La Vita Rosa.
43 Butter Cookies
Penelope acordou, se sentindo presa no alto. Ela não deveria ter aberto os olhos. O que ela viu fez querer gritar, mas a fita em sua boca a impediu.
— Vejo que a vagabunda acordou. – Tamara apareceu embaixo. – Sempre achei que elevação fosse uma coisa degradante, mas vendo você, eu tenho certeza.
Tamara riu.
— O que foi, vadia? – Tamara começou a rir. – O gato comeu sua língua?
Penelope apenas olhou para ela, assustada com tudo aquilo.
— O que está prestes a acontecer é culpa sua, por tirar Derek de mim. – Tamara disse. – Darius, venha cá por favor.
Darius Barnes entrou no recinto. Penelope tentou se libertar quando percebeu que o homem a sua frente era o homem que tentou sequestrá-la quatro dias atrás. Mas era tudo em vão. Ela se sentiu fragilizada, por lembrar que seu pulso estava se curado e agora, ele possivelmente estava mais machucado eu antes.
— Isso é inútil, sua vadia. – Tamara pegou o rosto de Penelope e apertou. – Você vai sentir cada um dos novos brinquedos que eu comprei.
Se posicionando atrás de Penelope, Darius rasgou a patê de trás da blusa dela passando as mãos pelas costas nuas dela e gemendo de prazer doentio.
— Ela tem uma pele de veludo não é, Tammy? – Darius falou. – Eu adoraria acariciar cada pedacinho dela.
— Se comporte. – Tammy disse. – E eu prometo deixar você se divertir com ela.
— Obrigado prima. – Ele passou outro dedo pelas costas dela. – Delicia.
Penelope se encolhia a cada toque dele. Era nojento, repugnante e doentio. Ela queria que isso tudo fosse apenas um pesadelo ruim.
Darius pegou um chicote na parte na frente de Penelope e começou a esticar. Se colocando atrás dela, ele levantou e deu o primeiro golpe. Retirando a fita da boca dela, Darius finalmente conectou o chicote as costas dela.
— Nããããoooo! – Penelope gritou de dor.
— Cale a boca vagabunda. – Tamara gritou. – Você vai receber muito mais eu uma chicotada hoje. Faça.
— Tome sua putinha. – Darius deu outra chicotada nas costas dela.
— Nããããoooo! – Penelope gritou e ofegou por ar. – Por favor pare. Por favor.
— Use o atiçador de brasas, Darius. – Tamara ordenou. – Nas costas dela por favor.
Darius saiu e voltou com o atiçador. Ele preparou o golpe deu direto.
— Não. – Penelope não conseguiu mais gritar alto. – Por favor.
— Tamara. Acho que precisamos dar um tempo. – Jordan interveio. – Você não vai querer matar ela agora.
— Darius querido. – Tamara ordenou. – Deixe ela no chão. Ela está em condições de fugir.
Darius desamarrou Penelope, que caiu desmaiada no chão. Jordan achou que isso era demais, até para ela. Ela ajudou Tamara nas primeiras vezes, mas isso estava descontrolado. Penelope não era culpada pela morte de Thomas e nem Derek.
Jeff confessou que envenenou o filho com uma droga completamente irrastreavel por ódio a Tamara o prender em um casamento de fachada. Então, ela poderia ir presa por matar Jeff, mas não seria presa por matar Penelope e ajudar em uma vingança pessoal.
Derek e ela nunca namoraram de fato. Basicamente, entre a troca de flertes e a saída dela da unidade no retorno de JJ eles nunca passaram disso.
Tamara se tornou impulsiva e maluca. Jordan observou Penelope no chão, com as costas marcadas e decidiu que iria ajudar a mulher. Se ela fosse presa, então talvez ficasse segura.
Pegando alguns comprimidos de um frasco escondido, ela batizou as bebidas de Tamara e Darius esperando que eles apagassem. Ela serviu um copo de suco de uva, com a desculpa que estava tentando se desintoxicar de álcool.
