por onde começar ou como conseguir o que preciso.
– Não se preocupe Edward, deixe isso na minha mão, arranjo tudo o que você precisa. — Arqueei minha sobrancelha, Jasper o encarou também.
– Posso saber como vai fazer isso? — Perguntei intrigado.
– Tenho meus contatos. — Respondeu enigmamente.
– Hum ou você mesmo já experimentou? — Jasper caçoou, Emm fechou a cara e eu gargalhei.
– Nada a ver. Vai querer minha ajuda ou não?
– Claro, caso contrário nem saberia o que fazer. — Falei parando de rir. — Mas depois vamos querer saber dessa historia. — Emmett sorriu.
– Eu conto e vai ver que não é nada disso que essas cabeças sujas estão pensando.
– O que faremos primeiro? — Perguntou Jasper.
– Caius sempre foi bem metódico em sua rotina, só espero que não tenha mudado isso. Ele sempre vai ao mesmo bar no mesmo horário todo dia, é um vagal com certeza não vai estar fazendo nada, vai ser um bom lugar para por nosso plano em prática. Acha que consegue tudo para amanhã Emm?
– Com certeza, depois de contar como esse cara é um imbecil não vai ser difícil.
– Perfeito. Obrigado pela ajuda gente. — Agradeci sinceramente.
– Amigos são para isso Edward, além disso vai ser divertido para caralho. — Emmett disse animado. Acabamos rindo.
– E o chefe dela Edward? — Jasper perguntou, bufei.
– Eu pensei em fazer algo, mas percebi que ele mesmo cavou sua cova demitindo Isabella. — Benjamim veria o grande erro que foi quando mandou Bell embora. — Mas faço questão de dizer isso na cara dele e vai ser hoje mesmo.
– Se quiser uma ajuda nisso também. — Emmett ofereceu.
– Valeu, mas esse eu faço questão que veja a minha cara. — Declarei. Após o almoço voltei para a empresa não via a hora de chegar amanhã e ver Caius sendo humilhado com certeza não o veríamos tão cedo depois disso. Voltei minha atenção ao trabalho, afinal tinha um compromisso inadiável após o expediente e tinha ainda muitos projetos para analisar.
Conforme havia planejado sai um pouco mais cedo do serviço para poder passar no escritório de arquitetura de Benjamim e ter uma conversa séria com ele. Não demorei a chegar já que o local não ficava longe da Cullen’s.
– Bom tarde! — A recepcionista me cumprimentou com um sorriso enorme no rosto. Eu odiava quando as mulheres me olhavam como se fosse algo de comer, bom exceto uma. Sorri mentalmente ao pensar em meu anjo.
– Oi. Sabe onde fica a sala do Benjamim? — Perguntei seriamente.
– Na segunda porta à direita. Tem hora ... — Nem terminei de ouvir o que ela dizia e segui até o escritório dele. — Senhor não pode entrar assim. — Ouvi a moça dizer ao mesmo tempo que abria a porta em um rompante.
– O que significa isso? — Benjamim se levantou sério. — Kate? — A moça apareceu ao meu lado.
– Sinto muito ele foi entrando. — Se desculpou.
– Chame os seguranças. — Ordenou rudemente.
– Não precisa. — Aleguei. — O que eu vim fazer aqui é rápido.
– Quem é você? — Indagou sério.
– Edward Cullen namorado de Isabella.
– O que quer aqui rapaz? Veio tirar satisfações por que demiti Isabella, não tenho culpa se sua namorada é uma incompetente. — Bati com o punho na sua mesa fazendo com que ele e a moça que ainda estava parada na porta se assuntassem.
– Incompetente é o senhor! — Exclamei nervoso apontando o dedo na cara dele. — Que é capaz de forçar uma profissional a aceitar sem reclamar o assédio dos seus clientes. — O rosto de Benjamim ficou branco.
– Kate saia. — Exigiu, a moça saiu fechando a porta em seguida.
