La mia mitá

13 A volta ao território dos prodígios


Notas iniciais
Oi gente. Perdão pela demora, foram várias coisa que contribuíram dessa vez.Desde calendário acadêmico sacana a vírus que ferrou meu note (tive que mandar formatar). Esse capitulo é dedicado a: ->SnapeMalfoyPotter . ->Exotic . Meus mais sinceros agradecimentos pelas recomendações.Aproveitem o capitulo. Boa leitura .

Marte brilhava muito naquela noite .Um presságio de guerra, pensou Draco observando o céu do telhado da mansão. Qualquer um com um pouco de conhecimento sobre adivinhação saberia disso. Não que seus colegas pudessem mesmo saber essas coisas com a professora que tinham. Saberiam se acaso se incomodassem em pesquisar por fora ao invés de tentar enxergar com o terceiro olho mortes dolorosas. O único assunto que realmente interessava a Trelawney. Algumas vezes gostaria de saber qual a real serventia de manter aquela maluca no corpo docente.

Uma nuvem cobriu a lua, e por um instante o brilho de marte reinou no céu.Grandes batalhas se acercam, diria um adivinho. Poderia ser algo preocupante, mas o garoto loiro se recusava a deixar quer isso somasse mais uma preocupação. Desde que voltara do mundial de quadribol estava afundado em um indefinível e agridoce estado de animo .Havia felicidade e plenitude, porque havia Harry. Mas havia preocupação amarga , porque havia sua família e mais que isso Voldmort se acercava. Seu pai fora claro. O Lord retornaria em breve.

Quando ele retornasse onde isso colocava Draco?Seria imediatamente recrutado como comensal?Seu treinamento seria entregue ao Lord das trevas?E o mais importante de tudo como protegeria Harry?Como cuidaria de seus amigos?Dos seus sonserinos?A Sonserina era sua, e como príncipe que era a defenderia até o final.Draco nunca fora tolo e sabia que uma guerra aconteceria.Dumbledore e seus aliados não ficariam sentados simplesmente esperando as forças das trevas reivindicarem o controle do mundo bruxo.

E nessa guerra não existia espaço para Sonserina no bando da luz, mas não existia glória no bando das trevas. O que diabos iria fazer? Como mostrar isso aos seus colegas de casa? E mesmo que eles vissem, onde isso os colocava? Como poderiam defender-se dos dois lados ao mesmo tempo? Porque teriam que fazer isso se suas famílias estariam se arriscando em um bando? Tinha que protegê-los. Porque ninguém mais o faria. Para boa parte do mundo a Sonserina pertencia as trevas e ponto. Nenhuma escolha lhes era oferecida, mas Draco Malfoy estava determinado a ser essa outra escolha. A dar-lhes a chance de escolher seu próprio beneficio e não aquilo que o mundo esperava deles. A grande questão era que tipo de outra escolha ele seria.

Respirou profundamente e resolveu voltar ao quarto.Pela manhã partiria para escola mais uma vez e tinha de estar inteiro.Na cama buscou bons pensamentos para acalma-se e dormir, e então sua mente preencheu-se de Harry.Dos momentos que estiveram juntos no mundial

Flashback

O sorriso de Draco em resposta a declaração iluminou a noite com mais força que a lua. Então o loiro abraçou Harry com força e sussurrou:

–Eu também nunca vou te deixar. Sou sua família agora Harry .E você é a minha. E nunca se abando na a família, em nenhuma circunstância. Você entende?

O moreno assentiu em resposta. Então Draco o arrastou para a cova. Sussurrou um simples feitiço de ocultação na entrada, algo para despistar sem chamar a atenção para os feitiços protetores. Depois sentou-se na cova encostando-se na parede e puxando o moreno para junto de si.

–Bom, estaremos bem aqui até tudo acabar. -disse Draco mais tranquilo de afastar o moreno do caos exterior.

Harry não respondeu apenas abraçou o loiro e escondeu o rosto no pescoço do Malfoy. Draco envolveu o outro com os braços e eles mergulharam em um confortável em silêncio até sentir algo morno pingar em seu pescoço.

–Harry?Harry o que aconteceu?Porque está chorando?-quis saber preocupado e tentando se afastar para observar melhor, sendo impedido pelo moreno que se apertou contra ele com força.-Harry você está me assustando, o que houve?

–Você d-disse que s-somos uma f-família agora.- disse o moreno com voz baixa.

