La Vita Rosa.
4 Counting Stars.
Notas iniciais
McAllister Street. 1567.
San Francisco, Califórnia.
Penelope acordou do que mais parecia um pesadelo horrível. Olhando para o lado da cama, ela soube que não estava mais presa na poltrona. Todo o corpo dela doía e ela tinha uma certa noção do que havia acontecido. Ela só desejava poder tomar um banho e esquecer aquilo.
Ela entendeu que esse cara era "comum" em público. A maioria dos lixos que ela ajudou a prender era assim. Família, filhos, vizinhos. Nenhum desconfiava de que morava perto de um assassino.
****************************************************************
Então ela viu o homem dormindo ao lado dela e teve vontade de vomitar. Ela esperava que a equipe a encontrasse logo. Ela não conseguiria aguentar tempo o suficiente para sobreviver a esse inferno.
— Vejo que a minha pomba acordou. – George começou a passar a mão pelo peito dela. – Acho que agora podemos nos divertir.
— Se acha que eu vou me dar a você sem um bom chute está enganado. – ela tentou levantar a perna, mas ela estava presa a cama. – Você me amarrou?
— Não gosto de resistência. – George a montou, traçando linhas com o dedo. – Agora Penelope vamos nos divertir um pouco.
— Saía de mim! – Penelope mordeu os lábios dele quando ele a beijou. – Seu nojento desgraçado.
George riu e deu um tapa em Garcia. Tão forte que o barulho ecoou pelo quarto.
Ela sentiu a onda pulsando na bochecha e reprimiu um grito de dor.
— É desse jeito que eu gosto. – George se levantou e pegou uma mordaça. – Agora você vai ficar caladinha.
— Porque está fazendo isso comigo? – Penelope começou a chorar.
— Porque você é a garota perfeita para fazer isso. – George disse. – Agora eu vou colocar isso e depois vou continuar meu plano.
Ela só esperava que isso acabasse logo. Agora, ela desejava estar morta.
****************************************************************
Hilton San Francisco Union Square
Derek não conseguiu um sono tranquilo. Virando e girando pela cama, ele se sentou na ponta da cama de lençóis brancos. Penelope iria estar aqui com eles se ela não tivesse sido levada.
O delegado Garrett se culpou durante todo o tempo depois do sequestro. E ele, Derek se sentia um desgraçado. A culpa não era de ninguém se você fosse ver, mas apenas do psicopata desgraçado que a sequestrou.
Ele caminhou até o frigobar esperando encontrar mais forte que cerveja. Hotch já havia pedido para retirar tudo que fosse com teor alcoólico alto. A água gelada foi suficiente para dar a Derek uma clareza de pensamentos.
Ele sabia que não conseguiria dormir de qualquer jeito. Ele foi até Spencer.
— Reid? – Derek o chamou. – Preciso de sua ajuda.
— Derek. – Reid gemeu se virando na cama. – Qual o problema?
— Quero voltar para a delegacia. – Derek respondeu. – Se eu ficar aqui vou ficar maluco.
— E me chamou para ir com você? – Reid estranhou. – Porque não ir direto?
— Porque assim eu sei que não vou parar em algum bar e beber. – Derek respondeu. – Não é o que Pen iria querer.
Reid viu a dor do amigo. Colocando uma roupa confortável, pegando seu livro e todo seu material, além de um travesseiro, ele acompanhou Derek.
Morgan parecia concentrado. Ele estava participando do caso, focado o suficiente para pensar. Talvez ele soubesse que não iria ajudar em nada se ele ficasse extremamente possessivo.
— Então. – Reid começou. – Não que eu ache ruim, você me chamar para voltar para a delegacia, mas porque você parece tão calmo?
— Por fora eu pareço calmo a ponto de me focar no caso. – Derek começou. – Mas por dentro estou em pedaços pequenos demais.
— Entendo. – Reid respondeu. – Poker Face?
— Isso. – Derek concordou. – Se eu demonstrar medo ou tensão, Hotch me tira do caso e eu não encontro minha Baby Girl.
— Qual o seu primeiro passo? – Reid pediu. – Não temos quase nada.
— Eu estava pensando na casa do meu pesadelo. – Derek respondeu. – Dois andares, quatro janelas para a rua, amplas, cor verde musgo.
— Bem. Estamos em San Francisco. – Reid disse. – Há milhares de casas que poderiam bater nessa descrição.
— Mas as permissões restringem essas possibilidades. – Derek disse. – Há centenas de casas típicas em algumas ruas, com construções mais arrojadas. Uma casa com janelas grandes e cor verde musgo é incomum.
— Não esqueça da garagem ampla o suficiente para uma van. – Reid completou. – Não encontraram o veículo nas ruas, então ele precisa de algo para esconder.
— Vamos começar com isso. – Derek estacionou na porta da delegacia. – E então trazer a minha Baby Girl de volta.
Reid sabia que Derek a traria de volta. Ele apenas não sabia se ela estaria inteira.
Eles entraram na delegacia calma. Ele não gostava do que estava acontecendo. Quase nove da manhã e Garrett não chegou.
Ok. Todos foram dormir tarde, mas ele era o chefe do lugar.
— Garrett não chegou? – Derek perguntou.
— Não. – O assistente disse e saiu de perto.
— O que aconteceu? – Reid podia dizer que o homem estava sofrendo. – Algo de ruim?
— A esposa dele disse que ele ligou as três da manhã, chorando. – O assistente respondeu. – Não conseguimos uma triangulação de sinal.
