Quando Derek estacionou na frente do hospital, já haviam médicos em espera. Isso deixou Derek mais calmo. O medo de ter Penelope tendo que entrar sozinha era assustadora.

Uma cadeira de rodas e duas enfermeiras eram tranquilizadores. Derek tirou Haley em seu colo, enquanto ela dormia. Ele esperava a chegada de sua mãe para tomar conta dela. Ele estaria na sala de parto. Ele não perderia por nada essa chegada.

Sua mãe chegou com suas irmãs cinco minutos depois e pegou Haley em seu colo, a deixando dormir. Derek fez uma oração ao anjo da guarda e foi para a sala de parto.

— Bem senhorita Garcia. – O médico chegou. – Está preparada para a entrega?

— Sim doutor. – Penelope respondeu. – Mais vai doer?

— Podemos dar uma epidural se quiser. – O médico ofereceu. – Talvez ajude na dor.

— Eu adoraria. – Ela confessou. – Dói muito.

— Em qualquer caso, estamos preparados para uma cesárea. – O médico informou. – Então relaxe e quando eu disser "empurre" você empurra. Certo?

— Ok. – Penelope disse. – Pode me dar sua mão, Derek?

— Sempre. – Ele pegou e entrelaçou os dedos.

Ela parecia linda, até nesse momento. Suor escorrendo, cansada das contrações e pronta para dar ele dois filhos de uma vez. O que ele poderia pedir mais?

— Muito bem, senhorita Morgan. – O médico disse. – É chegada a hora de empurrar. No três. 1.2.3. Empurre.

— Ahhhh! – Ela gritou ao empurrar.

— Certo. – O médico parecia concentrado no bebê. – Mais uma Senhorita Morgan.

Derek estava chorando nesse momento. Ver a mulher de sua vida dando à luz e ele ali, vendo e sentindo tudo era como a coisa mais maravilhosa que ele já teve.

Ela gritou em mais um empurre e desmoronou na maca. Então um choro de bebê invadiu a sala e ele pareceu desmoronar de emoção.

— Parabéns. – O médico apareceu com um bebê. – Esse é o filho de vocês.

Penelope estava em lágrimas e Derek estava em graça. O menino era extremamente parecido com ele. Ele nunca conseguiria superar os olhos castanhos que certamente viram de Penelope. Aquela mulher fazia lindos bebês.

— Certo Penelope. – O médico se acomodou entre as pernas dela. – É hora do bebê número dois.

E como uma repetição divina do primeiro nascimento, Derek parecia ter transcendido quando a menina finalmente veio ao mundo. Dois bebês. Um casal, seus filhos com Penelope.

Penelope estava exausta, mas Derek parecia sofrer de paixão pós-parto. Ela sendo arrumada agora. Ela ficaria no quarto de recuperação esperando pelos filhos. Ele sorriu tão amplamente quando Penelope o olhou e seus olhares se encontraram.

— Você foi incrível, Deusa. – Ele beijou sua testa. – Eu vou te encontrar na sala de recuperação. Vou tirar fotos dos nossos filhos e te mostrar.

— Eu te amo, Derek. – Ela apertou sua mãe. – Você sempre foi o número um.

— Você também Baby girl. – Derek a beijou com carinho, lentamente. – Eu te amo muito. O suficiente para saber que eu deveria ter feito um jogo muito antes disso tudo acontecer.

— Vamos levar ela agora. – A enfermeira atrapalhou. – Desculpa.

— Terminaremos essa troca de amor no seu quarto. – Derek piscou para ela. – Agora, descanse.

Ela sorriu cansada, enquanto a levavam para a recuperação.

Saindo da sala, ele fez mistério sobre o nascimento. Todos olhavam para ele em espera de alguma noticia.

— Eles nasceram! – Derek anunciou. – São um lindo casal.

Todos gritaram de alegria. Fran chorava abertamente. Dave a abraçou e a beijou.

— Penelope está bem? – JJ estava preocupada.

— Ela vai se recuperar agora, mas vai ficar bem. – Derek respondeu. – Vamos lá para o berçário e eu vou mostrar a vocês os bebês.

Todos se dirigiram e pararam na janela. Duas crianças dormiam envoltas em seus cobertores. A menina estava em um conjunto rosa e o menino em um conjunto azul. Mas ambos tinham uma coberta vermelha e os sapatinhos que Fran dera a eles.

— Oh Derek. – JJ exclamou. – Eles são lindos.

— Cada um deles é a combinação entre ambos. – Fran exclamou. – Aw.

Mary Jennifer se agitou um pouco e ficou de frente, arrancando suspiros. Haley se equilibrou em Reid e apoiou as mãos no vidro de exposição.

— Aw. – Ela exclamou. – Eles são pequenos, não é?

— Eles são mesmo. – Reid riu. – No começo todos somos. Depois crescemos.

— Eu posso tocar? – Haley fez olhinhos de cachorrinho. – Por favor, tio Spencer. Só um pouco.

— Vamos perguntar a enfermeira se você pode, certo? – Ele viu quando ela assentiu. – Mas tem que ser devagar e leve. Eles são delicados.

— Certo. – Haley pulou em Spencer. – E depois sorvete, certo?

— Com certeza, mocinha. – Spencer disse.

Batendo na porta, Reid se apresentou e apresentou Haley. A mulher sorriu e depois levou os dois até os bebês. Reid soltou Haley e pegou Mary Jeniffer primeiro.