–E nós somos. Por quê? Isso te incomoda?-quis saber o sonserino, então o moreno negou e disse:

–E-eu nunca tive uma f-familia.N-não desde que meus pais morreram.

–O que? Mas...você não tinha tios?

–E-les me odeiam. Sempre odiaram. E e-eu nunca tive ninguém .Até aparecer Sirius, mas e-ele não pode ficar co-migo então ainda estou sozinho. E os Weasley são ótimos ,mas não são minha família. E agora você diz que somos família, eu sempre quis uma família...e v-você está aqui...

–Sim, estou aqui Harry. E sempre vou estar.- disse o loiro beijando o topo da cabeça do moreno. -Você tem uma família ao seu lado agora.

Fim do flashback.

Draco sorriu levemente antes de adormecer e sonhar com seu namorado. Seu namorado, como isso soava bem. O sono do loiro foi repleto de tranquilidade. E a sensação se manteve por quase toda manhã. Já estando dentro do expresso Hogwarts as coisas mudaram, Draco estava bastante inquieto. Comentara com seus amigos sobre o torneio tribruxo e um das primeiras coisas que a corte sonserina comentou é como provavelmente Potter se enfiaria nessa. Malfoy ouviu a brincadeira em silêncio , enquanto um arrepio corria por seu corpo. Harry não faria uma estupidez deste tamanho .Óbvio que Wesley-pai deveria ter contado o quanto essas coisas eram perigosas com detalhes o bastante para que o menino não quisesse participar. Não teria? Os amigos imbecis dele não tentariam convencê-lo a se enfiar nisso, ninguém poderia ser tão idiota pra querer fazer isso aos quatorze anos. Claro que não. Mas não custava certificar-se certo? Certo.

Mas como falar com ele sem chamar a atenção? Se ao menos tivesse lembrado de dar a ele um colar dos enamorados. Bem nada que não pudesse ser remediado. Mas isso teria de ser depois, teria de encomendar mais um colar. Só que não aguentaria esperar dias. Na verdade não aguentaria esperar nem mesmo toda a viagem. Resoluto decidiu que tinha que ver Harry agora. E se certificar que ele não queria se meter nessa coisa de torneio de jeito nenhum. E bom, talvez um beijo de reencontro também pudesse ser incluído. E programarem um lugar pra se encontrarem na escola. Se bem não podia agir como namorado que era e simplesmente ir ver o moreno, podia chamar atenção como inimigo que todos acreditavam que nunca tinha deixado de ser. É esse plano era simples e bom o bastante para funcionar. Chamou Vincent e Greg e foi buscar seu grifinório favorito. Estava começando a se cansar quando uma voz conhecida lhe chamou a atenção:

–Foi — disse Weasley — Olhe só para isso, Neville...

Draco se aproximou e percebeu que a porta estava entreaberta, escutou um pouco da conversa buscando uma boa deixa para entrar e a conseguiu quando Weasley disse:

– E vimos ele de perto, também. Ficamos no camarote de honra...

Assim apenas empurrou a porta levemente deixando a si e seus dois amigos a vista enquanto dizia:

–Pela primeira e última vez na vida, Weasley.

Todos os olhares se cravaram neles. Um sorriso de deboche se plasmou no rosto pálido do sonserino quando a voz de Harry quebrou o silêncio.

– Não me lembro de ter convidado você para a nossa cabine, Malfoy .

Draco lutou para não fazer uma careta com o tom frio de Harry, seria convincente para alguém desatento ,mas qualquer um que o conhecesse bem seria visível que havia preocupação e nervosismo naqueles olhos verdes. Ele era péssimo atuando. Sem querer expor as coisas o loiro desviou o olhar dos olhos verdes. Vagou a vista pelo resto da cabine quando deu de cara com um punho de renda mofada muito visível saindo de uma das bagagens. Uma evidência da pobreza dos ruivos ,que era bastante patética para merecer atenção na opinião do loiro. Mas se provocasse o bastante Harry sairia atrás dele.

– Weasley... Que é isso? — perguntou Malfoy, apontando para a roupa.

Rony fez menção de esconder as vestes, mas Malfoy foi rápido demais para ele; agarrou a manga e puxou.

– Olhem só para isso! — disse segurando as vestes de Rony e mostrando-as a Crabbe e Goyle. — Weasley, você não andou pensando em usar isso, andou? Quero dizer, isso esteve em moda aí por 1890...

