La Vita Rosa.

27 Come Back To Me.


Penelope conseguiu progredir o suficiente dois dias depois. Se houvesse um apocalipse zumbi do lado de fora do hospital ou se o mundo estivesse acabando, Derek não teria saído de qualquer forma ou jeito.

Não que não tenha sido tentado tirar Derek do hospital. Hotch tentou com seu tom de chefe e mandou Derek sair e tomar um banho ou menos dormir um pouco, mas não deu certo.

Emily tentou ligar para a mãe de Derek para colocar juízo na cabeça dele, mas não funcionou. Haley estava com ele o tempo todo que ela não passava com Spencer. Havia um clima horrível no segundo dia, porque aparentemente um dos investigadores que faziam a investigação do que aconteceu com Penelope e Danny estava convencido que ele havia matado Tommy sem motivos.

Porém a dúvida foi afastada quando Danny resolveu contar o motivo de Tommy os sequestrar.

Os médicos finalmente a moveram para um quarto semi intensivo no terceiro dia. Eles estavam convencidos que foi uma tentativa de assassinato por parte de uma das enfermeiras ligadas a Albert Leone. Quem quer que fosse que deu a ordem parecia ter sumido no ar.

Então quando a sedação de Penelope foi suspensa, a equipe, incluindo um Spencer na cadeira de rodas se reuniu ao redor de Penelope. todos queriam estar aqui quando ela finalmente abrisse seus olhos.

Eram quase duas da tarde. O almoço foi servido no quarto, assim como outra bolsa de soro para Spencer. Eles contavam histórias sobre Penelope e como cada um a admirava. Derek olhou para ela e viu que seus olhos estavam dançando para acordar.

Em um segundo, ele estava ao lado dela.

— Hey Baby Girl. – Derek a encorajou a acordar. – Abra esses bebês para mim.

— Sim Penelope. – Hotch sorriu. – É hora de acordar dorminhoca.

— Vamos Kitten. – Rossi a chamou pelo apelido. – Hora de cuidar da sua cria.

Um por um a encorajaram a acordar até que ela lentamente começou a abrir.

Ela olhou para a sala confusa de inicio com o que diabos estava acontecendo.

— Derek. – A voz ainda não era muito alta. – Haley.

— Ela está aqui, Baby. – Derek passou a neném para ela. – Ela sentiu falta da sua mãezinha favorita.

— Onde eu estou? – Penelope perguntou.

— Você está no hospital Kitten. – Rossi disse. – Quase uma semana

— Eu pareço ter levado uma surra. – Ela tentou brincar. – Porque eu não posso me mexer?

— Você sofreu uma cirurgia complicada. – Hotch explicou. – Você precisou urgente de um transplante de fígado.

— Por que Spencer está na cadeira de rodas? – Ela olhou para o amigo. – Porque você está me olhando assim?

— Ele foi seu doador. – Rossi explicou. — Nem tente dizer que foi um erro, Kitten.

— Mas ele vai ter que ficar parado. – Penelope fez um beicinho adorável. – E ele vai se chatear.

— Vou ficar ocupado com algo melhor que Unsubs. – Reid falou. – Eu tenho um bebê a caminho.

— Mas... – Penelope tentou falar, mas Derek a impediu.

— Nada de, "mas" ou meio, "mas" Baby Girl. – Derek disse. – Reid fez isso como se ele fosse seu irmão.

Derek deu um "Ai" pequeno quando sentiu Rossi chutando a canela dele por baixo da cama. Ele o olhou nervoso e apenas calou a boca.

— Derek. – Rossi chamou o agente. – Podemos conversar? – Ele apenas o olhou para que ele entendesse a sugestão. – Lá fora. Agora.

— Certo. – Derek deu um beijo em Penelope. – Eu volto em minutos, Baby Girl.

Derek seguiu Rossi até a parte de fora do quarto de Penelope.

— Você está querendo causar uma cena? – Rossi parecia chateado. – Ela acabou de acordar e você está querendo empurrar uma revelação.

— Desculpa. – Derek parecia realmente chateado. – Era para ser algo mais simpático.

— Bom, se você vai fazer isso. – Rossi começou. – Espere Reid contar. Ou ao menos ele olhar o resultado do exame.

— Deu positivo. – Derek respondeu. – Eles são meio irmãos e eu não sei como Penelope ficará quando tiver isso.

— Eles vão achar um jeito de seguir em frente, na verdade. – Rossi foi até a cafeteria. – Dois cafés por favor. – Rossi pediu. – Talvez devamos achar um jeito de encontrar essas respostas.

Eles voltaram para o quarto de Penelope. quase todos haviam deixado o lugar, mas Spencer continuava lá, mesmo contra as malditas ordens do médico.

Penelope por sua vez, tinha ganhado sua dose de morfina, apenas para reduzir as dores, mas sendo sensível a drogas, muito mais que os outros, ela fechou os olhos e dormiu.

— Talvez devamos deixar ela saber sobre o resultado do exame. – Spencer disse. – Ela tem direito de saber que eu sou família dela.

