La Vita Rosa.

8 Someone To Watch You.


Hotch insistiu que Penelope tivesse um segurança com ela sempre que precisasse ir a algum lugar. George não estava nem perto de ser pego e ela estava em uma pequena briga com Morgan.

Ela voltou para seu apartamento. Anderson foi designado para a acompanhar. Era solteiro, mas tinha uma filha com uma garota.

— Eu vou jantar. – Penelope anunciou. – Quer vir, Anderson?

— Sim. – Ele pegou a bolsa dela e eles saíram.

Eles foram ao The Cooler, um restaurante excêntrico no Norte de Washington. Era realmente rustico. Eram comidas frias, mas com um sabor único.

Ordenando uma sopa de tomate para ele e uma sopa de cenoura para Anderson, eles trocaram idéias e brincadeiras. Ela perguntou sobre a filha dele e ele lhe disse como ela estava com quase um ano e a amava.

Anderson foi tirar o dinheiro para pagar, mas ela o deteve.

— Eu te convidei Anderson. – Ela passou o cartão para o homem. – A vista.

Na mesa mais ao fundo, um homem os observava. Desde que eles entraram ele estava fingindo entre uma sopa de cenoura e um copo de chá.

Anderson ajudou Penelope a levantar e a ajudou abrindo a porta.

— Alguém já disse que você é um anjo colorido, Garcia? – Anderson disse. – Você deveria perdoar Derek.

— Ele está assim porque eu deixei a casa dele. – Penelope confessou. – Ele abriu seu coração e eu o joguei embaixo de um carro.

— Eu não me casei com a mãe de Michelle. – Anderson tinha magoa. – Os pais dela a encheram de mentiras.

— Sogros são ruins na maioria. – Penelope estava concentrada nos seus sapatos. – Mas tem razão. Vou deixar Morgan saber o quanto eu estava errada.

O homem que os observava se aproximou com a arma em punho.

— Carteiras e bolsas. – Ele falou. – Seu celular.

Ela passou tudo. Anderson fez o mesmo.

— Eu posso ajudar você. – Penelope disse assustada.

Anderson tentava tirar ela da linha de tiro.

— Você quer me ajudar? – O homem parecia nervoso.

— Sim. – Penelope respondeu. – Eu quero te ajudar.

— Apenas a deixe ir. – Anderson estava na frente dela. – Certo?

— Você merece morrer. – Ele desviou Anderson e atirou direto em Penelope.

Anderson partiu para cima do homem, acertando dois tiros no bandido que caiu imóvel.

Chegando rápido ao lado de Penelope, inconsciente e sangrando no chão, ele fez o melhor para pressionar as feridas e chamar uma ambulância.

— Agente Grant Anderson. – Anderson rasgou um pedaço de blusa. – Sou do FBI. Preciso de uma ambulância na Key West com Woods.

Anderson rasgou a camisa de Penelope a procura de outros tiros.

— Um tiro no peito. – Anderson continuou. – Ela está sangrando demais. Pulso fraco e rápido. Preciso disso urgente.

Derek estava em Ohio com a equipe. Ele estava passando um perfil quando sua boca congelou e sua voz não saía.

Hotch o mandou se aclamar e terminou a instrução. Ele e Rossi foram para perto de Derek chorando.

— Qual o problema, Derek? – Rossi era o pai da equipe. – Qual o problema?

— Penelope. – Ele respondeu. – Ela e o agente Anderson foram atacados.

— Santo deus. – Hotch levou a mão a boca. – Diga que ela está viva?

— O agente Anderson conseguiu dominar o agressor e matou. – Derek continuou, sem ligar. – Ela levou um tiro no peito e está em coma.

Derek olhava para as próprias mãos. Porque diabos ele ainda estava aqui?

— Eu estou indo até lá. – Derek disse. – Eu não vou ficar fora desse caso.

— Quem está com ela agora? – Rossi estava preocupado.

— Cruz. – Derek disse imediatamente. – Montou guarda por lá.

Derek passou por todos e pegou sua bagagem. No momento que Hotch e Rossi voltaram eles ficaram desolados.

Hospital Naval de Washington...

Washington, D.C.

Cruz se sentou ao lado de Garcia. Aqueles malditos tubos na boca dela eram a última coisa que ele desejava. Garcia sempre foi ativa e ver ela de olhos fechados e tão calma era assustador.