– Vai lamber sabão, Malfoy! — xingou o ruivo, da mesma cor que as vestes ao puxá-las das mãos de Malfoy.

O garoto riu com desdém, Crabbe e Goyle gargalhavam.

– Então... Vai entrar, Weasley? Vai tentar trazer alguma glória para o nome da sua família? E tem dinheiro também, sabe... Você vai poder comprar umas vestes decentes se ganhar...

– Do que é que você está falando? — retorquiu Rony.

– Você vai entrar? — repetiu Malfoy. Mas ao não ter reação decidiu perguntar a Harry e tentar assim saber de uma vez aquilo que queria, caso o moreno não fosse atrás dele. — Suponho que você vá, Potter? Você nunca perde uma chance de se exibir, não é?

–Ou você explica a que está se referindo ou vai embora, Malfoy — disse Granger, impaciente, por cima da borda do Livro Padrão de Feitiços, 4ª série.

Um sorriso satisfeito se espalhou pelo rosto pálido de Malfoy.

– Não me diga que você não sabe? Você tem um pai e um irmão no Ministério e nem ao menos sabe? Nossa, meu pai me contou há séculos... Soube pelo Cornélio Fudge. Mas papai sempre convive com o primeiro escalão do Ministério... Talvez seu pai seja insignificante demais para ter sabido, Weasley... É... Provavelmente não falam coisas importantes na frente dele...

Decidindo que isso era o bastante Malfoy fez sinal para Crabbe e Goyle e os três desapareceram. Atrás deles a porta da cabine bateu com tanta força que o vidro se espatifou. O loiro então dispensou a companhia dos amigos, alegando querer ficar um pouco sozinho. Depois entrou numa cabine ao fim do corredor e expulsou seus ocupantes na base de azarações. Quando eles sumiram do corredor, o loiro se encostou do lado de fora da porta e esperou. Não teve de esperar muito para ver Harry sair da cabine, olhar para o outro lado e então em sua direção. O moreno estava irritado. Draco quase podia sentir sua irritação. Sem falar nada abriu a porta da cabine e sinalizou para que Harry o seguisse, não demorou para o grifinório entrar e bater a porta.

–O que você está fazendo?-exigiu furioso.

–Falando com você.

–Não brinque comigo Draco! Quem diabos você pensa que é para insultar assim o Rony?

–Eu tinha que falar com você. O que queria que fizesse?

–Podia ter pago pra um aluno menor me chamar!Podia ter convencido o monitor da sonserina a me chamar!Podia ter feito qualquer coisa!

–E que explicação eu daria pra esse interesse?

–Como se você desse satisfações pra alguém!

–Harry, está feito .O quer que eu faça?

–Você não pode insultar meus amigos assim Draco!É horrível!

–Eu não posso tratá-los bem Harry. Não posso fazer esse tipo de coisa porque seria perigoso. Você não entende isso?

–É você que não entende! Não estou pedindo pra tratá-los bem! Nem mesmo pra ser educado! Droga! Eu quero que os ignore! Se tem que me insultar pra manter as aparências, ótimo! Mas não meta meus amigos nisso!

–Nisso? – o loiro sentiu uma irritação formigar dentro de si, isso? Seu namoro era isso? Como uma coisa qualquer e sem valor? Suspirou com força para se acalmar e decidiu que o moreno não quisera realmente dizer as coisas nesses termos. Era só um deslize. — O.K. Você está irritado, eu entendo. Vou deixar seus amigos quietos, mas não farei nada quanto ao resto da sonserina.

–Está falando sério? Vai deixar meus amigos em paz?

–Sim eu vou. E você também. Ao menos publicamente, e no que não toca ao quadribol.

–Isso seria ótimo. Você é terrível quando quer.- disse o moreno com um leve sorriso. Ao que o loiro sorriu em resposta e disse num tom de exagerada concordância.

–Oh, eu sei disso. Sei muito bem disso.- e então se aproximou e beijou o pescoço do moreno delicadamente sentindo ele se arrepiar. Então seguiu deixando uma trilha de beijinhos até a mandíbula.- Posso ser realmente terrível.

E então o loiro buscou os lábios do moreno. Chupou o lábio inferior e depois o mordeu deixando inchado. E então finalmente o beijou com força, com toda saudade reprimida. Quando o ar terminou Draco encostou a testa na de Harry e sorriu sem abrir os olhos.

