La Vita Rosa.

23 Blood Protection.


Desde o sequestro até agora havia se passado quatro horas. Até todos serem informados foram meia hora. Foram quatro horas em busca dos dois. Sem sucesso.

Reunidos na sala do esquadrão, um Derek totalmente vermelho de tanto chorar, com raiva e frustrado, um Steve com sangue nos olhos e vontade sair caçando pela ilha apenas com seu colete a prova de balas e um rifle e uma equipe toda apreensiva por isso ter acontecido com dois de seus melhores agentes, debatiam sobre teorias.

— Há uma parte de mim que quer que eles estejam brincando com a gente. — Steve sabia que estava negando o fato de seus dois amigos estarem sumidos. — Por outro, sabemos que eles não fariam isso com a gente.

— Como Tommy Less sabia sobre Garcia? — Derek bateu na mesa frustrado. — Se o alvo era Danny, porque pegar Penélope?

— Não gosto de ser o obvio aqui, mas se ela estava com Danno. — Reid parou. — Ele viu que podia levar dois sem resistência.

— Danno tinha uma arma. — Steve observou. — Ele teria usado. Não a encontramos em lugar algum.

— Ele pode ter incapacitado os dois. – Hotch observou.

Mais silêncio na sede da Five 0. Não havia como negar que esse bandido sabia sobre ela.

— Penelope pediu um táxi. – Jerry apareceu com o computador. – O taxista reportou que a passageira não estava no ponto onde dissera.

— Diga que conseguiu uma imagem do táxi falso. – Derek já tinha em mente. – Diga que ele tem um nome, um endereço e que podemos resgatar nossos amigos.

— Tudo sobre o carro e dono são falsos. – Jerry disse. – O carro foi roubado há quatro semanas e nunca encontrado.

— Temos uma testemunha? – Chin perguntou.

— O dono do carro, viu de relance o bandido. – Jerry mostrou a foto do bandido. – Ele disse que ele rondou a casa e entrou no carro, fez ligação direta e partiu.

— Quatro semanas. – Steve falo. – Na mesma data da primeira morte, eu suponho.

— Exatamente grande Kahuna. – Jerry falou. – Um dia antes de Meredith Parker ser assassinada em Kalihi.

— Então ele rouba o carro em Kaka'ako, mata Meredith Parker em Kalihi no primeiro dia. – Depois vai para ChinaTown e mata Amber Graves. Em seguida ele vai para Downtown Honolulu e mata Pedro Vásquez. Que vem a ser a primeira vítima com a peça de xadrez na boca.

— Pode ser uma assinatura. – Hotch falou. – Ou algum tipo de mensagem. "Você me ignorou, mas eu estou aqui."

— Mas ele precisa de outra vítima. – Steve continuou. – A quarta, em Kewalo Basin. Deixa outra peça de xadrez. E mata alguém em um hotel famoso no meio de toda uma multidão.

— A vítima nem identificada foi. – Chin passou o relatório. – Muito cortado. Pode ser uma desova.

— Dificilmente. – Hotch falou. – Se ele precisava de quatro semanas, uma por semana então pode ser outra mensagem.

— Talvez o Danny tenha prendido alguém e sei lá, quatro semanas é o tempo exato de prisão. – Reid observou. – Se essa pessoa tenha sido morta ou se matou na cadeia pode ter sido um gatilho.

— Está bem. – Derek praticamente gritou. – Mas porque levar Garcia junto?

— Porque ele sabia que ela chegaria a ele. – Steve jogou o arquivo na mesa. – Tommy Cristopher Less. O irmão dele, David ficou quatro semanas preso antes de tirar a própria vida.

— Danno prendeu ele? – Kono pegou o arquivo. – Porque ele o machucaria?

— Tommy argumentou que David estava cm ele no dia do assalto. – Eles começaram a achar as respostas. – Era um falso álibi. A câmera o pegou no assalto. Tommy ficou determinado a tirar o irmão de lá.

— Aqui diz que quando recebeu a notícia que seu irmão tinha morrido, ele surtou. – Emily pegou sua cópia. – Ele gritou para todos que iria matar Danny.

— Ele foi afastado do emprego de supervisor de mina e passou dois dias preso por ameaça. – JJ colaborou. – Ele perdeu o trabalho assim que voltou. O patrão tinha medo dele.

— Ele se chama Aaron Silverstain. – Hotch leu. – A esposa disse que ele saiu para comprar pão e desapareceu há dois dias.

— Acha que pode ser ele? – Rossi perguntou.

— Compare o DNA dele com um dos filhos. – Steve pediu. – Se combinar temos um problema maior.

— Que seria? – Kono perguntou, apavorada.

— Explosivos. – Steve apenas disse.

Localização desconhecida...

Danno foi o primeiro a acordar. Merda santa, ele tinha uma grande dor de cabeça. Tentando abaixar os braços, ele descobriu que estava amarrado tanto pelos pés quanto pelos braços.

Então algo veio à mente dele. Penelope. olhando para o lado, viu a amiga ainda apagada, com sangue escorrendo de um dos braços.

O que esse filho da puta fez com ela?

— Vejo que está acordado. – Tommy os observava. – Bem-vindo ao seu inferno detetive.

— Tommy Less. – Danno estava fervendo de raiva.

— Obrigado por saber quem eu sou. – Tommy parecia satisfeito. – As coisas ficam fáceis assim.

