La mia mitá
6 Caminhos de escuridão parte 1 : dor e fúria.
Notas iniciais
Aquela era primeira vez em muito tempo que o garoto acima do telhado sentia os olhos ardendo.Mas nenhuma lágrima veio.Por alguma razão elas nunca vinham,mesmo quando precisava desesperadamente dar vazão a seus sentimentos esse tipo de alívio nunca chegava na forma de lágrimas.Pansy dizia que lera em algum lugar que lágrimas não eram fraqueza,pelo contrário eram força.Você permite que tudo que lhe fere saia com elas e então fica mais leve.E a menina acreditava nisso,seus amigos também.No entanto ele não conseguia.
Talvez houvesse passado tempo demais ouvindo que chorar era errado para conseguir acreditar que lhe faria bem.Ou talvez não houvesse sentindo nenhuma dor forte o suficiente.Quando esse pensamento lhe ocorreu um sorriso amargo se desenhou em seus lábios,tornando assustadoramente velhas suas feições infantis.Se as dores que sentira não eram o suficiente mesmo quando não podia falar por sua garganta estar ferida ,depois de horas de gritos,então nada seria.Ele jamais choraria.
Suspirou fitando as estrelas fixamente absorvendo aquela paz que poucos conseguiam diante delas. Aquela paz que os Black tanto apreciavam.Era sua última noite em casa e depois ele enfrentaria seu segundo ano em Hogwarts e desejava ainda mais intensamente estar na escola dessa vez do que no ano anterior.Em seu primeiro ano ele estava ansioso para encontrar o misterioso garoto de olhos verdes e descobrir as maravilhas da escola.Conseguira ambas as coisas e mais.Descobrira coisas sobre si mesmo.Coisas que o arrastaram pra uma escuridão profunda mesmo sem querer.Agora só desejava se afastar de casa o mais breve possível.
Era estranho que ele desejasse tanto se afastar de uma coisa que sempre soubera que chegaria.Passara sua vida alerta,aguardando aquelas sombras chegarem,e acreditava ter forças para lutar contra elas.Mas agora que estava mergulhado nelas sabia que não tinha,que não queria continuar.E a pior parte era não ter escolha.O treinamento de seu pai não era uma opção.Era uma imposição.
O menino loiro mordeu os lábios com força.Sempre soubera que um dia cedo ou tarde o pai começaria a treiná-lo para ser um líder forte ,um mago das trevas poderoso e temível,e se seu Lord retornasse um comensal do círculo íntimo.Mas sempre imaginou que isso aconteceria mais adiante.E graças a viagem a Bélgica tudo se precipitara.Seu pai passou a saber que ele era um draconem dominandi.E então resolvera que deveria aproveitar tão grande poder.
Um poder enorme ,mas com o qual o menino não sabia lidar,nem mesmo podia reconhecer sua presença.Mas isso não importava para Lucius,com dons tão incríveis ele deveria ser forte.O mais forte, o mais letal.O mais cruel.E para isso deveria ser preparado.Seu pai lhe dissera que o treinaria por enquanto,mas que ele precisava de um tutor melhor.Alguém mais sombrio e poderoso do que ele para conduzi-lo ,ele merecia o próprio Lord das trevas.E segundo seu pai isso iria ser providenciado esse ano.De que forma ele não sabia,mas desejava de todo coração que algo,qualquer coisa,qualquer um,impedisse seu tutor de alcançá-lo,porque algo lhe dizia que consideraria seu pai gentil em comparação com ele.
A brisa fria tocou sua pele e sentiu-se arrepiar.Seu corpo estava dolorido,cansado,ele não podia falar porque sua garganta estava ferida por seus gritos incessantes.O treinamento começara assim que chegara da Bélgica há um mês.O mês de Agosto inteiro se passou com sessões diárias de treinamento de nível básico pra alguém com seu destino.E esse nível inicial não era combate,poções ou mesmo feitiços, era o de controle da dor.
Durante esses dias ele conhecera de primeira mão a maldição cruciatus. A idéia era trabalhar a maldição até que ele fosse capaz de sacar e desarmar ou desmaiar o atacante.Uma coisa que agressor nenhum esperaria pela violência da imperdoável.Todas as noites ele descia até as masmorras e era submetido a maldição até seu limite.Que não era um tempo largo,alguns poucos minutos eram mais do que suficientes para quebrá-lo.E ele não estava nem perto de controlar a própria bexiga quanto mais de sacar a varinha.E sabia que enquanto não pudesse todas as noites ele estaria sob a maldição,até a noite em que pudesse resistir e cumprir com seu objetivo.
O problema era que não dava para se acostumar a uma coisa assim,a dor nunca diminuía de uma para outra sessão.Era sempre igual,sempre terrível.Mas a pior parte era que não era tudo.Oh não alguém com um poder tão lendário tinha que ser mais,melhor.Tinha que suportar outras coisas para que nada ,absolutamente nada,pudesse servir pra intimidá-lo .E essas coisas,até o momento ,chagavam na forma de um feitiço.O feitiço pendulum,aquela maldita coisa fazia cada músculo do seu corpo se ressentir.Aquela magia era uma medida disciplinar esquecida pelo tempo,mas viva no seio de famílias como a sua.O encantamento prendia com cordas invisíveis seus punhos e tornozelos.Então o erguia no ar,esticado com braços para cima da cabeça,pernas retas e simplesmente o soltava,o mantendo firme antes de atingir o chão.Doía como o inferno e seu peso deslocava os ombros,e os pulsos, quando aplicado com muita força do jeito certo o feitiço quebrava o tornozelo.