–Isso sim é cumprimento adequado depois de dias sem se ver.- disse o sonserino.

–Também acho. Mas é mais do que você merecia depois da ceninha da cabine.- respondeu o moreno se afastando .

–Não vamos voltar com isso ok? Eu queria falar com você, perguntar algo. Achei que você saberia pelo Weasley-pai e estava preocupado pela ideia de que seus amigos quisessem que você entrasse.

–Do que você está falando?- quis saber Harry confuso.

–Do torneio tribuxo.- respondeu Draco.

–Torneio tribuxo?- perguntou o moreno estranhando o desconhecido termo.

–Sim ,uma competição entre as três escolas com melhores notas nos NIEM’s. Cada escola tem um aluno como seu campeão, os três escolhidos enfrentam três provas acumulando pontos em cada uma. O problema é que essas provas são potencialmente mortais. Coisas realmente perigosas como dementadores e outras criaturas das trevas.- com a menção dos dementadores o moreno estremeceu. Detestava essas criaturas, nunca se meteria com uma por algo banal por isso perguntou:

–Nossa ,mas o que o campeão ganha pra aceitar fazer algo assim?

–Tem um prêmio em dinheiro ,mas essencialmente se trata de fama, glória , prestigio e poder.- enumerou o sonserino.

–Bom eu não me importo com essas coisas. Já tenho mais fama do que gostaria e realmente não acho que exista glória em quase morrer. E nenhum poder ou prestigio valem isso.- disse o moreno cruzando os braços.

–Isso me deixa muito aliviado. Sabe? Eu não achava que você fosse pular direto nessa sendo tão perigoso. Mas sabe como é seus amigos poderiam vir com essa coisa de valentia pro seu lado e te convencer.- respondeu o loiro.

–Draco eu tomo minhas próprias decisões.- disse o grifinório franzindo o cenho.

–Sei disso.Mas tinha que me certificar, não posso evitar me preocupar.

–Quer dizer que arrumei um namorado super protetor?- perguntou Harry num tom divertido.

–Sim. E possessivo .Ciumento também. Então mantenha distância dessas oferecidas que querem um pedaço do menino que sobreviveu.,- respondeu o loiro num um tanto autoritário, um tanto brincalhão.

–Que oferecidas Draco? Não tem nenhuma oferecida querendo um pedaço meu. Aliás a única pessoa que quer alguma parte minha desse jeito é você.- respondeu o grifinório com uma expressão dividida entre perplexidade e diversão.

–Ah como eu queria que isso fosse verdade.- respondeu o loiro num tom exageradamente sonhador- Você é muito ingênuo Harry, e desatento também. Tem pelo menos uma dúzia de estúpidas oferecidas que estão loucas por uma parte sua.

–Uma dúzia .Uau. Eu acho que você está exagerando.- respondeu o moreno .

–Não estou. Nem estou contando os imbecis que te devoram com os olhos, por que desses eu me encarrego.- disse o loiro apertando levemente um dos punhos .

–O que? Hey, loiro é melhor se acalmar. Você está paranoico pra caramba. Só pra você saber eu já tenho namorado. E um ótimo namorado .Um pouco idiota ,mas mesmo assim não vou trocar ele por ninguém.

–Jura? Por ninguém mesmo? Nem mesmo uma dessas veelas super sexys que andam por aí?-quis saber o loiro com um meio sorriso.

–Não. Nem mesmo por elas, duvido que alguma delas seja mais sexy que você e...- Harry se deu conta do que tinha dito e corou fortemente desejando poder engolir de volta suas palavras.

O loiro arqueou uma sobrancelha e sorriu torto. Ora, ora isso sim era uma coisa ótima de se ouvir. Se aproximou do namorado com um movimento felino e sussurrou-lhe junto a orelha :

–Eu também te acho sexy Harry.- e segurou o moreno pelo queixo e depois de olha-lo direto nos olhos depositou um selinho nos lábios.

Harry ganhou mais alguns tons de vermelho e Draco sorriu.

–É melhor irmos agora.- disse Harry olhando pra qualquer coisa que não fosse Draco.

–Sim , eu sei. Mas fique sabendo que vou mandar uma coisa pra você durante a semana, espere minha coruja.

–Mandar o que?

–Um colar dos enamorados.

–Colar..dos..enamorados?

