LadyLike

14 Chapter Thirteen


Notas iniciais
Milena: Hey gente, quanto tempo, não?
Então, eu sei que eu demorei eras, mas posso explicar! Eu decidi dar atenção a uma fic minha por vez, pra poder finalizar algumas delas... Estou nos ultimos capitulos de uma de Jogos Vorazes e assim que termina-la pretendo fazer com essa aqui, mas só se tiver o apoio de vocês, o que acham?
Eu sei que não mereço, mas vamos fazer um acordo? Tem dado certo nas outras fics, espero que de aqui também, se eu conseguir DEZ REVIEWS eu posto aqui, independente de não ter terminado a outra ainda, ok?
Então, espero que gostem, mesmo que eu não tenha curtido muito, já que estou morrendo de sono, mas o review da linda da Black Panther me animou a escrever...
Enfim, esse capitulo vai dedicado a fofa da Miss Benda, pela recomendação diva, desculpa por dizer que não demoria e demorar, linda D:

Dia 17

Theodore sentia como se estivesse anestesiado, fazia quase uma semana desde sua discussão com Daphne e, desde lá, parecia que seu animo havia ido embora. Ele fazia tudo no automático e assistia tudo como alguém de fora e não como si mesmo.

Há cinco dias não falava com Daphne, desde quando se encontraram no banheiro e, também há cinco dias, ele não a via.

Ele estava sentado na varanda de seu quarto e inconscientemente seu pensamento se voltava para aqueles três dias, antes de tudo desabar completamente. Talvez ele estivesse sendo um pouco dramático e para você possa parecer mais uma de suas intermináveis brigas. Mas ele sabia que aquela fora diferente, Theodore era um Sonserino e, como tal, possuía seu orgulho. Ele não se rebaixaria após ouvir aquelas palavras de Daphne, pois daquela vez fora real. Eu te odeio, Nott.

Ele estremeceu, olhando para a sacada ao lado e se lembrando do primeiro dia em que os dois tiveram uma conversa sem gritos, o primeiro dia em que foram verdadeiros consigo mesmos. O dia em que a vó de Daphne brigara com ela e o garoto fora consolá-la. Talvez aquele fora o dia em que o garoto percebera que sentia algo a mais pela morena, ou talvez não.

Theo escutou alguns barulhos no quarto ao lado, mas não se importou, até ouvir os gritos da sra. Greengrass. Ele se levantou mecanicamente e se arrastou até a porta de seu quarto para ver quais seriam os motivos daquela vez.

- Ela não pode ter feito isso comigo, com o casamento da irmã dela... Com a nossa família! – a mulher grunhia, segurando um pedaço de papel e andando de um lado para o outro no quarto.

- O que aconteceu? – o pai de Theodore perguntou, já que ele e todos da casa vieram rapidamente ao escutarem os gritos da senhora.

- Ela foi embora! – sra. Greengrass exclamou, jogando o papel em direção a Theodore, que o pegou por reflexo e arregalou os olhos ao lê-lo.

Voltei para onde nunca deveria ter saído, não adianta me seguir, eu não irei voltar.

Daphne G.

- Como assim ela foi embora? – Astoria perguntou, histérica.

Theodore, ainda atordoado, voltou ao seu quarto, jogando o bilhete para qualquer pessoa. Ela não poderia ter ido sem falar com ele, poderia? Por que ela faria aquilo?

O garoto não sabia o que pensar ou o que fazer, ela não podia estragar tudo e depois fugir, não podia fingir que nada daquilo havia acontecido e voltar a viver novamente na França, ela não poderia fazer aquilo com ele.

Ele pegou sua varinha, uma capa de viagem e saiu rapidamente, ignorando a todos que estavam no corredor, ele tinha que fazer alguma coisa e pouco se importava onde seu tão estimado orgulho fosse parar, ela não fugiria!