Ele deveria parecer um trapo humano,mas não era assim.Fosse por aparências ou preocupação seu pai permitia a sua mãe que cuidasse dele,quase como se ele fosse um vaso e a tarefa de seu pai despedaçar-lhe e entregar –lhe a ela para ser remendado antes de quebrá-lo outra vez.Ao final de cada manhã sob o efeito do pendulum sua mãe chegava .Mas depois da primeira vez ele não a olhava nos olhos,porque quando olhou no primeiro dia viu dor.E dor era o que ele menos precisava ver.Por isso mantinha os olhos fechados,sentia seu cuidado,seu carinho e ternura,mas não encarava aquela dor de alma partida que transparecia nos olhos azuis de sua mãe.
Então ele era limpo,levado a seus aposentos banhado e consumia várias poções e recebia feitiços para sanar qualquer estrago.E então ele dormia até o pôr do sol.Depois ia as masmorras novamente e depois daquela terrível hora em que seu treinamento envolvia a imperdoável da tortura ele estava livre.Mais uma vez sua mãe entrava em ação e quando ele estava pronto ,fingia dormir,ela o deixava e ele subia ao telhado.
Ele ia para ver o céu.Em busca das estrelas,desesperado por um pouco de paz.Algumas vezes tentava não pensar,em outras tentava medir seus avanços tentando desvendar quando esse treinamento cessaria de vez.Se com a cruciatus não conseguia sentir avanços com pendulum não havia mais que gemidos baixos que lhe escapavam quando seus ombros cediam.E isso deveria significar algo.Tinha que significar porque do contrário o pequeno sentia que enlouqueceria.Perderia a razão se acreditasse que a dor seria para sempre.Se pensasse que não havia nada além dela.
Ele nem mesmo conseguira ler o livro que tanto lhe custara encontrar. Uma parte de si dizia para desistir daquela idéia louca,que não valia à pena.Mas ele não podia,simplesmente não.Porque se abandonasse seu sonho o que restaria?Treinar ate que a dor não lhe importasse ou até que morresse de desespero?Não ele tinha se aferrar as coisas que o faziam sentir-se vivo.Seu sonho,seus amigos e de alguma forma seu ódio.
Aquele sentimento quente e devastador que borbulhava dentro de si ao pensar em Potter era a coisa que mais o fazia saber que ainda estava vivo.Que a dor não o destruíra.Porque quando aqueles olhos verdes pousavam nos seus ardendo em fúria por um breve momento ele era o centro do universo do grifinório.E o moreno era o centro do seu.Não existia mais nada,mais ninguém,somente eles dois.Compartilhando aquela força que parecia querer explodir e queimá-los até que se tornassem cinzas.Talvez um dia isso acontecesse,quem sabe em algum momento toda aquela raiva o incinerasse e ele se tornaria um monte de cinzas.Cinzas para serem carregadas pelo vento.Livres ,sem destino,sem sonhos e também sem dor.Talvez esse fosse um bom plano,odiar ,odiar para se sentir vivo sim mas quem sabe para um dia ser livre.
A aurora começou a cobrir o céu e o menino se despediu das estrelas e entrou em casa.Ainda faltavam horas inteiras para sair e bom senso lhe dizia que ele deveria dormir,mas ao invés disso ele convocou o livro que guardava os amantes.O abriu,na primeira página havia um desenho igual ao da capa,duas mãos unidas por um fio vermelho e abaixo um pequeno texto que ele se pôs a ler:
“O fio vermelho do destino
O destino da humanidade é tecido num tear infinito,com muitos agentes envolvidos entre coser ou cortar as linhas unem e dividem destinos.Muitas linhas conectam pessoas durante a vida e a linha que as liga através do amor é vermelha,feita de fogo,sangue e paixão.Esse fio vermelho invisível que conecta os que estão destinados a conhecer-se, independentemente do tempo, lugar ou circunstância. O fio pode esticar-se ou emaranhar-se mas jamais se quebrará.Este livro ,que enxerga o que mais ninguém vê ,protege os unidos por akai-ito.Em suas mãos ,novo guardião, estão os segredos de muitos corações ,incluindo o seu.Proteja-os com sua vida e todos aqueles que como você trilharam o caminho até a outra ponta do fio irão lhe guiar.Sangue,alma e magia fazem a ponte mas para alcançar o amor o ódio deve ser vencido.Tenha fé no destino,siga o fio sem vacilar e no fim seu amor irá lhe alcançar.”
Draco soltou uma risadinha ao terminar de ler o texto.Vencer o ódio para alcançar o amor.Como se isso fosse fácil.Não fora ele quem decidira odiar aquele que lhe era destinado.Se agora eles odiavam não fora sua escolha direta,ele aceitara dignamente que o outro lhe odiava antes mesmo de conhecê-lo direito e por alguma razão que ele nem sequer entendia completamente.A culpa era de Potter.E agora esse ódio era importante demais para simplesmente deixá-lo ir em nome do amor.Um amor que nem sequer seria correspondido.Tudo bem que estava sendo obrigado a aprender a controlar a dor,mas estender isso a esse plano também e ser rejeitado de novo estava fora de questão.