–Sim. Pergunte a sua amiga sabe-tudo. Ou pesquise você mesmo, não vou estragar a diversão te contando.

–Mas não te parece inútil me dar algo que não vou saber usar?

–Você vai descobrir tudo. Afinal a curiosidade grifinória está a meu favor.

–Idiota.

Seu idiota.- com um último beijinho Draco saiu da cabine para rumar a sua própria cabine.

Quando chegou lá estava contente , sentou-se silencioso observando as conversas e atividades de seus amigos. A corte sonserina. Sua corte. A corte de um prodígio. A imagem de uma porta de pedra com um dragão infiltrou-se em sua mente. Estava mais do que na hora de voltar para o território dos prodígios .Na única vez que esteve lá foi acompanhado e milhares de escorpiões os perseguiram. Podia ser pior agora, mas tinha que voltar. E tinha que fazer isso sozinho. Não significava que confiasse em sua corte, confiava mais neles que em qualquer pessoa. Nem mesmo Harry podia saber tudo que sua corte sabia. Porque ele não era como eles .Existem coisas que somente sonserinos entendem.

Aqueles cinco eram seus amigos, irmãos, família. Assim como Harry era família. Suspirou, não pretendia contar ainda ,mas talvez fosse melhor. Talvez fosse importante que eles soubessem. Harry cedo ou tarde acabaria contando pra seus amigos também.

–Gente.-chamou ele sendo absolutamente ignorado por todos, exceto Theo que ergueu os olhos do livro que lia para ele.- Pessoal!- chamou mais alto e eles se voltaram ao loiro.

–O que foi Dray?- perguntou Pansy.

–Preciso contar uma coisa.- disse o loiro sem fixar o olhar em ninguém.

– O que é?- perguntou Greg.

–Eu e mia mitá nos acertamos.- soltou o loiro.

–O QUÊ?-exclamou Vince.

–QUANDO?- quis saber Blaise.

–COMO?- perguntou Pansy.

–Calma!- pediu Draco acenando com as mãos para enfatizar o pedido- Bom nós tínhamos conversado antes do natal, mas meio que aconteceu um mal entendido e...bom isso não importa. O fato é que nos acertamos e estamos namorando.

–Você está namorando.- disse Greg.

–Sim.- confirmou o loiro.

–Com sua mitá.- disse Blaise.

–Sim.- tornou a confirmar o Malfoy.

–E vamos conhece-lo? –perguntou Pansy.

–Vocês vão oficializar publicamente?- questionou Blaise.

–Seus pais sabem?- quis saber Vince.

–Ele sabe que é sua mitá?- perguntou Greg.

–Ele está disposto a tudo que implica estar com você?- quis saber Theo.

–Pessoal, devagar. Por partes está bem?- tomando uma profunda respiração o loiro seguiu- Meus pais não sabem , e nem podem saber. Estamos juntos oficialmente, mas não vai ser de maneira alguma público. Ele já sabe que é mia mitá, dei o livro de Ravenclaw pra ele ler. E também expliquei pra ele o principal do que implica eu ser o herdeiro de Lord Malfoy e ele está disposto a enfrentar isso comigo. E vocês de certa forma, já o conhecem.

–Eu já desconfiava disso. –disse Nott-Ele está em Hogwarts também não é?

–Sim.- falou o Malfoy.

–Oh Merlim.É Harry Potter não é?- disse Theo.

–Sim.- repetiu o príncipe sonserino.

–PUTA QUE PARIU!- exclamou Zabine.

–Blaise!- brigaram Pansy e Theodore.

–Ah qual é!Vão dizer que vocês não estão perplexos?- disse o negro.

– O que vocês pretendem fazer?- perguntou Theo.

–Nada.- disse Draco dando de ombros.

–Como assim nada?- perguntou Vince.

–Nada. Nós ainda não pensamos em nada. Apenas decidimos que estaremos juntos, como uma família .Por isso estou contando pra vocês. Porque são minha família e ele também é.- disse Draco fazendo com que seus amigos lhe sorrissem levemente como resposta.

–Cara às vezes , só às vezes, eu queria que as coisas fossem um pouquinho mais fáceis. Sua mitá podia ser até a sangue ruim Granger que a confusão não ia ser a metade do que implica ser Harry Potter.- disse Theo num tom um tanto amargurado.

–Pode até ser, mas pelo menos ele é muito mais bonito.Com aqueles olhos verdes e o jeito de bom moço.- disse Blaise.

