Lady Rin
2 Me abraça, Me beija
Notas iniciais
Boa Leitura a todos. :D
Betado por: Rayane Luzes.
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(...) Me vejo em desespero... Estou me perdendo, num vazio de outro espaço, num abismo em que sutilmente você me lançou Lady Rin, perdoe-me, pois não saberei o que farei da minha vida sem você...
Eu estava contando os segundos, ansioso talvez para vê-la radiante com o novo quimono que mandei fazer para ela, para Minha Senhora.
Eu estava em pé, prestes a lançar um tapete vermelho para somente ela passar, para eu pegar em sua mão e ter a honra de lhe guiar até a aldeia para presenciar o jogo de luzes coloridas que ela admirava tanto.
Depois da última conversa que tivemos, Kagome me chamou e me falou algumas coisas que realmente me deixaram satisfeito.
"Lady Rin está reagindo bem aos tratamentos, lembrando-se de coisas de sua infância."
Fiquei calado e não demonstrei nenhuma reação. Por mais que eu estivesse satisfeito aquilo não era o suficiente. Eu a queria curada...
"Do que ela se lembrou?"
"Da mãe dela."
Dei as costas para a sacerdotisa e olhando a paisagem do jardim do castelo através da janela do escritório fechei os olhos por um momento e respirei fundo discretamente...
De todas as pessoas do mundo, por que ela tinha que se lembrar de justamente de sua mãe? Pensei que eu era a pessoa mais importante da vida de Rin e que antes de mim não haveria ninguém, até porque ela tinha morrido, então, por quê? Onde estou em suas lembranças?
"Sesshoumaru, dê um tempo a ela..."
Eu não queria tempo, não queria esperar mais do que eu estava esperando, eu queria que ela voltasse ao normal logo e que tudo voltasse ao normal entre a gente. – abri os olhos e fitei Rin sentada no balanço feito debaixo da árvore de cerejeira fazendo uma trança em seu cabelo. – Queria levá-la ao jardim para colher flores, queria que ela conversasse comigo, queria que ela sorrisse para mim, queria que ela me amasse. Era pedir muito?
"Apesar de ser humana, Rin foi marcada por você, tem a vida e a juventude eterna. Sesshoumaru você vai ter que reconquistá-la, fazendo com que ela se apaixone por você todos os dias. Ao acordar acariciar sua pele, ao dormir dando-lhe um beijo sutil.", Kagome explicou-me.
"Do que adianta? Ela nada lembra! Será em vão todo e qualquer esforço meu."
"Se você a ama de verdade e quer que ela seja curada, você vai fazer de tudo para tê-la novamente."
"É melhor que ela siga somente os tratamentos para ver no que vai dá."
"Até quando, você, vai ficar fingindo que não se importa?", eu me espantei com a audácia dela e ao mesmo tempo refleti. Era verdade, eu me importava. "Seu maior desejo é ter a Rin de volta."
"Isso não lhe diz respeito, você só está aqui para tratar a doença de Lady Rin."
Eu pude ouvir claramente a sacerdotisa suspirando derrotada e virando-se para ir embora, só que antes ela parou e disse:
"Você é tão covarde que nem me encara para falar de Rin-chan."
Esperei ela sair e ignorei e o seu último comentário. Sai de perto da janela e sentei-me na minha poltrona. Internamente eu já estava desesperado, tentando me colocar no lugar de Rin e compreender toda aquela situação, mas era difícil. Eu não compreendia como os seres humanos eram tão fracos e tão sujeitos a mazelas... Pensei que se eu a marcasse e desse a ela uma parte de mim, essa estaria livre de qualquer defeito humano... Só que não, ela não estava livre, pois ela tinha o sangue humano correndo em suas veias... Agora eu estava me deparando com outra situação complicada em que envolvia Rin, em que me envolvia.
Será que nunca serei feliz com ela?
-X-
Depois da conversa e depois de tudo que refleti consegui achar uma luz no fim do labirinto. Levantei-me e voltei toda minha atenção para aquela estante repleta de livros e escolhi um de capa vermelha, peguei uma pena, um tinteiro e comecei a escrever uma linda estória. A estória de Lady Rin.
Alguns dias depois eu sai do escritório. Passei mais de 20 dias trancafiado dentro daquele ambiente para conseguir, por minhas próprias mãos, a cura da Senhora das Terras do Oeste. Fechei o livro e guardei-o. Usaria no momento certo!
