La Vita Rosa.

21 Hawaii Five 0


Notas iniciais
Para a felicidade de algumas pessoas, o crossover com Hawaii Five 0 está sendo iniciado.

Todos estavam reunidos na casa de Rossi depois da recepção. Penelope estava com Haley em uma poltrona dormindo. O médico disse que seria natural ela se sentir cansada agora, mas a viagem podia rolar.

Mateo resolveu que era hora de uma folga coletiva. Rossi foi bondoso o suficiente e reservou passagem para todos. E quando ele dizia todos eram todos. Will, Henry e Jack estavam incluídos nessa conta.

Seria uma viagem para descontrair e ser felizes longes dos doentes famigerados. Abby foi com Spencer. Agora que ele sabia que estava vindo um filho seu, ele nunca a deixaria para trás.

Rossi até alugou um jato particular. Penelope ainda tinha medo de quem ela não conhecia. O trauma que Albert a fez passar depois de dar à luz ainda a deixava mal.

Todos arrumados e prontos, o avião partiu rumo as terras havaianas por duas semanas, período que também eram as férias escolares.

Iolani Palace...

Hawaii...

Mais um dia nessa vida e Danno não parecia satisfeito com o jeito "grosso" de Steve. Mais do que isso, depois de ter doado uma parte de si mesmo para ele, sendo generoso, ele havia saltado de um prédio e se machucado.

Como sempre, Steve entrou no QG da Five 0 e foi para a sua sala.

Danno o seguiu e nem esperou Steve se sentar antes de ele mesmo se sentar na cadeira a frente dele.

— Bom dia, Danny. – Steve se sentou e esperou. – Podemos pular para a parte onde você conta o que quer e depois podemos seguir?

— Eu doei meu fígado para você. – Ele começou. – A cirurgia arriscada e todo o tempo de recuperação. Para que? Pular daquele prédio?

— Quando você coloca assim parece que eu sou injusto. – Steve falou. – Eu sou grato pelo fígado.

— O que eu quero dizer é que talvez você possa ser mais... Responsável em suas ações. – Danno disse.

— Certo. – Steve cedeu. – Eu posso te prometer que eu vou tentar.

Chin bateu na porta de vidro e a abriu.

— Temos um caso meninas. – Ele brincou. – E dessa vez é algo sério.

Sheraton Waikiki, Hawaii.

— Eles dizem que tem Day spa, banheiras de hidromassagem e drinks com o luar. – Penelope leu no folheto. – E tudo isso por um preço.

— Não se preocupe Baby girl. – Derek a abraçou. – Faremos tudo em duas semanas.

— Pai! – Jack protestou. – Aqui tem muito sol.

— É o Hawaii amigo. – Hotch sorriu um pouco. – Quando não chove, esse sol está sempre por aqui.

— Protetor solar. – Jack pediu. – E o senhor também.

Hotch passou a garrafa de protetor e Jack passou.

— Trouxe o biquíni? – Will perguntou. – Porque vou amar conhecer as praias com você e Henry.

— Mantenha a mente suja. – JJ riu. – Henry vai estar por perto.

— Senhor. – Um guarda parou Hotch e o restante na porta do hotel. – É uma cena de crime. Poderiam dar um passo para trás?

— Eu não vou dar um passo para trás. – Hotch o desafiou. – O que está acontecendo aqui?

— Um homem foi assassinado e cortado. – O policial estava pálido. – A Five 0 está investigando, mas vai levar um tempo.

— É o único caso? – Hotch começou a querer entrar no caso.

— Quarto em quatro semanas. – O policial respondeu. – Senhor você não pode entrar aí.

Hotch passou por debaixo da fita e seguiu até a cena.

— Com licença? – Steve o chamou. – O que diabos você está fazendo aqui?

— Aaron Hotchner. FBI. – Ele mostrou o distintivo. – Unidade de análise comportamental.

— Steve McGarrett. – Ele estendeu a contragosto a mão. – Força tarefa Five 0 do governador do Hawaii.

A verdade é que mesmo que a equipe saísse da sua jurisdição, o caminho do crime sempre cruzaria por eles. Eles estavam no Hawaii e em uma cena de crime investigada pela Five 0. Hotch tentou argumentar com o chefe da equipe, mas acabou batendo boca com ele. Isso iria longe.

— Eu vou pedir para você sair, agente Hotchner. – Steve tentou tirar o agente de sua cena de crime. – Coopere por favor.

— Eu tenho credenciais para isso. – Hotch tirou a mão de Steve dele. – Eu não preciso do seu jeito bruto de ser.

— Jeito bruto? – Steve estava ficando nervoso. – Posso prender você por desacato.

— Tenta fazer isso. – Hotch sabia que estava fazendo uma cena.

— Que tal fazermos as pazes? – Danny tentou intervir.

— Não! – Ambos gritaram e voltaram a se encarar.

— Eu não vou pedir desculpas. – Hotch falou. – Ele começou.

— O que você disse? – Steve empurrou Hotch que caiu no chão.

O resto foi história. Danno e Chin conteram Steve e Rossi e Morgan conteram Hotchner.

Ambos foram levados para a delegacia para esclarecimentos.

Rossi olhava para o amigo, uma cara cheia de desgosto e chateação.

— Eu não me arrependo, Dave. – Hotch falou, parecendo criança. – Ele que começou.

— É esse o exemplo que quer passar para Jack? – Rossi parou o carro por alguns segundos. – Porque se for fazer isso um hábito vou ter que tomar ele de você.

— Você não faria. – Hotch o olhou chateado. – Depois de Haley eu prometi cuidar dele.