–Blaise se quer manter todas as suas partes evite esse tipo de comentários perto de mim.- falou Draco com a voz fria e um olhar assassino para Zabine.

–A famosa possessividade Malfoy já deu ás caras?- zombou Pansy vendo Blaise erguer as mãos em oferta de paz.

Draco apenas assentiu pra ela sem sorrir. E o silêncio desceu sobre os sonserino, todos perdidos em seus próprios pensamentos. Os amigos de Draco tentando se orientar no caos que essa revelação provocou, e o loiro tentando imaginar como entraria na sala do dragão. O silêncio permaneceu com eles durante o resto do trajeto, e mesmo nas carruagens sem cavalos nenhum deles encontrou qualquer assunto que pudesse atrair a atenção dos demais.

A chuva caia com força sobre o castelo enquanto o diretor fazia os anúncios da noite. Draco mal ouvia o que ele falava, de qualquer forma pouco interessava era tudo muito parecido todo ano. E a única novidade era o torneio, mas disso o menino já sabia. Foi quando ouviu-se uma trovoada ensurdecedora e as portas do Salão Principal se escancararam.

Apareceu um homem parado à porta, apoiado em um longo cajado e coberto por uma capa de viagem preta. Todas as cabeças no Salão Principal se viraram para o estranho, repentinamente iluminado por um relâmpago que cortou o teto. Ele baixou o capuz, sacudiu uma longa juba de cabelos grisalhos ainda escuros e começou a caminhar em direção à mesa dos professores.

Um ruído metálico e abafado ecoava pelo salão a cada passo que ele dava. Quando alcançou a ponta da mesa, virou à direita e mancou pesadamente até Dumbledore.

Mais um relâmpago cruzou o teto. Hermione prendeu a respiração. O relâmpago revelou nitidamente as feições do homem e seu rosto era diferente do que qualquer um esperaria. Parecia ter sido talhado em madeira exposta ao tempo, por alguém que tinha uma vaguíssima ideia do aspecto que um rosto humano deveria ter, e não fora muito habilidoso com o formão.

Cada centímetro da pele do estranho parecia ter cicatrizes. A boca lembrava um rasgo diagonal e faltava um bom pedaço do nariz. Mas eram os seus olhos que o tornavam assustador.

Um deles era miúdo, escuro e penetrante. O outro era grande, redondo como uma moeda e azul elétrico vivo. O olho azul se movia continuamente sem piscar, e revirava para cima, para baixo, e de um lado para o outro, independentemente do olho normal, depois virava de trás para diante, apontando para o interior da cabeça do homem, de modo que só o que as pessoas viam era o branco da córnea.

O estranho chegou-se a Dumbledore. Estendeu a mão direita, que era tão cheia de cicatrizes quanto o rosto, e o diretor a apertou, murmurando algumas palavras . O diretor lhe perguntava sobre problemas na viagem com algum conhecido comum deles, ao que o homem negava.Theo olhou pra Draco que assentiu, era provável que apenas eles e mais Pevensie tivessem ouvido os murmúrios, devido a condição de senhor de dragões do primeiro e do sangue licano dos outros dois. Dumbledore assentiu com a cabeça e indicou ao homem o lugar vazio à sua direita.

O estranho se sentou, sacudiu a juba grisalha para afastá-la do rosto, puxou um prato de salsichas para si, levou-o ao que restara do nariz e cheirou-o. Tirou então uma faquinha do bolso, espetou a salsicha e começou a comer. Seu olho normal fixava as salsichas, mas o olho azul continuava a dar voltas na órbita registrando o salão e os estudantes.

— Gostaria de apresentar o nosso novo professor de Defesa contra as Artes das Trevas — disse Dumbledore, animado, em meio ao silêncio. — Professor Moody.

Era normal os novos membros do corpo docente serem recebidos com aplausos, mas nem os colegas nem os estudantes bateram palmas, exceto Dumbledore e Hagrid. Os dois juntaram as mãos e bateram palmas, mas o som ecoou tristemente no silêncio e eles bem depressa pararam. Todos pareciam demasiado hipnotizados pela aparência grotesca de Moody para ter qualquer reação exceto encarar o homem. Havia algo estranho nele. O príncipe sonserino podia perceber perfeitamente isso, e pelo visto Theo também. Não era sua aparência, era algo com sua magia, ela cheirava errada. Não boa ou má, nem agradável ou terrível, apenas errada.