E ele não deveria ficar dando ouvidos a um livro estúpido,fora fazendo isso que terminara fazendo planos idiotas sobre amizades ridículas e felicidade só para ter seu tapete puxado no ano anterior.Tinha que manter o foco.Descobrir se todos os prodígios estavam envolvidos com a ligação e porque isso era importante.Isso e apenas isso,nada de fios vermelhos e fé.
Foi assim que pegou o trem com seus amigos naquele setembro.Resoluto a decifrar os enigmas que pareciam ligar os prodígios e a condição da ligação e infernizar Potter nas horas vagas.Mais um ano começou e com ele o discurso a apresentação do novo professor de Defesa contra as artes das Trevas,um idiota arrogante que parecia que tinha um sorriso permanente grudado no meio da cara.Ele já ouvira muito sobre Gilderoy Lockhart mas pessoalmente ele era decepcionante ,nada de aura intimidante ou algo assim,só um cara comum com um sorriso permanente dividindo o rosto.E aí foi a seleção de novos alunos e em certa altura ele ouviu
–Ginevra Weasley.
E uma pequena menina ruiva se dirigiu ao chapéu.Outro Weasley? O menino loiro não tinha nem certeza de quantos eles eram ao certo,só na escola deviam ser 4,ou será que com a menina eram cinco? Difícil dizer,parecia ter sempre um Weasley em todo lugar da escola.Ele não gostava da família por uma questão de princípios ,uma rivalidade de gerações que nascera sabe Merlim como.E ainda tinha o fator Potter.O moreno parecia ser o membro não ruivo daquela família de traidores do sangue e isso os tornava ainda mais irritantes na perspectiva do sonserino.Ele observou a forma como todos os leões pareciam prontos para aplaudir mais uma aquisição da casa e torceu para que eles quebrassem a cara.
–Lufa-lufa!-anunciou o chapéu.
E a menina levantou trêmula se dirigindo a mesa de sua casa,os olhos de Draco vagaram pela mesa dos leões e viu as figuras atônitas dos ruivos e seus amigos mais chegados.O loiro não resistiu e abriu um sorriso enorme e aplaudiu com força junto aos lufos que saudavam sua companheira ,era uma provocação aberta.Os olhos chocolate da menina cruzaram com os cinzentos por um momento e ela sorriu de volta,achando que ele sorria para ela,e não dela.E ele franziu as sobrancelhas um tanto confuso,mas que tipo de Weasley acha que um Malfoy de todas as pessoas no mundo sorriria para ela?Definitivamente aquela era uma menina estranha.
As aulas de DCAT eram uma tremenda piada nos primeiros dias,nada além das aventuras do novo professor narcisista que continuava com seu sorriso estúpido pregado ao rosto.A pior parte eram as meninas, dois terços delas suspiravam pelo imbecil de Gilderoy e não percebiam o quão imbecil ele era .Enquanto isso Draco e seus amigos haviam descoberto que Tiberius também estava envolvido com a ligação,e só para garantir confirmaram que os outros prodígios e seus pares também constavam na lista do livro com seus respectivos pares.A questão era porque?O que as habilidades extras conferiam a mais que era capaz de mantê-los por tanto tempo no comando da sonserina?Porque ninguém sem essas habilidades tinha conseguido repetir tal feito?E o mais importante como ele faria isso?
Durante alguns dias ele se limitou a demonstrações de poder um tanto sutis, duelando de vez em quando com alguns alunos do quinto ano metidos a valentões.Mas ele ainda não se metia com os alunos dos dois últimos anos,isso seria praticamente um desafio aberto ao atual príncipe sonserino,o setimanista Peter Windstor.E um ‘golpe de estado’ requeria um bom momento,e acima de tudo seu alvo não era Windstor,mas seu suposto sucessor Evan Limansky. Evan era popular tinha boas relações e provavelmente seria o indicado de Peter para substituí-lo no próximo ano amenos é claro que alguém se interpusesse em seu caminho.
Mas nem tudo eram problemas e desafios,os testes de quadribol se aproximavam e o menino sentia seu interior se contorcer em expectativa pelos testes para fazer parte do time de sua casa.A noite anterior ao teste ele fora visitar Candy e discorrer sobre seu nervosismo ,a fantasma lhe animou e disse que torceria por ele.Naquela manhã ele se apresentou ao capitão Flint junto com outros seis alunos,três deles também concorriam a vaga de apanhador.
O teste para apanhadores era dividido em duas partes,na primeira eles jogavam em duplas um jogo de apanhadores: o pomo era solto e vencia quem o apanhasse antes.Depois os dois que vencessem iam jogar um contra o outro,mas dessa vez entravam balaços e batedores também.O teste durou duas horas e foi bastante duro,mas valeu a pena pois Draco era o novo apanhador da sonserina.O menino ficou exultante e comemorou com os amigos,mais tarde foi ao escritório do padrinho contar a ele.E teve uma grande surpresa,seu pai havia pedido a seu padrinho que caso Draco entrasse no time o avisasse.Isso porque queria dar uma recompensa ao filho: vassouras nova para o time inteiro!!As novas e incríveis Nimbus 2001.
