La Vita Rosa.
29 Ice Kiss.
Tanto Spencer quanto Penelope foram liberados do hospital um mês depois. Nesse tempo, Willian tentou se aproximar de Penelope, mas sempre que ele aparecia, era como se ela perdesse seu brilho.
Era lógico que ela tinha uma ideia porque trabalhando com seu filho, ela o investigou quando Spencer achava que ele era um assassino. Ele sabia sobre as habilidades dela, sobre como ela foi recrutada na BAU e o quanto seus colegas a amavam.
E então havia Derek Morgan e a bebê Haley. Ele nunca achou que fosse viver para encontrar sua filha e ganhar uma netinha maravilhosa feito Haley Ester.
Quando ele descobriu que Spencer também seria pai, sua felicidade foi completa, apesar e saber que ele nunca poderia pegar o bebê em seus braços.
Todos voltaram ao continente para continuar o tratamento e escondido na parte de trás do avião Willian observava a todos. Ele esperava poder contar a Penelope o porque de deixar ela e a mãe dela.
Quando chegaram a Washington, Penelope preciso ser internada para uma verificação de rotina. Seria um exame simples, mas ela ainda estava com a saúde frágil e recém operada, então precisava ter segurança.
Willian pensou que era a situação perfeita. Ela ficaria lá durante a noite e todos estavam esperando para falar com o médico. Ele entrou no quarto dela e a ficou encarando.
— Posso ajudar? – Ela perguntou para Willian. – Spencer está no outro quarto.
— Eu preciso falar com você, Penelope. – Willian se forçou a responder. – Posso me sentar?
— Claro. – Ela se ergueu o suficiente. – Algo urgente?
— Spencer me disse que você não conheceu seu pai verdadeiro. – Willian começou. – O quanto você lembra dele?
Penelope achou estranha aquela pergunta.
— Apenas flashes dele. – Ela nem sabia o porque de estar respondendo. – Eu tinha dois anos quando ele foi embora.
— Você gostaria de se encontrar com ele? – Willian respirou fundo. – Se tivesse a possibilidade de fazer?
— Talvez. – Penelope deu de ombros. – Apenas para perguntar o porque de ser tão filho da puta em ter me abandonado.
— Certo. – Willian estava decidido. – Penelope. eu sou seu pai.
Ela olhou em choque para ele e tentou não se desesperar. Apesar disso, ela começou a se sentir tonta e quando percebeu, acabou caindo da cama direto para o chão.
Willian se apressou, mas era tarde e a cabeça dela bateu com força no chão, alertando Spencer e Derek.
Reid praticamente engasgou ao ver Penelope caída, enquanto Derek a pegou nos braços e tentou fazer ela acordar. Spencer ficou vermelho de raiva e fez Willian sair dali na mesma hora.
O médico veio examinar Penelope e a colocou em uma IV com um remédio para dor.
— Qual é o seu problema? – Spencer praticamente gritou. – Ela está se recuperando.
— Eu precisava contar para ela quem eu era. – Willian tentou se defender. – Ela teve um pequeno problema de desmaio.
— Fique longe dela, pai. – Reid falou. – Porque ela é a coisa mais doce que existe nesse mundo inteiro. Não preciso de você a fazendo se sentir mal.
— Spencer! – Derek chamou o amigo e olhou enfurecido para Willian. – Ele está pronto para falar com a gente.
Reid se afastou. Willian decidiu dar um tempo em tudo. Ele saiu do hospital e foi para casa. Ele estava dirigindo pela estrada, lembrando de cada momento nos dois primeiros anos em que Penelope havia ido embora.
Não que isso o tornasse menos santo. Ele estava tendo um caso com sua secretaria. E isso o fez perder sua filha. Quando ele conheceu a mãe de Spencer, ele achou que era a mulher certa. E era. Mas quando ela ficou doente ele deu o fora com medo.
Penelope lentamente voltou a si. Ela não entendeu. Talvez tudo fosse um sonho ruim.
— Fico feliz que seus olhos estão abertos. – Derek deu aquele sorriso grande. – E você é sempre bonita quando dorme. – Ele beijou sua cabeça. – Se sente bem?
— Tirando a dor de cabeça que eu sinto? – Ela tentou ser positiva. – Parece que fui agredida com um taco de golfe.
— Bem, você bateu a cabeça no chão, então pode ser considerado. – Derek disse. – Se lembra de algo de antes?
— Apenas o pai de Reid dizendo que eu filha dele. – Penelope sabia que não tinha sido um sonho. – Derek, porque ele diria uma coisa assim para mim?
— Eu prefiro que Spencer te esclareça, ok? – Derek apenas disse. – Eu já sei o que é, mas eu prometi que Reid seria o único a te contar, então não fique brava comigo.
— A quanto tempo vocês sabem sobre qualquer coisa? – Ela parecia chateada.
— Desde o dia seguinte a operação. – Derek a viu ficar triste. – Reid queria esperar você ficar melhor e me obrigou a ficar calado. E eu não iria dizer nada, é um assunto delicado.
— Ele planejou contar hoje depois dos resultados do exame, mas o pai dele veio e estragou. – Derek parecia realmente chateado. – Pen, você me odeia?
— E por que eu odiaria você, Derek? – Ela sorria para ele. – Eu apenas te amo mais porque você manteve essa promessa para Spencer. E eu vejo que você é confiável demais.
— Você é mesmo real, mulher? – Derek perguntou. – Em outros universos você me mandaria para o inferno, me diria para sumir da sua vida e de Haley e....