O garoto grunhiu, exasperado, será que ela já havia chegado à França? Ela provavelmente não fora por chave de portal, aparatação ou pó de Flu, já que todos esses meios seriam facilmente descobertos pelo Ministério, coisa que ela não queria, pois daria sua localização exata. Ela também não iria voando, pois seria uma idiotice voar até a França... Só o restava os métodos trouxas. Ele só esperava que ela já não estivesse ido há muito tempo.

Aparatou na estação de trem de Londres para logo ser informado que naquele dia não tivera nenhum trem para a França. Fechou os olhos, frustrado, tentando lembrar qualquer outro meio de transporte trouxa. E, com um estalo, ele se lembrou que trouxas também voavam, em aviões.

Assim que chegou ao aeroporto foi rapidamente até uma mulher procurando informações sobre voos para a França e ignorando os olhares estranhos de todos para suas vestes.

A moça, assustada, informou que o próximo voo sairia em quinze minutos e sem saber o que fazer exatamente, comprou uma passagem, entregando a mulher diversos galeões e saindo sem deixar que ela pudesse falar alguma coisa. Não que ela fosse falar, afinal, a quantidade de ouro que havia em suas mãos pagaria muito mais que uma passagem.

Ele seguiu rapidamente pelo aeroporto sem saber o que fazer exatamente, apenas seguindo o fluxo. Quando um guarda tentou o parar no detector de metais, Theodore lançou silenciosamente um feitiço para confundi-lo e passou sem maiores dificuldades. Algo lhe dizia que aquele era o caminho certo, talvez fosse o grande televisor informando todos os voos.

Ao escutar a voz de uma mulher informando ser a ultima chamada para o voo da França ele apressou o passo até a fila certa e assim que encontrou quem procurava, a puxou com rapidez.

- Você é maluca? – ele perguntou irado, fazendo alguns olhares se voltarem para os dois – Quem você pensa que é para ir embora assim, fugir como uma garotinha assustada? Você não pode fazer isso, Greengrass!

Daphne piscou, atordoada, tentando entender o que era aquilo.

- Theodore? – ela perguntou relutante, ele realmente estava ali?

- Mas é claro que sou eu! – o garoto revirou os olhos, apertando o braço dela com um pouco mais de força – Você não vai voltar!

Ela piscou mais uma vez e por fim puxou seu braço de sua mão, se afastando dele.

- Você não manda em mim, Nott – ela murmurou com frieza – Eu vou para a França.

- Não, você não vai – ele grunhiu – Eu não vou deixar você fugir de mim assim.

- Você é muito prepotente, não acha? – ela falou, elevando o tom de voz – O que o faz pensar que eu iria embora só por sua causa? Você não se lembra do que eu falei, eu te odeio, Nott.

Theodore fechou os olhos, sendo atingido novamente pelas palavras frias da garota.

- Não, você não me odeia – ele murmurou, abrindo os olhos e pegando novamente seu braço – E você odeia a si mesma porque sabe que isso é verdade, você não me odeia, Greengrass, tanto que está fugindo, pois sabe que se ficar por aqui você irá se render e eu irei ganhar, não é?

- Nem tudo é sobre você, Nott – a garota falou, os olhos fechados e a voz falha – E você não sabe de tudo.

- Então me conte, vamos Greengrass, me diga o que eu não sei – ele dizia baixo.

- Eu... – Daphne abriu os olhos, tentando entender o que estava acontecendo – Me deixe ir embora, Nott, eu irei perder o voo.

- Você. Não. Vai. – o garoto falou pausadamente, os olhos gélidos.

- Eu não tenho motivos para ficar aqui, me solte.

- Eu não vou te soltar, sabe por quê? – ele se aproximou, deixando seus rostos a milímetros – Porque você é minha, Greengrass, e nada que é meu pode ir embora assim.

- Eu não sou sua, Theodore.

- Tem certeza? – ele perguntou e, acabando com o espaço entre eles, selou seus lábios em um beijo rude e possessivo.