La Vita Rosa.

15 Fall In The Life Line


Local desconhecido,

Quântico, Virginia.

Penelope acordou com a cabeça latejando. Ela tentou soltar as mãos, porém ela descobrir que elas estavam presas completamente a parede. Ela percebeu que estava de lingerie apenas. Ela tentou não pensar no que poderia ter acontecido.

Ela sabia que era George Foyet que a tinha levado. Mesmo na inconsciência das drogas era reconhecera o toque dele. O toque nojento dele.

Ela sabia que Derek a acharia e ela tentou não pensaria no que aconteceria a seguir. Ela sabia de duas coisas. A primeira era que ela não culparia Derek ou qualquer outra pessoa de sua equipe. Eles estavam trabalhando em um caso. Ela não se colocou em perigo porque quis.

Mesmo que ela tivesse omitido a sensação de ser seguida, ela sabia que Derek tinha a mesma sensação. Ela sabia que era por isso que ele a convenceu a instalar o alarme na casa. E ela estaria segura na agência.

A segunda coisa que ela sabia era que George não iria sobreviver dessa vez. Ele poderia machucar Penelope o quanto ele quisesse. Quando Derek encontrasse ele lugar, ele o mataria.

A luz inundou o lugar quando a porta foi aberta. Ele apareceu em sua visão, com um sorriso horripilante em sua cara. Como se ela fosse um prêmio para ele.

— Bom dia, pomba. – Ele falou com desprezo. – Eu disse que você seria minha.

Ele passou o dedo pelo seu corpo e alcançou a faca na mesa de metal ao lado de onde Penelope estava amarrada.

— Vamos trazer sua equipe para esse show. – Ele ligou a câmera, configurada para invadir a tela da sala de reuniões da equipe. – Agora Senhorita Garcia. Estamos prontos.

BAU...

Os agentes estavam reunidos, discutindo o que George faria agora que tinha Penelope com ele quando a televisão começou a piscar. Abby estava no computador e percebeu que alguém estava mandando uma transmissão de vídeo.

A imagem que apareceu na tela, fez Emily gritar, atraído a atenção de todo mundo. Lá, na tela, estava Penelope, apenas de lingerie, toda marcada com pontos de caneta cirúrgica e amarrada como se fosse um animal.

Derek forçou a olhar para a tela. Ele não queria ver aquilo. Era como seu pior pesadelo multiplicado por mil.

Uma música suave deixava tudo pior. George era claramente o inimigo de todos na unidade e todos os agentes NCIS.

Abby era uma Garcia gótica do NCIS e sabia que conseguiria uma localização. Não importava se precisaria invadir um satélite ou todos os satélites.

George surgiu na tela, de frente para a câmera e ao lado de Penelope com um bisturi. Apoiando o instrumento cortante no braço de Penelope ele passou com força, abrindo um corte, fazendo com que o sangue escorresse.

Faltava apenas cinco segundos para Abby localizar o bastardo. Quando os cinco segundos acabaram Abby sussurrou para Spencer sobre isso.

Ela escreveu o endereço enquanto viam George fazer outro corte em Penelope. mais sangue.

A transmissão foi cortada logo depois de ela perder a consciência. Eles já tinham o endereço. Hotch pegou o telefone e chamou um helicóptero.

Gibbs, Tony, McGee, Emily, JJ, Rossi, Reid, Derek e Hotch seguiram em dos helicópteros. Eles estavam indo com tudo. Parando alguns quilômetros antes da casa de George, faziam trinta minutos desde que saíram. Derek rezou para que ela ainda estivesse bem.

Eles andaram por entre as arvores em silêncio, com as armas em punho. Hotch avistou a casa de George e sinalizou para todos os outros. Aparentemente George era um otário e nem previu que a equipe estava chegando perto. Ele não previu que Abby estaria ajudando a equipe.

George estava despreocupado lendo um livro. Quando ele percebeu, era tarde demais para fugir. A porta caiu no chão em um chute poderoso combinado de Derek, Hotch e Rossi.

Pegando a arma, George apontou para os agentes a sua frente. Havia mais do que ele poderia lutar. Se ele atirasse em um, ele receberia muito mais balas.

Ele achava que Penelope estava morta, então ele tomou a decisão final. Atirou direto em Derek. A bala felizmente pegou no colete e Foyet foi cravejado de balassem piedade.

Ele caiu no chão totalmente morto. Dando um passo à frente, Derek desviou do corpo inútil no chão, soltando sangue. Ele deu um tiro direto no cadeado que levava até o porão onde a única coisa que lhe importava estava.

A porta foi chutada e Derek correu para baixo, pulando dois degraus. Emily e Hotch estavam atrás. Ele parou na ponta de baixo da escada e congelou. Havia muito sangue.

Ele correu para Penelope no segundo que seus olhos a viram. Ela estava inconsciente, braços cheios de sangue.

Ele queria arrancar a corrente, mas ela estava presa. Hotch e Emily estavam freneticamente procurando por algo que as cortasse. Quando Hotch entrou um alicate, ele e Emily correram para cortar. Em um único movimento Hotch cortou a corrente.

Derek pegou os braços de Penelope, enquanto Emily cortou a corrente dos pés.

Quando ela estava enfim livre, Derek a puxou para seus baços, procurando por um pulso. Qualquer pulso. Ele encontrou um fraco e suspirou feliz. A levando para cima, ele chegou a parte de cima da casa e a colocou no sofá.

Rossi e Reid vieram com panos para estancar o sangue que ainda saia. A ambulância estava demorando demais para o gosto de todos.

Gibbs e Tony sugeriram que eles a levassem diretamente para o helicóptero ou o mandassem vir para cá. Tony e Gibbs correram para o segundo e mandaram ambos os helicópteros para onde estavam.

Morgan recebeu uma chamada dos paramédicos informando que a ambulância não conseguia chegar então quando Gibbs e Tony pousaram, eles ajudaram a colocar Garcia nele e seguiram com Hotchner, Morgan e Rossi para o hospital com Garcia deitada no banco. Todos trabalhavam para manter ela respirando pelo menos.

Em um certo momento, ela parou de respirar. Gibbs que era da marinha e já viu mito disso acontecer, pediu licença para aplicar uma técnica para fazer ela voltar.

— Não desista de mim, Baby girl. – Derek pediu. – Eu preciso de você.

— Vamos Penelope. – Gibbs começou a fazer compressões rápidas, ajudado por Tony.

— Derek. – Dinozzo o chamou. – Faça a respiração boca a boca agora.

Em um movimento rápido, a boca de Derek subiu a dela e empurrou o ar que ela precisava.

— Quantos minutos faltam para o hospital? – Hotch perguntou em pânico.

— Cinco minutos. – O piloto disse. – Eles estão aguardando ela.

— Se ela não receber tratamento nos próximos dez minutos. – Rossi disse. – Nós vamos perder ela.

— Vamos Penelope. – Derek implorou. – Não morra. Eu preciso de você.

Penelope arfou por ar. As mãos jogadas com os braços para o alto, o medo em seus olhos e o medo de ainda estar presa a fizeram grita.

— Estou aqui, Deusa. – Derek a puxou para ele. – E sempre vou estar.

Eles chegaram ao hospital. Penelope foi transferida rapidamente para uma maca e levada as pressas. Era uma corrida contra o maldito tempo.

Derek foi impedido de seguir até a sala de exames dessa vez. Então sentado na emergência, ele se permitiu quebrar pela primeira vez.