— Qual o nome da nova analista? – Derek perguntou.

— Gomez eu acho. – Reid não tinha certeza.

Derek andou até a garota.

— Desculpe-me Gomez. – Derek tentou. – Ei Baby Girl.

Ela virou, com um sorriso presunçoso e Derek se encheu de amor.

— Baby Girl? – Penelope tinha o deboche.

— Desculpe. – Derek tentou concertar. – Eu não sabia...

— Tudo bem. – Ela o interrompeu. – Eu já fui chamada de coisa pior.

Eles se olharam por alguns segundos. Derek se apaixonou por ela e ela também.

— O que eu posso fazer por você? – Ela colocou seu sorriso para jogo.

Atualmente...

— Foi isso que fez vocês se conhecerem? – Haley perguntou, sentando em um pedaço de grama no campo.

— Um pouco embaraçoso, não? – Penelope não achava de verdade. – Ele me agradeceu com um sorriso depois.

Penelope tinha uma expressão triste agora. Olhando para o dedo, o anel estava lá, mas ela não podia tocar.

— Qual o problema? – Haley notou a expressão dela.

— Hoje seria nosso casamento. – Penelope deitou-se na grama. – E o dia que nossa filha estaria no altar com a gente. Eu a vi com Spencer quando passamos no corredor.

— Hey. – Haley tentou confortar. – Você sabe que pode demorar um pouco, não é?

— Não deveria. – Penelope começou a chorar. – Preciso sentir minha filha.

— Derek havia prometido a Reid que levaria Haley para você. – A senhora Hotchner viu o quão bonito soava. – Ainda não acredito que aquela princesa tenha meu nome.

— Foi mutuo entre Derek e eu. – Ela lembrou. – Estávamos entre Haley e Esther. E no final ficou Haley Esther.

— Parece perfeito. – Haley disse. – Tenho outras lembranças para você lembrar.

Ela pegou a mão de Penelope e levou para outro lugar.

Sentara Virginia General Hospital.

Derek tinha as mãos nas de Penelope. nenhuma previsão foi dada de fato. A única coisa que ele sabia é que podiam ser meses nesse lugar. Ela nunca tinha ficado mais que uma noite em um lugar como esse antes de sua vida mudar completamente no primeiro sequestro.

Seus pés descansavam no sofá, mas a mão continuava protetora na dela. O quarto estava cheio de flores cortesia de David Rossi. Esse parecia ser um lugar muito sério, sem cores e chato. Ele arrumou flores coloridas e garantiu que elas fossem trocadas assim que perdessem o brilho e a cor. Então elas seriam depositadas em um único lugar para que florescessem se quisessem.

Reid estava passando seus dias com Haley e estava gostando. Abby o ajudava a cuidar da bebê. Ele a levou para ver Penelope todos os dias na última semana, a primeira que ela estava lá.

A garotinha tinha quase um mês e era feliz feito a mãe dela. Ele a colocava em seu colo e a embalava. Ele adorava cuidar dela.

Hotch e Prentiss estavam juntos agora. Eles prometeram contar a todos assim que Penelope abrisse os olhos, mas eles não sabiam quanto tempo poderia levar.

Em algum lugar na realidade alternativa...

— Eu preciso voltar. – Penelope murmurou para a senhora Hotchner. – E eu não quero estar aqui.

— Temos que ver onde você errou. – Haley a fez ficar.

— Como estar nesse apartamento vai fazer eu ficar bem? – Penelope estava desconfortável. – Aquele dia, Gideon e eu trabalhamos juntos e Derek nem me deu a mínima.

— Você sabe o que aconteceu depois do caso ser fechado? — Haley sabia o que aconteceu.— Não com Aaron. Com Morgan.

— Ele disse que iria para casa. – Penelope respondeu. – E era para mim ligar.

— Você ligou? – Haley estalou os dedos e o cenário mudou. – Vamos ver.

Apartamento de Penelope...

— Estou bem Derek. – Ela havia chorado. – Eu vou tomar alguns comprimidos e dormir.

— Está bem Baby girl. – Derek falou do receptor.

