Lady Rin
3 O Sorriso que me Cativa
Notas iniciais
ps.: LEMBRE-SE! VOCÊ FOI AVISADO! Ò_Ó
Ficwriter: Shiia-chan (antiga Bulma Buttowski)
Betado por: Rayane Luzes.
Boa leitura a todos...
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Lady das Terras do Oeste, eu, Sesshoumaru, estou fazendo de tudo para ser sua felicidade. (...)
Seu andar, seu falar, nada passava despercebido por mim. Com meu olfato eu a cheirava, com minha audição eu a ouvia, com minha visão eu a via e por pequenos toques eu a sentia perto de mim de forma sutil e agradável. Não precisava de brisas, nem de sol e nem de estrelas para eu saber o quanto Rin era um conjunto perfeito de misturas da natureza. Flores? Luzes? Brilhos? O que são essas coisas diante da mais pura beleza natural humana? Sem artifícios, sem maquiagens, sem joias ou sem belos quimonos Rin era perfeita, bela e maldosamente deliciosa. – não resisti! E sutilmente passei a língua em meus lábios quando a vi passar. Desejando-a talvez, comendo-a com os olhos e fantasiando milhares de noites eróticas com ela, tudo isso em questões de segundos!
"Sesshoumaru! Sesshoumaru!", aquela voz, quebrava toda a minha linha de raciocínio. "Sesshoumaru! Sesshoumaru! Cara, você está babando!"
"Cale-se hanyou! Mais respeito em minha presença!"
"Impossível, você está babando pela Lady Rin".
"Se estou ou deixo de estar isso não lhe convém! Afinal, Lady Rin é minha esposa!"
"É... Eu sei, mas deve respeito a ela!"
"Pare de me importunar, hanyou.", sai de perto dele antes que eu perdesse a cabeça e o matasse ali mesmo.
Na noite anterior, quando fizemos amor, eu simplesmente não consegui dormir. Eu teimava em contar inúmeras vezes os toques sutis em que minha mão boba passava pelo corpo escultural de Rin. Os lábios entreabertos, no vale dos seios, em sua cintura, em sua intimidade onde ela mais reagia. Suspirando, gemendo e se contorcendo de prazer mesmo dormindo. Eu sorria, sorria e sorria. Mordia os lábios controlando-me para não a ter novamente como mulher. Reprimia-me e condenava-me quando a imaginava fazendo-me caricias mais íntima.
Mas era difícil e praticamente impossível com ela ali, em meus braços, nua e dormindo tranquilamente como anjo. Afinal, com que ela estava sonhando? Com nós? Comigo?
Quais são seus sonhos Minha Senhora? – novamente acariciei sua face tranquila, definitivamente ela mexia comigo.
A noite passou rápido, mais rápido do que eu podia prevê! O sol já estava iluminando algumas terras do Oeste e logo alcançaria o castelo. Vesti um roupão qualquer. Peguei meu quimono e vesti Rin, depois, calmamente coloquei-a em meus braços e a levei até seu quarto.
Simplesmente para eu não ter que a ver acordar e não se recordar de mim. Era medo meu e acima de tudo uma forma de protegê-la. Coloquei-a em seu futon, cobri seu corpo e sai do quarto. Quando regressei ao meu aposento sentei sobre o meu futon e peguei o quimono dela. Eu queria inalar seu perfume, queria recordar de seus beijos e de seus abraços, relembrar da noite que nós estávamos juntos depois de tanto tempo. É tão fácil viver sonhando enquanto a vida vai passando. Hoje, minha vida é viver de momentos... Como esse; também de lembranças e na pior das hipóteses de erros. Só que eu não queria pensar assim... Não mesmo.
Eu não acreditava que eu ainda nutria um grande amor platônico por ela... Amor esse que nunca demonstrei... Nunca ousei expor... Era absurdo crer que Lady Rin tinha um certo controle sobre mim, sobre meus sentimentos e de certa forma sobre o meu orgulho. Impressionante! Eu era preso a ela.
Passei a mão em meus cabelos, olhei para luz que penetrava no quarto e sorri. Olhei novamente para o quimono dela em minha outra mão, inalei seu perfume novamente, fechei os olhos e suspirei.
