La Vita Rosa.
42 Truth or Consequence
Penelope ficou dois dias internada antes de ser liberada para ir ao baile dos casais do FBI. Derek trouxe um vestido de princesa para ela usar no evento.
Ele a girou em seus braços durante boa parte da noite. Era como no começo do namoro. Eles fizeram cinco anos de casados e estavam felizes.
Agora, voltando para casa, Penelope dormia tranquila no banco do carona. Ela não tinha nenhuma gota de álcool assim como Derek ficou só no refrigerante. A pista molhada da chuva de duas horas atrás precisava ser feita devagar.
Se alguém dissesse a Derek que ele e Penelope estariam a tanto tempo casados, ele riria da cara deles. Seus modelos da época eram todos de revista. Mas ele trocaria todos por Penelope, a loira maravilha da BAU. Ela lhe deu três filhos perfeitos, uma razão para viver. Cada vez que algo acontecia com ela, seu coração parava como naquele dia que ela foi baleada.
2007...
Derek ouviu a noticia que Penelope estava por hora fora de perigo, mas eu ela precisava descansar. Ele caminhou inconsciente de tudo até a janela do quarto dela. Ela estava ligada a uma máquina de monitoramento cardíaco, IV e outras coisas que fizeram seu estomago virar.
Ele queria, precisava entrar lá e pedir perdão. Mas agora ela precisava descansar. Sentando em uma cadeira, com vista direta para o quarto dela, ele apenas ficou lá. Vendo ela dormir tão pequena na cama de hospital.
— Eu fiz isso. – Derek repetia. – Eu a coloquei ali.
— Aquele homem que atirou nela fez isso, Derek. – Reid estava ao lado dele. – Vocês tiveram ma discussão e ela precisava de distração.
— E olha onde a distração a levou, Reid. – Derek estava chateado. – Nessa cama de hospital.
— Vamos pegar esse cara, Derek. – Reid colocou uma mão em Derek. – E você vai fazer ela ficar segura.
— Ela nunca mais vai ser a mesma. – Derek afirmou. – Ela disse que homens bonitos não atravessam um bar esfumaçado por mulheres como ela.
— Isso não é verdade. – Spencer começou. – Se eu a visse em um bar, eu atravessaria um bar inteiro por ela.
Derek o olhou, mas em vez de uma brincadeira ele viu a verdade.
— Porque, mulheres como Garcia são as mais divertidas. – Reid continuou. – As que mais amam alguém. E mesmo sendo uma colega de trabalho, eu faria isso porque eu sempre a admirei.
— Eu chamei ela para sair. – Derek começou. – Mas ela estava brava comigo e me dispensou.
— E você acabou na igreja. – Reid afirmou.
— Sim. – Derek não entendia. – Quais são as chances? Por um lado, se ela estivesse comigo nunca teria levado um tiro por outro, qual a chance de eu estar rezando pela primeira vez em 20 anos e ela ir parar em uma mesa?
Agora...
Derek foi trazido de volta por uma luz alta o retrovisor. A estrada era quase deserta tirando por ele e esse carro atrás dele. Havia uma curva fechada a frente e Derek desejou que o motorista passasse e deixasse eles em paz.
O carro praticamente forçou Derek a acelerar perigosamente na estrada. Ele forçou o cinto ainda mais apertado em Penelope que estava dormindo, para protege-la de qualquer coisa.
A curva se aproximava e a essa velocidade seria muito difícil não acabar em acidente. O carro ainda estava atrás correndo. Derek tentou fazer a curva, mas foi em vão. Ele começou a derrapar e Derek perdeu o controle.
— Penelope! – Derek gritou antes que ele perdesse a consciência depois de capotar quatro vezes.
Ela não estava acordada e temia algo pior, mas ele estava inconsciente para ajudar. Então ele esperou que ela estivesse viva.
Tamara e Darius pararam em seguida e tiraram Penelope do carro arrastando pela estrada e jogaram ela dentro da van, deixando Derek por lá mesmo.
Rossi e Fran passavam pela estrada e viram o carro de Derek tombado na pista e correram depois de desembarcarem do próprio carro.
—Precisamos tirar Derek daqui. – Rossi gritou. – Eu acho que vai explodir.
