La mia mitá
12 Entre razões e emoções
Notas iniciais
Dividido. Essa era uma boa definição de como Harry estava se sentindo naquele dia. Estava em desacordo consigo mesmo. Parte razão, parte emoções confusas. Bastante caótico e irritante. Em suas mãos a amassada carta de Draco. Meio borrada em alguns trechos de tanto seus dedos correrem pela tinta. Lida e relida tantas vezes que a conta, de quantas vezes seus olhos a percorreram, já se perdera na primeira dezena dias e dias atrás. Mas ainda assim ele a lia como se esperasse que novas palavras pudessem surgir. Tentando adivinhar como devera se comportar. O que fazer. Ouvir sua razão?Sua emoções boas?as furiosas?Ele não sabia exatamente se criticar quem ventou o amor e a magia ou insultar o destino no total mesmo. Com um suspiro começou a ler novamente aquelas linhas que já sabia de cor.
“ Eu pensei muito em como começar isso. O que dizer, como dizer para te fazer entender. Mas como dizem começar pelo início é sempre uma boa opção. E o inicio disso pode-se dizer que foi meu nascimento. O simples fato de eu ter nascido implica muito mais coisa que pode parecer. Eu sou o herdeiro Malfoy. Antes de qualquer outra coisa sou o futuro Lord Malfoy. Eu não sou o filho de meus pais. Sou o futuro da família. Minha família é antiga e poderosa, e grande também. Mas a maior parte dela vive na França e em outros lugares da Europa. Somente meus pais e eu vivemos no Reino Unido. Mas somos a parte mais importante dela. Porque somos o ramo principal, os líderes da família. Toda família sangue pura possui um ramo principal, composto pelo Lord sua esposa e herdeiros. O lord é o senhor da família. Quem protege seus membros, os julga e decide o destino de seus membros. Toda fortuna de cada membro está a disposição do Lord. Os ramos secundários tem seus próprios líderes que se submetem ao líder da família principal. Quando um Lord não tem herdeiros homens diretos, o novo Lord é escolhido da família mais proeminente do ramo secundário.
Meus pais tiveram muitos problemas para ter herdeiros, eles eram a terceira união entre Malformas e Black's o que deveria dar herdeiros excepcionalmente fortes,mas por alguma razão esses herdeiros não chegavam. As outras uniões só geraram mulheres, a de meus pais parecia incapaz mesmo disso .Outros ramos da família já lutavam entre si pelo direito de produzir o próximo Lord. Então eu nasci. O único varão das três uniões entre essas famílias. Forte? Bom eu não parecia ser. Era um bebe pequeno. Mas indispensável. Foi aí que obsessão de meu pai por me fazer forte começou.
Tradicionalmente um herdeiro de Lord ,como eu, não teria uma infância fácil. E foi assim por um tempo. Tudo que eu tinha que saber pra cuidar de uma família tão poderosa ,e manter o ramo principal no poder, roubou muitos dias de tranquilidade. Eu passei boa parte da vida em uma academia,onde os Black eram educados, e lá eu tinha mais deveres que o resto dos internos. Pois eu era um futuro Lord. Havia tanto a saber que desenvolvi uma sede por conhecimento insaciável. Eu queria saber tudo que houvesse pra saber, e acumular o poder desse conhecimento e quem sabe um dia descansar.
Mas eu precisava ser forte ,mais forte e mais perfeito. E meu pai se encarregava bem disso. Nada nunca era o bastante . Eu sempre desejei ser o bastante em algum momento, ele não poderia me amar de outra forma. E eu queria esse amor, esse orgulho que outros pais demonstravam por seus herdeiros e que eu não tinha. Quando eu estava no primeiro ano descobri uma habilidade minha. Algo único, sobre o que vamos conversar quando você houver lido o livro. Porque então poderá entender porque eu possuo esse poder, e poderemos descobrir qual é o seu.
O fato é que essa habilidade fez meu pai adiantar seus planos de treinamento. Ele planejava me treinar quando eu fosse mais velho e forte, mas com esse poder eu já era forte o suficiente sem crescer. Esse poder ,pra ele, significa que posso ser o maior mago das trevas que existe. E isso requer treinamento especial. Muito treinamento. O começo dele é sobre dor. Aprender a receber e ignorar. Aprender a causar. Eu já terminei boa parte dele. O que é bom e terrível. Bom porque não terei de receber dor, terrível por tudo que tive que fazer pra aprender a causar, e tudo que ainda terei de fazer. Você é inteligente, acho que já percebeu o que estou dizendo. Em todo caso se resta alguma dúvida sim, meu pai me tortura de todas as formas que pode imaginar, e me ensina a torturar. E faz isso pelo que ele quer que eu seja.