Tamara e Darius foram fechando os olhos, cansados e com sono. Jordan fingiu o próprio e fingiu apagar antes de todos.
— Alguém batizou nossas bebidas. – Tamara mal conseguiu manter os olhos abertos. – Ate mesmo a de Jordan. Maldito garoto da venda.
— Precisamos ficar acordados. – Darius falou e bateu a cabeça apagado na mesa.
— Darius? – Tamara tentou não dormir. – Jordan. – Ela fechou os olhos e bateu na mesa, totalmente apagada.
Despertando do fingimento, Jordan tentou ser a mais rápida que conseguia. Penelope estava completamente desmaiada. Levantando a garota, Jordan passou pela porta e a colocou no carro. Tendo o cuidado com as costas feridas, ela levou para o mesmo hospital onde a equipe estaria. Então ela se entregaria e depois Tamara e Darius.
Pedindo perdão pelo o que ajudou Tamara a fazer, ela desembarcou Penelope com cuidado e a colocou nos braços.
— Eu preciso de ajuda! – Jordan fez questão de gritar alto. – Ela foi sequestrada e agredida.
Hotch e Reid ouviram a comoção no corredor e encontraram Jordan manchada de sangue.
— Jordan Todd! – Reid gritou. – Mãos para o alto!
— Eu me entrego! – Ela levantou as mãos para o alto. – Por favor me perdoem. Eu vi o quanto isso era errado.
— Onde Penelope está? – Rossi perguntou.
— Eu a trouxe para cá. – Ela disse. – Na sala de exames. Tamara e Darius a agrediram muito.
— Cuide dela. – Rossi disse a Spencer. – Eu vou para Penelope.
— Você pode levantar. – Reid pediu a Jordan. – Porque você se entregou?
— Já fez uma coisa estúpida na vida, agente Reid? – Jordan permitiu as algemas. – Eu ajudei Tamara a se vingar do pai do filho dela. Ele matou com uma droga irrastreavel e eu o matei. Depois disso, ela tomou conta de toda a minha vida.
— O que te fez mudar de idéia na vingança? – Spencer perguntou.
— Ela matou alguém em um posto de gasolina porque ele ofereceu ajuda. – Jordan respondeu. – Ele ofereceu ajuda e ela o matou a sangue frio. Depois ela me contou sobre armar para Penelope no Hawaii, em Atlanta e na Califórnia.
Spencer estava em choque.
— Tudo o que aconteceu foi culpa de Tamara? – Reid estava em choque. – Onde eles estão?
— Em um armazém na Silver Street. – Jordan respondeu. – Eu aceito até pena de morte se você me manter longe deles.
— Você trouxe Penelope de volta Jordan. – Spencer começou. – E embora você tenha tentando fazer coisas horríveis e fez uma coisa terrível matando Jeff, você pode pegar pena perpetua se o promotor oferecer um acordo.
— Pode apenas fazer algo? – Jordan pediu. – Pode pedir a Garcia desculpas por isso tudo?
— Posso sim. – Spencer fechou o ultimo lado da algema. – Vamos.
Rossi entrou no quarto onde Penelope estava sendo examinada.
— Começar uma IV com morfina. – A médica que a atendia gritou. – Pegue bandagens e faça uma radiografia nas costelas. Não gosto dessas contusões.
— Com licença. – Rossi pediu. – Não precisa parar o que está fazendo. Apenas me dê uma informação sobre o estado dela. O noivo vai gostar de saber.
— Marcas nos pulsos indicam que ela esteve presa, talvez a alguns metros do chão. – A médica começou. – O pulso que estava fraturado vai precisar de outra cirurgia porque ele esta deslocado. Há marcas de chicote e provavelmente de um atiçador de brasas. Ela vai precisar ficar com uma manta de algodão por baixo. As costelas podem estar quebradas devido ao trauma do atiçador.
