LadyLike

12 Chapter Eleven


Notas iniciais
Hey pessoal, como estão? Dessa vez não demorei tanto, demorei? Foi menos que da ultima, pelo menos. KKK
Mas então, eu queria agradecer a todas as fofas que comentaram no capitulo anterior, vocês que me animaram para escrever esse.
Bom, espero que gostem apesar de estar um pouco mais dramatico que o habitual nessa fic, eu precisava fazer isso, haha.

Ainda Dia 11

Daphne POV On

– Eu... – respirei fundo, meus olhos cravados no seu – Eu te odeio, Nott.

Sentia minha garganta fechada e meus olhos ardiam, mas eu não podia demonstrar nada disso. Respirei fundo tentando desembaçar minha visão. Theodore piscou atordoado e se afastou, como se tivesse sido atingindo.

- Tudo bem, eu entendi – ele comentou, a voz baixa e seus olhos sobre os pés – Adeus, Greengrass.

Se fosse eu qualquer outra ocasião, eu reviraria os olhos e comentaria, com sarcasmo, que ele estava sendo dramático demais, já que ele ainda ficaria mais algum tempo em minha casa e, por isso, nos veríamos constantemente. Mas eu não faria isso agora, porque havia entendido o que ele quis dizer, ele havia desistido.

Depois de três dias maravilhosos, eu havia estragado tudo. Havia mentido por achar ser a coisa certa a se fazer e ele havia acreditado, ele não tentaria mais.

- Theo... – senti minha garganta fechar ainda mais e não pude continuar minha frase. Quando isso havia acontecido, quando eu comecei a me importar com Theodore Nott? Quando eu comecei a me apaixonar por ele? – Desculpe – falei por fim, virando para o lado e impedindo as lágrimas de se derramarem.

O que estava acontecendo comigo? Eu não podia me apaixonar por Theodore Nott, eu o odiava. Então porquê eu sentia meu peito sendo esmagado enquanto minha mente me chamava de mentirosa. Eu sempre o disse que odiava, por que agora parecia mentira?

Senti seu olhar sobre mim por alguns instantes e, com um suspiro frustrado, ele se virou para escada e estaria começando a subir, se a voz estridente de minha mãe não tivesse interrompido.

- Theodore Nott e Daphne Greengrass! – fechei os olhos e soltei o ar, que eu nem ao menos sabia que havia prendido, em um ato impaciente. Agora não...

Me virei para ela, que estava na entrada da Sala de Jantar.

- Mãe...

- Quem vocês pensam que são para sumir por três dias? – ela me interrompeu – Três dias, Daphne Greengrass! Onde está a responsabilidade de vocês dois? Faltam dez dias para o casamento da sua irmã, Daphne. Você não pensa nela? Não pensa em quanto demoramos para deixar tudo pronto, preparado e vocês somem assim? Fazendo com que nos preocupássemos por bobeira?

- É claro, é isso que eu sou, não mamãe? – eu grunhi, sentia toda minha frustração pela conversa com Theodore vindo à tona e meu rosto esquentando – Apenas uma pedra em seu caminho, a ovelha negra da família, o estorvo!

- Daphne, você está sendo ridícula... – ela me repreendeu e eu bufei, irritada.

- Ridícula? Tem certeza que a pessoa ridícula sou eu? – eu perguntei ironicamente – Você se olhou no espelho ultimamente, mamãe? Por exemplo, nos últimos 20 anos de sua vida? Ou um pouco antes?

- Daphne...!

- Não! – eu interrompi – Agora é minha vez de falar. Como você pode ser tão superficial? Tão falsa? Eu desapareci por três dias e a única coisa que fez com que você ficasse preocupada foi esse casamento estúpido! Me pergunto se você se importaria se não fosse por isso... Mas ah, é claro que se importaria – eu sorri sarcasticamente – O que você diria aos seus amigos se sua filha fugisse de casa? Se ela simplesmente desaparecesse sem deixar pistas ou recados? Será que a família Greengrass não é tão perfeita quanto aparenta? A Greengrass problemática seria finalmente revelada? Porque foi por isso que eu fui para Beauxbatons, não? As pessoas comentariam sobre mim se seus filhos me vissem em Hogwarts, não? Eu era diferente do seu perfil de filha ideal, eu não era a Astória e a melhor opção era me mandar para longe. A desculpa sobre a educação excelente ou sobre como a França faria bem para mim não colaram por tanto tempo quanto você esperava, mamãe.

- Daphne, você está me desrespeitando em frente a nossos convidados – ela olhou para Nott, que estava nos primeiros degraus da escada, nos olhando apreensivo.

- Ah, claro! – eu gargalhei, histérica – Eles também não podem saber sobre isso, não é verdade? Acho melhor você me trancar nas masmorras então, mamãe, porque eu tenho uma novidade para você: eles já perceberam isso! Ou talvez, você possa me apagar da memoria de todos e depois me prender, assim ninguém descobriria, não? Ou seria mais fácil me matar, eu poderia fugir em alguma hora. Só acho que daria um pouco mais de trabalho, mas isso não importa realmente, não? Sua família perfeita seria verdade: os Greengrass e sua filha única, Astória Greengrass que estava a dias de se casar com o herdeiro Malfoy, tem como ser mais perfeito que isso?

- Daphne, já chega! – minha mãe elevou o tom de voz, seu rosto vermelho.

- Oh sim, desculpe. Devo ir para as masmorras agora? Assim você já pode começar logo a apagar a memória de todos, se lembra do feitiço, não é mamãe? Obliviate, em todo o caso e bom, quando você acabar, sugiro que vá até as masmorras e tente um Avada Kedrava, ou um Crucio pode ser bem útil também, torturar antes de matar é a graça, não? Escutar os gritos de sua vitima e sanidade se perdendo aos poucos para, somente depois, terminar o serv...

- Crucio!

Me curvei, caindo ao chão. Meus olhos se arregalaram eu sentia como se todos os ossos do meu corpo estivessem sendo quebrados. A dor era insuportável, meus olhos lacrimejavam e meu mordia meus lábios tentando conter o grito que queria sair por eles.

- Daphne! – uma voz conhecida gritou, ela parecia assustada. Mas eu não conseguia distinguir a quem pertencia, minha visão se tornava vermelha e eu escutava grunhidos sem sentindo por perto, acho que vinham de mim mesma.

Fechei os olhos, me contorcendo no chão. Sentia minhas veias queimando, era como se tivessem tacado fogo em mim, mas ninguém o via, ninguém apagava o fogo.

- Estupore! – a mesma voz gritou o feitiço e rapidamente a dor parou e eu me sentia leve, flutuando. Tentei abrir os olhos mais enxergava apenas uma imagem disforme e, logo depois, a escuridão completa.

Daphne POV Off