Duas semanas depois...

Eles nunca estiveram mais felizes do que agora. As noites juntos eram repletas de amor. A palavra amor nunca foi tão bem usada quanto agora. Sempre que Derek não estava em um caso, ele iria para casa com um buque de rosas vermelhas.

Por outro lado, Penelope sentia que estava sendo observada toda vez que ia para algum lugar perto de casa. Fosse na padaria, no mercado ou no médico para sua consulta semestral.

Ela foi ao médico uma semana antes e ficou triste quando ele disse que ela não estava esperando um bebê ainda. Quando ela chorou no ombro de Derek ele a encorajou a continuar tentando ter um bebê. Não importava quanto tempo demoraria, eles continuariam tentando.

Derek saiu para um caso com a equipe no Texas. Penelope disse que iria ficar bem. Ela ficaria o maior tempo dentro da agência e o alarme sonoro ultra alto fariam os vizinhos serem alertados.

Apesar disso, ela achava que era paranóia dela pensar que alguém a estava seguindo.

Ela parou no pequeno mercado duas quadras antes da casa dela. Ela havia ido a pé, porque eram poucas compras e ela queria andar um pouco. Eram seis da tarde e as compras demorariam menos de dez minutos.

A fila gigante do caixa só deixou ela sair meia hora depois e já estava um pouco escuro. Ela tinha a sensação de perigo em sua garganta agora. Agarrando o telefone e configurando o botão de pânico ela andou para sua casa.

Ela estava suando e menos de 30 metros de casa quando sentiu alguém a seguir. Ela nem pensou e apertou o botão de pânico, que automaticamente enviou um alerta para seus colegas e para Derek.

Então ela sentiu algo furar o pescoço atrás dela e o aperto das compras se soltou e ela caiu no chão, com um baque e um grito. George estava de volta. O celular caiu no chão ao lado dela.

George a arrastou para a van em espera, não se importando com nada mais. Ele pisou no acelerador e dirigiu para a casa que havia preparado anteriormente.

Derek sentiu um aperto no coração. Ele olhava para o telefone todos os minutos desde que falou com ela duas horas antes. Ele não se atreveu a desligar a tela.

Quando todos os telefones da equipe tocaram com o som de pânico, eles se olharam. JJ ligou correndo para o FBI, polícia e qualquer coisa e autoridade que conseguiu lembrar de pedir ajuda.

Eles sabiam que Garcia não usaria o botão deliberadamente apenas para se divertir. Então eles sabiam que havia problemas chegando.

— Agente Hotchner. – Hotch antedeu o celular. – Onde você os encontrou?

O olhar de Hotch mudou de nervoso para aterrorizado em um segundo.

— Consiga uma atualização e nos avise. – Hotch pediu. – Não me importo com o protocolo. – Ele verdadeiramente gritou. – Ela é uma de nós, é nossa amiga, é a noiva de um dos meus agentes. – Ele estava espumando de raiva agora. – Nós vamos investigar esse caso, você querendo ou não.

Derek entendeu o que estava acontecendo. Seu coração começou a pulsar rápido. Ele sabia que Penelope estava com problemas e que George Foyet estava de volta.

— Estamos voltando para quântico. – Hotch avisou a todos. – A equipe B assumira o caso. Garcia foi sequestrada há 30 metros da sua casa Derek. Acharam o celular e as compras dela no chão.

Derek sentiu seu mundo girar e antes que ele caísse, Rossi e Spencer estavam ao lado dele, o segurando. O colocando na cadeira, eles começaram a absorver o impacto da notícia.

JJ começou a chorar. Ela não queria que Penelope passasse por tudo aquilo de novo. Emily fechou os punhos. Ela queria encontra Foyet com a sua vida e dar uns bons murros na cara daquele nojento filho da puta. Rossi ligaria para seus contatos dentro da cadeia. Ele planejaria a morte de Foyet se ele fosse apenas preso.

Reid estava estudando as possíveis mudanças que ele faria. Faziam mais de nove meses que ele estava foragido. Ele precisava de uma casa, uma van, equipamentos e moveis. De qualquer jeito, eles precisariam de um analista para verificar tudo isso.

Ele tinha a pessoa perfeita para trabalhar com eles. Abigail Sciuto. Conhecida como Abby, trabalhava para o NCIS. Era a segunda melhor na escala hacker. Spencer não perdeu tempo.

Ele ligou para ela, mesmo correndo o risco de todos saberem de seu relacionamento amoroso com ela.

— Spencer. – Abby atendeu falando o nome dele. – O combinado era só ligar nas sextas.

— Abby. – Spencer pareceu miserável. – Preciso dos seus superpoderes.