— Estávamos em uma cena de crime de outra equipe, Aaron. – Rossi começou. – Um pouco de por favor faz bem.

— 4 mortes em quatro semanas. – Hotch exclamou quando Dave pôs o carro em movimento. – É claramente algo que BAU pode investigar.

— Vamos ver essa sua confusão primeiro. – Rossi suspirou. – Depois vamos fazer as coisas certas.

Enquanto isso, Danny dava uma de suas palestras a Steve.

— Você ama uma briga, certo? – Danno perguntou. – Agora você tem um olho roxo.

— Ele começou. – Steve reclamou. – Ei! Toma cuidado.

— Eu deveria era deixar você sem nada. – Danno passou a bolsa de gelo para Steve. – Assim você saberia que é contra a saúde entrar em todas as brigas.

Eles estavam quase na delegacia. Duke os aguardava para tomar seus depoimentos. Apesar de eles não pressionarem denúncias contra o outro, ele queria as versões para o relatório de incidente.

Deixou dois guardas a postos, caso tivesse que separar ambos de novo.

O bate-boca acabou na delegacia. Hotch e Steve sabiam que eram como crianças, brigando por lego, mas Hotch carregava o gene da lei e Steve tinha muito de seu pai consigo.

Eles se sentaram em lados opostos da mesa, tentando ao máximo se afastar.

— Quem vai começar? – Duke sabia como os dois eram difíceis.

— Ele me empurrou na minha própria cena de crime, Duke. – Steve começou.

— Eu já pedi desculpas! – Hotch gritou. – Você é um cara sensível.

— Eu sou sensato. – Steve retrucou. – Você invadiu minha cena de crime, — Me chamou de bruto.

— Vamos manter a limpo de dizer que você me jogou no chão como uma criança mimada. – Hotch implicou.

Ouch! Isso foi ruim. Duke resolveu acabar com aquilo.

— Certo. Certo. – Duke acabou com a nova briga, claramente se formando ali. – Eu vejo que seus egos são grandes juntos. Agente Hotchner se você não deseja pressionar acusações eu sugiro que você e o comandante McGarrett trabalhem juntos.

Hotchner se virou para Duke apontado para ele e Steve.

— Steve. – Duke falou. – Talvez devesse ouvir o agente Hotchner. Tenho certeza que ele trouxe crianças com ele e não seria algo bom para elas.

Os olhos de ambos se abriram. Primeiros encontros nunca funcionavam de qualquer jeito.

Eles apertaram as mãos em um claro pedido de desculpas.

— Eu sinto muito por tudo isso, agente. – Steve finalmente cedeu. – Eu não sou bom nos primeiros encontros.

— Eu também sinto muito, Steve. – Hotch até sorriu. – A gente trabalha com serial Killers e queremos ajudar nesse caso se possível.

— Seria bom. – Steve cedeu. – Talvez pudéssemos ter uma luz sobre isso.

Ambos saíram juntos da sala. Eles encontraram Danno e Rossi conversando.

— A equipe BAU vai trabalhar com a gente. – Steve disse aos dois. – Depois de uma luz jogada em nossos olhos, decidimos que uma investigação em conjunto é a melhor. E como acabamos com parte das férias de vocês, talvez depois pudéssemos ir para minha casa, fazer um break time.

— Vou informar o resto da equipe. – Rossi teve receio em deixar Hotchner com os dois. – Comporte-se Aaron.

O resto da equipe já estava toda instalada no hotel e Abby havia dito que cuidaria de Haley e das crianças com Will.

Chegando ao QG da Five 0, Penelope se encantou com o lugar, especialmente a mesa digital. Ela pediu permissão para experimentar depois. Estaria em sua lista de presentes com certeza.

Chin, Kono e Jerry observaram o pequeno entrarem e os olhos de Jerry pousaram na loira de óculos. Ele tinha certeza que já conhecia a garota de algum lugar. Ele saiu de perto e buscou nos arquivos. Tinha que ser ela.

— Pessoal. – Steve chamou seus colegas. – Chin Ho Kelly, Kono Kalakaua e Lou Grover.

— É um prazer conhecer vocês agora. – Chin, disse sorrindo. – Eu já vi você em algum lugar. – Ele falou para Penelope.

— Talvez das notícias de sequestro. – Ela tentou adivinhar.

— A única que sobreviveu a aquele cara. – Chin viu a expressão triste dela. – Ele teve o que merecia.

— Esses são os agentes David Rossi, Dr. Spencer Reid, Emily Prentiss, Jennifer Jareau, Derek Morgan, Aaron Hotchner e a analista técnica Penelope Garcia. – Steve os apresentou. – Eles vieram ajudar no caso.

— Acham mesmo que há um serial killer por aqui? – Danno fez a pergunta prêmio. – Quero dizer, há um padrão nisso obviamente. Mas tem certeza?

— Ele mata todas as semanas por quatro delas agora, então o padrão dele é um por semana. – Reid explicou. – As mortes ocorreram todas entre 15H e 30Mim e 16H o que indica que ele tem um trabalho todos os dias.

Reid pegou um dos mapas feito pela equipe e começou a ver semelhanças.

— Houve um caso em 2011 onde o suspeito matava em forma de um quadrado. – Reid começou. – Ele nunca foi pego. Foram oito mortes em dois estados. Ohio e Texas. Quatro em cada uma.

— Acha que ele está aqui? – Chin perguntou.

— Provavelmente. – Reid continuou. – Se ele repetir o padrão devemos encontrar mais quatro corpos.

Todos se olharam. Cada um foi para uma função, entretanto Jerry não quis ficar com Penelope. Ela estranhou isso. Apesar do que alguns achavam ele não estava evitando ela de propósito.