Eu não queria ter que deixá-la ao amanhecer... Acordar ao lado dela e fazer juras de amor no começo da manhã pareciam uma utopia para mim no passado, só que agora eu desejava esse momento mais que tudo, pois tudo que envolvia Rin fazia falta para mim. Só almejava amá-la...
"Minha Senhora, é de bom grato que farei de tudo para curá-la."
-X-
Inuyasha estava no castelo para visitar Kagome, obviamente eu desaprovava aquilo, mas eu não podia simplesmente negar o pedido da sacerdotisa que tanto estava me ajudando com Lady Rin.
Além de atormentar a minha vida, ele estava querendo briga. Dizia-me coisas absurdas como: "Você está babando pela Lady Rin!" Era totalmente ridículo! Sem noção! Inuyasha realmente não tinha amor à vida. Mas fiz de tudo, do possível ao impossível para me controlar, para não destruir a cara dele. Pela Rin e pela Kagome. Ele ficaria ali por três dias e depois voltaria para o vilarejo de Kaede. Ajudaria Kagome em algumas coisas e matariam a saudade da separação repentina. Simples assim...
Enquanto Kagome falava com Inuyasha eu observava Rin passar. Andar de lá pra cá e de cá pra lá entre o meio fio da ponte até a árvore de cerejeira onde havia um balanço. Parecia que ela estava fazendo um exercício mental, decorando o caminho e memorizando algumas coisas. De certo ângulo era até engraçado vê-la andando em círculos só que era muito mais interessante vê-la com aquele semblante aéreo e meigo. Era quase impossível não notá-la.
Mais cedo eu havia passado enfrente ao seu quarto, ela estava confusa e parecia não se recordar direito da noite anterior como eu havia previsto. Kagome, uma das poucas pessoas das quais Rin nunca esquece foi até o seu encontro; ouviu tudo o que Rin tinha para falar e esperou pacientemente que ela contasse tudo, do começo até o fim.
"Eu não lembro direito de como eu dormi.", ela falou num sussurro.
Eu estava do lado de fora, de olhos fechados e ouvindo calmamente com os braços cruzados aquela conversa que tanto me interessava.
"Como não se lembra?", disse Kagome.
"Não me lembro de ter jantado, nem muito menos de ter vindo ao quarto sozinha... Será que aconteceu alguma coisa Kagome-chan?"
"Eu acho que não Rin-sama...", disse tranquilamente a sacerdotisa. "Nem tudo sua mente pode gravar, lembra?"
"Eu sei, mas é estranho... Olha só que quimono grande! Parece até quimono de homem!"
"Os quimonos para dormir são grandes assim!"
"É? Não sabia não Kagome-chan."
Eu queria rir, Kagome certamente sabia o que havia acontecido, mas não assustaria Rin dizendo a ela que simplesmente fez amor com senhor daquelas terras. Seria uma notícia um tanto perturbadora e confusa. Além disso, acho que ela, Kagome, também reprimiu um grande riso.
"É sim Rin-sama!", confirmou.
"Não, não estou satisfeita com essa explicação. Ta faltando alguma coisa, algum pedaço, sabe... Não sei explicar."
"Por favor, Lady Rin não force sua mente a recordá-se de algo. É perigoso, a senhora está doente, lembre-se disso!"
"Farei o possível, Kagome-chan..."
"Que tal tomarmos um banho e desfrutar do desjejum ao ar livre?"
"Seria uma ótima ideia!"
"Então vamos!", falou Kagome.
"Vamos, vamos!", entusiasmada Rin disse.
Gostei de ouvir a conversa e de vê o quanto Rin havia progredido. Sim, pois ela já esteve em estados piores ao ponto de não se recordar se deveria engolir ou cuspir seu alimento na hora da mastigação.
Depois de arrumarem Rin e após o café matinal lá estava ela. Andando da árvore até a ponte, inúmeras vezes e até mesmo falando algumas coisas, acho que era para melhor memorizar o local. E eu ali, próximo a uma árvore apenas a observando, admirando-a.
Fui até o seu encontro e esperei pacientemente que ela retornasse da ponte e fosse até o balanço. E assim o fez e quando chegou sentou-se e respirou bem fundo.
"Bom dia Lady Rin.", eu disse.
"Ah!", assustou-se e colocou a mão em seu peito. "Assustaste-me Sesshoumaru.", então ela sorriu. "Bom dia para você também!", respondeu sorridente.
Por um grande momento, ficamos em silêncio, eu a olhava e ela balançava pra lá e pra cá olhando o horizonte.