— Acha que ele está indo atrás de Penelope? – Spencer fez a pergunta bônus.
— Da última vez que conversamos. – O garoto começou. – Ele disse que ia pedir desculpas.
— Onde os pais de Pen estão enterrados? – Derek pediu. – Ele deve estar lá.
— Eles estão no San Francisco National Cemetery. – O assistente respondeu. – Fica na 1 Lincoln Blvd, 94129.
— Obrigado. – Derek e Spencer saíram da delegacia.
— Ele se sente mal por isso. – Reid estudou. – Ao dizer que precisava pedir desculpas é porque talvez ele disse que prometeu manter ela em segurança.
— Ninguém podia prever que ela seria levada ali em frente. – Derek disse. – Ele deve ser alguma coisa de Pen.
— O que quer dizer? – Reid se permitiu ter ignorância. – Que ele é um tipo de tio dela?
— Talvez seja o verdadeiro tio dela. – Derek respondeu. – Ela não tem contato com ninguém desse tempo, então é possível.
Derek e Spencer dirigiram até o cemitério. Cada um em seu próprio pensamento. Eles desceram e procuraram cada tumulo e fileira. Derek foi o primeiro a avistar Garrett caído no chão.
Correndo até ele, viu a garrafa de bebida ao lado dele. Ele checou o pulso e descobriu que provavelmente ele estava dormindo por causa do álcool.
— Vamos Garrett. – Derek puxou o homem para cima. – Não é hora de tomar todas.
— Ela se foi. – Garrett começou a chorar. – Penelope foi embora.
— Você está assim porque a deixou ser levada na sua frente ou porque ela é da sua família?
— Eu prometi a mãe dela que eu iria deixar a filha dela a salva. – Garrett tentou alcançar a garrafa quando Reid a afastou. – Por favor. Não a tire de mim.
— Há um jeito de você a proteger. – Derek se abaixou até ele. – Vá para casa, tome um banho relaxante, durma um pouco e depois se recomponha. Pela sua sobrinha, pela sua irmã e pelo seu emprego.
Garrett permitiu a Derek se levantar e entrou no SUV.
— Acha que ele vai ficar bem? – Reid perguntou. – Ele não parece bem.
— Ele precisa. – Derek disse. – Por Penelope.
****************************************************************
McAllister Street. 1567.
San Francisco, Califórnia.
George a deixou no banheiro. Ligando o chuveiro, ele trancou a porta a chave por fora. Ela precisava de um banho.
Penelope sentia a água correr pelo corpo, tentando esfregar todo seu corpo até que a sensação das mãos de George saísse.
Ela sabia o que havia acontecido e sabia que não havia tomado sua pílula diária. Ela precisaria pedir a George um pouco de prevenção. Ela pegou um pouco de sabonete para ter sua pequena dignidade de volta. Ela se sentou ao lado de dentro do chuveiro e começou a chorar.
Ela sabia que Derek nunca a olharia diferente, mas todos os outros a olhariam.
— Hora de sair, Pomba. – George gritou do lado de fora. – Estou ansioso para brincar.
Ela não conseguia fazer uma escolha. Mas ela precisava de contracepção de emergência.
— Eu não vou a nenhum lugar sem minha pílula contraceptiva. – Penelope gritou. – Acho que você não quer filhos.
— Tem razão Pombinha. – George disse, trancando outra vez a porta por fora. – Vou comprar todos os tipos.
Ela ouviu a porta do quarto ser trancada e depois a van sendo ligada. Ela precisava agir rápido.
Se levantando, mesmo com as marcas das restrições queimando em seus pulsos, ela se lembrou do que Derek lhe ensinou uma vez.
Pressão direta na porta. A fechadura dela é sempre a mais fácil de se acertar. Uma vez que o trinco estiver fora da porta, você apenas empurra com força.
Então ela juntou o máximo de energia para uma fuga.
Ela empurrou quatro vezes e conseguiu deslocar a fechadura e abrir a porta. Por um descuido, ele deixou todas as outras destrancadas e ela só teve que arrombar a da entrada.
Ela havia pegou um vestido da casa do homem, apenas para poder sair na rua.
Ela tentou se localizar e descobriu que ela poderia ir para qualquer lado, com tanto que fosse longe dali.
Ela estava bem longe depois de cinco minutos. Entrando em uma padaria, ela se apoiou na parede.
— Senhorita. – A dona do lugar veio ao seu encontro. – Você está bem?
— Derek. – Ela falou. – Derek Morgan. FBI. Meu namorado. Penelope Garcia. Sequestrada.
— Billy. – A mulher gritou. – É a garota desaparecida. Chame os agentes.
Penelope sabia que eles estariam logo aqui.
Hotch, Rossi e Emily estavam reunidos em torno dos arquivos outra vez. Esperando conseguir uma luz, um milagre nesse caso.
— Agente Hotchner. – Um policial correu. – Uma ligação urgente.
— Aqui é o agente Aaron Hotchner. – Ele sentiu ansiedade. – Com quem falo?
— Bettany. – A mulher respondeu. – Sua amiga está aqui.
— Penelope? – Hotch disse surpreso. – Ela está bem?
— Por favor venha logo agente Hotchner. – Bettany pediu. – Ela está muito fraca. Sou dona da Strawberry Bakery.
— Estamos indo. – Hotch respondeu. – Penelope conseguiu fugir.
Eles se levantaram correndo até a porta da delegacia e entraram no SUV. Emily ligou para Derek os encontrar lá.
Fale com o autor