— Algum sinal de abuso sexual? – Rossi perguntou.
— Nenhum traço. – A médica respondeu. – Estamos preparando ela para uma cirurgia para o pulso. O pé vai precisar de algum reparo também.
— Obrigado. – Rossi saiu se sentindo fraco.
Sinceramente, ele nem queria saber o que eles fizeram com ela durante aquele tempo.
Subindo ao andar onde o resto do time estava, Rossi se perguntou o quanto dizer a Derek sobre isso. Ele sabia que Penelope se recuperaria. Agora ambos estavam no hospital.
Rossi caminhou pelo corredor ansioso. Emily e JJ viram a expressão do agente.
— Penelope está em cirurgia. – Ele anunciou. – Jordan a trouxe para cá. Ela teve uma crise de consciência e trouxe Penelope para cá. Ela tem marcas de chicote e de um atiçador de brasa. O pulso foi deslocado sem qualquer sinal de abuso sexual, mas ela foi mandada para a cirurgia diretamente.
As meninas não conseguiram dizer nada. JJ teve que sentar. Ela não podia se preocupar muito. Ela estava grávida e precisava de calma.
— Quanto vai contar ao Derek? – Emily perguntou.
— Cada palavra que eu disse a vocês. – Rossi falou. – Eu devo a ele.
— Isso vai matar Derek. – JJ falou. – Mesmo que Penelope esteja no hospital, no mesmo que ele.
— Ele vai saber que ela vai ficar bem, até onde der. – Rossi falou. – Uma equipe está indo prender Tamara e Darius. Jordan está sob custódia.
— Por que ela se entregou? – Emily estranhou. – Ela e Tamara eram cumplices.
— Talvez ela tenha percebido que Tamara é maluca. – JJ retrucou.
Rossi se dirigiu ao quarto de Derek. Ele parecia machucado e dolorido, mas seu rosto estava doendo era de tristeza por pensar onde Penelope estava e se ela iria ficar bem. Ele sabia que Tamara iria machucar Penelope.
Derek viu a expressão em branco de Rossi e começou a se preocupar. Algo dizia que más noticias estavam vindo.
— Encontraram Penelope? – Derek fez a primeira pergunta.
— Jordan a trouxe para o hospital. – Rossi disse. – Ela precisou de uma cirurgia para reparar o pulso, ele foi deslocado quando Tamara a ergueu. Ela tem marcas de chicote e de um atiçador de brasas. Nenhum indicio de abuso sexual, mas eles fizeram um kit estupro por garantia.
— Ela vai ficar bem? – Fran foi quem perguntou. – Ela precisa estar bem.
— Eles vão a manter sedada depois da cirurgia. – Rossi disse. – Apenas para curar mais rápido. Ela vai precisar muito de ajuda quando acordar.
— Eu vou ajudar ela. – Derek disse. – Com quem os gêmeos estão?
— Com Sarah e Desire. – Fran respondeu. – Elas vão tomar conta até vocês saírem daqui.
— Eu já estou cansado de ficar aqui. – Derek disse. – Quero ve minha mulher, minha Baby Girl.
— Ela ainda está m cirurgia, Derek. – Rossi falou. – Eles vão colocar pinos no pulso dela.
— Jordan a levou para cá? – Derek perguntou. – Porque?
— Jeff Oliver matou o filho dele com Tamara. – Rossi falou. – Então Jordan matou o homem e Tamara a chantageou com isso. Ela não gostou de tramar a morte de Penelope.
— Mamãe? – Haley acordou no sofá. – Mamãe está aqui?
— Ela está em cirurgia agora, Baby Doll. – Fran disse. – Mas ela vai ficar bem.
Haley correu até Derek o abraçou. Ela tinha lágrimas nos olhos.
— Vai ficar tudo bem Baby Doll. – Derek confortou a filha. – As pessoas más agora vão ser presas para sempre.
Eles ficaram abraçados por um tempo. Haley chorando, Derek também.
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