LadyLike
19 Chapter Eighteen
Notas iniciais
Dia 19
Daphne abriu os olhos lentamente, incomodada com o excesso de luz que a tinha despertado. Ainda desnorteada, demorou um pouco para se lembrar de onde estava. De volta à sua casa, na França. Com Theodore Nott ao seu lado. Pera...
A morena arregalou os olhos ao ver o homem dormindo serenamente na mesma cama que ela, até que seus pensamentos clarearam e ela se lembrou dos detalhes do dia anterior. Eles estavam juntos, era isso? Ficou meio em dúvida sobre como se sentir sobre isso, estava assustada, com medo da mãe obrigá-la a se casar e, principalmente, desse novo sentimento que estava crescendo em seu peito. Theodore havia dito que estava apaixonado por ela e, bom, a garota não estava longe disso também não. Mas o que aconteceria a partir daquele momento? Receosa e bastante confusa, Daphne decidiu acordá-lo.
– Nott... Acorda — ela murmurou, sacudindo-o.
Theodore resmungou algumas palavras incompreensíveis e se virou para o outro lado da cama.
Daphne revirou os olhos, bufando.
– Nott... Theodore! — tentou novamente, mas dessa vez o homem nem se deu o trabalho de responder algo.
Irritada, Daphne levantou-se e se prostrou em cima dele, o impedindo de virar de novo e, consequentemente, o acordando devido ao peso não esperado.
– Uh... Nos meus sonhos você estava exatamente assim, querida — ele sorriu sacana, abrindo os olhos.
– Idiota — a mulher resmungou, saindo de cima dele.
– Não tão rápido — Theodore a puxou em um movimento rápido, fazendo ela cair sobre ele novamente — Onde está meu beijo de bom dia?
– Nós precisamos falar sobre isso antes — Daphne murmurou, tentando não fixar seus olhos no peito nu que estava sobre.
– Teremos tempo para isso depois — Nott discordou, puxando a morena para um beijo.
– Estou falando sério, Nott — Daphne insistiu, interrompendo o beijo.
– Eu também estou — o homem se sentou, ainda a segurando para impedir ela de se afastar — Nós estamos juntos, não é pela sua mãe que isso vai mudar.
– Quando ela descobrir irá querer que nos casemos e não pretendo fazer isso — Daphne disse.
– Você só precisa aguentar ela por apenas um dia e depois, bom, estaremos bem longe dela de qualquer forma.
– O que você quer dizer com isso? — a mulher perguntou, sem conseguir acompanhar.
– Você mora aqui, na França, não tem como ela te obrigar nada lá da Inglaterra — Nott explicou — E depois do casamento da sua irmã, você não precisa voltar para lá nem tão cedo.
– E você? — ela saiu do colo do homem, se sentando ao seu lado.
– Digamos que a França me parece ser um lugar muito bom para se viver — ele sorriu — Não tenho nada que me prenda a Inglaterra e tenho um bom motivo para permanecer aqui.
Daphne arregalou os olhos, surpresa com as palavras do moreno.
– Você quer dizer se mudar para cá? — ela perguntou — Não acha muito repentino?
– Se você não ver problema com isso — ele deu de ombros — Entenda, Greengrass, não estou te pedindo em casamento nem nada, apenas estou oferecendo uma oportunidade para descobrirmos se o que tem entre nós pode dar certo, sem a interferência de nossas famílias. Eu vou ter minha casa, você continuará aqui na sua... O que você me diz?
– Você mudaria de país por minha causa?
– Uma hora ou outra eu teria que sair da casa dos meus pais, por que não agora? — ele sorriu.
– Eu...
– Relaxa, princesinha revoltada — ele piscou — Apenas curta o momento.
O moreno se aproximou, fazendo com que ela se deitasse na cama.
– Temos coisas mais imediatas para resolver agora... Como por exemplo, suas roupas de dormir — ele falou malicioso.
– O que tem elas? — Daph perguntou, olhando para a camisa velha de alguma banda trouxa que Jackie gostava que ela trajava e seus shorts minúsculos de tecido leve.
– Estão provocantes de mais para continuarem onde estão — ele murmurou, analisando as coxas desnudas da mulher.
– E como você pretende mudar isso? — ela perguntou, entrando no mesmo clima.
– Fico feliz que tenha perguntado, baby — ele sorriu malicioso, subindo a camisa da menina rapidamente enquanto capturava seus lábios em um beijo intenso e nenhum pouco delicado.