— Deixe ela ir, Tommy. – Danno implorou. – Ela é inocente aqui.

— Assim como meu irmão. – Tommy falou, se levantando. – Você o prendeu injustamente.

— Ele era culpado naquele assalto. – Danny gritou. – Você não quis acreditar porque era irmão dele.

— Cale a boca! – Tommy deu um tapa forte em Danno. – Eu te proíbo de falar desse jeito sobre ele. Ele está morto por sua culpa!

Danno cuspiu um pouco de sangue no chão.

— Seu irmão não era forte o suficiente para suportar a cadeia. – Danno gritou. – Você sabia disso e fez ele se envolver no assalto.

— Ele está morto por sua causa, detetive! – Tommy gritou alto, fazendo eco. – Você fez meu irmão se matar.

Pegando uma faca, ele se virou para Penelope.

— Sua amiga vai morrer aqui. – Tommy se ajoelhou na frente de Garcia, com a faca apontada diretamente para o braço. – E não há nada que você pode fazer.

— Se você se acha homem, porque não ataca a mim? – Danno pediu. – Deixe ela em paz, Tommy. Ela tem uma filha e amigos. Ela nem sabia sobre você.

— Eu vou matar ela. – Tommy colocou a pontada da faca no braço já sangrento de Garcia. – E depois eu vou matar você.

Danno só podia se debater contra as correntes enquanto Tommy passava a faca no braço de Penelope, fazendo o sangue jorrar.

Pense Danny. Pense. Você precisa arranjar um jeito de se soltar.

— Ei Tommy. – Danno pensou em algo. – A menos que goste de cheiros ruins e extremamente desagradáveis, eu sugiro que me deixe ir ao banheiro.

Tommy soltou a faca no chão. O sangue que saía de Penelope formou uma poça e ele ficou apenas olhando para Danno em busca de uma mentira e considerando todas as opções.

Tommy não sabia que toda a equipe envolvida no caso estava rumo a mina de Aaron. A certeza que seus dois agentes estavam lá veio depois de o cartão dele ser usado para alugar uma van e do GPS ter sido recuperado.

— Quando chegarmos lá. – Steve começou. – Encontrar Danno e Penelope é o básico. Matar Tommy é uma ordem, que pode ser executada.

— Só usem a arma se ele atirar de volta. – Hotch falou. – Atirem em um lugar não vital se possível. E tentem não deixar ele matar nossos amigos.

Rossi apertou a medalha em seu punho. Derek recorreu a ração.

— Eu sei que tenho sido falho com o senhor. – Derek falou baixinho. – Mas eu preciso de ajuda. Não para mim, mas pela minha Baby girl e meu amigo Danny. Ele também tem uma filha.

— Liguei para Abby. – Spencer falou. – Grace está com ela, assim como Henry, Jack e Haley. Ela está grávida então ela não pode vir. Will está protegendo todos.

— Vamos trazer nossos amigos. – Steve declarou, pegando a arma em uma mão. – De qualquer jeito.

Ele armou e acelerou. A cada lugar que passava ele fazia uma prece. Pediu proteção ao pai falecido, a tia também. Ele nunca foi um homem religioso, mas ele precisava de um milagre.

Todos estavam com medo. JJ tocou o colar que foi da irmã em seu pescoço, Reid começou a listar fatos aleatórios para si mesmo, Emily verificou a arma outra vez. Ela pediu ajuda a qualquer que fosse a entidade. Derek fazia preces e pedia proteção ao pai.

Rossi apenas rezou em italiano a mais bela oração de proteção a nossa senhora de Caravaggio. Ela já tinha feito milagres para ele. Hotch pediu proteção a Haley. Em nenhuma hipótese ele iria perder sua amiga.

Amanhã marcaria o terceiro ano de morte dela e ele não faria dessa data outra data de morte.

Mina de ouro de Aaron Silverstain...

Penelope sentiu seu braço queimar de dor. Ela percebeu que tinha sangue escorrendo dele. Ela lembrou de tudo quando viu Danno encarando Tommy. Nenhum deles percebeu ela os olhando.

— Então. – Danno tentou outra vez. – Decidiu sobre o banheiro?

— Como vou saber se você quer fugir? – Tommy o desafiou.

— Não vai. – Danno disse na lata. – Mas acho que não tem escolha.

— Certo. – Tommy pegou a chave e abriu ambas as correntes dele. – Levanta e vá...

Ele não conseguiu concluir. A adrenalina de Danny estava alta e ele reagiu derrubando Tommy no chão. A arma de Tommy bateu no chão e disparou contra Penelope, acertando o fígado dela.

Danno e Tommy começaram uma briga enquanto Penelope temia pela própria vida.

Em um movimento desesperado, Danny pegou a arma do chão e virou para Tommy e disparou quatro vezes.

Tommy apenas o olhou, com a mão na barriga e caindo totalmente morto no chão. Ele jogou a arma para o lado e correu diretamente para Garcia.

— Não morra. – Danny pediu. – Por favor. Eu vou te proteger. Meu deus.

Três carros pararam e Danny instintivamente pegou a arma e segurou pela vida de sua amiga.

Mirando diretamente para a entrada, ele viu que era Steve e Chin. Ele deixou a arma cair e olhou para os amigos e para Penelope.

Ele voltou para ele e Steve e Chin correram para eles. Steve começou a pressionar o ferimento torcendo para que os paramédicos os alcançassem logo.