La Vita Rosa.
2 The Ghost.
Notas iniciais
Era algo terrível para se descobrir. Algo que ele tinha em mente durante todo o trajeto. Ele repassou o sonho, vezes e vezes mais. Ele viveu o sentimento de perda antes mesmo de algo acontecer.
Quando Derek parou na frente da delegacia ele viu Garrett sair apressado. Então ele juntou as peças.
— Onde ela está? – Derek gritou. – Onde está Penelope?
— Derek acalme-se. – JJ pediu. – Está tudo bem.
— Desculpe agente Jareau. – Garrett tinha um olhar de desespero na face. – Ela não está aqui.
— Onde ela está? – Derek pediu ainda mais nervoso. – Onde ela está?
— Ela foi levada. – Garrett respondeu. – Da frente dos nossos olhos. Eu insisti para ela ficar aqui, mas ela queria café.
— Como ninguém viu? – JJ pediu.
Ela se sentou na porta da delegacia. Derek fez o mesmo, observando os peritos no outro lado da rua.
— Temos imagens da vigilância da cafeteria. – O delegado falou. – Vamos encontrar ela.
Derek se levantou e saiu de perto. Pegando uma caixa em seu bolso, ele a abriu e revelou o anel que ele daria a ela. Um anel de compromisso. Agora, ele só tinha ele.
Quando todos os agentes estavam reunidos, o delegado enfim deu a notícia.
— Há um novo corpo. – Garrett informou. – Erica Miller. Mesmo estilo das outras.
— Ela foi esfaqueada em vez de espancada. – Hotch leu. – Porque mudar o método tão de repente?
— Porque sabia que estamos chegando perto. – Rossi ofereceu. – Ele começou a pesquisar sobre a gente e viu Penelope.
— Sem saber, demos a vítima que ele queria. – Reid observou. – Agora ele vai matar ela ou manter com ele o máximo que puder e depois matar ela.
— Não podemos permitir. – Emily falou. – Não podemos deixar Garcie com esse homem. Sabe o que ele faz com elas.
— Ela conhece nossas técnicas de sobrevivência. – Hotch falou em seguida. – Se ela lutar com ele, ele vai adorar ela cada vez mais.
Derek se levantou e foi ao banheiro vomitar. Ele não queria ter ouvido Hotch dizer aquilo. Se sentando no chão, ao lado da cabine ele só podia chorar.
Ele não podia perder ela. Nem agora, nem nunca.
— Vamos encontrar ela, Derek. – Spencer se juntou a Derek. – E a ajudar a superar isso.
— Acredita em destino? – Derek perguntou. – Eu nunca dei muita bola para isso até agora.
— Eu acredito que as coisas são influenciadas por decisão que tomamos. – Reid falou. – Veja você e Penelope. Você a chamou de Baby Girl no primeiro dia em que se viram. Isso demonstra que algo nela lhe atraiu.
— O sorriso dela. – Derek confessou. – E ela foi a única que não caiu na minha cama na mesma hora. Ficamos alguns anos atrás, mas seguimos amigos. Foi a noite que houve mais romance que todas as que eu tive.
— Linda, Tiffany, Candy, Mandy. – Reid numerou. – Nenhuma delas te deu o que você precisava?
— Elas eram apenas substitutas para a única mulher que eu sempre quis. – Derek disse. – A única que recusou convites para sair.
— Vamos encontrar ela Derek. – Reid prometeu. – Se ele encostar um único dedo nela, eu mesmo me certifico de matar ele.
— Eu não quero saber o que ele está fazendo com ela. – Derek confessou.
— Nem eu. – Reid seguiu Derek e eles ficaram ali mesmo, de cabeça baixa.
McAllister Street. 1567.
San Francisco, Califórnia.
George parou a van com cuidado na entrada. Observando se havia movimento por perto ele abriu a porta da garagem de sua casa. Ele havia comprado esse lugar há quatro anos.
A casa simples de dois andares, passaria batido em uma investigação profunda. Ele teria que se livrar da van, porém era algo que o fogo poderia acabar facilmente. As quatro janelas era mais do que perfeitas para que Penelope tivesse uma vista perfeita do que seria sua vida nova.
Assim, ele imaginava. Ela ainda estava dormindo. Tão bela quando ele a viu acordada. Ele a arrastou através da garagem no térreo e a subiu pelas escadas.
Se livrando de suas roupas atuais, ele a vestiu com um vestido cor de rosa e depois a colocou em uma posição na poltrona de rosas. Amarrado suas mãos e seus pés com algemas de plástico, ele ficou assistindo Penelope.
