La Vita Rosa.
22 Chezz Killer
Notas iniciais
Todos estavam reunidos na sala principal do esquadrão Five 0. Penelope pilotava a mesa tecnológica e Hotch tinha certeza que precisaria comprar uma para o FBI agora.
Steve havia feito cópia de todos os relatórios dos casos anteriores. Eles não notaram o pequeno padrão se formando. Mas isso não era nada para se preocupar. Armas diferentes, métodos diferentes e diferentes poses, entretanto estava lá o padrão que a BAU tanto amava.
— O suspeito deixa uma peça de xadrez dentro da boca de cada vítima. – Hotch disse. – Antigo e bastante raro.
— Peças de xadrez. – Steve disse. – Mandamos para o laboratório para analisar e eles bateram. São do mesmo kit de jogo.
— Talvez seja uma mensagem clara para nós. – Danno opinou. – "Fique longe ou será próxima vítima."
— Ele pode estar certo. – Reid argumentou. – No jogo, você movimenta a peça e cada vez que "come" uma você basicamente está tirando alguém do seu jogo. No caso a vítima.
— Já descobriram a quem pertence o jogo? – Rossi perguntou.
— Pertenceu a um casal antigo. – Steve pegou o relatório. – Eles foram roubados e o xadrez estava entre as coisas roubadas.
— Identificaram o ladrão? – Hotch perguntou.
— Mais ou menos. – Chin respondeu. – Tínhamos alguém, mas ele tem álibis para todas as mortes até agora.
— Ainda não verificaram sobre hoje. – Derek disse. – Baby Girl, faça a sua pequena mágica.
— Ok. – Penelope tocou algumas teclas e a vida do suspeito se abriu. – Ele é uma pessoa ocupada.
— Por assim dizer. – Kono ficou impressionada. – Como achou tudo isso em tão pouco tempo?
— Segredo de estado. – Penelope deu uma piscada para Kono. – Posso até contar, mas depois terei que te matar. – Penelope riu. – Brincadeirinha boba.
Kono adorou Penelope. Ela não sabia que uma garota poderia ser tão especial como ela, trabalhando para uma unidade anticrimes.
— Tommy Less estava em um pequeno restaurante perto do Hotel Waikiki. – Penelope anunciou. – Cinco minutos do hotel.
— Ele ainda precisaria ter uma história. – Steve comentou. – Chin e Kono verifiquem o restaurante. Cada um vai para uma cena de crime. Ninguém pode ficar sozinho. Se estivermos certos, ele quer nossa atenção e vai fazer qualquer coisa.
Penelope abraçou Derek. Ela não ficaria por perto. Ela estava querendo muito passar um tempo com Haley e poderia trabalhar de la, já que ela fez uma conexão remota com o sistema Five 0.
— Eu te vejo na volta, Derek. – Ela beijou o marido. – Se tivermos tempo poderemos fazer uma caminhada com nossa bebê.
— É claro. – Derek a girou em seus braços. – Tenha um ótimo divertimento com Haley.
Derek foi com JJ até a primeira cena de crime, enquanto Reid foi com Rossi para a segunda. Hotch foi Emily para a terceira e Steve e Danno para a quarta.
Motel seasors...
Tommy Less realmente era o assassino e sabia que eles estavam a sua espreita. Mal sabiam que ele havia praticamente mirado seu alvo em Danno, mas vendo Penelope por lá, trabalhando com seu alvo, ele decidiu que iria levar ambos.
Ele ainda pensava em um plano para levar Danno enquanto o plano para levar Penelope estava em plena execução. Ele descobriu que ela havia pedido um táxi e mandou seu capanga se disfarçar e a raptar bem na cara de todo mundo.
Ele sabia que estava prestes a fazer a roda girar.
Iolani palace...
Danno resolveu acompanhar Penelope. Lou foi com Steve e isso deixou ambos esperando pelo táxi. Eles nem faziam idéia do que iria acontecer.
— É a sua filha? – Penelope perguntou ao ver o papel de parede do celular dele.
— Sim. – Ele respondeu com um sorriso. – O nome dela é Grace.
— A minha se chama Haley. – Penelope disse orgulhosa. – Você tem um carro, certo?
— Tenho. – Danno estava calmo. – Steve se apodera dele, então eu resolvi dividir essa corrida de táxi.
— Porque ele usa o seu carro se ele tem o dele? – Penelope se referia a silverado de Steve. – Ele odeia ela?
— Pequeno problema de fogo. – Danno informou. – Digamos que uma mulher a queimou.
— Sei. – Penelope estava sendo debochada. – Então seu carro virou um tipo de carro compartilhado?
— Algo assim. – Danno disse. – Ele tem mania de dirigir e se ele não faz isso, ele fica dando pitaco no carona.
— Então você simplesmente deixa ele dirigir para fechar a boca dele? – Penelope adivinhou.
— Exatamente. – Danno riu. – É a melhor solução.
O táxi falso se aproximou. Danno abriu a porta para Penelope e depois que ela se acomodou, ele se sentou. O capanga apenas sorriu. Tommy iria ficar em êxtase. Seus dois alvos estavam indo para ele.
Ele acelerou para longe e apertou um botão. As janelas se trancaram assim como a porta e a proteção do motorista. Penelope começou a ficar agitada. Danno batia na proteção e aparentemente tentou quebrar com a bunda da arma, mas o vidro nem rachou.