Ele começou a conversar com ela. Ele também podia ouvir Reid citando estudos sobre conversas com pessoas em coma.

— Era Derek. – Ele começou. – Eu disse que ficaria aqui até você acordar. Ou até ele chegar.

Ele esperou uma resposta dela. Ele aprendeu a amar essa garota. Algo sobre ela ser totalmente o que seus superiores lhe disseram era uma oportunidade única.

— Garcia. – Cruz levantou de repente. – Me escute. Você não deveria estar ali. Então Derek vai caçar cada um que tentar de matar e você precisa pelo amor de deus acordar. Você pode fazer aquele homem se controlar.

Ele a olhou e suspirou frustrado.

— Vamos Garcia acorde! – Ele exigiu. — Por favor acorde. Acorde!

Ele caiu na cadeira com vontade de um vaso barato para jogar na parede.

Então, duas horas depois Derek entrou no quarto e soltou um grito. Ele correu para o lado dela e pegou seus dedos. Sua mão. Colocando os dedos em sua boca ele beijou.

Cruz viu como a oportunidade perfeita para cair fora. Isso exigiu mais que a justiça. E ele iria precisar de descanso.

Derek sentiu seu mundo girar. Ele pegou a mão dela outra vez. Ele queria jogar algo na parede e descontar a frustação que sentia.

— Baby girl. – Ele começou. – Eu sei que a briga foi tão estúpida e eu quero que você acorde.

Ele fez uma pausa, desejando que ela ouvisse sua voz e voltasse.

— O que eu preciso fazer para você me perdoar? – Ele procurava uma resposta. – Eu sei exatamente o que fazer.

Tirando uma caixa de veludo do bolso ele a abriu. Tirando o anel de pedra grande, o mesmo comprado antes do sequestro, ele colocou no dedo dela.

— Aquela briga estúpida sobre você ainda não estar pronta para um compromisso depois do sequestro, foi a minha pior mancada. – Ele começou. – Eu quero que você saiba que eu estava errado e você certa o tempo todo.

Sua memória voltou para aquele dia.

Seis meses antes...

— Não é que eu não te ame. – Penelope começou. – É que eu não estou realmente pronta agora.

— Quando? – Derek estava chateado. – Não pode deixar aquele homem te tirar seu brilho.

— Ele fez mais que tirar meu brilho, Derek! – Ela enfatizou. – Ele tirou a minha dignidade. Ele me estuprou duas vezes e eu não pude nem resistir.

— Então se você quiser se colocar para baixo você vai fazer isso? – Derek estava nervoso agora. – Quer saber Garcia, talvez você tenha mesmo que voltar para seu apartamento.

Ela saiu sem dizer nada. Ele sabia que ela estava certa. Jogando um quadro na parede, o vidro que se espalhou foi o suficiente para ele se tocar de que ele estava sendo egoísta.

Correndo para fora de casa, ele esperou que ela não tivesse ido. Olhando para os cantos, ele não a viu. Apenas um táxi se afastando.

Ele saiu para correr. Precisava pensar na grande merda que ele fez. ELE. Ele havia feito merda.

Mas ela não queria conversar com ele mais. As chamadas ficaram restritas a ligações de trabalho e o relacionamento foi desfeito.

Ele se odiava, mas ao contrário do que todos achavam, ele nunca mais saiu com ninguém. Horas a fio quebrando paredes para fazer da casa um lugar para ele e Penelope morarem se ela o perdoasse algum dia.

Agora...

Ele ficaria nesse hospital até que ela voltasse ou desistisse completamente. Ele entraria para um seminário se ela fosse embora.

— Deveria ter me chamado. – Fran Morgan disse da porta.

— Mãe. – Derek estava surpreso. – O que faz aqui?

— Conhecendo a garota que roubou seu coração. – Ela disse. – Esta é Penelope?

— Ela foi baleada. – Derek disse. – Outra vez.

— Quando foi a primeira? – Fran estava surpresa com essa informação.

— Há dois anos, sete meses, quarenta e cinco dias, duas horas, vinte minutos e 34 segundos e subindo. – Derek disse com precisão. – Não há como esquecer.

Fran se sentou ao lado do filho. Eles ficaram por um tempo em puro silêncio.