"O que veio fazer aqui? Deveria está ocupado com seus ministros...", ela disse ainda balançando.
"É eu deveria... Mas não estou!"
"É evidente, pois está aqui e não lá.", ela me olhou com um olhar brincalhão e acabei sorrindo. "Ainda não me respondeu, o que veio fazer aqui?", insistiu.
"Eu vim lhe contar uma história."
"História? O que seria uma história?"
"Contar sobre a vida de alguém, contar sobre momentos... Fatos, lendas..."
"Interessante..."
"Por exemplo, olhe esse balanço, para construí-lo foi necessário que alguém o fizesse", pausei e olhei para o balanço. "Isso seria uma história."
"Quem fez esse balanço?", de repente o tom de sua voz mudou, para um tom mais melodramático e baixo, não sei se ela sentia, mas eu realmente não queria falar daquele assunto, não naquele momento...
"Quem sabe um dia, Lady Rin, eu lhe conte..." suspirei e voltei a olhá-la. "Vamos à história?"
"Certamente, estou ansiosa para ouvi-la!", ela se levantou e segurou em meu braço esperando ansiosamente que eu a conduzisse pela história que iria lhe contar.
"Vamos! Mas, primeiramente vamos ao meu escritório."
"Por quê?", questionou.
"Lá tem um livro contando uma belíssima história, a história de Lady Rin e de Lorde Sesshoumaru."
"Ai que legal!", ela animou-se. "Agora mais que nunca estou ansiosa para ouvir essa emocionante história! Vamos rápido o dia é curto e logo Kagome virá para que eu faça mais exercícios que dão dor de cabeça!"
"Certamente..."
Caminhamos até que rápido e logo peguei o livro e voltei a cruzar meu braço com o dela. Voltamos para o jardim, um pouco distante de onde estávamos inicialmente, sentamos debaixo de uma árvore de cerejeira e esperei ela se acomodar.
"Belo livro.", ela disse sentando-se ao meu lado e pegando o meu braço direito para que eu pudesse abraçá-la. "Estou pronta, pode começar se quiser..."
"Então tá... Vamos começar."
Abri o livro e folhei algumas páginas e comecei a história.
"Há muito tempo, havia um Lorde que dava muito orgulho a sua família que era de guerreiros e de nobres..."
"Uh! Parece bem interessante", ela sorriu e bateu palmas.
"Deixe-me terminar então..."
"Ta! Desculpa, continue, por favor."
"Apesar de sua família ser de nobres e de guerreiros havia alguns defeitos: o irmão mais novo bastardo, o pai fraco..."
"Ai que horror, Lorde Sesshoumaru, como pode?"
"A vida é assim, nem tudo é perfeito, Lady Rin."
"Ta bom, ta bom, continue..."
"Devido às diferenças e a morte do pai, o Lorde, chamado de Sesshoumaru e o irmão bastardo chamado de Inuyasha viviam em constantes pés de guerra."
"Essa história... É sobre a gente?", ela perguntou desviando o olhar para uma flor de cerejeira.
"Sim.", respondi.
"Tudo bem.", ela sorriu. "Pode continuar... Vai ser muito bom recordá-me de coisa que não lembro..."
Bem, eu sorri e prossegui com a história...
"Teve um dia que eles brigaram feio e Sesshoumaru acabou sendo ferido, mas por sorte, sua espada, Tenseiga, o salvou... Levando-o para um lugar distante, perto de um bosque."
"Tenseiga?", ela perguntou.
"Tenseiga é uma espada capaz de salvar 100 vidas em um único golpe enquanto manda seus inimigos para inferno..." [1]*
"Então é uma espada muito poderosa, não?"
"Sim, de certa forma...", respondi.
"Então, depois que Tenseiga salvou você, o Lorde... O que aconteceu?"
"Bem, vejamos..."
Era final de tarde quando eu recuperei meus sentidos. Mesmo sendo um daiyokai eu estava sentindo algumas dores musculares; o golpe de sorte de Inuyasha ao lançar a Ferida do Vento em mim acabou dando certo. Minha armadura quebrou e o braço de dragão que estava substituindo o braço esquerdo se desfez em milhões de pedaços. Meu ombro estava machucado e eu ainda sangrava, talvez se não fosse ela, Tenseiga, eu não estaria vivo.