Talvez você não entenda como alguém pode viver num lar com tantos problemas. Você nunca me contou sobre sua vida fora da escola, e talvez ,se você cresceu rodeado de amor, esteja horrorizado com o fato de alguém que deveria te proteger te ferir assim. Mas essas coisas acontecem de fato. No meu caso chama-se treinamento, mas não deixa de ser abuso e mau trato. Se meu pai é capaz disso para meu 'bem', o que não faria para me punir? Eu não sei. Sempre soube que nunca poderia escapar do destino de ser o chefe da família. Se eu fugisse de casa, ou fosse deserdado nenhuma família sangue -pura iria me acolher ,eu seria exilado sem contato com qualquer membro delas, sem nenhum dinheiro. Eu sei, eu sei, existem muitos magos que não se importam com a pureza do sangue. Mas eu sou uma pessoa orgulhosa, não poderia suportar depender da piedade de alguém. Odeio o sentimento de lástima. Além disso a expulsão da família inclui perda da varinha, o que o torna um alvo fácil demais. E mesmo que conseguisse ma varinha o que eu faria?As famílias do ramo secundário se encarregariam que eu jamais pudesse ter herdeiros que reclamassem um lugar ou uma herança. Eu seria caçado e morto. Isto é, se meu pai deixasse algo de mim para ser caçado e morto.
Quando eu digo, não poso contraria meu pai, é porque eu sei que ele me mataria. Ele pode ter me ensinado tudo que sei, mas não tudo que ele sabe. Isso ele jamais faria, me dar uma vantagem para me livrar dele. Minha única saída é me tornar Lord. Isso acontece quando ele morrer, ou quando eu desafiá-lo e vencê-lo num duelo diante dos líderes do ramo secundário da família. Eu só posso invocar esse duelo aos dezessete anos. E meu pai cederá seu lugar pra mim na minha maior idade, ele já sabe disso. Ele quer isso. Porque pretende continuar me controlando das sombras. Ganhar poder através de mim. Essa é a razão pela qual temos de manter segredo. Meu pai nunca aprovaria qualquer relação minha com você. Nem mesmo amizade, pois você é o menino -que- sobreviveu e quando Você -sabe- quem retornar ele vai caçá-lo. E meu pai nunca se colocaria entre o Lord das trevas e sua presa. Você leu direito eu disse quando e não se ele voltar. Porque todos os comensais do circulo íntimo sabem que ele vai voltar. Sentem em suas marcas que ele vive. E o esperam. Não sei quando ou como ,mas ele o fará.
Eu preciso que você entenda Harry. Por tudo isso temos de nos esconder. Mas eu não vou me afastar. Não poderia. Não agora. Eu ultrapassei o ponto de retorno quando beijei você. Desde aquele instante jamais poderia te abandonar. Estou com você todo o tempo, e você está comigo. Me ajude, nos ajude a permanecer juntos. Não será para sempre as escondidas. Quando pudermos mostraremos ao mundo, porque isso que temos é um privilégio. Estar a seu lado é um privilégio que não vou deixar ninguém me tomar. Por favor não me afaste, não me abandone. Sei que estou rodeado de escuridão, que fiz e farei coisas terríveis ,mas essas são coisas que tenho de fazer. Não me deixe por algo que me foi imposto. Sem você estarei sozinho, por mais amigos que tenha. Não volte a me odiar. Por favor.
Quando você ler o livro vai entender muitas coisas e vai ter muitas dúvidas também. Eu estarei aqui pra respondê-las. Não tenho como saber sua reação a tudo isso, é assustador, eu sei. Mas Harry, vale à pena. Sei que vale. Porque somos nós. Como poderia não valer?Sei que ainda existem muitas perguntas sem respostas, mas já dei coisas o bastante pra você digerir nesse verão. Nos vemos no mundial.
Com todo meu afeto,
D.M.
P.S. Talvez você esteja furioso comigo e queira me esquecer por um tempo. Mas por favor , mesmo que escolha se afastar,lembre de mim..Quando no vento uma carícia perceber, lembre de mim. Se o toque da mão de alguém sentir, a te conduzir, lembre de mim. Eu moverei as montanhas pra te encontrar, e o mar do tempo pra não te deixar. Enquanto houver flores no seu jardim, olhe pra luz e lembre de mim. Apenas lembre de mim.”
O que fazer diante disso?Ao meno se fosse só pró-descobrimento que seu namorado tem um pai louco psicopata, um afamilia controladora e está perigo mortal por estar com você , já é algo bem considerável. Mas também tinha sua própria família desequilibrada e seu lar terrível pra lidar. E sem esquecer de colocar Voldmort no pacote também. Era coisa pra caramba, mas quem disse que o sacana do destino se satisfaz com isso?Não. Ainda tinha que ter essa coisa de La mitá.
Quando olhou o livro primeiro não entendeu bulhufas daquilo. Depois quando começou a compreender o conteúdo do livro não entendeu porque diabos tinha que ler algo assim. O que Draco pretendia explicar?E então a ficha caíra, levando sua alma aos pés. Se houvesse comido provavelmente teria vomitado tudo. Clamou por Merlim,Morgana e todo personalidade que lhe ocorreu, sem deixar de fora nem mesmo o sombrio Salazar Slytherin. E depois quase teve uma crise de pânico. Ou talvez tenha tido uma crise de pânico antes de desmaiar, não dava pra ter certeza fora bem pouco tempo entre sentir falta de ar e tudo se tornar escuro.
