La Vita Rosa.
45 Happy Days.
Seis meses depois...
Chegou o dia do julgamento de Tamara e Darius. Penelope estava na primeira fila, amparada pelos amigos e Derek. Sempre segurando a mão dela apertada, dando confiança a todo momento.
— Todos de pé! – O assistente chamou. – Esse tribunal está em sessão. A juíza Ellen Keen preside.
Ellen Keen era conhecida por ser contra vantagens a pessoas ricas em tribunais.
Tamara e Darius representavam tudo o que ela odiava. O modo como eles trataram Penelope a fazia espumar pela boca.
— Podem se sentar. – Ellen mandou. – Estamos aqui para julgar Tamara e Darius Barnes por sequestro e tortura de Penelope Grace Garcia Morgan. Primeiro me deixe dizer que as fotos foram as mais repugnantes que eu vi em toda minha vida de juíza. A frieza que Tamara e Darius trataram a senhorita Garcia por um motivo totalmente estúpido como um homem, me dá a sensação de que a vida é algo fútil e sem sentido. Qualquer ser humano que se acha no direito de tentar matar alguém por um homem, está dizendo que a vida não vale nada.
Tamara olhou ameaçadoramente para Penelope que se encolheu nos braços de Derek, que por sua vez lhe mandou um olhar com raiva.
Mesmo seis meses depois, ela tinha medo de sair sozinha de casa, estava sempre trancando a porta do escritório em quântico, nunca queria sair para eventos onde estradas isoladas eram necessárias.
Derek sabia que deveria investir em um helicóptero se ele gostaria de levar Penelope para eventos, onde ela precisava de pílulas para ansiedade. Tamara tirou a confiança de Penelope do pior jeito.
— Vamos começar os depoimentos. – Ellen anunciou.
— A promotoria chama a primeira testemunha de acusação. – A promotora chamou. – Agente especial supervisor Derek Morgan.
Derek apertou a mão de Penelope e pediu para Rossi apoia-la enquanto dava seu depoimento.
Ele se sentou na bancada e respirou fundo.
— Jura dizer a verdade, nada mais que a verdade, nada além da verdade? — Um garoto perguntou.
— Eu juro. – Derek respondeu.
— Agente Morgan, qual a sua relação com Tamara Barnes? – A promotora jogou logo a pergunta.
— Tamara Barnes e eu fomos namorados por seis meses há dez anos atrás. – Derek respondeu. – Nos conhecemos em um caso e posso dizer que foi um erro.
— Por que foi um erro, Agente Morgan? – A promotora anotou.
— Eu era chefe interino. – Derek respondeu. – Aaron Hotchner estava afastado na época e Tamara era irmã de uma vítima. Foi um grande erro começar um relacionamento com ela.
— Poderia descrever sua relação com Tamara? – A promotora estava interessada.
— Fazíamos sexo ocasionalmente, mas paramos dois meses antes de acabarmos. – Derek disse diretamente.
— A senhorita Barnes teve um bebê dez meses depois. – A promotora recomeçou. – O quanto sabia sobre a criança?
— Nada. – Derek falou. – Depois do rompimento Tamara e eu seguimos caminhos totalmente diferentes. Um dia ela estava lá e no outro ela havia sumido.
— Então não sabia sobre Thomas ou qualquer situação? – A promotora olhou nos registros.
— Só soube seis meses atrás. – Derek confessou. – Por um dos meus colegas de trabalho. – Derek respondeu. – Penelope havia sofrido uma tentativa de sequestro pelo Sr. Darius na nossa antiga casa.
— Pelo relato no boletim. – A promotora mostrou o documento. – O senhor chegou depois de uma ligação de uma das vizinhas.
— Correto. – Derek afirmou. – Minha antiga vizinha Senhora Rosberg ouviu os pedidos de socorro de Penelope e ligou diretamente a mim.
— Poderia nos contar sobre aquele dia? – A promotora insistiu.
— Claro. – Derek abriu um sorriso. – Vou contar do começo.
Seis meses atrás...
Derek sorriu com a lembrança que em poucas horas a transição para a casa nova estaria concluída.
— Ei Derek. – Reid o chamou de sua frente. – Quando chegarmos em casa, podemos cozinhar algo especial para as garotas.
— Não sabia que você cozinhava, Spencer. – Derek brincou. – Abby te domesticou?
— Um homem tem que saber fazer algo especial. – Reid brincou. – Você nunca sabe quando quer surpreender sua garota. Li um livro de receitas para essas ocasiões e pareceu muito apetitoso.
— Vamos ver, Spencer. – Derek sorriu. – Talvez você me ensine a fazer algo sem carne para Pen.
— Oh. Eu sei de uma salada de feijão divina. – Reid respondeu. – Com azeite extra virgem e vinagre balsâmico.
Derek sentiu o celular vibrar. Ele franziu a testa com uma cara engraçada, fazendo Reid rir.