Agora ele entendeu o que Derek via nela. Ela parecia uma deusa com a luz do sol que subia por ela, na frente da janela. Ele soltou todos os grampos do cabelo, os quebrando ao meio. Nada da vida antiga permaneceria.
George começou a acariciar o pescoço dela, gemendo de prazer cada vez que entrava em contato com a pele dela.
Então Penelope começou a acordar. Ela se sentia doente demais e quando tentou se mexer, sentiu suas mãos paralisadas e o pânico começou. Ela tentou seus pés, entretanto eles também não se mexiam.
Olhando para o homem a sua frente, sorrindo feito um palhaço de circo, ela começou a se desesperar. Ela nunca gostou de palhaços mesmo.
Ela tentou de tudo para se soltar de suas restrições, mas a cada puxão seus braços ficavam mais machucados. Ela parou quando viu que não tinha escapatória. Ele a olhava com desejo. Como se ela fosse uma caça no meio da selva.
Penelope começou a chorar e George segurou a cabeça dela para cima, mesmo ela tentando desviar. Ela percebeu que o vestido colorido, presente de JJ e Emily havia sido trocado por um totalmente diferente.
Ela lembrou as cenas de crime que ela viu na sua tela e fez a conexão com ela.
Derek estaria a sua procura e a encontraria. Ela deveria ter ouvido ele. Preocupada era pouco para descrever Penelope agora.
— Bem-vinda minha pomba. – George falou pela primeira vez. – Esse vai ser todo o seu mundo a partir de agora.
— Nunca. – Penelope cuspiu em sua direção. – Eu nunca vou ser sua.
— Seus amigos não podem lhe salvar agora, minha pomba. – George havia gostado do apelido. – Tenho cada artigo sobre você, doçura. Eu fiquei tão feliz quando te vi que sabia que eu deveria te ter.
— Você é um cara doente. – Penelope tentou mais uma vez lutar contra as amarras. – Você vai parar na elétrica e Derek vai se certificar.
— Seu namoradinho não pode te salvar daqui. – George abriu a janela. – Gosta dessa vista?
— Não. – Penelope cerrou os dentes. – Eu quero a minha casa.
— Aqui será a sua casa, pomba. – George se deliciava a cada vez que falava o apelido. – Você será minha agora.
— Nem no inferno. – Ela se auto preservava. – Derek vai te dar um olho mais roxo que o da minha parede.
— Veremos, doçura. – Ele pegou uma seringa e se aproximou. – Você precisa descansar agora.
Ela tentou se afastar, mas a seringa penetrou ainda mais em seu pescoço e ela acabou apagando. Ela pensou em Derek e em sua equipe antes de dormir.
George a deixou amarrada e saiu, fechando as janelas. Ele não seria estupido de deixar que os vizinhos a vissem.
Northern District Police Station,
San Francisco, Califórnia.
Derek e a equipe passavam mais uma vez os arquivos das vítimas. Tudo o que Derek queria era Penelope ao seu lado. Pelas fotos das garotas ele poderia ver sua amada nelas.
Memórias de dias que eles passavam juntos assistindo filmes, conversando sobre qualquer assunto e especialmente sobre o dia em que ela foi baleada.
Esse dia foi o pior de todos para ele e toda a equipe. Para Derek era o dia que ele poderia ter evitado se fosse mais convincente e menos convencido. Ele sabia que não era culpa dela ou dele sobre isso, porém ele a aconselhou a não sair com um homem que ela pensava estar interessado nela e esse foi seu erro.
Ele deveria ter dito de uma forma menos arrogante e presunçosa. Encontrar Penelope deitada em uma cama de hospital, depois de uma cirurgia e ela ainda foi atacada outra vez.
Então o que ninguém queria aconteceu. Garrett entrou na delegacia com os pensamentos em alta. Sacudindo outro arquivo de vítima.
— Temos outra vítima. – Garrett jogou o arquivo e afundou na cadeira. – Perdemos outra garota. O que significa que se ele tem sua amiga, ele finalmente chegou ao seu final.
— O nome dela era Lindsey Montoya. – Hotch leu. – Igual as outras. Porém ela morreu por uma dose alta de Ketamina.
— Porque isso agora? – Emily disse. – O certo era ele aumentar a violência e o método de assassinato.
— Agora que ele pegou Garcia. – Reid também disse. – Ele pode ter encontrado sua verdadeira garota.
Todos se olharem entre si. As coisas poderiam piorar?
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