E desde que despertara simplesmente não sabia. Que atitude tomar?Como enfrentar Draco?Dizer adeus de vez?Ou ficar com ele?Era tudo tão difícil. Aquele loiro bem que avisara que as coisas eram confusas se tratando dele, mas de nenhuma forma forma Harry esperava que tanto. Isso era transcender qualquer limite. Porque ele era um futuro mago das trevas, que fazia coisas terríveis e iria fazer piores. Que machucaria muita gente. Mas merda também era o garoto que falava coisas bonitas, que protege os seus, que compõe músicas lindas. Ele tinha um pai que estava disposto a matá-lo se não pudesse lhe controlar. E estar com ele significa colocá-lo em perigo, e estar também. O que sua família de louco não faria para evitar que um mestiço estivesse com seu Lord?As coisas não pareciam que fossem facilitar no futuro. Se enchiam de mais sombras. Porque Volbortite voltaria. E Harry lutaria contra ele. E contra Draco também?Se ficasse com ele como podia lutar contra ele depois?
E a ligação. Era tão errado ,tão cruel. Isso os obrigava a estar juntos. Como poderia ser amor se não tinham escolha?Era odiar ou amor e ponto. Sem meio termo. Mas, inferno, era um para sempre. Um fodido para sempre. Amor eterno e sólido. Família. Uma de verdade e sua. Não emprestada de um amigo por pena. Um para sempre com Malfoy. Que tinha virado Draco. Por causa dessa ligação ridícula. Mas Draco era tão idiota. Jogar uma coisa dessas assim pra ele se virar sozinho. Sem poder contar pra ninguém,nessa casa -prisão em Surrey.
Será que Draco ao menos lhe teria olhado sem essa droga de ligação?Teria?Duvidava. Tinha estado bastante feliz achanando que tinha conquistado o sonserino. E no fim era apenas uma imposição. Ou será que não?Será que Draco gostava realmente de algo nele?Ao menos de seus olhos gostava sim, afinal escreveu uma canção tão linda!Um brisa entrou suave pela janela e Harry levou a mão ao rosto. Sentindo uma caricia. Sorriu. “Quando no vento uma carícia perceber, lembre de mim” como se pudesse esquecer. Draco, tão doce e estúpido Malfoy.
Levantou-se, tinha que arrumar o malão no dia seguinte os Weasley viriam buscá-lo. E então veria Draco no Mundial em breve. E não sabia. Não sabia como agir. Sua razão lhe lançava mil e um motivos pra deixá-lo. Mas seu coração. Suas emoções estavam confusas sim, em parte estava bastante irritado com Draco. Afinal se não tivesse corrido atrás do loiro duvidava que ficasse sabendo dessa coisa toda de La mitá. E por mais que saber fosse assustador era pior que não saber. Odiava desconhecer coisas sobre si mesmo. Mais que qualquer outra coisa,mais até que Voldmort. E em parte tinha medo, medo de deixá-lo e sofrer sem ele. E ainda tinha aquela vozinha que não parava de repetir “Não importa!Nada disso importa se estiverem juntos!Fique com ele!”
E assim entre razões e emoções adormeceu. Dormiu para sonhar com certo loiro de olhos cinzentos e irresistíveis.
Por volta do meio-dia do dia seguinte, o malão de Harry estava pronto com o seu material escolar e seus pertences mais preciosos — a Capa da Invisibilidade que ele herdara do pai, a vassoura que ganhara de Sirius, o mapa encantado de Hogwarts, presente de Fred e Jorge Weasley
.
Ele retirara toda a comida do esconderijo sob a tábua solta, verificara duas vezes cada cantinho de seu quarto para ver se esquecera livros de feitiços ou penas, baixara da parede o calendário em que fizera a contagem regressiva para o dia primeiro de setembro, riscando cada dia que passava até a volta a Hogwarts. A atmosfera no nº 4 da Rua dos Alfeneiros estava extremamente tensa. A chegada iminente à casa de um grupo variado de bruxos estava deixando os Dursley nervosos e irritadiços. Tio Válter parecera decididamente assustado quando Harry informou-o de que os Weasley chegariam às cinco horas do dia seguinte.
–Espero que você tenha avisado para se vestirem direito, a essas pessoas — rosnou o tio na mesma hora. — Já vi o tipo de coisa que gente da sua laia usa. É melhor terem a decência de vestir roupas normais, é só.
Harry sentiu uma ligeira apreensão. Raramente vira o casal Weasley usar alguma coisa que os Dursley pudessem chamar de "normal". Os filhos até usavam roupas de trouxas durante as férias, mas o Sr. e a Sra. Weasley, em geral, usavam vestes longas e surradas em vários graus. Harry não se incomodava com o que os vizinhos pudessem pensar, mas estava aflito com as grosserias que os Dursley pudessem fazer aos Weasley se eles realmente correspondessem à péssima idéia que os tios faziam dos bruxos.
As cinco horas vieram e se foram. Tio Válter, suando ligeiramente no terno, abriu a porta da frente, espiou para um lado e outro da rua, e recolheu depressa a cabeça.
– Eles estão atrasados! — rosnou para Harry.
