LadyLike

17 Chapter Sixteen


Notas iniciais
Milena: Hey pessoal, como vão? Sei que demorei, mas a culpa foi toda da escola, suas provas e suas notas, mas no geral, até que eu fui bem (tirando minha querida física, é claro). Mas, agora eu estou de volta, EEEE. E vou tentar ser o mais rapida possivel para postar aqui, eu estava contando e bom, podemos dizer que não falta muito para a fic acabar, eu achei que ela teria mais capitulos, mas a historia já está quase que completamente "desenrolada", mas calma, ela não terminará antes do capitulo 20 (mesmo se ele for o epilogo).
Esse capitulo vai dedicado a linda da MD, que deixou uma recomendação muito diva, obrigada mesmo querida, e se quiserem, sintam-se a vontade para seguir o exemplo dela, haha.
Então, deixa eu me calar aqui e deixar vocês aproveitarem, sinto que vocês podem gostar desse capitulo ;)
Para o proximo, DOZE REVIEWS!
Enjoy :*

Ainda dia 18

Todos estavam reunidos na sala de estar da casa das garotas, que era uma mistura inusitada de uma sala trouxa com uma sala de bruxos, igual a toda a casa.

- Quanto tempo você vai ficar? – Gregori perguntou a Theodore enquanto o francês tentava ensinar o inglês a jogar videogame.

- Voltaremos depois de amanhã – ele se virou para Daphne – Não é, amor?

- Me chame disso novamente e dê adeus para o que você tem entre as pernas – ela sorriu sarcasticamente e voltou a conversar com Graziella.

- Você não conseguiria ficar sem ele por tanto tempo assim, amor – ele continuou, fazendo a garota lhe lançar um olhar furioso.

Daphne ia abrir a boca para retrucar quando Jackie entrou na sala os lançando um olhar irritado.

- Eu estou vendo vocês dois juntos a menos de um dia e minha vontade é de torturar os dois até vocês enlouquecerem, então se vocês ainda quiserem continuar sãos, é melhor se controlarem – ela se sentou ao lado de Danny, que prendia o riso – E ao contrario da Daphne, eu cumpro minhas ameaças.

Daphne revirou os olhos, bufando, mas se calou e voltou a sua antiga conversa com Graziella, que também observava tudo divertidamente.

Gregori voltou a tentar ensinar o jogo a Theo, recebendo ajuda algumas vezes de Danny, sem sucesso.

- Desisto! – Theodore se levantou frustrado – Jogos trouxas não são para mim, eu sou um Sangue-Puro!

- Quer insinuar algo com isso, Nott? – Jackie o fitou, semicerrando os olhos.

Theo arregalou os olhos, depois das poucas horas com a garota e com os avisos anteriores de Daphne, ele entendera que não deveria subestima-la.

- Não, é claro que não – ele murmurou rapidamente, negando exageradamente com a cabeça e fazendo com que Daniel, Gregori e Daphne gargalhassem, mas estes logo pararam quando receberam o mesmo olhar de Jackie.

- A gente poderria fazer alguma coisa... – Graziella falou, a única que ainda possuía alguma dificuldade com o inglês, já que os outros três o falavam fluentemente, seja porque foram criados com essa língua, como Jackie e Daniel, que tinham um de seus pais ingleses, ou Gregori, que havia aprendido ainda pequeno, quando passou um tempo na Inglaterra.

- Alguma sugestão? – Daniel perguntou, pausando o jogo e se virando para a loira.

- Podemos só... andar por aí – ela deu de ombros – Theodorr ainda nom conhece a Parris trouxa.

- Mas ele não pode sair assim – Gregori apontou para as vestes do inglês.

- Estamos em Paris – Jackie revirou os olhos – A cidade da moda, isso pode ser considerado uma nova e bizarra tendência do outono, você pode até ficar famoso, Nott.

-*-

E assim, a tarde se passou com rapidez, os seis saíram às ruas de Paris sem nenhum destino em mente. O passeio rendeu muitas brincadeiras, risadas, sarcasmo e claro, desentendimentos vindos de nosso casal favorito.

