La Vita Rosa.
25 When The Sky Falls.
10 anos antes...
— Bem-vindos colegas hackers. – Uma garota praticamente gritou no microfone. – Todos prontos para tentar hackear o site mais protegido do país?
— Sim! – Todos gritaram.
— Já está no papo. – Jerry estava confiante que iria ganhar.
— Esqueça fofinho. – Penelope provocou. – Essa honra pertence ao oráculo de todo o saber.
— Olhe e aprenda garota. – Jerry estava motivado a ganhar. – Aprenda com o papai.
Haviam se passado quase duas horas e Jerry não conseguiu passar pelo décimo Firewall. Penelope, no entanto estava no penúltimo. Jerry achava que ela estava trapaceando.
Então quando ela finalmente acessou o sistema da CIA e bateu na sineta, Jerry ficou vermelho de raiva. Nunca havia sido derrotado antes.
— E a vencedora é The Black Queen! – A garota anunciou no microfone, causando uma onda de palmas e assobios. – Você está pronta para seu segundo teste?
— Sim. – Penelope gritou.
— Venha comigo. – Shane a arrastou para um pequeno quarto. – Hackear o site do FBI.
— Shane. – Penelope tentou se levantar, mas Shane a impediu. – Eu vou ser pega.
Shane a forçou para cima e a jogou de encontro a parede. Jerry ouviu toda a confusão dentro e quebrou a porta e fez Shane sair.
— Você está bem? – Jerry a ajudou para fora e fez se sentar. – Precisa de algo?
— Cabeça. – Penelope disse. – Dói.
— Bem, deveria mesmo. – Jerry colocou uma bolsa de gelo contrabandeada. – Aquele cara te jogou contra uma parede.
Agora...
Jerry estava perdido nas lembranças daquele dia. Ela agora estava em uma sala de operação, do mesmo jeito que Steve estava uma vez.
Ele nunca contaria o que aconteceu com Shane e a competição Hacker. Ele prometeu a ela que ficaria de boca fechada. Shane havia saído da vida dela então agora era bola para frente.
Ele queria na verdade contar a história, apenas porque viu Derek e o amor que ela tinha por ele e vice-versa. Mas ele não contou. Ele estava sentado na mesma cadeira desde que chegou aqui.
Já haviam se passado nove das doze horas normais para essa cirurgia. Steve estava apoiado contra a máquina de café. Danno ao seu lado, se sentindo mal o suficiente.
— Você sabe. – Danno começou. – Eu deveria ter previsto.
— Ninguém poderia. – Steve se sentou no chão. – Eu não sei se choro ou se hiperventilo.
— Esperar por uma notícia assim deveria ser mais fácil. – Danno começou. – Mas eu estive com você naquela sala também.
— Estávamos apreensivos desse jeito. – Chin se sentou com eles. – Doze horas de apreensão. Foi um alivio. Lou bateu na máquina de café como se ela fosse culpada.
— De algum jeito, Derek conseguiu ir ao hotel e descansar. – Steve viu. – Ele precisava ver a pequena.
Danno apenas respirou fundo e colocou as pernas perto o suficiente. Ele queria enterrar o rosto em alguma areia e chorar.
De volta ao hotel, Derek olhou para as malas fúcsias de Penelope no quarto em que eles dividiram no hotel. Abby caiu no sono horas atrás, assim como Haley Esther, Jack e Henry.
Will estava no quarto em que ele dividiria com JJ. Pegando Haley com cuidado, a pequena garota nem se agitou sob seus braços. Ela se agarrou ainda mais.
— Ei Baby Girl. – Derek a chamou. – Talvez você precise vir comigo para o hospital.
— Haley. – Abby chamou a menina sonolenta. – Haley onde você está?
— Tudo bem, Abby. – Derek a tranquilizou. – Ela está comigo.
Esfregando os olhos, ela caminhou até Derek, protegendo a barriga de cinco meses.
— Você me assustou, Derek. – Abby ajeitou o cabelo. – Penelope está voltando hoje?
— Na verdade. – Derek parou. – Tem uma coisa que eu preciso contar.
Ninguém havia dito a eles o que aconteceu. Não era seguro que Abby ficaria bem se essa notícia viesse por um telefone.
Os olhos de Abby estavam cheios de lágrimas quando Derek terminou.
— Reid vai ficar bem? – Ela colocou a mão na barriga.
— Muito provavelmente. – Derek respondeu. – Ele vai passar um tempo no hospital.
2 horas depois...
12 horas depois do inicio da operação...
Todos estavam cansados e querendo dormir. Derek estava de volta ao hospital depois de duas horas de sono. Metade da equipe foi embora descansar. Apenas Derek, Hotch, Haley e Rossi ainda permaneciam na sala de espera.
Emily havia desistido da sala de espera e se aconchegou em uma das camas em desuso. Ela não parecia nada bem. Foram meses difíceis e ela tinha suspeita de gravidez. Sim. Ela e Aaron andaram se tornando íntimos e ela achava que estava esperando um bebê.
Um médico cansado e todo sujo de sangue saiu da sala de cirurgia. Rossi se levantou e Hotch seguiu o exemplo.
— Penelope Garcia e Spencer Reid? – Ele quis ser direto.
— Nós. – Hotch e Rossi responderam juntos.
— Eles vão ficar bem. – O médico respondeu. – Foi uma cirurgia difícil e a senhorita Garcia queria desistir em um ponto, mas a fizemos ficar.
— Então qual é o prognóstico agora? – Derek estava preocupado.
— Reid será levado para a recuperação. – O médico respondeu. – Ele não pode se mexer por dois meses, então eu sugiro que se vocês quiserem transferir ele para Washington será uma coisa de vocês.