O time todo comemorou o presente celebrando com uma festa nas masmorras.No outro dia ganharam de Severus passe livre no campo para treinar.E menino loiro sentia-se dividido entre uma felicidade extrema e uma amargura ,pois apostava com certeza de vencer que aquele presente não era só uma recompensa por entrar no time.Era uma recompensa por estar agüentando firme seu treinamento.E ele não queria ser recompensado por aquilo,queria que terminasse,queria esquecer.E nada melhor para isso do que o quadribol,voar se aproximar do céu e das estrelas,era tão bom.Na hora de treinar ele e o time iam conversando com aquela cumplicidade que só companheiros de equipe podem ter e naqueles momentos o herdeiro Malfoy podia esquecer qualquer coisa que não fosse aquela felicidade de estar no time.E quando chegaram lá viram o campo ocupado,pelos grifinórios.
O capitão dos leões mergulhou até o chão, aterrissando em sua raiva, com muito mais força do que pretendia, e cambaleou um pouco ao desmontar. Potter e os gêmeos Weasley o acompanharam.
— Flint! — berrou Wood para o capitão da Sonserina. — Está na hora do nosso treino! Levantamos especialmente para isso!
— Pode ir dando o fora!
Marcos Flint era ainda mais corpulento do que Wood. Tinha uma expressão astuciosa quando respondeu:
— Tem bastante espaço para todos nós, Wood.
As garotas do time da grifinória tinham se aproximado também. Mas não havia mulheres no time da Sonserina, para ficarem, ombro a ombro, com ar de desdém, encarando os jogadores da Grifinória.
— Mas eu reservei o campo! — disse Wood, praticamente cuspindo de raiva. — Eu reservei!
— Ah, mas tenho um papel aqui assinado pelo Profº. Snape.
"Eu, Profº. Snape, dei ao time da Sonserina permissão para praticar hoje no campo de Quadribol, face á necessidade de treinarem o seu novo apanhador.”
— Vocês têm um novo apanhador? — perguntou Wood, distraído. — Onde?
E por trás dos seis jogadores grandalhões surgiu diante deles Draco com um sorriso irônico.
— Você não é o filho do Lúcio Malfoy? — perguntou um dos Weasley, olhando Draco com ar de desagrado.
— Engraçado você mencionar o pai do Draco. — disse Flint enquanto o time inteiro da Sonserina sorria com mais prazer.
— Deixe eu mostrar a vocês o presente generoso que ele deu ao time da Sonserina.
Os sete mostraram as vassouras. Sete cabos polidos, novos em folha, e sete conjuntos de letras douradas, formando as palavras Nimbus 2001, reluziam sob os narizes dos jogadores da Grifinória, ao sol do amanhecer.
— Último modelo. Saiu no mês passado — disse Flint displicente, tirando um grão de poeira da ponta de sua vassoura com um peteleco. — Acho que bate de longe a série antiga das 2000. Quanto às velhas Cleansweep — e sorriu de modo desagradável para os Weasley que seguravam esse tipo de vassoura —, varram o placar com elas.
Nenhum dos jogadores da Grifmória conseguiu pensar em nada para dizer naquele instante. Draco não conseguia fechar o sorriso,e pensou que talvez fosse isso que mantinha o sorriso de Gilderoy no rosto: a total incapacidade tira-lo dali.
— Ah, olha ali — disse Flint. — Uma invasão de campo.
Weasley e Granger vinham atravessando o gramado para ver o que estava acontecendo.
— Que é que está havendo? — perguntou Weasley para Potter. — Por que vocês não estão jogando? E que é que ele está fazendo aqui?
Olhava para Draco, reparando nas vestes de Quadribol com as cores da Sonserina que o garoto usava.
— Sou o novo apanhador da Sonserina, Weasley — disse Draco, presunçoso. — O pessoal aqui está admirando as vassouras que meu pai comprou para o nosso time.
Rony olhou, boquiaberto, as sete magníficas vassouras diante dele.
— Boas, não são? — disse Draco com a voz macia. — Mas quem sabe o time da Grifinória pode levantar um ourinho e comprar vassouras novas, também. Você podia fazer uma rifa dessas Cleansweep 5; imagino que um museu talvez queira comprá-las.
O time da Sonserina dava gargalhadas.
— Pelo menos ninguém do time da Grifinória teve de pagar para entrar — disse Granger com aspereza. — Entraram por puro talento.
O ar presunçoso de Draco pareceu oscilar,ele sentiu a raiva quente arder dentro de si.Ele era bom no quadribol e nunca precisaria comprar sua vaga e essas vassouras custaram caro demais,custaram todas as lágrimas não vertidas,todos os delírios de febre,todas as noites insone porque dormir era simplesmente aterrador demais quando se sabia o que amanhecer traria.Ele estreitou os olhos para ela,que se achava tão superior e certinha,mas que não era nada.Era uma trouxa imunda.Nada.E não sabia de nada.
— Ninguém pediu sua opinião, sua sujeitinha de sangue ruim. — xingou ele.