Sua própria personalidade e consciência acabaram me escolhendo como mestre. Tenseiga realmente é uma espada muito diferente de qualquer outra, de até mesmo Tessaiga que é a sua outra metade e espada de Inuyasha.
Então, percebi que atrás de uma árvore algo se mexia, espontaneamente eu levantei tentando ameaçar o meu inimigo que se ousava se aproximar de mim quando na verdade não passava de uma garota humana. Sem querer eu a assustei, mas ela, pelo contrário, não pareceu me temer, tomou um susto de imediato, mas não fugiu e ao invés disso resolveu me encarar...
Tola, achando mesmo que eu seria uma boa pessoa.
À noite, ela deixou água para mim, e mesmo sendo muito perigoso andar por aquelas trilhas durante a madrugada, ela ia. Deixava peixes e cogumelos. Eu não sei o que deu nela, mas de uma hora para outra ela começou a me agradar.
"Isso tudo é inútil.", falei inicialmente de olhos fechados. "Eu não gosto nenhum pouco de comida humana.", disse com desprezo.
Ela parou de andar e me olhou. Seus olhos tristes e opacos fizera com que eu me sentisse mal por ter dito coisas ruins a ela. Por um momento eu queria saber ler mentes e tentar adivinhar seu pensamento sobre minha atitude.
Arrogante. Talvez ela pensasse...
Ela se foi e eu fiquei ali pensando e olhando toda aquela comida. O peixe fresco parecia ter sido pego com as próprias mãos e o mesmo valia para os cogumelos.
Então aproximei a minha mão e degustei de um dos cogumelos, não estava ruim, mas eu realmente não tinha afinidade com comida humana.
Durante aquela noite eu fiquei pensando nela e eu não conseguia tirá-la de meus pensamentos. Fiquei me perguntando como uma criatura tão pequena, frágil poderia ocupar a minha mente de tal forma... Afinal, o que deu nela para me enfrentar de tal maneira?
Passei a noite toda pensando nela até que cai no sono, quando acordei pude sentir seu cheiro se aproximando e ela novamente trazia algo. Desta vez era trigo.
"Não preciso." eu disse antes que ela se aproximasse. Porém, ela pareceu não me ouvir e correu até a mim e estendeu os pequenos braços fazendo com que eu aceitasse sua oferenda.
"Já disse que não preciso!" falei com muito mais desprezo. Ela suspirou e pareceu que desistiu da ideia de me alimentar.
Durante um pequeno espaço de tempo nós ficamos em silêncio até que eu perguntei:
"O que aconteceu com seu rosto?", ela surpreendeu-se com a pergunta e me olhou. "Se você não quer me contar tudo bem...", eu disse ainda olhando para as árvores ao meu redor.
Então eu a fitei e ela de bom grato sorriu para mim como se fosse a pessoa mais feliz do mundo. Eu não ia negar e nem deixar de perceber o quanto o sorriso daquela garotinha humana era lindo e cativante.
Ela estava machucada e sem um dente, mas mesmo assim ela não deixava de ser feliz, de sorrir. Que menina estranha!
"Por que você está rindo?", eu a questionei. "Eu só perguntei o que aconteceu com seu rosto...", e ela continuou sorrindo, sem dizer nenhuma palavra.
Era engraçado como ela deixava tudo ao seu redor radiante e me transmitia uma sensação de tranquilidade gigantesca. O mais interessante era que ela não precisava de palavras para responder minhas perguntas, apenas o seu sorriso dizia tudo, dizia que estava feliz... Feliz por me vê bem.
Interessante, só isso definia aquela garotinha humana tão corajosa e gentil.
Depois de um dia eu me recuperei e tratei de ir embora, pois eu ainda tinha que resolver uns problemas, foi então que uma brisa passou por mim trazendo consigo o cheiro de lobos e o cheiro de sangue dela.
Tranquilamente retornei a trilha mal iluminada onde se encontrava o corpo dela e comigo foi Jaken também.
"Mas... O que é isso? Ah! Isso não é bom... Foi atacada por lobos e eles a mataram...", Jaken analisou a situação. "Sesshoumaru-sama o senhor conhecia essa garota?", perguntou Jaken chegando bem perto do corpo da criança humana.