–Eu sei — disse Harry. — Talvez... Hum... O trânsito esteja ruim, ou outro problema qualquer.
Cinco e dez... Depois cinco e quinze... Harry estava começando a ficar ansioso também. Às cinco e meia, ele ouviu os tios conversarem em murmúrios tensos na sala de estar.
–Não tem a menor consideração.
–Poderíamos ter outro compromisso.
– Talvez eles pensem que serão convidados para o jantar se chegarem tarde.
–Certamente que não serão — respondeu tio Válter, e Harry o ouviu se levantar e começar a andar pela sala. — Vão pegar o garoto e ir embora, não vão se demorar. Isto é, se é que vão aparecer. Provavelmente se enganaram no dia. Eu diria que gente da laia deles não liga muito para pontualidade. Ou isso ou estão dirigindo uma lata velha que parou de... AAAAAAAARRRRRFEE!
Harry deu um pulo. Do outro lado da porta da sala ele ouviu os três Dursley correrem precipitadamente, cheios de pânico. No momento seguinte, Duda entrou voando pelo hall, aterrorizado.
–Que aconteceu? — perguntou Harry. — Que foi que houve? Mas Duda parecia incapaz de responder. As mãos ainda agarradas às nádegas, saiu desengonçado, e o mais depressa que pôde, em direção à cozinha. Harry correu para a sala de estar.
Ouviam-se fortes batidas e arranhões por trás das tábuas que vedavam a lareira dos Dursley, diante da qual estava ligada uma imitação de fogo a carvão.
– Que é isso? — exclamou tia Petúnia, que recuara de costas para a parede, arregalando os olhos para a lareira, aterrorizada. — Que é isso, Válter?
Mas eles não precisaram gastar nem um segundo pensando. Ouviram-se vozes no interior da lareira fechada.
–Ai! Fred, não... Volte, volte, houve algum engano... Diga Jorge para não... AI! Jorge, não, não há espaço, volte depressa e diga ao Roni...
–Talvez Harry possa ouvir a gente, papai... Talvez possa abrir para a gente passar...
Ouviram-se murros contra as tábuas.
– Harry? Harry, você está ouvindo a gente?
Os Dursley investiram contra Harry como um casal de carcajus furiosos.
– Que é isso? — vociferou tio Válter. — Que é que está acontecendo?
– Eles... Eles tentaram chegar aqui usando Pó de Flu — disse Harry, reprimindo uma vontade louca de rir. — Eles podem viajar entre lareiras, só que vocês tamparam a entrada, esperem um pouco...
Harry se aproximou da lareira e chamou.
–Sr. Weasley? O senhor está me ouvindo?
As pancadas pararam. Alguém do outro lado fez "psiu".
– Sr. Weasley, é o Harry... A lareira está bloqueada. O senhor não vai conseguir passar por aí.
–Droga! — exclamou a voz do Sr. Weasley. — Para que foi que eles inventaram de bloquear a lareira?
Eles têm um fogo elétrico — explicou Harry.
– Verdade? — ouviu-se a voz excitada do Sr. Weasley. — Eclético, você disse? Com uma tomada? Nossa, eu preciso ver isso... Vamos pensar...
Harry torceu para o Sr. Weasley não fazer nada muito estranho, bem não muito mais estranho. Mas ele fez. Explodiu o aquecedor para poder passar. O moreno teve vontade de enfiar o rosto nas mãos, mas se conteve. Os gêmeos subiram para buscar o malão, enquanto o Sr. Weasley tentava sem sucesso começar algum tipo de conversa com os Dursley. Harry só queria sair depressa antes que mais algo acontecesse de errado. Mas o moreno realmente não possuía uma sorte fácil , assim o contato dos trouxas com os bruxos terminou com direito a Duda com a língua gigante e Tio Valter lançando enfeites contra o pai de Ron. Mas considerando tudo poderia ter sido pior. Uma criatura mágica do mal podia ter invadido e tentado devorar todo mundo. Bem se ele realmente devorasse os Dursley não podia ser tão mal assim,poderia?
Quando finalmente voltou a Toca Harry estava inquieto. Tentou aparentar normalidade. E consegui perfeitamente. Bom quase perfeitamente, Hermione o observava com os olhos estreitos e aquela expressão de concentração que usa em transfiguração. Mas entre as criações de Gemialidades Weasley e conversas banais, e claro alguma negação conseguiu evitar que a menina destripasse. E assim o dia passou. A manhã veio com a viagem de chave de portal. E o acampamento.
Nesses momentos adorou a magia, afinal uma barraca enorme dentro e ainda só u7ma barraca por fora. Era tão wow! Mas é claro que se fosse pensar que magia fazia coisas como a ligação já não era tão deslumbrante assim. Todos se acomodaram na barraca e depois sairiam para as compras. Iriam dali direto ao estadio.
Agarrados às compras, o Sr. Weasley à frente, todos correram para a floresta seguindo o caminho iluminado pelas lanternas. Ouviam a algazarra de milhares de pessoas que se movimentavam à volta deles, gritos, gargalhadas e trechos de canções. A atmosfera de excitação febril era extremamente contagiosa; Harry não conseguia parar de sorrir. Caminharam pela floresta durante vinte minutos, conversando e brincando em voz alta até que finalmente emergiram do outro lado e se viram à sombra de um gigantesco estádio.