Houve um tumulto instantâneo em seguida às suas palavras. Flint teve que mergulhar na frente de Draco para impedir que os gêmeos se atirassem contra ele. Alicia gritou com voz aguda:
— Como é que você se atreve! — e Rony mergulhou a mão nas vestes, puxou a varinha e gritou:
— Você vai me pagar! — e apontou a varinha, furioso, para a cara de Draco, por baixo do braço de Flint.
Um estrondo muito forte ecoou pelo estádio, e um jorro de luz verde saiu da ponta oposta da varinha de Rony, atingiu-o na barriga e o atirou de costas na grama.
— Rony! Rony! Você está bem? — gritou Granger.
Rony abriu a boca para falar, mas não saiu nada. Em vez disso, ele soltou um poderoso arroto e várias lesmas caíram de sua boca para o colo.O time da Sonserina ficou paralisado de tanto rir. Flint, dobrado pela cintura, tentava se apoiar na vassoura nova. Draco caíra de quatro, dando murros no chão.Céus! Nunca em toda sua vida rira tanto assim!Nem sequer reparou quando os leões deixaram o campo,o treino que seguiu foi leve e brincalhão com um ou outro jogador dando risadinhas de vez em quando.
Mais tarde foi visitar Candy para contar as novidades e ela se surpreendeu pelo estado radiante do garoto,podia-se notar a distância que ele estava simplesmente feliz.Tão estupidamente contente que ao sair de lá chocou-se com alguém fazendo a pessoa ir ao chão,antes que se desse conta já tinha estendido a mão para ajudar a pessoa a levantar.
–Obrigada.-disse baixinho a garota Weasley.
Ele a observou mas não respondeu ,correu os olhos pela figura na menina e viu a seus pés um pequeno livro negro.Por instinto ele o juntou ,quando pousou a mão nele sentiu um arrepio desagradável e sinistro e praticamente o lançou contra a menina,antes de sair dali um tanto atordoado.Aquela energia sobre o livro era estranha, ele podia sentir em seu interior como se algo dentro dele soubesse que aquilo era perigoso.Perigoso e sombrio.Mas ele definitivamente não iria se meter em um assunto de Weasley’s,se eles queriam ficar andando com coisas estranhas e carregadas de forçar das trevas que ficassem,ele não se aproximaria da menina outra vez.Nem dela nem de seja lá o que fosse aquele livro do mal.
Alguns dias depois Draco lia o Gardanto Amantoj na biblioteca sonserina quando ao virar uma página cortou o dedo em uma folha de papel,ele ergueu a mão e uma gota de sangue pingou sobre a página,ele pôs o dedo na pra parar o sangramento e foi então que uma luz branca rodeou o livro e quando sumiu havia um pergaminho enrolado sobre ele.O menino tomou o pergaminho e viu o símbolo da sonserina nele.Curioso rompeu o selo e o abriu.Era uma mapa das masmorras,mas ele continha partes que o menino não sabia que existiam,e outras que ele sabia que não deveriam existir devido a seu tamanho e localização.
Haviam runas na margem superior dos mapas, eram alguma espécie de runas antigas.Mas não do mesmo tipo que ele estava aprendendo na escola,do tipo que o avô o ensinara quando pequeno.Um tipo de conhecimento mantido vivo entre as família mais antigas e nobres,e só ensinado aos primogênitos fossem homens ou mulheres.As sagradas runas druidas.
“Ao teu reino o mapa irá lhe guiar.Se fores o destinado as provações irá vencer e seu lugar no destino do mundo tomar.Deves ter a sagacidade da serpente para ingressar, mas a salvação está selada e só pela fúria de fogo pode ser libertada.”
O menino franziu o cenho, sacou a varinha para reduzir o pergaminho e esconde-lo mas antes que o fizesse o objeto encolheu sozinho como se antecipasse sua vontade,confuso o pequeno colocou o minúsculo objeto entre as páginas do livro e os guardou em segurança.Depois correu atrás de seus amigos.Parecia que uma nova etapa de seu caminho a prodígio estava prestes a começar.
Logo os seis estavam na biblioteca debruçados sobre o pergaminho.
–Então ele apareceu quando seu sangue caiu no livro?-perguntou Blaise.
–Sim eu já disse isso.-disse o loiro cruzando os braços.
–E você tentou ver se saia mais alguma coisa se você desse mais sangue?-perguntou Greg.
–Não.- então o menino fez um pequeno corte e deixou umas gotas caírem sobre o livro,mas nada aconteceu.
–Bom é óbvio que isso pode ter sido deixado aí por Katherine ou outro prodígio anterior.Faz parte dos tais segredos que teríamos que descobrir.-disse Pansy
–O que me intriga é essa parte do final.A salvação está selada e só pela fúria do fogo pode ser libertada.Aquele vamp do museu não disse alguma coisa assim?Que não nos enfrentaria por causa da fúria do fogo?-falou Theo.
–Sim ele disse.Estava preocupado com algo que eu pudesse fazer.-confirmou o loiro
–Então basicamente temos um mapa que vai nos levar até uma parte das masmorras que só os prodígios conhecem,pra entrar temos que ser inteligentes mas só poderemos sair se Draco fizer sabe Merlim o que ,da tal fúria de fogo.Ahn e deve ter alguma coisa perigosa lá dentro,é isso?-disse Blaise cruzando os braços.
–Sim acho que é isso.-disse Theo.
