Hotch voltou para o quarto de Penelope. Derek e Rossi de armas prontas para descontar no primeiro intruso que ousasse tocar nela.

— Agente Hotchner. – Hotch mostrou o distintivo.

— Reforçamos a segurança do quarto, agente. – O responsável disse. – Agora todos precisam mostrar identificação antes de entrar.

— Preciso que passe um pedido para o segurança do estacionamento, Agente Hendrick. – Hotch pediu. – O carro com placas VA5678 não pode de nenhum jeito escapar. Duas perseguidoras conhecidas. Tamara Barnes e Jordan Todd.

— Estarei informando. – Hendrick foi em direção ao posto. – Meldrick, no celular.

Abrindo a porta, Hotch respirou fundo ao ver Penelope dormindo com seus dois melhores amigos ao lado.

— Porque ela está fazendo isso? – Derek estava em pânico. – O que a Baby Girl fez para ela?

— Ela acha que você tirou a felicidade dela, Derek. – Hotch começou a formular. – Algo deu o gatilho.

— Terminamos três meses de começarmos. – Derek contou. – Quando eu vi que estava para perder a mãe dos meus filhos, minha Baby Girl eu saí. Ela era tóxica para mim, querendo ditar quando ou como eu deveria sair e me comportar.

— Você sabia que ela tinha um filho? – Rossi tirou a cabeça do arquivo. – Morreu há um ano atrás. Nasceu dez meses depois de vocês terminarem.

— Então não poderia ser meu. – Derek se defendeu. – Eu deixei de fazer sexo com ela um mês antes de terminarmos. Então ela engravidou no mês seguinte.

— Porque deixaram de fazer sexo? – Rossi estava curioso.

— Na última vez que tentamos. – ele parecia constrangido. – Eu vi o rosto de Penelope em vez do dela.

Hotch fez uma cara espantada. Rossi sorriu amplamente. Derek estava com as bochechas rosadas.

— Quando eu vi a cara de Penelope eu tive que me afastar de Tamara. – Derek parecia satisfeito. – Eu nunca poderia transar com Tamara amando outra mulher.

— Foi a melhor coisa, Hot Stuff. – A voz de Penelope foi ouvida.

— Baby Girl! – Derek estava ao seu lado. – É bom ver seus olhos outra vez. Como se sente?

— Como se tivesse sido perseguida por alguém. – Ela disse sincera. – Onde eu estou?

— Eles fizeram uma cirurgia no seu pé, Baby girl. – Derek informou. – Ele estava quebrado. Seu pulso também.

— Já sabe quem me atacou? – Penelope quis sentar. – Ou porque?

— Não vou mentir para você. – Derek pegou a mão dela. – Tamara Barnes e Jordan Todd.

— O que elas querem comigo? – Penelope ficou nervosa de repente. – Porque agora?

— Os registros mostram que Tamara teve um filho logo depois de terminarmos. – Derek começou. – Ele morreu há quatro semanas.

— Era seu filho Derek? – Penelope estava triste.

— Não sei Deusa. – Derek confessou. – Ela nunca me procurou para nada.

— O que você vai fazer, Derek? – Penelope estava preocupada. – Como vai saber se ele era seu ou não?

— O hospital onde ele ficou internado tem uma amostra de DNA armazenada. – Derek confessou. – Mandei o meu perfil para lá e eles vão comparar. Mas nada vai mudar o que nos temos juntos. Nossos filhos maravilhosos.

— Mas se esse menino era seu filho. – Penelope começou. – Acho que você deveria achar um jeito de homenagear ele.

— O que eu fiz para merecer alguém tão maravilhosa como você, Penelope Garcia Morgan? – Derek beijou a mão de sua dama. – Você sempre foi tão justa.

— Eu aprendi com você. – Ela olhou para o pé e depois para o pulso. – Isso vai demorar para curar, não vai?

— Pensando em algo, Pen? – Emily piscou. – Vocês se comportem.

— Eu estava pensando na dança de casais do FBI. – Ela disse tristemente. – Estava ansiosa para isso.

— Podemos arrumar um jeito. – Rossi disse e saiu para o corredor.

— Bem-vinda de volta senhorita Garcia. – O médico entrou. – O agente Rossi me contou sobre a sua preocupação com o evento.

— Sim. – Ela suspirou. – Por quanto tempo eu tenho que ficar com isso?