Naquela noite seria a Noite do Festival da Primavera e com certeza eu levaria Rin para um passeio como nos velhos tempos. Chamei Kagome e disse-lhe que levaria Rin até o vilarejo onde se comemoraria o festival com ou sem a autorização dela. Comprei um quimono novo, todo branco para mim e para Minha Senhora.
Mandei as empregadas arrumarem Rin de forma elegante, perfumá-la com cheiros cítricos de acerola e laranja, fazer o obi de forma impecável e pentear suas madeixas deixando-a como uma princesa.
Ela seria novamente uma noiva e eu o noivo que lhe esperava no altar. Eu lhe beijaria, abraçaria e a tomaria minha mulher novamente. Por mais que ela não se lembrasse de mim, eu faria de tudo para conquistá-la naquela noite, naquele momento.
Uma sensação tão boa passou por mim quando a vi descendo as escadas elegantemente com o quimono que arrastava suas bordas até o chão e exalando aquele cheiro doce e amargo ao mesmo tempo e que realmente me embriagava. Eu senti meus olhos brilharem involuntariamente quando pousei o olhar sobre ela e um sorriso se formou em meus lábios discretamente.
Definitivamente eu era apaixonado por Rin.
Eu a achava a criatura mais bela do mundo. Encantadora, meiga, bonita e muito gentil. Quando a marquei ela tinha 18 anos e mesmo agora com um pouco mais de idade ela permanecia com a aparência jovial de uma adolescente.
Os cabelos negros que iam até as nádegas; o porte alto e esbelto; a cintura fina; o busto relativamente grande, mas nada exagerado; uma voz sedutora que me consumia a mente; a pele tão macia como pêssego e tão branca quanto à neve; ela tinha um rosto fino, lábios de mel e olhos tão brilhantes que me hipnotizavam. Ela era linda, mesmo que somente eu enxergasse essa beleza, Rin sempre será bela para mim, a mulher mais bonita do mundo por mais que ela tivesse traços tão simples iguais a todos. Eu não podia negar, ela era especial.
"Boa noite, Sesshoumaru."
Eu realmente demorei muito para responder, já que eu estava admirando sua beleza, sua postura e seu olhar. Na verdade eu me perdi num vasto jardim que era Rin.
Estreitei os olhos e estendi o braço para que ela cruzasse o dela com o meu e antes que eu pudesse dá o primeiro passo eu disse sério:
"Vamos."
O vilarejo não era muito longe, nós iríamos às costas de Ah-Uh, e em pouco tempo chegaríamos ao local desejado...
Ao pousar na superfície, muitos nos reverenciaram naquele momento e outros anunciaram a todos que o Senhor e a Senhora das Terras do Oeste haviam chegado. Em pouco tempo muitos vinham nos cumprimentar trazendo oferendas e até mesmo as boas novas da colheita. Eu pouco falava e pouco deixava Rin sozinha.
"Vamos ver as luzes coloridas Sesshoumaru?", ela pegou em minha mão e me puxou até um lugar bem alto um pouco distante do vilarejo. Sentamos ali e em silêncio apreciamos os fogos de artifício.
Passamos um bom tempo ali até ela encostar sua cabeça em meu peito e pedir carinhosamente que eu a abraçasse. Mesmo calado eu o fiz. Se Minha Senhora queria não tinha porque eu negar.
"Você é calado demais.", assustei-me com a fala dela e esperei pacientemente que ela continuasse seu raciocínio, mas não o fez e ao invés disso ela me olhou profundamente. Passou a mão em meu rosto não perdendo em qualquer momento o contato visual, aproximou-se mais ainda de mim e disse: "Eu queria saber mais de você..."
Eu fui pego de surpresa! Nunca imaginei que Rin tivesse um desejo tão grande em saber da minha vida particular que a envolvia também.
"O que você quer saber?"
"Tudo... Quem é você na verdade? Um Lorde que tem uma máscara de ferro?", então ela desviou o olhar voltando sua atenção para as luzes coloridas. "Eu queria saber por que você é tão importante para mim."
Novamente eu não falei nada e esperei que ela voltasse a me questionar. Só que as perguntas não vieram e eu estava ansioso demais para ficar calado. Era a minha vez de perguntar.
"Você se lembra de mim?"
Ela olhou para mim pelo canto do olho, suspirou e voltou a olhar paras luzes. Ela parecia está refletindo muito, pois sua resposta não foi imediata. Até que ela disse: "Não, não me recordo de você em minhas memórias."
