La Vita Rosa.
7 Nightmares.
Três dias depois...
Quando a médica anunciou que Penelope estava pronta para sair, Derek respirou aliviado. Os três foram de choros, reencontros e muita tensão em torno a uma possível gravidez.
Ela não saberia ainda. Precisava de mais alguns dias para descobrir se isso acontecia.
Emily tentou tirar Penelope dessa neurose e consolava ela o suficiente. JJ passou leis sobre aborto legalizado nos EUA. Parecia ser errado, mas parecia tão certo ao mesmo tempo.
Todos disseram que a apoiariam se ela tivesse um bebê disso.
No segundo dia, para desprazer de Derek e principalmente de Penelope a comitiva dos irmãos de Penelope vieram visitar. Garrett achou uma boa coisa para Penelope rever seus irmãos degenerados.
Quem dera eles tivessem declinado. Seria menos constrangedor. Carlos, Eddie, Many e Rafe Garcia chegaram juntos ao hospital. Nenhum tinha a menor vontade de estar aqui. Garrett teve que insistir e ameaçar para eles terem um pouco de vergonha na cara e virem visitar sua irmã.
Derek nunca viu homens tão idiotas juntos. Nenhum se sentia à vontade de estar aqui. A tensão estava alta.
Many e Eddie se colocaram longe de Penelope enquanto Rafe ficou perto da porta. Carlos se aproximou de Derek e o cumprimentou. Dando um sorriso falso para sua irmã, eles ficaram em silêncio. Era muito estranho. Um velório teria mais conversa do que esse quarto inteiro.
— Então. – Derek quebrou o gelo. – O que acham do clima?
Puta merda! Foi uma pergunta muito aleatória até para Derek.
— Acho que vai chover. – Carlos respondeu. – Eu realmente acho interessante a chuva. Não há muita por aqui.
— Lá em quântico temos neve. – Derek argumentou. – Pen e eu saímos na neve sempre que dá. Fazemos anjos de neve.
— Há quanto tempo estão dormindo juntos? – Rafe perguntou, ganhando um olhar nervoso de Penelope.
— Estamos juntos a cerca de seis anos. – Derek não deixou Penelope responder. – Trabalhamos juntos todo esse tempo.
— Sabe que ela é especialista em hacker coisas, né? – Many colocou. – Quando ela conseguiu o emprego no FBI quase achamos que era uma piada sem graça.
— Porque acha isso? – Derek entendeu porque ela não gostava deles. – Ela é a melhor de todos naquele prédio federal.
— Bem. – Many começou. – Ela hackeou dezenas de sites de experimentos cosméticos e foi pega.
— E nosso chefe gentilmente ajudou ela a entrar para o governo. – Derek dava um olhar para Penelope. – Acho que podemos dizer a eles, não é Baby girl?
— Eles não vão gostar, Chocolate Adônis. – Ela devolveu. – Eles nunca souberam sobre você.
— Baby girl? – Carlos perguntou divertido. – Chocolate Adônis? Vocês têm seus próprios apelidos?
— Entre vários outros. – Ela respondeu. – Ele é meu chocolate Adônis, chocolate Thunder, Baby Boy, Sugar Shack, entre vários outros.
— E ela é minha Baby Girl, Deusa, Queen, Mamma, Solace. – Derek colocou um beijo nos lábios de Penelope. – Eu ficaria a noite inteira falando todos.
— Penelope. – Many começou. – Viemos te levar com a gente. Todos nós quatro decidimos que como somos os seus parentes na sua lista de emergências, deveríamos te levar para casa.
— Vocês não estão na minha lista de emergência. – Penelope disse, sem piscar. – Vocês me abandonaram depois da morte dos nossos pais e nem ligaram mais para mim. Me culparam por tudo de errado. – Ela fez uma pausa para respirar. – Entretanto, minha família agora são meus amigos e colegas do FBI. Derek é o primeiro na lista, o Agente Hotchner é o segundo, Rossi o terceiro, Reid o quarto, JJ a quinta e Emily é a sexta.
Os quatro ficaram de queixo caído.
— Aprecio a visita de vocês garotos. – Ela disse. – Entretanto eu prefiro que vocês vão embora.