Penelope o puxou para seus lábios apenas para calar a boca dele.
— Você fala demais, Chocolate Thunder. – Ela brincou quando se separou dos lábios dele. – Gaste esse tempo me beijando.
— Espere até ser liberado por esse médico, Baby Girl. – Derek sussurrou sedutoramente para ela. – Haverá uma punição te aguardando.
— Promessas, promessas Derek. – Ela sorriu para ele. – Muitas promessas, pouco divertimento.
— Lembre-se que Spencer quer falar com você. – Derek a abraçou com força. – Eu sei que terá muita coisa para entender.
Ela foi liberada na manhã seguinte. Derek a levou para sua filha e sua casa. entrando no lugar, uma grande faixa foi estendida com 'Bem-vinda Oracle" em letras grandes e balões rosa e roxo.
Sérgio usava um laço vermelho que contratava com seu pêlo preto. Clooney usava um laço azul. Haley agora já tentava falar alguma palavra, mas tudo que saia eram pequenas balbucias que ganhavam risadas de todos os presentes.
Havia toda sua equipe, havia Reid ansioso pela conversa e Então haviam Fran, Sarah e Desire a sua espera.
Cada um ganhou abraços. Eles jogaram conversas fora, brincaram, riram, lembraram de pequenos momentos e então Reid a chamou para a conversa.
Eles se sentaram na varanda. Em silêncio por alguns minutos, até que Reid tivesse juntado cada fato que conseguia. Ele geralmente faria um discurso, mas isso era diferente.
— Eu quero dizer que sempre quis falar isso. – Reid estava claramente inseguro. – Eu fiz o exame porque tinha tantas coincidências no nosso passado.
— Precisamos entender. – Penelope suspirou. – Eu não estou chateada com você na verdade. – Ela confessou. – Na verdade, eu sempre quis saber sobre isso. Desde o caso em que seu... Nosso pai foi suspeito.
— Eu não citei seu nome naquele caso. – Reid começou. – Depois que concluímos e tudo foi esclarecido, eu me sentei com meu pai e minha mãe no hospital e mostrei sua foto.
Ela soltou a respiração que ela nem notou que estava presa.
— Ele disse que você era muito parecido comigo. – Spencer disse. – Ele disse que havia tido uma filha dois anos antes, que ela se chamava Penelope e que ela sumiu depois de uma discussão.
— Minha mãe nunca me contou sobre ele. – Penelope fechou os olhos. – Eu vivi com meus meios irmãos e eles eram rudes comigo. Abusos físicos e essas coisas.
— Eu não sabia sobre essa arte da sua vida, Penelope. – Reid virou para ela. – Ninguém da nossa equipe.
— Não é a melhor parte dela. – Penelope confessou. – Na verdade, eu prefiro esquecer.
— Derek sabe sobre os pesadelos? – Reid estava preocupado.
— Eu nunca os tive quando estava com ele. – Penelope confessou. – Ele sempre me protegia nos braços dele, mas acho que eles estão voltando.
Pegando sua mão na dela, Spencer apenas fez círculos nela.
— Me deixe lidar com eles, Penelope. – Reid pediu. – Apenas um susto.
— Deixe-os Spencer. – Ela acariciou sua bochecha. – Eles não além sua prisão. E se você for preso, meu coração vai se quebrar. Porque agora que eu sei que temos o mesmo pai, eu quero você mais perto de mim.
— Abby vai deixar o NCIS. – Reid informou. – Ela vai vir morar comigo na reta final da gravidez.
— Venha morar comigo, Derek e Haley. – Penelope perguntou. – Se eu tiver todos vocês e esse bebê eu nunca vou me sentir sozinha.
— Tem certeza que Derek quer isso? – Spencer estava receoso.
— Toda a certeza. – Derek apareceu por trás. – Estava ansioso para pedir isso a vocês. Ela me perguntou se podia ter o menino maravilha morando conosco porque família precisa ficar junta.
— A casa é grande Spencer. – Penelope disse. – Há um quarto lindo na parte de cima. Tem o meu e Derek, tem o de Haley e tem mais três. Ele pode ser seu e de Abby e um para o bebê.
— Abby vai adorar isso, eu espero. – Spencer se levantou. – Eu realmente amo você, irmãzinha.
— Acho que as coisas vão melhorar agora. – Derek assumiu o lugar de Reid. – Pen, o que foi?
— Acha que eles podem querer se vingar de mim? – Ela estava distraída. – Eu nunca contei a ninguém sobre isso, mas eles podem querer se vingar por aquela vez no hospital.
— Vamos te manter segura Penelope. – Derek também tinha essa preocupação. – Se eles ousarem te machucar, eles vão sair presos.
— Obrigado meu Deus de Chocolate. – Ela beijou sua mão. – Você sempre me protege.
— Eu disse naquela montanha no Alasca, Baby Girl. – Derek se aproximou dela. – Eu vou continuar nesse serviço pela vida toda.
— Bom. – Ela deu um sorriso sedutor. – Acho eu você poderia me punir agora.
— Seu pedido é uma ordem princesa. – Derek a pegou no colo. – Temos quatro horas até Haley começar a cantar.
— É o suficiente, Baby Boy. – Ela beijou seus lábios. – Suficiente.
Eles subiram para o quarto, onde tudo voltaria ao normal.
Do lado de fora, um carro parado no final da rua, olhava para eles. Ele clicava fotos do casal, claramente os vigiando. Ele enviou as fotos da câmera para um endereço na Califórnia.
Eles não estavam seguros por muito tempo.
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