La Vita Rosa.
1 The Blonde Killer.
Derek estava com uma carranca na cara. Eles pegaram um caso em San Francisco, Califórnia e Penelope estava com eles no campo. Hotch disse que ela poderia ter um dia na sua cidade natal quando o caso acabasse e ela adorou a idéia de ir com eles.
Morgan, por outro lado começou a ter pesadelos com isso. Nas últimas quatro semanas ele vivia um sonho repetido. Basicamente era Penelope amarrada em um poste, nua, totalmente espancada e morta. Ele nunca chegou a tempo de salvar.
Quando o caso foi passado para eles, Derek respirou fundo. Então Garcia pediu para ir nesse e Hotch achou que a conta de telefone seria mais baixa se ela estivesse com eles.
Não impediu Derek de entrar com raiva na sala de Hotch nervoso.
— Hotch. – Derek entrou sem bater. – Faça Garcia mudar de idéia.
— Agente Morgan. – Hotch começou. – Porque eu deveria fazer isso?
— Talvez porque você é o chefe dela e uma delegacia não é segura. – Derek tentou não explicar com máximo de zelo.
— Ela vem no próximo caso. – Hotch começou. – Acho que conseguimos um.
Penelope bateu na porta de Hotchner e sorriu para Derek.
— Temos um caso, senhor. – Garcia disse. – E você também Derek.
Morgan estava caído por Penélope. A maioria dos sonhos poderia ser considerados pesadelos, mas uma parcela deles, era com ela, em sua cama. um roupão de seda rosa e depois ela dormindo sem o mesmo ao seu lado. Seu corpo iluminado pelo sol da manhã e nada além.
— Derek? – Hotch o tirou de seu devaneio depravado. – Vamos.
— Sim. – Derek deu uma tossida para disfarçar. – Depois de você.
Eles chegaram a sala de briefing e ela já estava lá. Seu cabelo loiro balançando a cada vez que movia a cabeça, seu sorriso vermelho, seus óculos coloridos. Era uma visão que ele nunca poderia perder.
— San Francisco, Califórnia. – Penelope clicou no controle. – Amber Gonzalez, Amanda Silvestron, Danielle Perrette. Elas foram encontradas mortas em lugares que servem como cartões postais da cidade.
— Todas estavam nuas, amarradas a postas e espancadas. – Rossi falou. – Cabelo loiro.
Derek começou a tremer. Era o seu sonho em detalhes. Ele disfarçou o melhor.
— Algum sinal de estupro Garcia? – Hotch perguntou.
— Amanda tinha sinais de abuso sexual, mas sem esperma. – Penelope sentiu seu estomago revirar. – Ele deve ter usado camisinha.
— Sim. – Reid observou. – Foram encontrados muitos na cena.
— Só três vítimas até agora? – Derek forçou a pergunta.
— A polícia acha que três vítimas, enterradas há quatro semanas podem ser dele. – Penelope falou. – Pediram uma ordem para exumar as garotas.
— Tem nomes delas? – JJ foleou o pequeno arquivo.
— Erica Chambers, Eliza Keene e Linda Reifler. – Penelope mudou as fotos. – Eram todas loiras, independentes.
Derek ficou mudo. O seu sonho era uma reprodução dos cenários das vítimas.
— Decolamos em 30 minutos. – Hotch anunciou. – E Garcia. Você vem com a gente.
Então ela saiu feliz da sala, deixando Hotch, Derek e Rossi olhando para a tela. Derek sabia que podia ser uma coincidência, um truque do destino, mas Rossi foi o primeiro a falar.
— Coloque um agente com Garcia. – Rossi viu Derek se aliviar. – Eu realmente não acho engraçado ela estar indo com a gente nesse.
— Obrigado Rossi por concordar comigo. – Derek disse. – Deixe ela ficar Hotch, por tudo que seja mais sagrado.
— Não, Derek. – Hotch estava firme. – Ela vai com a gente. Aliás, é a cidade dela. Ela precisa de um tempo por lá.
— Eu não posso ficar focado com ela lá. – Derek mentiu. – E ela tem tudo aqui em quântico.
— Vou colocar Reid com Penelope. – Hotch falou. – Ele está com gripe e vai fazer bem para ele ficar longe do campo por agora.
Morgan levantou, batendo a porta. Seu estomago se virou e ele correu para o banheiro. Esvaziando o conteúdo, ele sentou no chão.
Aquele sonho de ver sua Penelope morta foi o pior que ele teve. Nem em seus tempos de abuso ele teve esses sonhos. Ele fez de tudo para ela ficar, mas ela foi.
Ele se sentou longe dela no avião. Apesar de amar o sorriso dela, ele não conseguia parar de temer. Todas as garotas eram loiras, mais fortes, usavam óculos, eram independentes e eram amadas pelos amigos. E agora, todas estavam mortas.
— Eu esbarro no fato da preferência dele. – Reid começou. – Loiras e mais forte que os tipos usuais.
— O que ele ganharia com esse tipo de perfil? – JJ começou olhando para amiga, agora dormindo.
