La Vita Rosa.
18 The Beginning Of Something Difficult.
Derek olhava para a bebezinha recém-nascida, imaginando quando as coisas deram tão erradas. Aqui estava ele, enfrentando o pior dia de sua vida com uma garotinha para cuidar.
Desde o dia que Penelope foi levada por Albert, eles fizeram poucos avanços. Gibbs não saiu do hospital muito durante esse tempo.
Todos se concentravam em cuidar de Haley Esther enquanto era vigiada no hospital. Era demais para ele.
Derek desejava qualquer coisa para isso acabar. Se tudo o que ele tivesse de volta fosse o corpo de Penelope pelo menos para um enterro decente, ele poderia caçar Albert e reduzi a um punhado de cinzas.
Derek estava na BAU agora. Sentado no escritório de Penelope, admirando seus brinquedinhos coloridos, as fotos de ultrassom tiradas e dois pacotes de fraldas. Ele sentiu que seu telefone vibrava e pensou que fosse algo com Haley.
— Morgan. – Ele atendeu do mesmo jeito, sem ler o número. – Alo?
— Derek? – A voz de Penelope estava mal um sussurro. – Diga que ode me ouvir.
— Penelope. – Derek sorriu só em ouvir sua garotinha. – Onde você está?
— Pode vir sozinho por favor? – Era uma ordem. – Eu preciso que você me salve.
— Onde você está Pen? – Derek a fez ficar no telefone enquanto sinalizava.
— Eu não sei, Derek. – Ela confessou. — Eu roubei o telefone do capanga e fugi durante a parada.
— Conseguiu? – Derek exigiu.
— Ela está na estação abandonada há vinte metros daqui. – Ele sabia que ela estava fraca. – Vou mandar o Agente Hotchner te encontrar lá.
— Eu estou indo Baby Girl. – Derek prometeu. – Aguente.
Ele ouviu a linha ficar muda. Correndo pelas escadas, ele saiu a corrida. Ele entrou no prédio e começou a buscar por ela.
Avistando um coro caído e todo machucado, ele sabia que poderia ser ela. Cada passo, seu coração quebrava ao ver o estado que ela estava.
Eles deveriam estar se casando hoje. O casamento perfeito que JJ projetou. O vestido fantástico. E ao invés disso ele a estava encontrando toda ferida.
Ela não estava consciente e seria perigoso mover ela. Ele sentiu alguém checar ao seu lado e tirou a arma.
— Calma Derek. – Rossi disse. – Há médicos vindo. Quão ruim?
— Ela está machucada demais para movermos. – Derek falou cansado. – Mas ela precisa do hospital. Droga Baby Girl. O que eles fizeram com você?
Abrindo a camisa dela com cuidado ele suspirou dolorosamente. Ela parecia ter levado a pior surra de todas.
Seu peito estava cheio do que pareciam serem feridas frescas. Havia sangue saindo delas e Derek se ajoelhou a sua frente.
— O que eles fizeram com ela? – Hotch chegou finalmente. – Penelope do céu.
— PG. – a voz assustada de Emily foi ouvida. – Ela não pode morrer.
— Onde estão os malditos médicos? – Derek gritou outra vez. – Ela não vai aguentar muito tempo.
Spencer apareceu e se ajoelhou com dois dedos em seu pescoço.
— O ritmo cardíaco dela é rápido. – Ele disse. – E o pulso está caindo.
Dois homens com uma prancha e equipamentos apareceram.
— O que nós temos? – O mais velho perguntou.
— Ela foi espancada. – Hotch informou. – Pulso caindo rapidamente.
— Certo. Comece uma linha IV e coloque um tubo na garganta. – O homem falou. – Coloque um sedativo para que ela sinta o menos possível.
Penelope estava completamente fora agora. O sedativo era mais como um figurante e uma vez que eles sabiam que agora ela estava em um tipo de coma induzido, eles introduziram o tubo.
Erguendo a prancha, com ajuda da equipe, eles a levaram para a ambulância em espera. Derek olhava assustado. Ela estava de volta, mas seu estado era horrível.
Podem ter se passado duas semanas desde aquele dia, mas ele sentia como se fosse um mês.
Morgan seguiu a ambulância e quase implorou para ser permitido com ela. Quando os enfermeiros viram o desespero dele, o deixaram vir junto. Eles nunca iriam deixar esse pobre esposo perder tempo.
Emily ficou parada no mesmo lugar onde Penelope foi encontrada. Ela olhava para o sangue no chão, sempre se lembrando de que ela ficaria bem. Ela podia escutar Amy do Green Day tocando na sua cabeça.
Ela se forçou a sair dali. Hotch a ajudou quando ela sentiu a necessidade de chorar. A abraçando forte, ele a deixou chorar tudo o que queria. Ele também chorou.
Ele poderia estar com sua máscara de seriedade, mas por dentro, ele estava desmoronando. Então ele simplesmente se perdeu no abraço de Prentiss e chorou suas próprias lágrimas.
Reid parecia cansado. Não que ele fosse parar agora. Haley Esther precisava de seu padrinho agora que Derek estaria esperando que Penelope voltasse. Se ela voltasse.
Haley estaria recebendo alta esta tarde e ele se encarregaria de manter a bebe a salvo. Ninguém tocaria na menina. Penelope teria orgulho dele quando acordasse.
JJ foi direto para o hospital. Algo sobre ver a pessoa que ela mais amava depois de Henry e Will. Nessa ordem. Penelope era o sol da BAU e quando ela sumiu, esse sol se transformou em nuvens de chuva.
As duas semanas foram de chuvas fortes na cidade. Quando Penelope ligou para Derek o sol apareceu, como um sinal de que ele a aguardava também.