Embora Harry só pudesse ver partes das imensas paredes douradas que cercavam o campo, ele podia afirmar que caberiam dentro dele, com folga, umas dez catedrais.
–Tem capacidade para cem mil pessoas — disse o Sr. Weasley, vendo o ar de assombro no rosto do garoto. — Uma força-tarefa do Ministério, com quinhentas pessoas, trabalhou o ano inteiro. Há Feitiços Antitrouxas em cada centímetro. Todas as vezes que, neste ano, os trouxas se aproximavam da área, eles de repente se lembravam de compromissos urgentes e precisavam sair correndo... Deus os abençoe — acrescentou ele carinhosamente, se encaminhando para o portão mais próximo, que já estava cercado por um enxame de bruxos e bruxas aos gritos.
–Lugares de primeira! — exclamou a bruxa do Ministério ao portão, quando verificou as entradas deles. — Camarote de honra! Suba direto, Arthur, o mais alto possível.
As escadas de acesso ao estádio estavam forradas com carpetes púrpura berrante. Eles subiram com o resto da multidão, que aos poucos foi se dispersando pelas portas à direita e à esquerda que levavam às arquibancadas. O grupo do Sr. Weasley continuou subindo e finalmente chegou ao alto da escada, onde havia um pequeno camarote, armado no ponto mais alto do estádio e situado exatamente entre as duas balizas de ouro. Umas vinte cadeiras douradas e púrpura tinham sido distribuídas em duas filas, e Harry, ao entrar na primeira com os Weasley, deparou com uma cena que ele jamais imaginara ver.
Cem mil bruxos e bruxas iam ocupando os lugares que se erguiam em vários níveis em torno do longo campo oval. Tudo estava banhado por uma misteriosa claridade dourada que parecia se irradiar do próprio estádio. Ali do alto, o campo parecia feito de veludo. De cada lado havia três aros de gol, a quinze metros de altura, do lado oposto ao que estavam, quase ao nível dos olhos de Harry, havia um gigantesco quadro-negro.
O camarote foi-se enchendo gradualmente em volta deles durante a meia hora seguinte. O Sr. Weasley não parava de apertar a mão de bruxos, obviamente muito importantes. Percy levantou-se de um salto tantas vezes que até parecia que estava tentando sentar em cima de um porco-espinho. Quando Cornélio Fudge, Ministro da Magia, chegou, Percy fez uma reverência tão exagerada que seus óculos caíram e se partiram. Muito encabulado, ele os consertou com a varinha e dali em diante permaneceu sentado, lançando olhares invejosos a Harry, a quem o ministro cumprimentara como um velho amigo. Os dois já se conheciam e Fudge apertou a mão de Harry paternalmente, perguntou como ele estava e apresentou-o aos bruxos de um lado e de outro.
— Harry Potter, sabe — disse ele em voz alta ao ministro búlgaro, que usava esplêndidas vestes de veludo preto, enfeitadas com ouro, e aparentemente não entendia uma única palavra de inglês. — Harry Potter... Ah, vamos, o senhor sabe quem é... O menino que sobreviveu ao ataque de Você-Sabe-Quem... Tenho certeza de que o senhor sabe quem é...
O bruxo búlgaro, de repente, viu a cicatriz de Harry e começou a algaraviar em voz alta e excitada, apontando para a marca.
— Sabia que íamos acabar chegando lá — disse Fudge, esgotado, a Harry. — Não sou grande coisa para línguas, preciso de Bartô Crouch nesses encontros. Ah, vejo que o elfo doméstico está guardando o lugar dele... Bem pensado, esses búlgaros danados têm tentado arrancar da gente os melhores lugares... Ah, ai vem Lúcio!
Harry, Rony e Hermione se viraram depressa. Avançando vagarosamente pela segunda fila, em direção a três lugares ainda vazios, bem atrás do Sr. Weasley, vinham ninguém menos que os antigos donos de Dobby — Lúcio Malfoy, seu filho Draco e uma mulher que Harry supôs que fosse a mãe do garoto.
Os três Malfoy estavam sérios. Ou deveriam estar se os pais tivessem a mesma expressão de Draco. Mas Harry não tinha como saber, desde que esse par de olhos cinzentos entrou em seu campo visual não conseguiu prestar atenção em mais nada ao seu redor. Não era exatamente assim que esperava se encontrar com o sonserino. Não diante dos Weasley e dos pais do loiro .O moreno sentiu um calafrio e resolveu sentar-se. Não queria dar bandeira de nenhuma forma. Mas era difícil. Seria mais fácil se não soubesse que loro estava ali. Mas de alguma forma não poda ignorar, era como se a magia do loiro estivesse quente e chamativa, denunciando a presença atras de si. Tornando-a impossível de ser ignorada.
–Esses lugar eram melhores antes deles chegarem.-sussurrou baixinho. Mas não baixo o suficiente.