Foi quando ele ligou um gás nocauteador. Danno tentou proteger Penelope de apagar, mas ambos estavam totalmente desmaiados depois de alguns segundos. O homem ligou o rádio alto e se dirigiu para onde Tommy os queria.
Cena de crime quatro...
Algo estava incomodando Steve desde que deixaram o palácio. Danno era um irmão para todos, mas ele e Steve pareciam ser os mais ligados. E agora algo nele dizia que ele estava com problemas.
Ele sabia que Danno queria ir com Penelope até o hotel onde a equipe BAU estava porque ele queria conhecer Haley e depois ir com Grace comprar um vestido novo.
Apesar disso ele ainda não estava totalmente em paz. Ele pediu licença para Lou e tentou ligar para Penelope primeiro. Discando os números ele esperou ela atender. Um toque. Dois toques. Três, quatro, cinco.
— Hey mortal. – A mensagem eletrônica atendeu. – Se está ouvindo essa mensagem o oraculo de quântico está indisponível. Prometo ligar de volta assim que eu estiver no alcance.
Steve suspirou. Respirando fundo ele apenas achou que era bobagem. Ela poderia estar brincando com Haley e nem ter ouvido seu telefone. Ele discou para Danno, torcendo que ele atendesse.
Um toque. Dois toques, três, quatro, cinco toques. A mesma coisa. Uma mensagem gravada por seu amigo.
— Você ligou para o detetive Danny Willians. No momento estou ocupado, mas deixe sua mensagem e eu te retorno.
Onde diabos eles estavam? Steve se sentou, esperando ter uma iluminação.
— Já tentou a amiga que ficou no Hotel? – Lou o lembrou. – Nenhum deles atendeu.
— Apenas a mensagem gravada. – Steve respondeu. – Vou tentar Abby ou Derek.
Steve torceu para Abby atender o telefone.
— Alô? – Abby atendeu.
— Graças a Deus. – Steve disse ao receber o alo de Abby. – Senhorita Sciuto. Meu nome é Steve McGarrett da força tarefa 5-0. Estou procurando Penelope ou Danny.
— Penelope não apareceu por aqui. – Abby suspirou. – Meia hora atrás recebi uma mensagem que ela estava vindo, mas depois nada mais.
— Tentou rastrear o telefone dela? – A preocupação de Steve só aumentava.
— No palácio Iolani. – Abby respondeu. – Hackeei algumas câmeras, mas ela não está lá.
— Consegue rastrear o telefone do Danno? – Agora Steve estava ainda mais em alerta.
— Mesma localização do de Penelope. – Abby prontamente disse. – Já havia feito isso.
— Onde eles estão? – Steve perguntou assustado. – E o que aconteceu?
— Comandante. – A voz de Abby o tirou do transe. – Eu não queria dizer, mas há uma grande possibilidade de Penelope e Danno terem sido sequestrados.
Steve apenas concordou em silêncio.
Localização desconhecida...
Um adormecido Danno e uma igualmente adormecida Penelope estavam sendo transferidos do taxi falso e colocados em uma van sem placas. Eles seriam levados para uma pequena mina abandonada, muito longe dali onde tudo estava preparado para eles.
Tommy já havia preparado tudo para seus convidados. Havia correntes no teto, na parede e no chão.
Ele torturaria Penelope na frente de Danno e depois a mataria. Em seguida, Danno sofreria as mesmas consequências.
Quando a van chegou, Tommy sentiu seu sangue ferver em antecipação. Vendo seus capangas prepararem os dois, ele apenas se sentou e esperou pelo grande ato.
Danno havia prendido seu irmão por uma pequena trivialidade na visão de Tommy. Um roubo a banco onde ninguém havia se ferido. Ele sempre considerou aquilo a maior das injustiças. Então ele faria o que quisesse com ele e sua nova amiga e depois mataria ambos.
Iolani Palace...
Steve correu para sua sala e se trancou lá. Ele apenas precisava ficar sozinho e não mostrar a fraqueza que sentia. Não que ele nunca chorava, porque ele tinha seus momentos de tristeza.
Porém Danny e Garcia tinham filhos que precisavam deles. Grace não podia ficar sem pai e Haley não poderia ficar sem sua mãe. Se houvesse alguma justiça nisso, ele daria um tiro no meio da testa de Tommy, a quem ele sabia que era o responsável por tudo.
Ele pegou a bola que ele tinha na mesa dele e jogou na parede de gesso.
— Desgraçado filho da puta. – Steve praguejou. – Eu vou te matar.
Ele se sentiu muito bem depois disso, na verdade. Mas ele apenas ficaria bem depois de salvar seus dois amigos e matar Tommy.
Ele ainda teria que dar a notícia para Derek que sua esposa estava desaparecida. Eles ainda queriam entender como o capanga jogou os telefones de Danno e Garcia discretamente.
— Morgan. – Derek atendeu no meio de uma risada. – Alô?
— Agente Morgan. – Steve estava sério. – Aconteceu uma coisa.
Derek parou a risada abruptamente.
— Como assim, Steve? – Derek perguntou, atraindo a atenção de JJ.
— Danno e Penelope. – Steve apenas disse. – Eles foram... Levados.
Um silêncio caiu no outro lado da linha. E assim ficou por um bom tempo.
Fale com o autor