Naquele momento a única coisa que veio na minha mente foi o sorriso estonteante de Rin... E como no dia anterior ela estava feliz e contente. Lobos! Malditos lobos! Mataram ela sem nenhuma compaixão. Tiraram-lhe a vida somente por prazer e isso é imperdoável.
Eu não tinha muitas escolhas naquela hora... Saquei Tenseiga e me concentrei...
"Então é isso! São os emissários do outro mundo...", olhei fixamente para aqueles seres repugnantes que estavam com suas foices e correntes prontos para levar sua alma para o outro mundo. "Vamos testar... O verdadeiro poder da Tenseiga."
Testar, testar... Inicialmente era basicamente isso...
Elevei a espada e mirei fixamente nos corpos daqueles seres do outro mundo e cortei-os.
Coloquei a garotinha em meu colo e esperei que o efeito se sobressaísse... De vagar e lentamente eu pude ouvir seu coração batendo e sua respiração voltando. Impressionante! Eu havia dado a vida a uma humana!
"Ela renasceu Sesshoumaru-sama.", disse Jaken tirando as palavras certas da minha boca. "O senhor acaba de salvar essa garotinha usando a Tenseiga!"
Eu o ignorei, deixei a garotinha no chão e levantei voltando a andar... Só que eu não contei com uma coisa...
Eu não esperava que ela fosse me seguir, pensei que ela voltaria para vila de humanos e continuaria sua vida normalmente, mas não, ela não quis, mas também quem sou eu para impedi-la? Ela podia fazer o que quisesse com sua vida e se ela escolheu me seguir eu simplesmente não podia detê-la.
"Humph! Tenseiga... Você fez eu salvar uma humana."
Era engraçado que até aquele momento ela não havia falado uma palavra se quer... Todavia, era um direito dela, o mais absurdo daquilo tudo foi simplesmente a minha curiosidade, tanto de testar a Tenseiga quanto de vê a garotinha humana viva. Eu estava duvidando muito e precisava tirar a prova!
O sorriso dela, sua tranquilidade, a força de vontade em querer ver bem os outros, seu coração batendo e sua respiração regular. Tudo isso fez com que eu usasse a Tenseiga, fez com que eu a ressuscitasse... Era egoísmo meu, pois eu fiz tudo isso esperando que ela me cativasse novamente com seu sorriso. E hoje eu agradeço, sei lá quem for; Kami-sama, Buda-sama; agradeço só pelo fato dela ter me escolhido e por se importar comigo, pois graças a ela eu pude me recuperar...
Fechei o livro e pausei por uns instantes... Relembrando as imagens e os momentos...
"Então foi assim que nós nos conhecemos?", ela perguntou.
"Sim, Minha Senhora..."
"Você poderia falar um pouco mais? Conte-me mais sobre essa história linda! Fiquei com muita curiosidade."
"Amanhã a gente continua, lá vem Kagome."
Ela suspirou cansada e se levantou e logo em seguida eu fiz o mesmo. Kagome aproximou-se rápido e sorriu para Lady Rin.
"Vamos jogar xadrez"?, perguntou.
"Outra vez Kagome-chan?", novamente ela suspirou derrotada.
"Outra vez... Pois eu duvido muito que você se lembre em que direção anda a torre."
"Mas..."
"Sem 'mas' Mi Lady."
Depois de muita resistência ela se foi com Kagome e eu fiquei ali debaixo da cerejeira olhando seus galhos cheios de folhas rosa...
Fazia muito tempo que eu tinha conhecido Rin... E é até difícil de acreditar que quando a conheci ela era apenas uma criança e mal falava...
Na verdade, até hoje eu não sei por que ela não falava e porque ela simplesmente voltou a falar de um dia para o outro.
Para ser sincero nunca gostei de pensar nos motivos, pois o que realmente me interessava era outra coisa, era o sorriso de minha princesa...
Lady Rin, seu sorriso me cativa.
Notas finais
[1]*: Aquela frase que o Sesshy diz é uma fala originalmente do Toutousai (eu acho xD) em um episódio de Inuyasha Kanketsu Hen que agora me falha a memória... Na verdade é uma referência a Meido-Zangetsuha que depois fica pra Tessaiga e aquela lorota toda... #ficaadica.
Obrigada pelos reviews anteriores e gostaria que me mandassem mais. (: Ficarei imensamente feliz.
Kissus :*
Shii-chan.
CAMPANHA:
Não deixe que um escritor morra.
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