–*-
– Vamoss lá gente, isso aqui estarr muito desanimado! — Graziella abriu a porta do apartamento, sendo seguida por Gregori, que carregava um monte de sacolas.
Daphne, Theodore e Jackie estavam sentados no sofá assistindo um programa de TV trouxa enquanto Daniel estava na cozinha procurando algo para comer.
– O que tem na sacola? — Jackie perguntou a Gregori, que com um aceno de sua varinha colocou o conteúdo de uma das sacolas em cima da bancada da cozinha
– Isso é Whisky de Fogo? — Daphne perguntou, fazendo uma careta.
– Yeap — Gregori respondeu animado — Mas pode ficar tranquila, esse é pra mim — ele sorriu debochado — Mas isso aqui — ele tirou uma outra garrafa de uma sacola — Isso aqui é pra gente.
Grazi foi até a cozinha chamar Daniel e pegar alguns copos enquanto Gregori conjurava uma mesa no centro da sala e colocava a garrafa de Vodka em cima dela.
– Vamos brrincar de Eu Nunca — a loira voltou da cozinha, sorrindo animada enquanto deixava os copos em cima da mesa.
– O que é isso? — Theodore perguntou confuso.
– É uma brincadeira trouxa — Jackie que explicou, se animando também — Por exemplo, eu falo uma frase do tipo: eu nunca fiquei com mais de duas pessoas ao mesmo tempo e então quem já fez isso tem que tomar uma dose da bebida.
– Gostei — Nott se levantou do sofá, puxando Daphne para se sentar mais perto da mesa.
– Isso vai ser interessante — Daniel, que havia voltado da cozinha junto com Graziella, murmurou.
– Eu começo! — a loira exclamou animada quando todos já estavam acomodados em volta da mesa e os copos estavam se enchendo um aceno de sua varinha — Eu nunca... Beijei Theodorr Nott.
Theo soltou uma gargalhada, se lembrando de quando a francesa foi visitar os Greengrass poucos dias atrás e eles deram a entender que tiveram um caso para Daphne.
– Nunca? — a mesma perguntou, confusa.
– Eu não trrairia uma de minhas melhorres amigas por um garroto... — Grazi respondeu — Apenas querria abrir seus olhos para o que estava na sua carra, que você já gostava de Theodorr.
Daphne revirou os olhos, mas sorriu minimamente diante da declaração e, levantando seu copo, tomou o conteúdo de uma só vez.
– Minha vez — Jackie se fez ouvir e, sorrindo maliciosamente disse — Eu nunca beijei uma garota.
Todos os homens tomaram a bebida e, para a surpresa de Theodore, Daphne e Graziella também.
– Foi uma aposta — a inglesa esclareceu, rindo da cara de espanto do moreno — Daniel duvidou que a gente se beijasse. Em troca disso ele teve que ficar durante um mês com uma garota horrível em Beauxbatons, foi divertido — ela sorriu — Mas acho que francesas não fazem meu tipo...
– Sei bem qual o seu tipo — Daniel comentou — É um bem específico até, não é, Nott?
– Agora sou eu — Daphne ignorou o primo — Eu nunca fiz sexo na sala da diretora da escola.
Jackie fuzilou a amiga com o olhar e, junto com Daniel, que sorria maliciosamente, tomaram uma dose.
– Se for diretor conta? — Theodore perguntou incerto e Daphne arregalou os olhos para ele — Ok, deixa pra lá... — ele murmurou rapidamente, mas também tomou a bebida.
O jogo continuou por um bom tempo até que a maioria já estivesse bêbada demais para entender o que se passava.
Theo levou Daphne para a cama quando a mesma adormeceu em seu colo.
– Ela consegue ser bem teimosa, nom é? — Grazi perguntou, aparecendo na porta do quarto.
– Pois é — ele riu — Mas se não fosse não seria ela...
– E você nom estaria caidinho porr ela — a loira completou, sorrindo.
– Também — ele concordou, cobrindo a inglesa, que se encolheu na cama.
– Fico feliz que tenham se acerrtado finalmente.
– Obrigado pela ajuda, se você não tivesse aberto meus olhos eu não estaria aqui hoje — Theo agradeceu.
– Tudo porr uma amiga — a francesa piscou — Boa noite, Theodorr.
Nott sorriu, retribuindo o cumprimento enquanto a loira fechava a porta do quarto e ele apagava a luz e se deitava ao lado da mulher que estava terrivelmente apaixonado.
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