Depois do jantar Draco fez seu próprio discurso de boas vindas dentro da casa de Salazar e depois se retirou para dormir. Fora um dia especialmente longo e era melhor descansar. No dia seguinte veria Candy e então teria de ir até o território dos prodígios atrás de mais respostas e isso não lhe agradava de todo. Porque ele já sabia que toda e qualquer resposta adicionava um peso a quem a descobria e uma intuição lhe avisava que suas descobertas seriam por demais pesadas.

No outro dia a sonserina tinha horário vago depois do almoço, e Draco decidiu ir até o território dos prodígios sem avisar ninguém. Sentia que devia estar sozinho. Escreveu com sangue a resposta do enigma e desceu as escadas. Logo tomou o caminho da direita até chegar naquela sala com chão de mármore e cinco portas negras como ébano. Olhou a porta levemente aberta com a figura de um dragão entalhada. Lembrou-se de como ela se movimentara tempos atrás.

Flashback

–Hum. Entendi. Então Draco sabendo disso, sabendo que pode ser uma coisa ruim você ainda quer ser um prodígio sonserino?-perguntou Vince.

–Eu...- Draco fechou os olhos se permitiu pensar por um momento.

Sempre desejara ser um prodígio sonserino. Demonstrar que era grande ,forte e poderoso . Sabia que isso lhe traria muitos bons momentos e dores de cabeça, mas sempre pensara que os benefícios compensavam de longe os prejuízos. E agora mais do que nunca ele poderia se ocupar dos problemas das casas de Salazar e esquecer os seus. Pelo menos na escola ele poderia. Talvez houvesse sim alguma coisa terrível escondida, mas se houvesse ele a enfrentaria de queixo erguido porque enfrentá-la seria escolha sua. De mais ninguém.

–Sim Vince .Eu quero.

Mal terminou de falar e eles ouviram um estalo, a porta com o dragão esculpido estalou e se moveu.Se projetou para frente ,apenas o suficiente para liberar um palmo de abertura. Os quatro olharam a abertura em expectativa ,então lá de dentro saiu um escorpião.

Fim do flashback

Uma possibilidade vibrou em sua mente e respirando fundo ele disse em voz alta:

–Eu sou Draco Malfoy, draconem dominandi,quinto prodígio sonserino e la mitá de Harry Potter. Assumo a responsabilidade de meu legado e quero conhecer os segredos aqui guardados.

O coração de Draco acelerou-se agitado esperando alguma reação a suas palavras. E ela veio quando a porta estalou e se moveu para o lado deixando à vista uma enorme e escura entrada. O loiro sussurrou um lumos e entrou vagarosamente. Uma vez dentro franziu o cenho, não consegui ver nada a escuridão ao seu redor parecia espessa, como uma barreira que não deixava a luz entrar. Ouviu um estalo atrás de si e viu sem surpresa que a porta fechara-se atrás de si. Não era exatamente uma surpresa, afinal já passara por algo semelhante no museu e ali mesmo naqueles territórios. Mas isso não era exatamente um conforto já que nenhuma das ocasiões onde as portas se fechavam sozinhas terminava exatamente num piquenique .

A mente do loiro se dividia entre buscar encantamentos de iluminação mais potentes e feitiços de batalha , somente pelo ‘ e se der merda melhor estar preparado’. Foi então que uma estranha brisa apagou a luz na ponta da varinha do garoto. E uma pequena esfera de luz apareceu diante dele e cresceu tomando a figura de um homem jovem.

A figura era luminosa e algo translucida, não se podia ver através dele como no caso dos fantasmas, mas podia-se percebe-lo etéreo. Seus cabelos loiros não eram platinados como o de Draco, mas sim dourados como sol. E caiam quase pelos ombros. Seu rosto tinha traços delicados e seus olhos eram azuis safira. E neles havia uma tristeza tão profunda que Draco estremeceu em compaixão.

A entidade fez um gesto com a mão e o lugar se iluminou, revelando que eles estavam numa espécie de vestíbulo, onde na frente do Malfoy havia uma gigantesca porta vermelha, com inscrições em cobre e amarelo ao longo de sua extensão. Ao lado da porta haviam duas estatuas de mármore. Uma de cada lado. A direita um leão com uma cobra em seu pescoço, à esquerda um texugo com uma águia nas costas. E acima de tudo no arco da porta a estatua de um dragão branco. Draco olhou ao redor de si, desconfiado, e viu que a luz local provinha de tochas nas paredes , tochas com chamas negras.E a própria luz que saia delas era negra também. Então o ser diante dele disse:

–Ave senhor de dragões. Há muito o espero com a mesma ânsia que desejava jamais ter de vê-lo.