— Haley. – Spencer disse. – Essa é sua maninha, Mary Jennifer.

— Ela tem uma cabeça grande. – Haley disse. – Mamãe disse que ela comeu um repolho duplo e os bebês estavam dentro dela. Deve ser por isso que a cabeça dela é grande.

Spencer começou a rir baixo. Haley passou o dedo pela cabeça dela.

— Eu acho que ela é muito fofa. – Haley finalizou. – Lembra a minha mãe.

Reid devolveu Mary e pegou Hank.

— Haley. – ele colocou o bebê na sua frente. – Esse é o seu maninho, Hank Spencer.

— Spencer? – Haley perguntou. – Como você, né tio?

— Sim, Munkin. – Reid respondeu. – E Jennifer por causa da tia JJ.

Eles ficaram lá mais alguns minutos. Quando saíram, Derek havia desaparecido. Todos sabiam onde ele estava.

Derek abriu a porta do quarto de recuperação de Penelope e a viu dormindo. Ela estava tão exausta que o médico fez um IV simples com algum remédio apenas para ela ter algum descanso.

Colocando a mão na dela assim como ele fez quando ela foi baleada, ele foi levado para aquele dia outra vez. Ele nunca esqueceria.

2007

Derek respirou o ar da noite depois de sair da igreja onde passou quase a noite toda, pedindo perdão a Deus e algum tipo de iluminação sobre como recuperar sua amizade com Penelope. ele sentiu uma pontada no peito em certo momento da sua oração e não tentou entender.

Era apenas ele ou a noite ficou fria de repente? Ele ligou o celular, desligado desde que chegou a igreja e notou a enxurrada de notificações de mensagens eu seguiu.

Todos haviam deixado um ou duas mensagens, menos Penelope.

— Sem pânico, Derek. – Ele pensou. – Ela ainda está chateada com você.

Ele apertou a primeira mensagem deixada. A hora era pouco depois da meia-noite.

Você tem 11 novas mensagens.

Mensagem 1: Derek. A voz de Spencer parecia assustada. Onde você está? Olhe, aconteceu uma coisa horrível. Me ligue assim que pegar isso.

Ele apertou o pescoço. O garoto estava claramente nervoso.

Mensagem dois: Olha Derek eu não sei o que aconteceu entre você e Garcia e nem preciso saber, mas por favor, pegue seu maldito telefone e me ligue.

JJ estava claramente irritada com algo. Era algo com Garcia pelo pouco que ele conseguiu perceber. Ela não deixou uma mensagem, então ela estava tentando chamar ele, certo?

Mensagem 3: Derek, é o seu chefe. Hotch pareceu mais severo e calmo. Ops, mal sinal. Estamos no Potomac hospital e você sabe que se não vier eu não vou explicar. Mas apenas considere sem emprego.

Espere. Potomac Hospital? Alguém foi baleado? Acidente. Ele parou. As palavras de JJ fizeram muito sentido. Não. Ela não podia estar em um hospital. As outras mensagens foram esquecidas. Provavelmente Emily estava ameaçando matar ele e Rossi apenas dizendo "Eu te avisei para não estragar sua amizade com ela"

Agora...

Derek voltou para a realidade. Ele viu os olhos dela finalmente se abrirem. Ele estava fora a algum tempo, revivendo aquela noite.

Ela sorriu o sorriso mais cansado que ela conseguiu, mas ainda assim, o coração de Derek se agitou. Meu deus, ela era sua destruição.

— Bem-vinda de volta, mamãe. – Ele a beijou. – Como se sente?

— Melhor agora. – Ela confessou. – Mas ao mesmo tempo parece que eu nunca experimentei algo tão lindo na vida.

— Duas crianças de uma vez só é uma experiência mesmo. – Derek concordou. – Mas Baby girl, você nunca esteve tão maravilhosa quanto dando à luz a esses bebês.

— Vou lembrar isso da próxima vez. – Ela logo se arrependeu. – Desculpe Derek. Não conversamos sobre ter mais bebes.

— Penelope. – Derek se sentou na cama dela. – Se você quiser mais bebês, a gente pode ter. Eu quero no mínimo quatro filhos. E você?

— É o mesmo número que eu quero. – Ela confessou. – Então haverá uma próxima vez?

— Haverá sim. – Derek a beijou.

— Com licença? – Uma enfermeira bateu na porta. – Trouxe seus bebês.

Os olhos de Penelope brilharam forte. Vendo as crianças se aproximando dela, seu instinto materno entrou em ação. Derek passou Mary Jennifer primeiro e depois Hank Spencer.

Instintivamente, ela colocou no peito e os bebes logo procuraram por suas "meninas". Derek levantou a blusa dela e ajudou a colocar os bebês para mamar. Eles logo se apoderaram e o coração de Derek sofria de uma overdose de amor.

Ele poderia se acostumar a ver essa cena dia após dia, pela vida inteira dele.

A equipe entrou logo em seguida e suspiraram quando encontraram a cena na frente deles. JJ começou a chorar de emoção.

— Desculpe. – Ela limpou as lágrimas. – Os hormônios fazem isso.

— Aw Jayje. – Penelope logo soube. – Tem pãozinho no forno?

— Descobri ontem. – ela sorriu e corou. – Apenas um mês.

— Parabéns JJ. – Reid abraçou a amiga.

Todos ficaram pelo quarto. Eles estavam felizes, seguros e finalmente prontos para ser uma família sem sequestros.