Penelope desligou o telefone e chorou um pouco e depois seus olhos se fecharam e ela dormiu profundamente. Uma chave foi colocada em sua porta e Derek a abriu.

Ele estava preocupado por ela não ter atendido sua ligação e resolveu vir ver.

Ele entrou no quarto e a viu dormir. Puxou o cobertor sobre ela. Ele a observou por longos dez minutos, antes de fazer um pouco de café e colocar frutas frescas que ele comprou.

Ele deu um beijo nela e saiu. Nunca comentando sobre o episódio.

— Ele mentiu para mim. – Penelope estava chocada. – ele disse que minha mente estava pregando peças.

— Então está chateada? – Haley não entendeu. – Talvez a razão de ele não dizer seja porque ele seja o segredo dele com você.

— Eu o amo tanto agora que não sei o que pensar. – Penelope confessou. — Eu preciso voltar.

— Há algo que você precisa ver. – O cenário mudou de novo.

Sentara Virginia General Hospital.

Um mês se passou desde que ela foi colocada aqui. Eles tinham uma previsão finalmente. Dez meses. Se passasse um dia, ela nunca mais iria voltar.

Haley cresceu nesse tempo. Agora ela passava mais tempo com Derek, mesmo no hospital. Spencer precisou voltar para as operações de campo, a licença da equipe NCIS acabou e Albert Leone não era mais uma ameaça depois da bala de Rossi atingir sua coluna durante a captura.

Para isso ficar bom, faltava Garcia acordar. JJ vendeu o vestido que ela iria usar. Ele compraria um melhor quando tudo se resolvesse.

Em algum lugar na realidade alternativa...

— Porque estamos no Alasca? – Penelope estava curiosa. – Não é como se eu quisesse estar aqui outra vez.

— Da primeira vez você testemunhou algo horrível. — Haley falou. — Você sabe como ele reagiu ao ouvir você gritando?

— Não. – Penelope confessou.

Pousada da Carrie...

Derek sabia que sua menina estava na sala, rodando o programa de buscas e com alguém no telefone. Então tudo ficou quieto e ele imaginou que fosse quem quer que fosse, havia desligado nela.

Ele fechou os olhos, pensando nas vítimas e em Penelope. ele ouviu a porta abrir e fechar no andar de baixo. Ele internamente rezou para que não fosse Penelope saindo a essa hora.

Então ele tentou dormir. Ele se levantou ao ouvir um grito. O grito dela. Ele correu pegando casaco na cadeira e saiu, encontrando Rossi e Hotch no caminho.

— É Garcia. – Reid anunciou chegando perto.

Todos correram. Derek estava perto dela em minutos vendo ela tentar fazer o homem voltar à vida.

Com a ajuda de Hotch, ele a levantou e a segurou protetoramente com ele.

Ele a levou para a pousada.

Em algum lugar na realidade alternativa...

— Isso não significa que ficamos. – Penelope disse. – Ele só queria que eu dormisse.

— Está pronta para a decisão, Penelope Garcia Morgan? – Haley fez questão de usar o sobrenome de Derek. — Está na hora.

— E quero voltar. — Penelope declarou.

Ela começou a ficar sonolenta e então caiu no chão, mas ao invés de bater em algo duro ou mesmo bater em algo, ela sentiu suas costas macias no colchão da cama de seu quarto.

Derek sentiu que a mão dela apertou a dele. Ele não esperava que fosse algo falso. Ele não suportaria isso.

Então sentiu de novo e olhou para ela. Seus olhos ensaiavam uma dança por baixo das pálpebras.

— Acorde para mim, Baby Girl. – Derek pediu. – Já está na hora.

Então simplesmente aconteceu. Seus olhos se abriram para ele e ela o olhou bem fundo.

— Derek? – Ela conseguiu mesmo com o tubo na boca.

— Bem-vinda de volta, Baby Girl. – Derek sorriu. – Vou chamar o médico.

— Espera. – Ela conseguiu.

— Depois bebe, ok? – Derek a aconselhou. – Relaxe agora.

Então ela virou e viu o berço e ela colocou os olhos em Haley a olhando com olhos grandes. Ela entendeu agora.