Nesse momento, estavam todos espalhados por uma praça qualquer, Graziella e Gregori aproveitavam a paisagem típica do outono, com suas folhas amareladas e caídas, para tirarem algumas fotos e, claro, para namorarem um pouco. Jackie estava deitada no colo de Daniel, que ria das palhaças do outro casal enquanto acariciava o cabelo da namorada, ambos sentados em um banco.

Daphne havia se afastado um pouco, indo até uma pequena ponte, que permitia a ligação entre duas partes da praça, já que era dividido por um pequeno rio, que provavelmente desaguaria no rio Sena, Theodore se aproximou silenciosamente, se colocando ao lado da garota, que observava o nada.

- Sabe o que isso me lembra? – ele perguntou, suspirando, nenhum vestígio de brincadeira ou ironia em seu rosto, apenas o cansaço – Me lembra dos únicos três dias em que conseguimos conviver pacificamente, longe de todos os outros, sendo apenas nós...

- Antes de eu estragar tudo – Daphne completou amarga, ainda sem olhar para o garoto.

- Antes de você estragar tudo – ele concordou – E eu prometer que desistiria.

- Você nunca foi bom em manter sua palavra – ela sorriu minimamente – Só não sei por que fico feliz por isso.

Theodore piscou, atordoado, e se virou para a morena, tentando encontrar seu olhar e descobrir se ela estava brincando ou não, mas ela ainda olhava para o nada.

- Daphne... — ele a puxou, obrigando que ela o olhasse – Você me odeia?

A garota o olhou impotente, ela não conseguiria mentir de novo, conseguiria? A mesma lembrança que tomara conta de sua mente na outra vez viera agora, mas não parecia mais um motivo tão grande assim.

Ela negou, incapaz de pronunciar qualquer palavra, a visão um pouco embaçada.

- Então por quê você mentiu? – ele perguntou, confuso.

- Eu sou uma Greengrass, é isso que supostamente fazemos – ela riu amarga, desviando rapidamente o olhar para o rio novamente, para logo ser obrigada a voltar a olha-lo novamente.

- Você nunca foi de seguir regras, princesinha revoltada – ele falou, relembrando o antigo apelido que a havia colocado na infância.

- Nossas mães, elas acreditavam que nós poderíamos nos casar, quando éramos pequenos, a única coisa que as impedia era o fato de não nos suportarmos – ela suspirou, a memoria ainda fresca em sua mente – E isso estava bom, nós nunca deixaríamos de nos odiar e eu nunca precisaria me casar a força, funciona para mim. Mas então, tudo começou a mudar e aqueles três dias juntos foram a confirmação do que eu mais temia, havia mudado – ela fechou os olhos – Eu fui idiota, impulsiva, eu tive medo, quando você perguntou se eu te odiava tudo voltou a tona e eu não podia ser obrigada a casar, não era justo.

- Ela não poderia te forçar – ele murmurou, um pouco atordoado pela confissão da garota.

- Você não a conhece – ela negou com a cabeça, sorrindo amargamente e um flash da mais velha torturando a filha se passou pela cabeça de Theo, coisa que ele espantou rapidamente.

- Eu não preciso conhecer – ele respondeu – Mas eu te conheço, e essa garota que eu conheço nunca é obrigada a nada, ela fugiu para outro país só porque estava de saco cheio da mãe dela, dias antes do casamento da irmã, foi por essa garota que eu me apaixonei.

Daphne arregalou os olhos, a respiração falhando e a garganta secando.

- Se apaixonou? – ela perguntou, a voz falha.

Theo deu de ombros, sorrindo de lado e colocando suas mãos em volta da cintura da menina.

- Só não sei se sou correspondido – ele arqueou uma de suas sobrancelhas – Você saberia me informar? Algo me diz que você e essa garota são bem próximas.

Daphne riu e ao invés de falar algo, terminou com a distancia entre eles e tomou os lábios do garoto em um beijo calmo e, sim, apaixonado.

- Acho que isso responde minha pergunta – ele murmurou quando tiverem que se afastar pela falta de folego, suas testas coladas – Eu nunca deixaria que ela te forçasse a nada, Daphne.

- Eu sei – ela sorriu minimamente e depois enterrou seu rosto no peito do garoto – Eu sei.