Fran pegou o estilete dos seios e cortou o cinto enquanto Dave arrastou Derek.
Depois de cinco minutos que Derek estava fora, o carro explodiu.
Eles se certificaram de que Penelope não estivesse em nenhuma parte do carro e Rossi começou uma busca por perto, mas foi em vão. Ela não estava em nenhuma parte da estrada.
— Acho que Penelope foi sequestrada. – Rossi disse para Fran. – Já liguei para uma ambulância e para Hotch.
— Você acha que o acidente foi provocado para sequestrar Penelope? – Fran olhou para Rossi. – Isso vai matar Derek mais do que esse acidente.
— Ele precisa descansar agora. – Rossi disse. – A ambulância está vindo.
— Agente Rossi? – O paramédico chegou. – Esse é o paciente?
— Agente Derek Morgan. – Rossi falou. – O caro onde ele e a esposa estavam explodiu depois de capotar.
— Onde a esposa dele está? – o paramédico viu a cara triste de Rossi. – Ela está morta?
— Achamos que ela foi sequestrada. – Rossi finalmente encontrou as palavras. – Depois do acidente.
Hospital Mary Margaret
Dois dias depois...
Fran continuou na ponta da cama de Derek. Depois de ser levado ele precisou de uma cirurgia para se recuperar de uma hemorragia interna.
Foram dois dias de busca da equipe por Penelope sem nenhum sucesso. Ela parecia ter desaparecido no ar completamente.
Ninguém sabia como contariam para Derek quando ele acordasse. Haley estava inconsolável. Não só a mãe havia sido levada de novo, mas seu pai estava o hospital agora.
Haley resolveu ficar no quarto com sua avó. Todos tentaram fazer a garotinha sair de lá, mas ela não sairia. Por fim, resolveram que seria melhor para ela. As horas passavam e Fran segurava seu rosário perto de Derek.
— Não é justo Dave. – Ela disse para o marido. – Ele está aqui e Penelope, nem quero pensar no que ela está passando agora. Derek não aceleraria de propósito em uma pista molhada.
— A menos que tenha sido forçado a isso. – Rossi concluiu. – Se um carro estivesse perseguindo Derek e Penelope, ele seria forçado a acelerar e na curva fechada, seria fácil capotar. Pista molhada e alta velocidade é uma combinação horrível.
Um gemido veio de Derek e Fran e Rossi pararam de conversar.
— Derek? – Fran olhou para o filho. – Baby acorde.
— Penelope? – Derek perguntou dolorido. – Onde está Penelope?
— Honey. – Fran começou. – Uma coisa por vez, certo?
— Ma. – Derek pediu. – Porque Penelope não está comigo?
— Ela não foi encontrada Derek. – Rossi falou. – Achamos que ela foi sequestrada depois do acidente.
— Por que alguém faria isso? – Derek ainda arrastava as palavras. – Por que?
— Se lembra de algo? – Rossi pediu. – Qualquer coisa.
— Faróis altos. – Ele falou. – O carro colou na gente e eu apenas acelerei. Eu não deveria, mas ele estava tentando bater na gente. A quanto tempo estou aqui?
— Dois dias. – A voz de Hotch soou de cima. – Nós já sabemos quem tirou vocês da estrada.
— Tamara? – Derek chutou. – Ela nos tirou da estrada, não foi, Aaron?
— Sim, Derek. – Hotch disse. – E levou Penelope. havia sangue dela nos cacos de vidro da janela. Acho que Darius também estava lá.
— Penelope está a dois dias com eles? – Derek se desesperou. – Hotch você precisa encontrar ela.
— Estamos fazendo o possível. – Hotch disse. – Dave, posso falar com você?
— O que foi Aaron? – Rossi estava preocupado. – Qual o problema?
— Luke viu a fatura de Darius do cartão. – Hotch falou. – Ele comprou material SM e instrumentos de tortura medieval, material de choque, fios, baterias e conectores.
— Como contar isso a Derek? – Rossi perguntou. – Como contar a ele que a esposa vai ser torturada?
Ambos os homens olharam para Derek. Ninguém sabia o que contar para ele ou como contar.
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