–E nós vamos?-perguntou Vince.
–Eu tenho que ir.Se vocês vão ou não me acompanhar é escolha de cada um .-falou Draco.
–Eu vou.-disse Greg
–Eu também.- se uniu Vince
–Eu os acompanho.- disse Theodore.
–Tsc,não tenho nada melhor pra fazer mesmo.Vou também- disse Blaise.
–É claro que não vou deixar vocês lá sozinhos.Contem comigo.-disse Pansy abraçando Draco.
–Obrigado .-disse o Malfoy.
–A que isso? Nós também vamos ganhar muita coisa sendo a corte do prodígio sonserino , então nem pense que estamos fazendo algum sacrifício!-disse a menina sorrindo.
–Sei que não.-disse ele .
Eles se puseram a analisar o mapa e descobriram que a biblioteca possuía uma entrada para um dos salões do mapa.Os seis se puseram a analisar o lugar até que Pansy os chamou:
–Gente,tem alguma coisa aqui!
Eles se aproximaram e viram que existia em uma das pedras da parede, atrás de uma das estantes, uma frase escrita também com as runas sagradas,era discreto e difícil de ser percebido. “Há dois dias eu tinha 8 anos.Ano que vem faço 11 anos.Sou um mentiroso?”
–Bom acho que deve ser isso é impossível.-disse Pansy.
–Não.Isso é uma charada.-disse Blaise fazendo com que os seis se entreolhassem e se pusessem a pensar.
–Gente acho que descobri!Pensem bem se essa pessoa nasceu no dia 31 de dezembro e está falando conosco como se fosse dia 1 primeiro de Janeiro então está certo.Porque assim dois dias atrás ela teria 8 anos,porque não fez aniversário ainda, agora ela tem nove e é primeiro de Janeiro ,assim no fim do ano faz 10 e no ano seguinte 11.-disse Theodore com um sorriso triunfante.
–Então ele não é um mentiroso.-disse Vince e quase todos concordaram,mas Draco não.
–Esperem –disse o loiro- se isso fosse um enigma de Ravenclaw a resposta seria não,ele não é um mentiroso só nasceu 31 de dezembro.Mas isso aqui é coisa de Slytherin.
–O que você quer dizer com isso Dray?-perguntou Pansy.
–Simples.A resposta não é sim ou não.É talvez.Porque ele pode estar dizendo a verdade e ter nascido em 31 de Dezembro,ou pode estar mentindo e ter nascido qualquer outro dia.
Os companheiros do loiro concordaram,afinal o mapa dissera que teriam que ser sagazes como um sonserino não inteligente como um corvinal.Mas então nenhum deles sabia como responder,tentaram dizer a resposta em voz alta,não funcionou.Tentaram escrevê-la com tinta usando as antigas runas sagradas e também não deu certo.Tentaram usar um feitiço para gravar a resposta da pedra e também não funcionou.
–Talvez,talvez devêssemos usar sangue para escrever a resposta.-disse Blaise.
–Funcionou com o livro,talvez dê certo.-concordou Theo.-Deixe-me tentar.
–Espera,acho que tem que ser meu sangue.-interrompeu o loiro
Os demais concordaram e Draco cortou o braço dessa vez e com o dedo escreveu usando as runas :” Talvez. Você pode ter nascido em 31 de dezembro e ter dito a verdade ou pode estar mentindo.” Quando ele acabou Pansy curou seu braço e eles ouviram um estalo,a parede se moveu e uma pequena porta surgiu diante deles,nela havia uma escadaria enorme,cujos degraus sumiam na escuridão.
–Bem vamos?-perguntou Blaise apontando a porta.
–Não podemos simplesmente entrar.Nós nem sabemos se essa porta abre por dentro,e se ela fechar quando entrarmos como vamos sair?-disse Draco.
–Bom talvez um de nós devesse ficar aqui e esperar pra abrir a porta.-disse Pansy.
–Gente,ninguém vai poder abrir isso daí O mapa disse que só a coisa com a fúria de fogo é que funciona.-disse Blaise.
–Mas mesmo assim seria bom alguém pelo menos tentar né? Se não der pra abrir pelo menos temos alguém pra pedir ajuda e nos salvar de uma enrascada.-disse Pansy.
–Mas gente como ele vai saber quando abrir a porta?-perguntou Vince.
–Precisamos de uma maneira de nos comunicarmos.
–Ahn gente?Que tal os colares dos enamorados?-sugeriu Pansy
Os colares dos enamorados eram medalhões trocados tradicionalmente entre amantes.Eles continham geralmente de um lado a foto do parceiro e de outro um espaço por onde breves mensagens poderiam ser trocadas.Além disso enquanto os dois estivessem vivos e bem as fotos se mantinham se movendo se um deles morresse sua foto se tornavam imóvel.Há séculos eram usados para trocas de juras de amor.
Resolutos eles resolveram adiar a aventura até que pudessem encomendar e receber os colares.Dias depois eles receberam seis colares e estabeleceram as duplas conectadas por eles, Greg e Vince,Pansy e Blaise,e Draco e Theo.Eles decidiram que o fim de semana era a melhor escolha para saírem nessa aventura.Prepararam algumas provisões e por precaução decidiram que Greg ficaria com Theo para guardar a porta e chamar ajuda se fosse preciso,combinaram que se não voltassem até domingo no almoço os guardiões deveriam pedir ajuda ao professor Snape.Quando chegaram na porta ela ainda estava aberta como se estivesse aguardando a chegada deles.