Ninguém estava preparado para o que viria a seguir.
— Mulher. Possível lesão grau um. – O médico gritou. – Precisa de uma cirurgia de emergência.
— Senhor. – Uma enfermeira impediu Derek. – Você não pode passar aqui.
— Ela é minha esposa. – Derek disse. – A gente ainda vai casar, mas nossa filha está aqui.
— Eu entendo senhor. – A enfermeira ofereceu um pouco de conforto. – Mas eles precisam ajudar ela agora.
Derek se afastou quando duas mãos o puxaram para trás.
— Solte-me Gibbs. – Ele protestou. – Eu preciso dela.
— Você precisa saber que ela está bem. – Gibbs disse. – Deixe eles a ajudarem Derek.
Spencer apareceu na maternidade, pronto para ter Haley sob seus cuidados.
— Agente doutor Spencer Reid. – Ele mostrou o distintivo. – Estou aqui para pegar Haley Esther Garcia Morgan. Eu sou o padrinho da bebezinha e vou defender com a minha vida se for preciso.
A enfermeira lhe deu um sorriso confiante. A cada dia, a garotinha se parecia com seus pais. Uma combinação perfeita de ambos. Olhos e cabelos da mãe, pele e boca do pai.
Spencer a pegou no colo com ternura. Parecia que eles sempre se conheciam. Ela literalmente dormiu nos braços dele, tão calma e serena que até ele se espantou.
A levando para onde Derek e Gibbs esperavam, com lágrimas nos olhos, ele sabia que o pior momento de todos estava vindo. Ele sabia dos índices e taxas, as probabilidades de ela passar por isso e acabar em coma por meses. E ainda tinha a taxa de morte.
Como se quisesse ser ouvida, Haley chorou nos braços de Spencer que a embalou tranquilamente. Spencer era tão bom com ela, que conseguiu fazer ela parar.
— Obrigado por me ajudar, Spencer. – Derek disse. – Você tem sido incrível.
— Eu farei qualquer coisa por essa menininha. – Reid disse. – Alguma notícia?
— Nenhuma. – Derek fez m movimento e Reid passou Haley que se prendeu ao dedo de Derek. – Ela parece com a mãe.
— Vocês vão passar por isso, Derek. – Spencer disse. – Penelope é forte.
O médico saiu indo ao encontro de Derek, Gibbs e Spencer.
— Penelope Garcia? – O médico perguntou. – Dr. Taft. Cyril Taft.
— Derek Morgan. – Ele apertou a mão do homem. – Gibbs e Spencer. E essa é nossa filha, Haley Esther.
— Certo. – O médico se sentou. – Deixe-me ser direto. A senhorita Garcia passou pela cirurgia, porém no momento ela entrou em um coma.
— Por quanto tempo? – Gibbs foi o primeiro a perguntar. – Quais são as chances dela?
— Honestamente? – Taft perguntou, ganhando um aceno. – Não muitas. Ela será levada para a intensiva e lá vocês podem ficar com ela.
Derek tinha a sensação de que seriam longos meses, porém ele sabia que ela voltaria para sua filha. Ela precisava.
— Eu posso levar Haley comigo. – Reid tirou Derek do transe. – Manter ela segura em minha casa.
— Eu acho uma boa idéia, Spencer. – Derek estava mal. – Pode levar ela aqui amanhã? Eu quero deixar ela ao lado da mãe dela por alguns minutos.
— Se ajudar, Derek. – Spencer olhou para o amigo. – Fale com ela. Ela pode te ouvir.
Derek acenou e foi com Gibbs até o quarto, onde sua paixão estava sendo instalada. Ela tinha um tubo na garganta e parecia pálida. Uma faixa na cabeça dizia que parte dos cabelos havia sumido. E ele estava oficialmente com medo.
Do outro lado da vida....
Pela primeira vez em vários dias, Penelope se sentiu livre das dores. Ela se sentia flutuando pelos campos verdes, mas sua felicidade caiu quando ouviu Derek chorando seu nome de longe.
Ela se lembrou que ela tinha Haley e Derek, mas algo a impediu de voltar. Uma mão sem explicação a impediu de voltar.
— Ainda há tempo. – A voz feminina disse. – Você pode voltar depois.
Ela se virou e encontrou Haley Hotchner ao seu lado. A ex esposa de seu Bossman estava ali, com um vestido igual ao dela.
— Eu preciso voltar. – Ela tinha medo de dizer. – Voltar para minha filha e meu marido.
— Eu sei que sua filha se chama Haley, Penelope. – A senhora Hotchner disse. – É uma homenagem a mim?
— Você não está chateada? – Penelope olhou para a mulher. – Eu achei legal.
— Estou honrada. – Ela piscou. – E feliz por você e Derek terem achado um caminho juntos.
— Mas está acabando. – Penelope estava chorando. – Eu não posso simplesmente morrer ou eu posso?
— Não. – Haley a abraçou. – Mas precisa curar agora.
— Porque tudo isso aconteceu? – Penelope se sentiu fraca. – O que está acontecendo? Minha mão está dormente.
— Eis o motivo. – Haley apontou para a luz.
Em um piscar de olhos elas estavam no quarto de Penelope, vendo Derek apoiado em sua mão. Ele estava arrasado com isso.
— Ele me ama. – Penelope sorriu. – Eu não posso deixar ele ainda.
— Assim como eu não queria deixar Aaron. – Haley constatou. – Vamos fazer um pequeno passeio por tudo o que aconteceu entre os dois e depois você decide se quer viver.
Garcia concordou com a cabeça e a seguiu. Ela sabia que voltar era a única opção para viver esse amor.
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