Draco franziu o cenho. Harry estava incomodado por tê-lo encontrado?Ou era só a situação em que estavam que o incomodava?O loiro apertou os punhos. Odiava essa incerteza. Detestava não saber o que iria acontecer agora. Normalmente conhecia bem os passos que tinha que dar. Mas Harry vinha para quebrar esse controle. Nada com o moreno era como o loiro esperava. Durante o tempo que estiveram separados Draco tentou se preparar para todos os cenários possíveis ,mas simplesmente não conseguira saber em qual cenário estava agora. Aceitação?Rejeição? Harry o olhara de forma estranha. Não com o ódio visceral de antes de a ligação se voltar ao amor, mas sem aquele carinho com o qual se despediram. Não saber era um tortura terrível. E tal consideração vinda do herdeiro Malfoy era algo e tanto.
Inquieto Draco se preocupava mais em analisar seu ,esperava que ainda ,namorado que prestar atenção. Até que as veelas entraram. Draco tencionou-se sentindo sua magia rugir irritada. O encanto veela tentava atraí-lo e rebelava a ligação. Percebeu que seu moreno também se remexia incômodo enquanto a maior parte dos homens ao redor quase começavam a babar. Quase rosnou quando Granger segurou a mão de Harry, a presença das veelas o impelia para seu parceiro. Por sorte antes que instinto se tornasse mais forte que seu parco controle a garota o soltou. As veelas se afastaram ,mas não o bastante. Ainda pareciam uma ameaça. Draco queria manter os lhos em Harry e protegê-lo ,mas ,não podia, tinha que dissimular. Então lançando mão de sua enorme força de vontade manteve os olhos no céu, ainda que sua mente estivesse tentando encontrar uma forma de mandar uma mensagem para Harry. Quando o jogo ia lá pelo meio , discretamente, o loiro aproveitou a distração geral e mandou um pequeno passarinho de papel para Harry. Viu o moreno pegá-lo e enfiar no bolso. Era melhor que Harry lesse. Ou então teria de invadir a tenda dos Weasley para raptá-lo e conversar. E a ideia não lhe agradava em nada.
Durante a noite Draco não voltou para sua tenda, disse aos pais que preferia aproveitar o evento e passar. Mas a verdade é que se dirigiu a um carvalho robusto às margens da floresta , um lugar fácil de encontrar mas ainda assim discreto e que era o ponto de encontro para aquela tão esperada conversa. Sentado ali tinha uma boa vista do céu e começou a analisar as estrelas, enquanto parte de sei desejava imensamente ser como os centauros poder conseguir saber o futuro através delas. Mas tinha que admitir por melhor estrategista que pudesse vir a ser, adivinhação não fazia seu gênero. Quando Harry se aproximou Draco conseguiu perceber seu cheiro no vento, mas não se voltou. Continuou com os olhos fixos no céu.
O garoto moreno pousou a mão em seu ombro e o loiro sorriu de lada e o cumprimentou sem se voltar o levantar.
–Ola Harry.
–Oi.-respondeu o moreno com a voz baixa.
Draco finalmente o encarou e palmeou o lugar ao lado de si para que o moreno se sentasse. Respirou fundo e se preparou para responder qualquer pergunta que o grifinório pudesse ter.
–Sente-se. Vamos conversar.- O moreno obedeceu. — Então?
–Então o que?-perguntou u moreno.
–Que perguntas tem pra me fazer?-explicitou o sonserino.
O moreno mordeu os lábios e negou com a cabeça,sem entender o gesto o loiro insistiu:
–Vamos Harry Pode perguntar qualquer coisa. Não vou me ofender.
–Desde quando?
–Desde quando eu sei da ligação? Desde o verão antes do primeiro ano. Depois de ter te visto na loja de túnicas acabei conversando com uns retratos da família. Foram eles que me deram esse livro que vermelho que dei pra você ler.
–E você..você já sabia que íamos nos odiar?Ou.. você quis ...que nos odiássemos?
Draco soltou um bufido de riso. Querer que se odiassem?Merlim havia sido todo contrario, nunca quisera esse ódio.
–Não. Quando eu soube quis a ligação de amor. Mesmo sem saber que você era o famoso Harry Potter. Sempre gostei de você. Mas você nunca gostou de mim. Eu já desconfiava que você não tinha simpatizado muito comigo depois da loja de Madame Malkins,mas depois do que houve no trem eu soube que nos odiaríamos .
–E foi simples assim?Ou foi complicado?
–Na realidade até que foi fácil. Depois que decidi te odiar a ligação fez o resto e tornou você algo bem intragável. Ou vai me dizer que te custava muito me detestar?- o moreno negou com a cabeça — Pois é era fácil pra mim ter o sentimento. Mas como eu sabia da ligação e tudo nunca foi fácil aceitar.
–Como assim?
–Bom eu sabia que se não estivesse com você nunca poderia amar realmente alguém. O que já tornaria meu futuro um tanto cinza ,mas nada com o que eu não pudesse lidar. Mas ter que odiar sabendo que no lugar eu podia amar era bastante ruim. Minha vida sempre teve muita escuridão então saber que eu podia ter um amor que me ajudasse a lidar com ela era belo ,mas saber que eu não teria esse amor e no lugar dele me afundaria em ódio era terrível.