— Ei Sra Rosberg. – Derek soou amistoso. – A que devo essa honra?
— Sua esposa está pedindo socorro. – Ela foi direta. – Eu tenho certeza que ela está em apuros.
— Por favor, se tranque em casa e fique vigiando. – Derek gritou desligando o telefone. – Hotch! Dave!
Ambos saíram confusos de seus escritórios.
— Derek! – Hotch repreendeu o agente. – Mas que diabos?
— Penelope. – Derek apenas disse. – Minha vizinha disse que ela está pedindo socorro.
— Vamos. – Hotch entrou e voltou segundos depois com colete e arma. – Reid. Vá para casa proteger as crianças, Fran e Abby.
— Certo. – Spencer correu. – Traga ela de volta Derek.
— Vou fazer isso, Spencer. – Derek estava frustrado.
Hotch pulou no SUV com Morgan ao seu lado e Rossi atrás, ajustando a arma. Eles não mediriam tempo.
Quebrando no mínimo 24 leis de transito ao cortar meia dúzia de carros, Hotch acelerou o suficiente para chegarem a tempo e vivos.
Mal o carro parou e Derek saltou do SUV, pronto para matar alguém.
Agora...
— Então nós entramos. – Derek continuou contando. – Hotch a encontrou no andar de cima, muito machucada e quase sem consciência.
— Obrigado senhor Morgan. – A promotora estava visivelmente abalada.
Ela conhecia por alto o relato, mas ouvir de Derek a fez odiar Tamara ainda mais.
— A defesa quer fazer perguntas? – Ellen perguntou.
— Apenas uma. – A advogada de Tamara e Darius disse. – Quanto tempo depois de terminar com a minha cliente, você caiu na cama com Penelope?
— Dois anos. – Derek disse diretamente. – Eu nunca traí sua cliente. Assim como eu nunca traí Penelope.
— Você tem certeza que sua esposa nunca o traiu? – A advogada presunçosa perguntou. – Ela não pode manter fidelidade com esse corpo curvilíneo.
— Ao contrário da sua cliente. – Derek começou. – Eu tenho certeza que ela nunca me traiu. E eu não preciso de GPS ou dedos duros. Ela é leal ao time, ao FBI e ela nunca traiu seu último namorado antes de mim.
O sorriso da advogada foi substituído por uma carranca. Ela não sabia onde colocaria a cara de vergonha.
— Algo a acrescentar senhorita Fringe? – Ellen perguntou.
— Não senhora. – Maggie Fringe respondeu.
— A testemunha está dispensada. – Elle disse a Derek.
Tamara bufou no banco dos réus. Darius estava calmo por fora, mas estava em pânico por dentro.
— Diante do trauma sofrido pela Senhorita Garcia. – Ellen começou. – Ela apresentou seu depoimento via escrita. O que faz muito mais sentido, já que esses dois a fizeram assustada.
Duas horas depois...
Rossi acabara de dar seu depoimento. Jordan foi a última testemunha a dar seu depoimento e os jurados se reuniram para decidir. A equipe, estava reunida completamente ao redor de Penelope, a protegendo de tudo o que ela poderia sofrer.
Quando os jurados finalmente voltaram, todos se sentaram de volta, apenas Dave e Derek segurando ambas as mãos dela em conforto.
— Todos de pé! – O assistente anunciou.
A juíza entrou então.
— Podem se sentar. – Ellen mandou. – O júri já chegou a um veredito?
A responsável pelo anuncio se levantou, papel na mão e semblante confiante.
— Depois de todos os relatos ouvidos e presenciado o sofrimento da senhorita Penelope, nós do júri chegamos a um veredito justo. – Ela desdobrou o segundo papel. – Nenhuma pessoa deve ditar quando ou como uma pessoa vai amar ou deixar de amar alguém. A frieza que a senhorita Barnes demonstrou nesse tribunal é de preocupação futura. Dito isso, nós a julgamos culpada por tentativa de assassinato, sequestro e tortura. A sentença perpetua servira para lembrar.
— Isso não é justo! – Tamara gritou. – Eu não deveria passar minha beleza toda atrás das grades. Aquela vaca gorda merece.
— Sente-se senhorita Barnes! – Ellen mandou. – Ou será levada a força.
— Cale a boca, sua vagabunda! – Tamara praticamente berrou. – Quanto ela pagou para você? Aposto que ela limpou seus podres.
— Retirem a senhorita Barnes! – Ellen mandou.
— Eu juro que eu vou te matar Penelope! – Tamara gritou diretamente para Garcia. – Está me ouvindo? Você é uma pessoa morta quando eu colocar minhas mãos em você.
Derek a apoiou contra o peito.
— Quanto a você, senhor Darius, está apto a injeção letal daqui a três dias. – A jurada terminou sua leitura.
Darius não reagiu. Ele sempre soube que iria acabar desse jeito mesmo.
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