— E Garcia? – Rossi perguntou apavorado. – Você não falou sobre ela.
— Ela precisa passar pelo menos uma semana sedada. – O médico viu o rosto de Derek cair. – Ela vai ter uma pequena batalha agora. Se ela não rejeitar o órgão, então as chances dela são grandes.
— Podemos ver Reid? – Hotch sabia que provavelmente Penelope estaria inacessível. – Se for possível.
— Ele está na sala 43B. – O médico apontou para o corredor. – Ele está fora agora por causa da anestesia, mas podem ir.
Derek sentiu suas pernas petrificadas. Haley balbuciava no banco da sala de espera e ele foi até ela.
— Mamãe é forte, Baby Doll. – Derek disse. – Ela sempre foi.
Haley começou a chorar. Derek se juntou a menina ao fazer ela acalmar. Talvez ambos precisassem do seu consolo agora.
Agarrando o médico que voltou ele tentou pedir.
— Seria possível vermos Penelope agora? – Derek quase implorou, na verdade. – Talvez ela se acalme ao ver a mãe.
— Claro. – O médico teve compaixão.
Ele conduziu Derek e Haley pelo corredor até a sala de UTI cirúrgica.
— Apenas feche a porta ao entrar. – O médico pediu. – Fique o tempo que precisar.
— Obrigado. – Derek se sentou na cadeira disponível.
Penelope parecia tão frágil na cama. vestido de bolinhas simples do hospital, cabelos soltos, emoldurando o rosto perfeito dela, gesso no braço, para curar mais rápido os cortes e não correr o risco de uma infecção.
Haley parecia sentir a energia porque parou de chorar e dormiu em Derek. Ele agradeceu pela sorte de ela ter ficado por aqui.
O médico não havia contado tudo a ele. Aquele pequeno medo se instalou de novo e todas as lembranças de George e de Albert voltaram correndo.
Derek sabia que Haley precisava de sua mãe, então gentilmente ele a colocou ao lado de Penelope, driblando os fios e a cobrindo. A pequena se enrolou em sua mãe como se fosse isso que ela precisava no momento.
Tirando o celular, Derek tirou uma foto. Ele iria guardar cada pequena lembrança das duas.
— Hey, Baby Girl. – Derek sabia que ela não podia responder. – Estamos nisso de novo e estou cansado. Não de você, mas desses malucos estúpidos, tentando tirar você de mim. – Ele colocou as mãos na cabeça. – Acho que se você passar por isso, eu realmente vou te trancar em casa comigo e com nossa bebê. Tirar um tempo juntos.
Ele pegou a mão dela com lágrimas nos olhos.
— Eu provavelmente vou repetir quando você acordar. – Derek continuou. – Mas eu me apaixonei desde o primeiro Baby Girl que eu te chamei. Depois disso, eu tentei me afastar de você, me concentrando em relacionamentos vazios e sem sentido. Você não sabia que eu peguei aquela sua blusa de rosas e deixava na minha mala quando viajava. Apenas para sentir você.
As lágrimas fluíam de Derek em ondas rápidas.
— E então você foi baleada. – Ele precisava desabafar. – E eu perdi batidas naquela hora que ouvi as mensagens. Talvez se eu tivesse dito que eu estava com ciúmes então você não teria ido ao encontro. Quem sabe se eu tivesse checado o cara, mas tudo que eu fiz foi ser um puto canalha.
Ele não conseguiu continuar. Era fato que ele a amava. Havia muito mais que uma paixão passageira. Haley era a prova que eles se amavam.
— Você só tem que voltar Penelope. – Derek disse diretamente. – E vamos tentar outro bebê. Não importa se tivermos um pequeno time de futebol. Não importa o quão difícil é nosso trabalho. Você sempre trouxe uma luz. Sempre. Em cada caso, em cada gesto e brincadeira. – Derek a olhou. – É por isso que eles tentam te machucar Baby Girl. Porque sabem que sem você somos apenas uma equipe. Nem gostaria o que seria dessa equipe se não fosse por você.
— Ela sempre foi nossa luz. – Hotch falou da porta. – E se deus permitir ela será sempre.
— Há quanto tempo está aí, Hotch? – Derek limpou as lágrimas.
— O suficiente para ver seu amor. – Ele entrou e fechou a porta. – Há quanto tempo está assim como um anjo?
— Duas horas. – Derek respondeu. – Acho que ela estar em contato com a mãe era o que ela precisava.
— Reid faria uma palestra sobre isso agora. – Hotch riu. – E depois citaria os perigos de manter uma criança perto de alguém em coma.
— Como está o garoto? – Derek perguntou.
— Ele ainda está dormindo. – Hotch tinha um sorriso no rosto. – Você sabe que ele não demonstra tanto os seus sentimentos, mas Penelope é tipo uma irmã para ele.
— Eu acho que Penelope seja irmã de Spencer. – Derek confessou. – Não oficialmente, mas ele mandou alguns fios de cabelo dele e dela para um laboratório.
— Por que ele faria isso? – Hotch estava curioso.
— Ele disse que Penelope contou para ele sobre algumas lembranças de criança. – Derek começou a explicar. – Eram com o pai de Reid então, ele desapareceu da vida dela quando ela tinha dois anos.
— Ele é dois anos mais novo que Penelope. – Hotch percebeu. – Acha que é possível?
— Eu diria que sim. – Derek se voltou para Penelope. – Eles chegam amanhã. Podem ser acessados online.
Eles se viraram para Penelope se perguntando se ela conseguia sonhar.
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