–Então você só não quer ficar sozinho e como não pode ter mais ninguém vai ficar comigo?- perguntou Harry franzindo a testa em sinal de irritação.
Draco quis revirar os olhos. Como se fosse tudo tão ridículo como ter medo da solidão. Não era isso. A solidão não o assustava , primeiro porque tinha amigos fiéis e jamais teria de estar sozinho se não quisesse. Segundo porque de todas as coisas essa era uma que nunca o assustou. Com um suspiro respondeu:
–Eu nunca estaria sozinho. Existem muitas formas de amor Harry. Esse amor romântico só você poderia me dar , mas ele não é indispensável pra sobreviver . Eu não precisava aceitá-lo , podia me conformar com os outros tipos de amor e ponto. Mas eu quis uma chance. Uma chance pra nós.
–Então você simplesmente aceita essa … imposição de ligação assim sem mais nem menos?
–Imposição? Não existe imposição Harry. Não é tão diferente de como as outras pessoas se apaixonam por aí. Existe algo que atrai uma pessoa para outra, não é algo consciente, que possa ser decidido. Ninguém aponta o dedo pra uma outra pessoa e decide que aquela é quem vai amar e então simplesmente ama. Só acontece. Com a gente é assim também. Nos atraímos um para o outro ,mas não é uma imposição. Podemos odiar também.
–E nos odiávamos.-sussurrou Harry.
–Nós não nos conhecíamos..Pra falar a verdade ainda não nos conhecemos de verdade. Mas estamos nos descobrindo. Eu gosto do que estou desvendando. Gosto muito. E sei que posso amá-lo incondicionalmente. A única diferença entre nós e o resto das pessoas no quesito amor, é que conosco é pra sempre. Em toda extensão e significado da palavra.
–E isso não te incomoda?
–Incomodar?Não , na verdade é algo emocionante saber que existe alguém pra te amar pelo que você é, uma família que não te daria as costas nunca, como deve ser. Incomoda você?
–Incomodava antes de estar aqui tendo essa conversa.-Disse o moreno com um pequeno sorriso.
O silêncio ameaçou pairar sobre eles novamente , mas Draco já não aguentava. Tinha que saber se ainda podia chamar o Potter de seu ou se teria que fazer esse leão cabeçudo mudar de ideia ou na pior nas hipóteses se afastar. Um arrepiou cruzou suas costas ao pensar na última opinião. Decidido a acabar com as duvidas perguntou outra vez:
–E então Harry?
–Então o que?-quis saber o moreno parecendo confuso.
–E agora? Nós?- disse o loiro impacinete.
–Você esta me pedindo pra decidir sozinho?
–Não. Eu já passei do ponto de retorno Harry. E disse isso naquela carta. Você a leu?
–Sim. Eu li. E eu..-Draco levou os dedos aos lábios do moreno impedindo-o de continuar. Detestava piedade, mais ainda se viesse de alguém importante para si.
–Não diga. Não diga que sente muito por mim. Não preciso da sua lástima. Preciso do seu amor. -harry afastou os dedos do loiro da sua boca e disse:
–Eu ia dizer que te entendo. Sei o que é ter uma família horrível e que te maltrata, acredite. E Voldmort é um grande problema em nossas vidas. Então é óbvio que entendo isso também, ou ao menos parte disso.
–E isso é bom. -concluiu Draco ,para logo em seguida ficar inseguro ,esse não era um daqueles discursos onde primeiro se acaricia para depois dar um pontapé era? — Não é?
–Sim. É bom.-concordou o Potter- É muito bom na realidade, porque eu tenho a sensação que ninguém poderia me entender melhor que você. Nem Rony e Mione, nem mesmo Sirius e Remus.
–Você está certo. Ou vai estar , quanto melhor nos conhecermos ,mais vou te entender e vice-versa.-concordou o sonserino sentindo uma emoção suave começar a vibrar no peito.
–E além disso , não tem forma de eu colocar a sua vida em perigo .Ela já está e acho que posso ajudar mais que piorar.-prosseguiu Harry. Draco entrecerrou os olhos, isso queria dizer que ainda tinha namorado. Ao menos era o que parecia, por via das dúvidas resolveu confirmar:
–Isso quer dizer que continuamos namorando?
–Sim.-Concordou o moreno.
–Que bom!Eu estava louco pra fazer isso!-disse o loiro e se lançou contra Harry para dar-lhe um beijo.
–Draco!Alguém poderia nos ver.-reclamou Harry tentando se afastar.
–Ninguém vai nos ver aqui.-rebateu o loiro tentando puxá-lo de volta.
–Espera, ainda temos muito que conversar.-disse o moreno ainda resitindo.
–Não importa temos muito tempo pra isso.-disse o jovem Malfoy ,mais interessado em beijar seu namorado que discutir.
–Na realidade importa sim. Tem algo que quero saber.-insistiu Harry, e Draco suspirou pesadamente derrotado.
–O que?-quis saber.