–Quem é você?- quis saber o menino.

Um sorriso melancólico se desenhou nas feições etéreas e o homem disse com sua voz suave:

–Eu sou Liev D’Ange. O quinto fundador da escola de magia e bruxaria de Hogwarts.

–O que? Mas como isso é possível? Hogwarts tem QUATRO fundadores.- disse o Malfoy estupefato.

–As paredes dessa escola escondem muitos segredos- disse Liev sem abandonar seu melancólico.- Cada uma das partes protege algo. Os mais terríveis são guardados pelas masmorras. E de todos eles o maior somos nós.

–Nós?- ecoou Draco sem saber a quem se referia o de olhos azuis.

–Sim criança. Você e eu. Nosso destino foi interligado antes de nós por uma profecia do próprio Merlim. E sobre nossos ombros repousa a decisão de trazer salvação ou perdição a este planeta. –disse D’Ange.

–O destino...do...planeta. — Balbuciou o Malfoy, inseguro de ter compreendido bem.

–Sim, da parte mágica e não mágica também. Mas paciência minha criança, temos muito que conversar.- disse Liev.

Draco concordou com um aceno mas pernas do menino continuavam bastante instáveis e por precaução resolveu falar, antes que elas desistissem de sustentar lhe.

–Claro. Mas antes acho que preciso me sentar.

Ao ouvi-lo D’Ange sorriu com uma leve alegria que tornou suas feições agridoces pelo contraste com seu olhar triste. Ao vê-lo assim Draco estremeceu, aquela expressão lhe era terrivelmente familiar. Já vira algo semelhante várias vezes: diante do espelho. Desviou os olhos de Liev para uma tocha de luz negra que os rodeavam ,e sem poder evitar soltou um tremulo suspiro. Pela primeira vez em muito tempo o atual príncipe sonserino tinha medo e simplesmente não sabia o que fazer.

Notas finais
Pois é galera pra quem já tinha esquecido o mistério dos prodígios seria bom dar uma refrescada na memória.Pois ele está de volta pra balançar as estruturas do príncipe sonserino da vez. E pra compensar a demora uma lista de Drarry's sensacionais.TODAS valem MUITO a pena Bond->Sim, essa é outra história em que Harry e Draco são forçados a ficar juntos por algo que está além do controle deles.É uma fic incrível, onde as coisas acontecem no tempo certo, sem afobação mas sem enrolação desnecessária. https://www.fanfiction.net/s/2773972/1/Bond Sorte de Herói->"Herói é o sujeito que teve a sorte de escapar vivo" .Sabe aquelas fics que mechem com o canon de um jeito que nos fazem pensar"Merlim isso rolou debaixo do nariz da J.K.! Ela que esqueceu de contar!"? Pois é, essa é assim podia ter acontecido dentro dos livros. https://www.fanfiction.net/s/6424303/3/Sorte-de-Her%C3%B3i Draco Malfoy-> A história se passa depois do epílogo do último livro. Draco Malfoy luta contra os fantasmas de sua vida. Um deles é Harry Potter. Essa daqui tem mistérios no ar , personagens da autora que são adoráveis e uma Astoria nota dez. https://www.fanfiction.net/s/6063622/1/Draco_Malfoy Tempo Fora de Lugar->Acordar 7 anos no futuro não é legal. Quando se descobre poderes estranhos, menos. E piora quando se está numa guerra. Mas só fica feio quando se é Harry Potter e de repente você se vê como o amante de Draco Malfoy em situação igual. Essa é uma das minhas favoritas, linda. https://www.fanfiction.net/s/1435717/1/Tempo_Fora_de_Lugar Green Eyes->UNIVERSO ALTERNATIVO. O que acontece quando Draco Malfoy, futuro administrador da empresa de seu pai, resolve investigar o garoto mais popular da faculdade, Harry Potter? O resultado pode ser surpreendente para ambas as partes.Simplesmente um clássico.https://www.fanfiction.net/s/2582195/1/ Bem galera espero os comentários e até o próximo o/