Os quatro sonserinos entraram com as varinhas acessas em fila indiana.Mal Blaise,que era o ultimo na fila, entrou a porta fechou-se.Os quatro olharam imediatamente para chão,esperando que ele desaparecesse mas por sorte ele continuou firme sob seus pés.O colar de Draco aqueceu indicando uma mensagem,ele o abriu e leu “ novos enigmas na porta.”Confiando em seus guardiões desceram por uma hora inteira,segundo Vince que estava responsável por marcar o tempo dessa empreitada. Então alcançaram um salão com dois caminhos um ao lado do outro.
–Agora por onde?-perguntou Blaise.
–Bom de acordo com o mapa a passagem da direita leva para algumas salas ocultas de Hogwarts e a da esquerda para o salão dos prodígios.-falou o loiro olhando o mapa.
–Salas ocultas de que tipo?-perguntou Vince
–Sala de música,de armas,das almas,laboratório,labirinto e mais um monte de salas lendárias.Mas nem adianta Vince temos que começar pela outra.-disse Draco.
–Poxa que droga eu queria tanto procurar a sala das flores.-disse Pansy com um biquinho .
–Argh que coisa mais ridícula.Sala das flores!Isso é coisa da Lufa-lufa não?Só pode quem mais ia encher uma sala secreta com uma coisa inútil dessas?-reclamou Blaise.
–Hei elas não são inúteis seu imbecil!Tem um monte de flores mágicas e raras lá!-protestou a menina.
–Gente sem briga!Vamos olhar o salão de uma vez!-disse o loiro já entrando pela passagem da esquerda.
Eles caminharam por um corredor inclinado que descia como ma gigantesca rampa ,depois de dez minuto de caminhada alcançaram um salão redondo.A luz em archotes se ascendeu sozinha quando eles entraram revelando o lugar.O chão era de mármore e as paredes possuíam intrincados padrões em porta,existiam cinco portas imensas escuras como ébano.Em cada porta havia uma figura diferente.Uma flor em chamas ,um unicórnio ,um hipogrifo , uma Serpente marinha** e por fim um dragão.
–Essas figuras,o que elas querem dizer?-perguntou Vince.
–São os símbolos dos elementos.-disse Pansy.
–É Vince , aquela flor em chamas é a Flor de fogo ,o unicórnio é o símbolo da terra, o hipogrifo do ar,a serpente marinha da água e o dragão é o quinto elemento a força vital ou éter. E todos eles são representados por criaturas mágicas porque a magia está em todos eles.-explicou Draco.
–Ahn gente essa flor em chamas...a gente não viu uma no museu?-disse Blaise franzindo a testa.
–Vimos sim,no chão que atravessamos pra chegar no quadro de Katherine.-confirmou Vince.
–Pessoal são cinco elementos para cinco prodígios.-disse Pansy então fez uma careta e exclamou.-Ah Merlim,Morgana e Salazar!
–O que foi Pan,enlouqueceu?-perguntou Blaise.
–Eu não!Você é que é um idiota Blaise!Olha só como o Dray ta sério ,aposto que ele já percebeu!!-rebateu a menina
–Percebeu o que pelo amor de Merlim???-quis saber o negro.
–Que só existem cinco portas, ou seja só cinco prodígios.Não importa quantos alunos fantásticos a sonserina tenha,vão ser só cinco.E cada um deles tem uma ligação com um dos elementos.Essa sala esteve escondida esperando o quinto prodígio,alguém que teria que ter relação com o quinto elemento.A parte engraçada é que o símbolo desse elemento é um dragão e eu sou draconem dominandi.Está tudo ligado, determinado.-disse o loiro.
–Destino.-disse Blaise- Eu não sei se te dou os parabéns ou os pêsames.
–Nenhum dos dois.Deixe pra fazer qualquer coisa depois que eu me tornar prodígio.Se é que vou me tornar um.-disse Draco cruzando os braços.
–Gente?Vocês querem me explicar porque isso é ruim?Quero dizer Draco sempre quis ser prodígio e qual é o mal em descobrir que ele pode ser?-perguntou Vince
– O problema Vince é que parece que isso tudo está preparado há séculos entende?Como se esperando por alguém como o Dray.E isso quer dizer que envolve forças maiores que ser líder da sonserina,que vai surgir alguma coisa importante e que pode ser perigosa e bem ruim.Mas se o Dray quiser mesmo ser prodígio ele vai ter que encarar seja o que for que isso esconda.Por mais terrível que possa ser.
–Hum.Entendi.Então Draco sabendo disso,sabendo que pode ser uma coisa ruim você ainda quer ser um prodígio sonserino?-perguntou Vince.
–Eu...- Draco fechou os olhos se permitiu pensar por um momento.
Sempre desejara ser um prodígio sonserino.Demonstrar que era grande ,forte e poderoso.Sabia que isso lhe traria muitos bons momentos e dores de cabeça,mas sempre pensara que os benefícios compensavam de longe os prejuízos.E agora mais do que nunca ele poderia se ocupar dos problemas das casas de Salazar e esquecer os seus.Pelo menos na escola ele poderia.Talvez houvesse sim alguma coisa terrível escondida,mas se houvesse ele a enfrentaria de queixo erguido porque enfrentá-la seria escolha sua.De mais ninguém.