Levantei-me, não queria mais falar daquilo, já estava ficando muito doloroso para mim e para ela. Eu não queria que ela se esforçasse para se recordar de mim e eu não queria que ela se machucasse.
"Vamos, Lady Rin. Está tarde."
"Espera.", ela se levantou e ficou na minha frente olhando-me intensamente. "Kagome-sama disse-me que eu sou sua esposa."
"Disse?"
"Disse.", ela confirmou.
"E você se lembra de mim?", retornei a perguntar.
"Não, já disse que não lembro, mas acredito que seja verdade. Por favor, não seja cruel."
"Cruel?", perguntei.
"Eu sou sua esposa? Por favor, me responda..."
"É sim, você é minha esposa."
"Por que você não me trata como sua esposa?", ela se alterou. "Por que você não me aceita assim, como estou?", suas lágrimas queriam transbordar e eu via no fundo de sua alma, mesmo com pouca luz do lugar, que ela estava sofrendo.
Eu não queria responder àquelas perguntas. Eu não queria que ela sofresse, então dei aquele assunto como encerado.
"Não se trata uma mulher como esposa, se nem a mesma se recorda de seu marido.", comecei a andar e passei por ela deixando-a mais triste ainda, mas era necessário.
"Me abraça, me beija, deixa eu ser sua esposa." , ela virou-se em minha direção e esperou que eu retribuísse aquele sentimentalismo todo.
Então ela se aproximou de mim ficando na minha frente e me olhando com os olhos cheios de lágrimas.
"Não chore", eu disse.
"O que foi que eu fiz de errado?", ela falou desviando o olhar e limpando as lágrimas. "Por que você me trata assim?"
"Está sendo difícil para mim também..."
Ela me abraçou e pude sentir as lágrimas rolando de sua face. Fechei os olhos e a abracei. Depois de uns minutos eu levantei o seu rosto e me aproximei, toquei de leve em seus lábios e depois aprofundei o beijo. Eu lhe guiava por aquela sensação que passava tanto no meu corpo quanto no dela. Eu fiz de tudo para ela sentir-se desejada por mim. Afinal eu também a desejava, também queria seus beijos e seus abraços.
Então cessei o beijo, limpei algumas lágrimas que insistiam rolar e passei a mão em seu cabelo.
"Você quer ser minha esposa hoje? Mesmo que você não se recorde amanhã?"
Ela balançou a cabeça confirmando. Então peguei em sua mão e a conduzi até Ah-Un e fomos direto para o castelo...
Eu a levei até meu quarto e a conduzi até meu futon. Realmente eu não esperava que aquele pequeno passeio até o vilarejo pudesse resultar em uma noite de amor.
A deitei cuidadosamente; tomei seus lábios aos meus e com uma das mãos desfiz o seu penteado. Ela acariciava meus cabelos e pedia em sussurro mais e simplesmente eu não podia negar...
Tirei seu quimono cuidadosamente e o meu também. Ficamos nus, eu sobre ela. Beijei seus seios e seu ventre. Ela aconchegou suas pernas no meu quadril e esperou que eu a penetrasse.
Meus olhos ferviam em paixão e desejo já que eu não consumia aquela droga há muito tempo. Então, quando juntei o meu sexo ao dela pude ouvir uma canção linda atravessando os meus tímpanos. Os gemidos baixos e sincronizados dela só me deixavam mais excitado. Ela me abraçava, me puxava ao encontro do seu corpo que me desejava.
Então eu cheguei ao ápice do prazer depositando uma semente dentro dela com uma pitada de esperança.
"Eu quero mais.", ela suplicou.
"Não, descanse, você está cansada."
"Não me negue o prazer... Sesshoumaru..."
"Descanse Lady Rin... "
Ela não pediu novamente, sai de dentro dela e deitei ao seu lado abraçando-a.
Por mais que todo aquele momento pudesse ser evitado, já que era o certo, não aconteceu. A carne foi fraca, tanto a minha quanto a dela. Talvez, nós merecíamos aquele momento mais íntimo e quem sabe ajudar-me-ia no futuro, quando eu faria de tudo para que ela se recordasse de mim.
Minha Lady, eu te amo tanto, tanto, tanto...
Notas finais
Como sempre não vou deixar de pedir, deixem um comentário para essa pobre escritora!
Beijos & Abraços
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