— Primeiro precisamos de respostas. – Rossi disse. – Dela, de seu pai e de sua mãe.

— Como ele pode abandonar ela? – Reid estava nervoso. – Qualquer que fosse seus motivos, eles não importavam.

— Já perguntou porque nesse tempo todo que a conhecemos, ela mal falou em seus irmãos? – Ross tinha medo em perguntar. – E se isso deveria vir à tona?

— Talvez na hora certa. – Spencer olhou para Penelope. – Mas eu também tenho essa curiosidade e pelo que eu entendo sobre traumas, ela não vai contar algo bom.

Ambos olharam para Penelope dormindo. Derek levou Haley para o hotel, Penelope o mandou para lá.

Qualquer que fosse o tipo de morfina que ela ganhou, ela se viu em um dos seus piores dias com seus meios-irmãos.

— Penny! – Manny gritou. – Você não pode se esconder para sempre. Saia sua insolente.

— Ache ela. – Eddie gritou. – Ela precisa aprender que não pode ser sempre alegre.

Penelope estava encolhida no armário do quarto, trancado por dentro. O que era sem duvida mais chamativo. Sem chave no lado de fora, eles saberiam onde ela estava.

Eddie e Manny eram os mais agressivos com ela. Eles eram do seu padrasto, mas com certeza a consideravam uma intrusa. Carlos era o mais novo dos quatro e não tinha muito poder de voto nisso tudo. Rafe era o mais fácil de se corromper.

Ela ouviu passos do lado de fora do quarto onde o armário ficava e se encolheu ainda mais. Então ela sabia que eles estavam chegando até ela. Ela botou uma mão na boca para conter o grito quando a porta começou a ser chutada.

Lágrimas silenciosas caíam. Ela apenas queria se enrolar e dormir. Ou que seus pais chegassem logo, mas seus pensamentos acabaram quando a porta quebrou e ela foi puxada para o lado de fora.

Ela sabia muito bem o que iria acontecer.

Rossi e Reid conversavam sobre assuntos aleatórios quando notaram o monitor se acelerando. Eles não entenderam, mas quando Penelope soltou um grito alto de dor, que quebrou o coração de Rossi e fez Reid tentar levantar e ir até ela, eles sabiam que ela estava enfrentando um pesadelo.

Rossi chegou perto, obrigando Spencer a ficar na cadeira. Rossi a puxou para ele em um único movimento e ela se apegou a ele, como se ele fosse sumir se ela o soltasse.

O quarto se encheu de enfermeiras, tentando acalmar Penelope e quando uma delas estava com uma seringa alta e pronta para seda-la de volta, outro grito e ela se apegou ainda mais a David e depois relaxou.

Eles desistiram e pediram para que eles os informassem de qualquer movimento diferente.

Os olhos de Penelope pareciam em branco no momento em que ela abriu e olhou para o teto.

— Você está bem, Kitten? – Rossi não a soltou. – Estamos aqui.

— Não deixe eles se aproximarem de novo. – Ela sabia que eles não sabiam. – Eles vão me machucar.

— Seus irmãos? – Reid ficou com raiva ao entender. – O que eles fizeram?

— Eles... Eles... – Ela não conseguiu completar. – Eles me agrediram.

Reid viu vermelho agora. Se ele tivesse como, ele procuraria cada um e acabaria com eles.

Rossi fazia um pequeno exercício mental, mas por dentro estava transbordando em raiva e ódio.

Penelope ainda segurava Rossi forte. Na verdade, ele não queria que ela soltasse ele. A colocando devagar na cama, ele rezou para que ela pudesse contar tudo a ele, antes que ele caçasse cada um dos bastardos.

— O que eles fizeram com você Pen? – Reid queria muito saber.

— Eles me bateram. – Ela olhou para chão. – Eu tinha oito anos e eles estavam cansados de mim. Disseram que eu não deveria ter nascido e que eles tinham que me ensinar uma lição.

— Como eles agrediram você? – Rossi perguntou, docemente.

— Eu não quero contar. – Ela virou para cima e estremeceu de dor. – Ugh!

— Vou pegar uma enfermeira por um pouco de morfina. – Rossi saiu e deixou Spencer e Penelope juntos.

Ele precisava respirar. Ouvir aquelas palavras da pessoa mais doce do mundo era como levar um tiro. Não era prazeroso ouvir Penelope dizer que seus "irmãos" a agrediam. E pelo modo como ela falou, não aconteceu uma vez apenas.

Reid ainda não conseguiu uma palavra para o que sentia. Nem para dizer depois de ouvir aquilo. Ele sabia que ela era sua meia-irmã e queria respostas, mas isso não era esperado.

Hotch apareceu no quarto e viu a cena que se desenrolava ali.

Parecia que havia um ar gelado por todo o lugar. Danno e Steve, assim como Chin e Kono estavam também. Reid estava cantando uma música de ninar para Penelope dormir. E pelo o que eles podiam dizer, estava funcionando.

Todos entraram e foram para seus lugares novamente. Talvez, se tivessem perguntado a Spencer o próximo problema teria sido evitado.