— Talvez ele se sinta poderoso homiliando elas. – Rossi ofereceu. – Elas não o tipo que um homem namoraria normalmente.
— Eu adoraria namorar uma pessoa assim. – Derek murmurou alto.
Todos olharam para ele e depois para Penelope. o fato de ela não gostar de voar e ter tomado um remédio para dormir antes de começar o caso ajudou.
— Tenho certeza que sim. – Emily deu um sorriso verdadeiro. – E tenho certeza de quem seja.
— Eu não a queria nesse caso. – Derek confessou. – Se esse cara souber sobre Pen. – Derek parou no meio. – Se ele souber sobre Pen, ele pode mudar seu método e buscar por ela.
— Se alguém chegar a 30 centímetros de Garcia, leva uma bala. – JJ disse, com os punhos fechados. – Igual ao outro.
— E eu ajudo com o corpo. – Emily seguiu. – Ninguém mexe com a família e fica livre.
Hotch sorriu. Haley havia morrido em um acidente de carro, quatro meses atrás, Jack morava com seus tios em outra cidade e sempre vinha nos finais de semana.
A equipe BAU se tornou tudo para ele depois de seu filho. Rossi poderia ser seu pai. Derek e Spencer seus irmãos. Derek o do meio e Spencer o mais novo. Emily era a prima maluca e confiável, JJ a prima alegre e Garcia era como se fosse a própria filha.
Várias vezes em que ela se meteu em perigos que não eram para ela e ele a fez entrar, ele queria não feito isso.
Derek pediu licença para JJ e pegou Penelope em seus braços, a colocando confortavelmente no sofá comprido e colocando uma coberta rosa. Ele sabia que voar não era muito com ela.
Ele se sentou de um jeito que pudesse ver Garcia dormindo. Isso não queria dizer que ele não tinha ficado menos preocupado. Ver ela assim o fazia desejar estar todas os dias com ela.
Fez ele notar que seu tempo com Tamara Barnes não passou nada mais do que uma perda de tempo. No final, Penelope estava certa. Tamara não queria filhos, não gostava de filmes mais assustadores e detestava Garcia.
Foi nesse tempo que eles deixaram de se falar. E ele queria recuperar tudo ainda.
— Vamos chegar em alguns minutos. – Hotch respondeu. – Quando chegarmos a delegacia podemos deixar nossas coisas. Então, Spencer e Derek vão para a primeira e terceira cena de crime, JJ e Emily vão para a segunda e quarta cenas enquanto Rossi e eu vamos para a quinta e sexta.
— Você disse que iria deixar Spencer com Penelope. – Derek lembrou. – Vamos Aaron. Ela é exatamente a vítima que esse maluco quer.
— Preciso concordar com Morgan. – Spencer disse. – Além disso, se ela tiver que ir para o hotel será preciso de alguém.
— Ninguém sai sozinho enquanto resolvemos esse caso. – JJ lembrou para Hotch. – Eu não me preocupo comigo, mas me preocupo com Penelope.
— Certo. – Hotch interviu. – Dave você se importa em ficar com Penelope?
— Não Aaron. – Rossi respondeu. – Vou adorar aprender sobre tecnologia com Kitten.
San Francisco, Califórnia...
— Não! – Erica implorava. – Eu não conto para ninguém.
— Desculpe docinho. – Ele tirou a faca maior. – Eles sabem que estou fazendo isso. Então preciso inovar.
Ele esfaqueou a garota dez vezes e então ela desistiu. O sangue jorrando por todo os lados, ele tirou uma foto com o telefone e depois mandou par a polícia.
Pegando seus óculos, ele se arrumou e entrou no trabalho. Ninguém por lá desconfiava de seu "segundo emprego". E essa era a parte boa.
Lendo o jornal deixado em sua mesa, ele viu a matéria sobre seus crimes. Ele se sentiu feliz. Quando leu que as autoridades haviam pedido ajuda a BAU, ele viu sua oportunidade de ser reconhecido. Buscando sobre a equipe na internet ele viu algo que não esperava.
Penelope Garcia era a analista técnica da equipe. Cabelos loiros, corpo cheio de curvas maravilhosas, sorriso aberto e que pararia até um avião. Ele olhou para o homem ao lado dela e começou a desejar ainda mais.
Ao contrário do resto, ela estava menos difícil de conseguir, mas não seria impossível para ele. Ele imprimiu a foto de Garcia e colocou em sua agenda de crimes. Cada garota que ele matou, ele tinha as fotos delas.
— Você será minha, Penelope Garcia. – Ele disse com desejo. – E eu vou manter você.
Northern District Police Station,
San Francisco, Califórnia.
Hotchner entrou com a equipe na delegacia. Penelope acordou durante a aterrisagem e Derek se encarregou de proteger ela enquanto estavam expostos na rua. Olhando para todos os cantos, ele levou sua bagagem.
— Obrigado Sugar Shack. – ela deu um beijo na bochecha de Derek. – De verdade.
— Para você minha Deusa, sempre. – Ele retribuiu o beijo. – Vamos entrar?
— Claro. – Ela deu seu melhor sorriso para ele.