– Ela não sabe o canalha que o chefe é? — Questionei com um sorriso debochado.
– Olha aqui rapaz eu não devo satisfação alguma a você e se quer saber acho que Isabella estava gostando e muito da atenção do senhor Manchester. — Eu voei sobre a mesa dele e o agarrei pelo colarinho da camisa.
– Escuta aqui seu verme, não ouse sequer pronunciar o nome de Isabella de forma tão baixa. O único que não presta aqui é você! — Ele me olhava assustado, estava morrendo de vontade de socar esse imbecil, mas havia prometido a Bell que não faria nada e só de estar aqui já estava quebrando a promessa. — É bom que você saiba que eu podia com alguns telefonemas acabar com essa empresa de merda! — Benjamim tirou minha mão da sua camisa com brusquidão.
– Quem você pensa que é? Que eu saiba seu pai te deixou sem uma agulha. — Desdenhou, não era segredo na alta sociedade o que havia acontecido com o primogênito dos Cullens.
– E daí? Eu trabalho diretamente com diversas construções e posso garantir que tenho muito prestigio na minha área apesar do pouco tempo e posso muito bem fazer com que todos eles cortem negócios com você. — Ele me encarou alarmado.
– Você não seria capaz.
– Eu seria, mas não vou fazer isso. Sabe por que? — Abri um sorriso enorme. — Porque essa porra que você chama de escritório vai a falência sem Isabella, ou pensa que eu não sei que a maioria dos projetos e ideias vem dela.
– É isso que sua namoradinha te disse? Pois saiba que é mentira. — Tentou se defendeu.
– Veremos Benjamim. — Disse e sai daquele lugar apressadamente. Que ódio desse desgraçado! Canalha! Respirei fundo tentando me acalmar, chamei um taxi e fui para casa de Bell. Eu deveria contar a ela o que eu fiz? Eu não podia esconder isso de modo algum, não seria honesto.
Bati na porta de seu apartamento e ela apareceu linda e com um sorriso glorioso no rosto, no instante seguinte ela estava nos meus braços.
– Saudades anjo. — Disse a beijando.
– Também. Como foi seu dia? — Fiz uma cara de cansado.
– Exaustivo. — Bell acariciou meus braços.
– Que tal um banho e depois um massagem. — Sorri.
– Parece perfeito. — Ela fechou a porta, pegou minha mão e me puxou para o quarto entretanto eu precisava conversar sobre o que tinha acontecido antes. — Bell Espera.
– Que foi?
– Vem cá. — Falei a puxando para se sentar no sofá.
– Esta me assuntando Edward. Aconteceu algo no trabalho? É sobre o Michael e o caso de corrupção? — Neguei.
– Não, é que... — A olhei e tomei coragem. — Eu fui ver o Benjamim hoje. — Confessei finalmente.
– COMO? — Esbravejou se levantando. — Eu pedi para você não fazer nada Edward.
– Eu não fiz nada. Juro. — Me defendi.
– O que aconteceu? O que foi fazer lá?
– Dizer para aquele imbecil que não é certo tratar as pessoas do modo como ele te tratou e que se eu quisesse podia afundar a droga do escritório dele. — Bell se aproximou e me abraçou pelo pescoço.
– O senhor nunca faz nada do que eu peço não é mesmo. — Abri um sorri malicioso.
– As vezes eu faço. — Falei acariciando suas costas, Bell riu.
– Não vou dizer que o que fez foi certo. — Ela passou os dedos delicadamente pela minha bochecha. — Mas obrigada por cuidar de mim.
– Tudo por você meu anjo. — Declarei e lhe dei um beijo delicado nos lábios, Bell se afastou e voltou a me puxar para nosso quarto com um sorriso safado no rosto. Esperava sinceramente que essa também fosse sua reação quando descobrisse o que faria com Caius.
Notas finais
O próximo deverá ser em terceira pessoa e mostrará exatamente o que eles aprontaram com o Caius... Tentarei postar o mais rápido possível :)
Bjs e até o próximo ;)
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