–Eu falo parsel ,mas isso você já sabia. Mas na carta você disse que tínhamos que descobrir meu poder. Eu li que nossos poderes especiais se equiparam. Então seu poder deve ser bem mais que falar com uma criatura animal. Qual o seu poder ? Quero dizer que tipo de dom você tem?
–Bom eu sou-começou o loiro quando o pesado silêncio ao redor deles pesou em seus ouvidos- ...espera ouviu isso?
–O que?Não ouvi nada! -respondeu o moreno.
–É está silencioso demais. Como uma calmaria antes de uma grande tempestade.-disse o liro ficando em pé e olhando ao redor.
–Você está exagerando. -disse o moreno- Não vai...
Foi nesse exato instante que uma grande e verde figura apareceu no céu. Uma caveira com uma cobre saindo da boca. Um pandemônio se desatou nos segundos seguintes. Draco sentiu o sangue gelar nas veias. Era a marca negra. Harry estava em perigo precisava protegê-lo.
–Vamos!- exclamou enquanto puxava o moreno pelo pulso
–O que ? Pra onde ?O que está acontecendo?-perguntou Harry correndo junto.
–Agora não!Temos de chegar na cova ,eu achei ontem. Fica bem perto daqui e é segura o bastante.-respondeu Draco sem parar de correr.
–Draco, estou ficando assustado!O que está havendo?porque todos os gritos?E esse desenho?
–É a marca negra Harry. Tem servidores de Você-sabe-quem aqui,. Temos de nos proteger.
–Comensais?
–Sim Comensais da morte. Caçando sangues-ruins, traidores do sangue. E claro você.
Nesse instante o loiro viu uma árvore conhecida e com decisão puxou Harry mais alguns metros até que chegaram a uma cova escondida entre alguns arbusto.
–Entre !-disse para Harry.
–Não!Eu tenho que achar meus amigos!Hermione é nascida trouxa está em perigo!
–Você não vai sair daqui!-rebateu o Mlafoy segurando o pulso do Potter com força
–Eu tenho que ir! Você não vai me impedir!-rebateu o grifinório tentando se soltar do agarre.
–Harry por favor! Se você for eu vou junto.-disse Draco começando ase desperar. Estavam correndo perigo e expostos! E pra ajudar esse leão cabeçudo queria sair correndo pelo meio do que poderia ser um campo de batalha.
–Você não pode!-exclamou Harry
–Eu tenho. Como quer que eu te deixe desprotegido sabendo que qualquer comensal adoraria te torturar ou até te matar?-rebateu o loiro.
–Eu sei me cuidar!
–Seus amigos também!Eles são muitos!E os comensais não iam perder tempo duelando com todo aquele monte de Weasley's por causa de uma sangue ruim estúpida ! Mas se acharem você é o fim!
–Não fale assim dos meus amigos!!!Que tipo de amigo eu seria se não os ajudasse?
–Harry!Por favor!Você não tem ideia de como achá-los só iria piorar tudo! Não faça isso conosco!Por favor ! -começou a implorar o loiro ,estava ficando muito desesperado havia sons de feitiços no ar não muito longe dali. Sua própria magia se agitava agressiva em resposta ao ambiente..
–Draco eles são meus amigos.-insistiu Harry.
–E eu sou seu namorado! Sua família! Não é justo que faça isso! Podemos acabar ambos mortos!- explodiu o loiro quase gritando.
–Você não tem que ir.-disse suavemente o moreno.
Draco sentiu uma alfinetada no peito. Então era isso. Harry se preocupava mais com os amigos que com ele. Óbvio que seria assim. Mas esperava, esperava talvez ao menos um poco de receio porpart5e de Harry em deixá-lo ali sozinho.O moreno pensava no que podia estar acontecendo com a amiga sangue-ruim que estarias rodeada de Weasley's ,mas não se preocupava com o que poderia acontecer com Draco ali sozinho. Essa conclusão doía. E muito. Soltou o pulso do moreno. Não fazia sentido tentar segurá-lo ali.
–Eu já disse antes Harry. Nunca poderia deixar você. Mas se você pode me deixar então é melhor que você vá. -o loiro virou de costas para Harry e acrescentou.-Não seria a primeira vez que eu te perco pra eles.
Por um tempo não ouviu nada. Nenhuma resposta. Fechou os olhos bem apertado. Repetindo a si mesmo que não doeria tanto vê-lo partir de novo, que estava mais forte agora, que iria aguentar. Sua mente racional gritava que fosse atrás de Harry para mantê-lo seguro, podia se afastar depois. Mas suas emoções se recusavam, estava com medo. Muito medo de vê-lo se afastar outra vez. Foi então que sentiu um par de braços rodeando sua cintura. Voltou-se e abraçou Harry com força.
–Obrigado -sussurrou.- Por me escolher dessa vez.
–Sabe, desde que eu li sua carta e o livro fiquei perdido entre razões e emoções ,cada uma me dizendo uma coisa. Mas agora as duas concordaram permanentemente em algo : eu nunca vou te deixar. E nunca vai ter ninguém que me importe mais que você.
O sorriso de Draco em resposta a declaração iluminou a noite com mais força que a lua.
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