— Duas semanas. – O médico viu Penelope ficar triste. – Mas com um jeito, não movimentando a mão e não ficando com o pé muito apoiado no chão, você será capaz de prestigiar e até dançar, se quiser.

— É por isso que existe o estilo noiva, Baby Girl. – Derek piscou. – Eu sempre vou adorar te carregar.

— Ei. – Emily jogou um pedaço de biscoito em Derek. – A gente ainda está aqui.

— Prentiss. – Derek olhou para a amiga. – Peça a Hotch para fazer com você.

Os dois ficaram com ciúmes.

— Eu acho que ele vai adorar. – Derek ganhou outro biscoito na cabeça. – Baby Girl estou sendo atacado.

— Se comportem ou vou colocar os dois de castigo. – JJ brincou.

— Ei! – Penelope voltou sua atenção para a amiga. – Como vai essa criança?

— Chutando. – Ela brincou. – Acho que vai ser jogador de futebol.

— Eu vou estar em todos os jogos. – Will chegou por trás e abraçou a mulher. – E você também tem que estar Penelope.

Todos riram. A alegria ficou completa quando Haley, Fran e os gêmeos entraram no quarto se reunindo a todos.

Longe dali, Tamara e Jordan estavam tentando colocar gasolina sem serem pegas. Seus rostos estavam na televisão pelo país.

— Posso ajudar senhorita? – A única pessoa além delas no posto pergunto.

Tamara não respondeu. Sacando a arma, deu dois tiros no homem, o deixando morto no chão. Ela roubou todo o combustível que conseguiu em quatro galões, colocou no carro e deu o fora dali.

— O que você tem na mente, Tamara? – Jordan gritou. – Estamos tentando fugir e matar alguém agora só vai fazer sermos pegas.

— Cale a boca, Jordan. – Tamara pisou fundo no acelerador. – Eu vou ter aquela cadela para mim de qualquer jeito.

— Tamara. – Jordan tentou acalmar a amiga. – Você sabe que Derek não era o pai de Thomas, certo?

— Era como se fosse. – Tamara gritou. – Jeff era o pai verdadeiro, mas Derek era o oficial.

— Jeff cuidou de Thomas quando ele adoeceu. – Jordan tentou acalmar a amiga outra vez. – Derek nunca soube dele mesmo.

— Jeff me impediu de contar a Derek. – Tamara estava chorando. – Quando você matou Jeff depois que Thomas morreu, ele nunca suspeitou.

— Eu matei com um canivete. – Jordan gritou. – Usei luvas. Ligaram a morte dele a gangues. Por que arriscar tudo agora?

— Porque eu quero. – Tamara ligou e acelerou. – Eu vou matar Penelope e ter Derek para mim.

— Eles têm filhos juntos. – Jordan corrigiu.

— Posso cuidar deles depois que a mãe deles morrer. – Tamara estava diabólica. – Vou separar meu vestido preto para a ocasião. – Ela olhou para Jordan. – Arrume um para você também, Jordan.

— Qual é o plano? – Jordan enfim concordou.

— Atacamos na volta do baile dos casais do FBI. – Tamara disse. – Batemos no carro de Derek até eles saírem da estrada e levamos Penelope para o nosso quando ela estiver inconsciente.

— Como pode saber que eles vão nesse baile? – Jordan perguntou. – Ela torceu um pé e um pulso.

— Acredite eles vão. – Tamara disse. – Ela está aguardando a semanas.

— Quanto tempo de vigilância? – Jordan estava de queixo caído.

— Quatro anos. – Tamara respondeu. – Tudo o que aconteceu com ela teve um dedo meu.

— Quanto das coisas foram com sua ajuda? – Jordan nunca previu que Tamara fosse obsessiva.

— Hawaii, Atlanta e Califórnia. – Tamara respondeu sem hesitar.

— Atlanta? – Jordan não sabia sobre esse.

— O carro quebrado no meio do nada, sem sinal de celular, 1 ano atrás. – Ela passou uma foto. – Ela estava com a equipe e foi sozinha a uma cena de crime para pegar um equipamento que ela esqueceu. Furei os pneus dela e fiquei apenas observando. Todos os quatro e o estepe. Usei um bloqueador de sinal e ela ficou a noite toda lá sozinha. Derek e Hotch apareceram no começo do dia seguinte e a levaram para o hotel. Ela ficou de cama pelos próximos dois dias porque pegou uma gripe forte.

Jordan estava com medo agora. Tamara estava sendo muito mais obsessiva que o normal.