— Agente Hotchner? – O delegado Garrett o atendeu. – Steve Garrett.
— Aaron Hotchner. – Hotch apertou a mão do homem. – Esses são os agentes Morgan, Prentiss, Jareau, Rossi e o Dr. Reid. Aquela moça especial ali atrás é a Analista Penelope Garcia.
— Muito prazer senhores. Senhoras. – Ele apertou a mão de cada um. – É um prazer finalmente rever você Penelope.
— Você me conhece? – Penelope estava confusa.
— Eu era o responsável pela investigação da morte de seus pais. – Garrett respondeu. – Eu garanti que ele fosse preso. Ele está preso e pegou vinte e cinco anos.
— Obrigado. – Penelope ficou triste. – Eu vou me instalar lá na sala.
Ela saiu, arrastando os equipamentos. Todos entenderam o porquê ela ficar desse jeito.
— Falei algo de errado? – Garrett ficou chateado.
— A morte dos pais dela ainda é doloroso para ela. – Hotch respondeu. – Ela mal falou sobre isso desde que entrou.
Penelope estava arrumando seus equipamentos. Ela não esperava encontrar Garrett aqui. Era um assunto que ela não gostava de tocar.
— Visita para o oráculo. – Derek brincou antes de entrar.
Penelope sorriu para ele. Ela adorava Derek com a sua alma. Apesar de terem compartilhado uma noite no passado, eles nunca ficaram de mal. Pelo menos até Tamara entrar no meio da amizade e eles discutirem.
— Entre Chocolate Thunder. – Ela brincou de volta. – Então o que te traz por aqui?
— Não posso simplesmente visitar minha Baby girl? – Ele a abraçou, quase adivinhando que ela precisava. – Vim ver se você estava bem. Eu sei que o que Garrett falou te fez ficar triste.
— Eu ainda não superei isso, Derek. – Penelope confessou. – Por muitos anos me culpei por aquilo, mas eu não posso fazer de novo.
— E não precisa. – Derek pegou a mão dela na sua. – Pelo menos não sozinha.
— Quantas vezes eu digo que te amo? – Ela perguntou para ele.
— Todos os dias. – Ele beijou a bochecha dela. – Está implícito. E é exatamente o jeito que eu te amo.
— Você pode ter qualquer outro modelo magro e escolhe a mim. – Ela começou. – Porque?
— Elas não têm seus olhos ou seu cabelo dourado. – Ele pegou uma mecha do cabelo dela e cheirou. – Ou esse seu coração grande. Ou esse corpo sexy cheio de curvas.
— Seu bajulador. – Ela passou a mão na bochecha dele. – Assim as garotas vão me odiar.
— Enquanto eu te amar, elas podem até se vestirem de melancia que eu não ligo. – Derek deu outro beijo na bochecha. – Eu preciso te perguntar algo depois.
JJ estava observando a interação dos dois pelo lado de fora. Ela desejava que eles deixassem de serem cabeças duras e enfim se unissem. Estava na cara que ambos se amavam.
— Derek. – JJ interrompeu. – Precisamos ir.
— Eu volto logo Deusa. – Ele passou o dedo na palma da mão dela. – Eu vou fazer a pergunta.
— Mais ação e menos papo. – Ela falou no ouvido dele. – Vá salvar o mundo, Angelfish.
Derek suspirou no lado de fora. Ele não se importava se JJ achasse divertido.
— Então. – JJ resolveu falar. – Você vai finalmente pedir ela em namoro?
Derek a olhou e riu.
— Já esperei tempo demais. – Ele confessou. – Onde estão o resto?
— Eles foram para as cenas de crime. – JJ confessou. – Acho que Rossi se esqueceu de ficar.
Derek olhou para o escritório de Penelope em pânico.
— Ela está em uma delegacia cheia de policiais armados, Derek. – JJ disse. – Ela vai ficar bem.
George estava observando a delegacia do café a frente. Ele viu Derek sair com JJ e percebeu que logo poderia ter seu desejo.
Penelope esticou os braços e resolveu fazer uma pausa para o café.
— Senhorita Garcia. – Garrett gritou. – Você não pode sair sozinha.
— Eu vou no café ali em frente. – Ela apontou para a cafeteria. – Preciso de um café senão eu vou dormir.
— Certo. – Garrett disse. – Por favor, só não demore.
Ela sorriu de volta e foi em direção ao café. George saiu do lugar e foi até a van que ele alugou. Parando em frente a saída, ele garantiu que nenhum dos empregados estaria vendo.
Penelope estava com seu café quando saiu. Ela não percebeu George atrás dela. Ela olhou para van no mesmo segundo que sentiu uma pressão forte no pescoço. O café caiu no chão e ela caiu desacordada nos braços de George que a colocou na van.
Como se pressentisse algo, Derek começou a chorar de repente. Ele não ouviu JJ gritando por ele enquanto voltava para a SUV. Ele esperou que ela entrasse então voltou para a delegacia.
A sensação de perda agora seria para Derek o verdadeiro cenário dos seus piores pesadelos.
Fale com o autor