La Vita Rosa.
6 I Love You.
Derek nunca saiu de perto de Penelope. ele foi o único além da equipe médica a ser permitido a ficar com Garcia na sala de exames. Ela se sentia segura com ele.
Era inegável que eles se amavam e tinham medo de admitir. Penelope se sentia segura o suficiente com Derek e tão segura que a mão nunca deixou a dele.
Ela foi colocada em uma sala branca e seu vestido pegado da casa de seu captor substituído por um branco de bolinhas do hospital. Sinceramente, ela preferia o do hospital.
Derek se sentou ao lado dela, em um banquinho, lendo uma revista muito feminina. Ele não queria que ela se sentisse constrangida por ele estar olhando para ela.
Quando a médica chegou, Penelope estava dormindo em paz. Derek prometeu a ela que ele perseguiria seus pesadelos. Isso a fez relaxar.
— Senhorita Garcia. – A médica a chamou. – Estamos prontos para o seu exame.
— Mais cinco minutos. – Ela parecia ter esquecido onde estava. – Tudo bem.
— Vai ser um exame rápido, eu prometo. – A médica se sentou na frente dela. – Precisa de contracepção de emergência?
— O quanto mais rápido melhor. – Ela respondeu decidida. – Não quero adiar muito.
— Você passou dois dias com esse homem. – A médica observou. – O que você fará se engravidar?
— Eu não sei. – Penelope olhou para baixo. – Uma parte de mim quer ver o que acontece, outra parte de mim não quer continuar a provável gravidez.
— Eu vejo que você não tem uma relação estável no momento. – A médica continuou o exame. — Isso poderia ser o crucial para determinar se você gostaria de continuar com a gestação se ela vier a acontecer.
— Eu teria que pensar muito bem. – Penelope confessou. – Sei das estatísticas.
— Certo senhorita Garcia. – A médica afastou a cadeira. – Acabamos seu exame.
— Ele me fez tomar banho. – Penelope respondeu. – Mas eu não cheguei a tomar.
— Acho que temos material suficiente para uma identificação. – A médica pegou uma espátula e um pedaço de papel. – Agora quero ver se você tem algum tecido sob as unhas.
Penelope estendeu as mãos e a doutora passou por ela. Raspando por debaixo das unhas, a médica fez com que ela se sentisse bem.
— Agente Morgan? – A médica chamou Derek. – Podemos conversar um pouco?
— Claro. – Derek guardou a revista e foi para Penelope. – Eu já volto, Pen.
— Estarei esperando. – Ela deu um sorriso tímido para ele.
A médica levou Derek para a sala de consultas ao lado, se certificando que Penelope não escutasse a conversa.
— Conseguimos material genético na região intima suficiente. – Ela começou. – A senhorita Penelope disse que ele a fez tomar banho, mas talvez ela possa ter feito de algum jeito que deixasse evidências.
— O que quer dizer? – Derek queria saber ainda mais.
— Já ouviu falar do banho a seco? – A médico perguntou. – Ele é feito com um pano úmido pelo corpo.
— Ela conhece as técnicas. – Derek disse. – Sabe o que fazer nesse momento.
— Vamos manter ela por três dias para monitorar o estado dela e manter um coquetel antiviral para ela. – A médica começou. – Como você parece conseguir fazer ela relaxar, seria bom ficar com ela mais um pouco.
— Eu não iria a outro lugar. – Derek se levantou e foi para o quarto de Penelope.
Entrando no quarto onde Penelope estava depois dos exames, ele sentou ao lado da cama dela.
Ele nunca mais queria deixar ela sozinha na vida. Ele ficou lá até que o sono o chamou. Os médicos deram alguns sedativos para Penelope dormir por algum tempo. Derek adormeceu com sua mão na dela. Como sempre deveria ser.
Então Derek entrou novamente em um sonho intenso. Ele não queria voltar aqui. Não agora que ela estava a salvo.