— Qual o problema, amor? – Agora ela estava concentrada. – O que houve?

— Penelope, minha amiga e irmã foi sequestrada. – Spencer falou. – Precisamos da melhor analista que conseguimos.

— Onde preciso estar? – Abby levantou. – Me mande o endereço que eu vou com Gibbs até aí.

— Prédio da BAU. – Spencer a instruiu. – Vamos chegar em quatro horas.

— Estaremos lá. – Abby disse. – Talvez eu possa levar meus colegas a gentes. Eles são confiáveis.

— Faça isso, amor. – Spencer respondeu. – Eu te amo.

— Também te amo, Spencer. – Abby desligou e começou a conversar com seus colegas.

George parou na frente da casa, bem na zona mais isolada de Virginia. Ninguém morava naquelas casas há muitos anos. Era como uma vila fantasma. Ele a arrastou para dentro da casa, diretamente para o porão.

Ele amarrou suas mãos contra a parede de tijolos, com força total. Ele apoiou a cabeça dela em um travesseiro pouco confortável, mas ela não estava aqui para ter conforto.

Cortando o vestido que JJ deu para ela, ele a deixou em trajes íntimos. Felizmente a renda preta estava na casa de Derek, em uma das gavetas, bem longe desse monstro.

Essa renda era mais discreta, um bege clarinho. Ela temia pela sua vida, a última coisa que ela colocaria seria uma coisa sensual.

Pegando uma caneta marca texto, no estilo cirúrgica, ele começou a traçar linhas na pele dela. Marcava cada um dos pedaços que ele iria machucar por diversão. Arrumando a câmera para o espetáculo do ao vivo, ele configurou a câmera para ligar pelo controle remoto. Ele a posicionou diretamente para Penelope que ainda estava fora.

Então ele saiu da sala, desligando a luz e trancando as portas atrás dele.

A viagem de volta no avião estava tensa. Todos estavam sofrendo com isso, de novo. Derek sentia dor por todo seu corpo. Ele tinha medo de que ela não o perdoasse. Mas se ele a salvasse havia uma grande chance de que ela o perdoasse pelo menos para conseguirem caminhar para um perdão total.

Mas ele também sabia que Penelope Grace Garcia não precisava de medos. Ela precisava de esperança agora. Ele faria essa dança entre George e ele entrar em movimento.

— Chamei uma amiga para ajudar. – Reid avisou. – Abby é excelente no computador e ela vai pedir ajuda para a equipe dela.

— Obrigado Reid. – Hotch disse, forçando um sorriso. – Precisamos de mais ajuda.

— Ele aumentou a aposta. – Rossi disse. – Pense bem, sequestrar Penelope em uma vizinhança cheia de câmeras e pessoas que poderiam ver.

— É mais do que isso. – Emily observou. – Pense bem. Interrompemos a tentativa dele de fazer de Garcia sua para sempre. Então agora ele não quer mais sexo com ela.

— Ele quer vingança. – Derek completou. – Ele vai matar ela por nossa culpa.

— Não vamos deixar chegar a tanto. – Hotch fechou o olhar. – Na melhor das hipóteses, ele vai sair em um saco preto. Na pior, ele vai ser enterrado onde quer que ele esteja.

Eles desembarcaram no aeroporto e foram direto para a BAU. Chegando no andar, a equipe NCIS já os esperava prontos para começar.

— Agente especial Gibbs. – Jethro se apresentou. – NCIS.

— Agente Aaron Hotchner. – Hotch apertou a mão doa gente de cabelos brancos. – BAU.

— Estes são os agentes, Tony DiNozzo, Timothy McGee, Abby Sciuto e Ziva David. – Gibbs apresentou cada um dos agentes.

— Agentes Morgan, Rossi, Prentiss, Jareau, e Dr. Reid. – Hotch apresentou os seus. – Nossa agente analista está desaparecida. O Dr. Reid pediu a ajuda para a senhorita Sciuto.

— E ela nos recrutou para ajudar. – Gibbs disse. – Quando alguém está em perigo, nós entramos para ajudar. A senhorita Garcia já deu uma ajuda para nossa agência e estamos aqui para ajudar a salvar ela.

— Obrigado agente Gibbs. – Derek se aproximou. – Por favor, saiba que eu quero ela de volta e quero ser o tiro final de Foyet se for possível.

— Terá toda a honra, agente Morgan. – Gibbs respondeu. – Sabemos que ela é sua noiva e que vocês se amam.

Os agentes seguiram para a sala do esquadrão. A foto de Penelope estava no topo da tabela de vitimologia. Eles se sentaram em círculo, com todos os arquivos nas mãos. Era uma corrida contra o tempo agora.