— Você vai se arrepender Penelope. – Carlos gritou. – Nós somos seus irmãos, porra.
— Você perdeu isso quando me mandaram embora. – Penelope gritou. – Então poderia ter ficado assim.
Agora Penelope estava na casa que Derek alugou em San Francisco. Era errado estar aqui ainda, porém ela tinha que ficar para prestar seu depoimento. George ainda estava à solta, então Reid e Emily também estavam aqui.
Era aproximadamente três da manhã quando Penelope entrou em um sonho horrível.
Ela abriu seus olhos e não estava na casa com Derek. Ela andou pelo corredor e entrou em uma sala. Depois de abrir a porta, ela viu sua mão manchada de sangue fresco. Ela entrou na sala e no mesmo instante, uma mão veio até a boca dela, junto com um pano cheio de alguma coisa.
Penelope se debatia na cama, nervosa. Derek sentiu a pancada nele e acordou querendo descobrir o que era afinal. Penelope murmurava palavras desconexas durante o sono e jogava as pernas e braços para o alto.
Derek tentou acordar Penelope com o máximo de cuidado. Mas tudo que ele tentou, não deu certo. Foi quando ela deu um grito agudo e cheio de dor que Emily e Reid apareceram.
Segurando a amiga, Emily apenas segurou a mão dela, enquanto Reid sussurrou algumas palavras de conforto. Derek foi para o outro lado oposto de Spencer e fez a mesma coisa que o amigo.
Ela parou instantaneamente. Era quase como um remédio natural. Ela abriu os olhos e viu Derek preocupado e cheio de lágrimas, Spencer tentando prever o que fazer a seguir e Emily ainda mantinha a mão dela em Garcia.
— Eu tive um pesadelo. – Ela parecia realmente envergonhada. – Me desculpe.
— Não precisa, baby Girl. – Derek a abraçou forte. – Depois do que você passou é normal.
— Eu quero ir para minha casa. – Penelope pediu. – Estou morrendo aos poucos aqui. Primeiro o sequestro, depois mês irmãos idiotas.
— você sabe que se voltar vai ficar na minha casa, certo? – Derek avisou. – e se não quiser, vai ser a de Rossi.
— Não estou me importando aonde eu fico. – Penelope disse. – Apenas me leve embora daqui.
— Vou arranjar um voo para amanhã de tarde. – Emily saiu.
— Depois que você terminar seu depoimento e pegarmos os exames. – Derek completou. – Você vai vir para a minha casa.
— Clooney está lá? – Penelope torcia para um sim. – Sinto falta do peludo.
— E eu sei que ele sente a sua, Baby girl. – Derek concordou. – Você o estragou com presentes.
— Todos os que trazem felicidade merecem presentes. – Penelope respondeu. – Todos mesmo.
— Peço para trazer Sérgio? – Emily perguntou. – Vamos P. você vai amar ele.
— Ela já me ama, Prentiss. – Derek ficou ciumento. – Não há jeito de apresentar seu amigo para Garcia.
Emily olhou para Reid e depois para Penelope e Derek e começou a rir.
— O que? – Derek perguntou de repente. – O que é engraçado?
— Sérgio come ração de peixe e faz necessidades em uma caixa de areia. – Ela respondeu. – É o meu gato adotivo.
— Hum. – Derek tentou conter a risada. – Pode trazer sim. Vai ser perfeito.
— Você deveria tentar dormir, Garcia. – Reid usou sua pose de Hotch. – Você sabe que o corpo humana precisa de mais ou menos oito horas de sono ininterruptas para um humor humanamente aceitável.
No momento em que ele terminou de falar, Penelope e Derek estava dormindo.
— Sempre funciona, não Reid? – Emily o cutucou. – Eles parecem estar dormindo.
— Vamos dormir também, Emily. – Reid sorriu. – Senão pareceremos zumbis.
Ambos foram para suas camas. Emily colocou a coberta em si e adormeceu na mesma hora. Ela estava obviamente cansada. Reid ainda conseguiu ler a metade de "Guerra e Paz" antes de dormir.
Morgan estava dormindo abraçado com Penelope, como se a vida de ambos necessitasse de abraços. Não era momento para lembrar de George.
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