Caminhando pela calçada que levava para a casa dele, Derek percebeu o lugar onde morava em chamas. Ele se lembrou que Garcia estava com ele. Correndo o quanto conseguiu ele encontrou dois bombeiros arrasados.
O fogo consumia a casa inteira. Penelope não estava aqui. Ele caminhou mais a frente e viu uma maca com um lençol cobrindo todo o espaço. Hotch e Rossi o olhando tristes.
— Penelope! – Derek tirou o lençol, mesmo com Rossi e Hotch tentando impedir. – Por favor não.
— Eu sinto muito Derek. – Hotch apenas disse, voltando a cobrir o corpo. – Vamos providenciar tudo.
Então ele acordou no mesmo quarto de hospital. Ela ainda estava aqui e estava viva e segura. Ele a delineou com um dedo e viu o sorriso no rosto dela.
A equipe buscava a casa do idiota. Reid tinha uma descrição parcial e eles sabiam que uma hora ou outra ele iria se entregar. Esse tipo de gente é previsível.
Hotch contou para Rossi sobre a ligação para a polícia que bata com o que eles estavam buscando.
George viu a polícia chegando e dois agentes junto. Ele correu para a parte dos fundos e saiu por um buraco na cerca.
Merda! Agora ele foi pego. Ele precisava urgente recomeçar. Ele tirou as lentes do casaco e foi a um salão de cabelos e se livrou do que podia ser visto em fotos.
Ele saiu de visual novo. Talvez ele deixasse a barba crescer. Ele pegou um táxi até a rodoviária e deu o fora da cidade.
Hotch e Rossi verificavam cada canto da casa. eles sabiam que era o lugar certo quando encontraram a van na garagem. Rossi entrou no quarto, descobrindo o lugar onde Penelope ficou presa. Parecia um cenário de filme.
Algemas na cadeira, cordas na cama. nenhum deles arriscou saber o que ele fez ali. Mexendo nas gavetas do quarto, eles descobriram fitas.
Nenhum deles tinha vontade de assistir. Eles sabiam o que tinham e se perguntaram se Penelope foi filmada. Rossi fez uma nota para si mesmo de encontrar o canalha e triturar ele mesmo.
Hotch entrou no quarto trancado a chave depois de dar um chute e descobrir mais coisas horríveis. As roupas das garotas, junto com um cacho de cabelos e tinham certeza que o último era de Penelope.
— Babaca desgraçado. – Rossi xingou. – Eu vou dar um tiro no meio dos olhos desse animal.
— Vai precisar entrar na fila, Dave. – Hotch falou. – Se não me engano, Derek é o primeiro dela.
— Todos podemos dar um. – Rossi respondeu. – Ele merece.
— Vamos chamar o CSI aqui. – Hotch disse. – fibras, cabelos e qualquer outra coisa precisam ir direto para a análise.
— Alguma coisa sobre Penelope? – Rossi perguntou.
— Vai ficar três dias no hospital. – Hotch estava abatido. – Ela tem marcas de algemas plásticas e foi violentada sexualmente.
— Filho de uma cadela. – Rossi o xingou de novo. – Eu juro que vou transformar esse cara em um toucinho frito.
— Eu estou indo para lá agora. – Hotch declarou. – Você vem?
— Lógico. – Rossi tirou o colete. – Hora de ver nossa gatinha.
— Ela vai ficar feliz de ver você, Dave. – Hotch o cutucou. – Você é um pai para ela.
— Ah. – Rossi suspirou. – Fico feliz que ela me veja assim.
— Derek está em seu modo superprotetor. – Hotch avisou. – Então eu tomaria cuidado com ele, chamando Penelope de gatinha.
— É com carinho, Aaron. – Dave disse. – Não vejo ela como um homem, mas a vejo como minha filha.
Rossi e Hotch foram para o hospital. Eles queriam que ela estivesse bem.
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