–Sim Vince .Eu quero.
Mal terminou de falar e eles ouviram um estalo,a porta com o dragão esculpido estalou e se moveu.Se projetou para frente ,apenas o suficiente para liberar um palmo de abertura.Os quatro olharam a abertura em expectativa,então lá dentro saiu um escorpião.A criaturinha foi andando em direção a Pansy, garota se desviou e se afastou mas o bichinho parecia de terminado a chegar até ela.
–Manda ele embora Dray!Eu não vou deixar essa coisa subir em mim!!!-exclamou ela indo pra trás do amigo loiro.
–Calma Pan .-pediu o menino-Talvez ele seja amigável.
–Amigável????-a menina então tirou um de seus sapatos e jogou no caminho do animal,o escorpião o atacou repetidamente com o ferrão- Isso descarta sua teoria,ele quer me picar!!!-exclamou ela subindo nas costas dele ,passando as perna s pela cintura e os braços pelo pescoço.-Mande ele embora!!!!
–Eu não acho que isso vá funcionar. –respondeu ele- Xô!! — Tentou mesmo assim mas a criaturinha parecia irredutível.
–Ahn chega!-se impacientou Blaise- Diffindo!
–Isso não me parece uma boa idéia.-reclamou Vince
E realmente não era,porque assim que o som do bichinho sendo fatiado ecoou começaram a sair centenas de escorpiões da porta.Draco pousou Pansy no chão e os quatro se viraram e correram voltando por onde vieram.Quando alcançaram as escadas acenderam as varinhas e subiram aos tropeções,atrás deles o chão se convertera m um tapete vivo de escorpiões que os seguia determinado e incansável.Eles subiam as escadas o mais rápido que podiam ofegando,suando,e lutando para manterem os feitiços de iluminação funcionando.Algumas vezes tropeçavam e caíam nas escadas ,se embolando uns nos outros no afã de levantar e seguir antes que os animais os alcançassem.Draco e Vince seguravam os colares repetindo várias vezes que os guardiões deveriam abrir a porta.
Mas quando a alcançaram ela continuava fechada.A mensagem de “Não funciona” apareceu no colar de Vince enquanto que o de Draco trouxe a mensagem “Deve ser aberto por dentro”.Os quatro começaram a vasculhar a parede em busca de runas com enigmas ou qualquer coisa que pudesse abrir a porta.Mas não havia nada.
–Draco eu acho que agora é um bom momento pra você fazer funcionar a tal fúria do fogo!-exclamou Blaise.
O menino loiro assentiu e colocou os amigos atrás de si fechou os olhos sentindo o sangue pulsar em sua têmporas. Fúria de fogo.Talvez aquilo fosse mais simples do que parecia,talvez o segredo daquilo pudesse estar no próprio nome.Procurou sentir sua magia,como uma força cálida dentro de si.A sentiu calma e sossegada,então passou a pensar em emoções fortes,o medo avassalador de morrer ali, as dores excruciantes de seu treinamento,a amizade por seus amigos, sentia como se algo se aquece-se dentro de si, fogo corria em sua veias, ardente devorando seu ser num turbilhão de emoções.Pensou em Potter em sua frustração ao querer ser seu amigo e não poder, no desejo insano de feri-lo,em seu ódio refletido pelos olhos verdes quando se encontravam e a irracional força com que sempre eram jogados um contra o outro . O menino sentia-se ardendo como se sua magia fosse o próprio fogo, abriu os olhos . Os olhos cinzentos estavam diferentes, uma fenda longitudinal os cortava .Tinham um brilho ancestral e mortal.Eram os olhos de um dragão.Ele ergueu a varinha e gritou:
–Incendio!!!
Uma explosão de fogo os lançou com força para trás,a porta havia sido aberta e os quatro caíram para fora da passagem embolados numa confusão de pernas e braços.A porta fechou-se num gemido prendendo lá dentro fogo e mistério. Draco se afastou do emaranhado ,onde parecia que seus amigos estavam inconscientes,mas ele não tinha certeza.Seus olhos cruzaram com os de Greg e Theo e ele viu estupefação.Gemidos os fizeram se voltar para seus amigos que sentavam-se desnorteados ,quando Draco os olhou viu receio em seus olhos.Recuou um passo para longe deles,e depois outro se virou e correu para fora da biblioteca.Sentia-se confuso,ainda estava quente por tantas emoções que permitira inundar-lhe .Correu,correu e quando deu por si estava na sala abandonada onde encontrava-se com Candy mas a não havia qualquer luz,o céu encoberto tornava o lugar escuro.Sozinho escolheu-se junto a uma parede.Não sabia o que sentir.Estava assustado com a explosão que causara,e estava sozinho.Seus amigos tinham medo dele.Medo daquele poder furioso que demonstrara.Eram emoções demais,e a confusão doía,machucava.Desejou que lágrimas lhe consolassem ,mas elas não chegaram ,seus olhos estavam secos.Estava sozinho e ferido.Perdido na escuridão.
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