Lagrimas de uma paixão

2 Conhecendo gente nova -


Notas iniciais
oi aqui começa a historia. espero que tenham gostado do poema de abertura. e espero que gostem desses romance*-* boa leitura amoxinhos

(Annabel)

*

O vento frio do inverno soprava meus cabelos para trás, a toca em minha cabeça protegia minhas orelhas, já estava perto de minha casa e podia ouvir meu irmão tocando sua guitarra loucamente. Eu e Andrew morávamos sozinhos há seis anos, meus pais haviam morrido em um acidente de carro quando eu tinha apenas dez anos, nossa avó cuidou de nos por cinco anos então a mesma falecera, tínhamos nossa única tia que morava do outro lado da cidade, ela gerenciava a herança deixadas por nossos pais, mas dificilmente víamos a mesma, então éramos apenas eu e Andrew.

– Annabel! – quando entrei pela portaria o porteiro me chamo – Pode pedi pata seu irmão tocar um pouco mais baixo, estamos recebendo reclamações da vizinhança.

– Pode deixar Charlie – retruquei.

O elevador estava em manutenção, tive que ir de escada mesmo. Subi apressada ate o quarto andar, nosso apartamento era razoavelmente grande. Entrei pela porta e dei de cara com meu irmão pulando e rodando com a guitarra, okay ele queria fingir que estava em um show de rock, fui ate onde estava o amplificador e desliguei-o.

– Ei – protestou ele – O que houve?

– Você esta incomodado a vizinhança – olhei para a carta em minha mão – Suas aulas começam em uma semana.

– Desculpe – respondeu ele – É só a faculdade – ele se sento no sofá de couro preto – É só durante a semana, nos sábados e domingos eu venho pra casa.

Ignorei meu irmão e fui para meu quarto, me joguei na cama e tentei dormi, mas nada adiantava. Fui para o banheiro tomei um banho quente. Escolhi algumas roupas, uma calça bem justa preta, uma blusa de manga azul clara, meu casaco preto e nos pés como sempre meus all stars. Me olhei no espelho, meu cabelo azul já estava desbotando, delineei os olhos de preto e passei um pouco de pó compacto. Sai do quarto e pequei minha bolsa no sofá e meu irmão me encarto erguendo uma sobrancelha.

– Esta indo para onde? – indagou ele.

– Vou sair – dei de ombros saindo pela porta – Sozinha – gritei assim que a porta se fechou

Andava calmamente ate a praça perto do prédio em que morava, sentei-me em um banco qualquer e encarei o nada por um tempo, liguei para minha amiga.

– Oi – falou ela do outro lado da linha.

– Você vai pro café hoje?- perguntei

– Não – respondeu ele – Erick pego uma virose vou ter que ficar de babá.

– Tudo bem – respondi – Te ligo mais tarde – deleguei o telefone.

Pus-me a caminhar novamente, iria para um café onde todas as noites tinha apresentações de poetas e bandas. Entrei no café ouvindo o tilintar do sino preso na porta.

– Annabel – o gerente do café me chamava precisamos de você – A Bella falou que você tem uns poemas escritos no seu caderno.

– Sim eu tenho dois poemas – falei, o gerente do café era namorado da minha melhor amiga.

– Você tem que iniciar – ele falou me empurrado para o palco – Por favor.
Já não tinha escolha já estava no palco e todos olhavam para mim intrigados.

– Oi – comecei – Sou Annabel Jackman e iniciarei a noite das apresentações com um poema.

Respirei fundo e olhei em volta me certificado se havia alguém que eu conhecia

– ‘‘ medo

*

O dia vira noite

Cada pedaço de mi se queima

O medo me destroça de dentro pra fora

A vida e vazia e sem sentido

*

Corro, tento fugir

Mas o medo sempre esta atrás de mim

Essa estrada vazia

Onde só andam desgraçados como eu!

*

O sono toma conta de mim

Mas o medo não me deixa descansar

Talvez um da eu consiga o destruir

Mas enquanto isso apenas foge!”

*

Uma salva de palmas. Sai do palco e me sentei em uma mesa no canto do café, aquela parte era a quer eu mais gostava, era escura e cada mesa tinha uma lâmpada em forma de uma vela bem grande. O garoto que se posicionava no palco era extremamente lindo, tinha cabelos pretos a franja caia sobre a testa, uma toca estava na cabeça e usava roupas pretas.

– Olá me chamo Eduardo Santori – apresentou-se – esse é meu poema

“ anjo caído

*

És minha amada

Sobre a luz da vela sóbria

O corpo já descansas

*

Tenho aqui um anjo caído

Que apaixonado chora

A morte da amada

E jura vingança

*

Tenho aqui um coração partido

Que sangra com a dor

Pode um anjo apaixonar-se?

Pode um anjo não ser mais puro?”

*

+-+-+

( Eduardo Santori )

Todos bateram palmas, uma garota no canto do café chorava, mas creio que não era por causa de meu poema, sai do palco e me aproximei dela

– Oi – cumprimentei

Ela era muito bonita, tinha cabelo azuis, a pele era branca e os olhos eram verdes, ela era linda sem duvidas

– Oi – ela respondeu meio desconfiada – Quem é você?

– Eduardo Santori – apresentei-me — Você é Annabel Jackman

– Eu sei quem eu sou – ela parecia tímida.

Eu havia retirado minha jaqueta e meu pulso repousava sobre a mesa, a garota olhava fixamente para as linhazinhas em meu pulso esquerdo , incomodado retirei o branco da mês.

– Não se envergonhe – Annabel mostrou o pulso, cicatrizes como as minhas estavam a cicatrizar – não somos tão diferentes assim.

Conversamos por algumas horas que pareceram minutos, então vi Annabel olhar para o relógio e arregalar os olhos.

– Ai meu deus meu irmão vai me matar- ela pulou da cadeira e saiu andando- desculpa, mas tenho que ir.

– Posso te levar ate em casa?- pedi – Não é muito seguro sair a essa hora da noite sozinha...

– Tudo bem- ela me interrompeu- vamos logo

Andamos todo o caminho conversando sobre coisas aleatórias, chegamos em frente a um prédio, e Annabel parou.

– Eu fico aqui – disse Annabel .

–E eu te deixo aqui – retruquei – Então ate mais Annabel.

– Ate mais Edu – ela usou um apelido pra se despedir de mim e entrou no prédio.

Andei mais algumas quadras e cheguei em casa, meu irmão e a namorada dele estavam sentados no sofá se pegando. Fui para meu quarto e deitei na cama lembrando de tudo que havia acontecido, Annabel era baixinha e tinha cabelo azulados era muito linda sem dúvidas. Eu tentei dormi e pelo incrível que pareça eu consegui relaxa e meus olhos se fecharam e a penumbra tomou conta de mim.

Notas finais
o que acharam. espero vc no proximo capitolo