LadyLike
4 Chapter Three
Notas iniciais
Espero que gostem!
Beijoos
Daphne descia as escadas se equilibrando naquele salto ridículo que sua avó havia entregado junto com o vestido e pensava seriamente em voltar ao seu quarto e não ir a esse jantar idiota, mas depois de pensar um pouco ela achou melhor ir, pois se não aparecesse era capaz de sua mãe a carregar pelos cabelos depois de claro, falar por meia hora sobre como ela não era uma Greengrass ou como tinha que se comportar com uma. Sim, completamente contraditório.
Ela andou até a mesa lentamente e se atrasou dois minutos por isso. Se sentou rapidamente em seu lugar, tirando o sapato dos pés por debaixo da mesa.
– Está atrasada — a mãe disse lhe lançando um olhar severo.
– Foram dois minutos! — Daphne se exaltou um pouco, fazendo com que todos os adultos olharam para ela acusadoramente, Theodore lhe lançar um sorriso cínico, sua irmã um olhar superior e Draco, os Malfoys também estavam no jantar, um olhar sem expressão, claro.
– Uma Gre...
– Uma Greengrass nunca se atrasa — Daphne interrompeu sua avó — Eu já sei disso.
Marie, a avó da garota, iria rebater, mas sua filha a lançou um olhar sugestivo, apontando, não muito discretamente, para os Notts e os Malfoys com os olhos e a mais velha se calou.
O jantar ocorreu normalmente, ou o mais normalmente que poderia ser. Olhares de ódio da parte de Daphne e Theo, conversas fúteis sobre de onde o lustre havia vindo ou como o quadro da família era bonito e caro e claro, Marie e Katherine dizendo todas as qualidades de Astoria e se lamentando por Daphne não ser como ela, o que fazia com que Theo desse sorrisos cínicos e olhares de escárnio para menina, que retribuía em um gesto um tanto quanto infantil, pisando no pé do garoto — com o salto — que estava a sua frente.
Depois de horas de futilidades, lamentações, olhares mortais e pisões de pé, que deixava o pé do garoto, mesmo sem ele admitir, muito doloridos, todos foram para uma sala reservada para conversas — sim, eles tinham isso, também tinha uma reservada para o chá, uma para conversas mais sérias, uma que possuía uma lareira e outra que não tinha finalidade, era apenas uma sala decorada que raramente era usada, e sim, a mansão Greengrass era enorme — e Daphne já estava subindo de fininho a majestosa escada, contando os segundos para tirar aquele salto apertado.
– Aonde vai Daphne? — Theo perguntou cinicamente, um pouco mais alto que o necessário, fazendo com que a conversa — que agora era sobre como nascidos trouxas eram nojentos — cessasse e todos olhassem para a garota — Acho que eu falei um pouco alto de mais, não é?
Theodore disse a última parte apenas para a menina, com uma cara que diria que ele estava se desculpando, se não fosse para o sorriso perverso em seu rosto.
– Nem pense em ir para o seu quarto, Daphne — Katherine falou lhe lançando um olhar mortal e tentando se desculpar por sua filha tão anormal e sem educação, palavras dela.
– Como você é carinhosa mamãe — Daphne murmurou sarcástica, mas para si mesma que para qualquer um.
– O que você disse? — a mãe disse em uma voz que indicava claramente perigo. Talvez ela não tivesse falado tão baixo assim.
– Como você sempre tem razão — Daphne falou sorrindo amarelo e descendo os poucos degraus que havia conseguido subir e dando — mais um — outro pisão no pé de Theo, dessa vez com o dobro de força, o que fez o garoto lançar um olhar irritado para ela e resmungar baixinho.
A conversa durou até tarde e uma Daphne entediada e com bolhas nos pés batucava a perna no ritmo de uma música que ouvira um dia desses. Os Malfoys foram os primeiros a sair, já que eles não dormiriam na mansão, depois foram Marie e seu marido, logo depois Astoria saiu dizendo que precisava descansar para seu casamento — que faltavam vinte dias. Por fim, sobrou apenas Elizabeth, Katherine, Terence, Richard que era o pai de Daphne, Theo e Daphne, que já havia tentado sair umas quinze vezes, mas sempre era descoberta, grande parte das vezes por culpa de Theo que agora tinha o pé latejando.
Depois de milênios, para Daphne, Terence e Elizabeth disseram que iriam repousar em sua suíte, a dois — isso quem falou fora Elizabeth, que ainda não parecia entender o porquê de ter ficado na segunda melhor e não na melhor suíte. Katherine também fora e Daphne estava indo logo atrás, sendo acompanhada — obrigatoriamente, já que os quartos eram um ao lado do outro — por Theo. Daphne abriu sua porta e quando estava a fechando algo a atrapalhou, ou melhor, alguém. Theodore colocara o pé antes que a porta fechasse — o mesmo que havia machucado e isso fez com que ele soltasse pequenos palavrões enquanto se controlava para não sair pulando de um pé só em busca de alívio.
Daphne soltou uma gargalhada ao perceber o esforço do garoto para se controlar.
– Parece que esse salto maldito serviu pra alguma coisa — ela falou, finalmente, tirando os sapatos e jogando em um canto qualquer — O que faz aqui Nott?
– Acha mesmo que eu iria deixar por isso mesmo? Que eu deixaria você pisar no meu pé e não faria nada? — ele falou já controlado e se aproximando.
– E o que vai fazer? Pisar no meu pé também? Ou talvez contar para minha mãe, é sempre isso que você faz — ela dizia cinicamente, indo para a porta do closet — Sempre se escondendo, o bebê Nott não sabe se defender sozinho.
– Vamos ver o que eu sei ou não fazer — o garoto murmurou perigosamente, se aproximando ainda mais e fazendo com que Daphne recuasse alguns passos e, consequentemente, batendo na parede.
– O que você está fazendo? — Daphne tentou manter a voz firme enquanto ele se aproximava ainda mais.
– Está com medo Greengrass? — Theo sorriu cinicamente, colocando os braços aos lados da cabeça da menina, para impedi-la de escapar.
– Medo? De você? — ela riu sarcasticamente, mas, ironicamente, sua risada falhou quando ele moveu a mão direita para a cintura dela.
– Pois não me parece isso — ele murmurou com sua voz saindo rouca.
– Me solte Nott — Daphne tentou passar convicção enquanto o cheiro de Theodore a inebriava.
– Não acho que você quer isso — ele sussurrou em seu ouvido, fazendo a garota, mesmo contra vontade, se arrepiar — Se eu não te conhecesse, diria até que está gostando.
– Nem nos seus sonhos Nott — a voz dela falhou quando ele se aproximou ainda mais, fazendo que suas respirações se misturassem.
– Será mesmo? — ele roçou seus lábios por apenas um segundo, mas um segundo capaz de fazer uma corrente elétrica passar pelos dois.
– S-sim — Daphne ainda tentava se manter firme, mesmo todo o seu corpo implorando por mais.
– Se é assim que você quer — disse Nott roçando seus lábios novamente — Assim será...
Então ele desgrudou dela e saiu sem olhar para trás. Deixando uma Daphne de respiração acelerada.
– Filho da puta — Daphne gritou jogando um porta-retratos com uma foto dela e de uma amiga na porta e logo escutou a risada fria de Theo do outro lado — Eu te odeio!
– Digo o mesmo, princesinha revoltada — ela escutou a voz dele, mesmo abafada e depois ouviu uma porta se fechando.
O que fora aquilo???
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