Derek estava feliz. Penelope foi liberada do hospital quase uma semana depois. Ele não sentia que ficar sozinha era bom para ela, então ele a levou para sua casa.

Ele ficou surpreso porque ela mesma já havia desejado isso. JJ e Emily decoraram a casa para as boas vindas, mas o clima foi cortado quando um pacote endereçado a Garcia foi deixado.

E não ajudou em nada, depois que ela abriu. Era de George, informando o quanto sentia sua "falta". Reunindo todas as forças ela deixou Derek a levar para cama. ela ainda tinha algumas das drogas que ganhou no hospital e assim que deitou, ela apagou. Isso exigiu muito dela.

Agora ela queria Derek ainda mais perto, mas ela não estava 100% com certeza de querer fazer amor com ele. Ainda não. Ela achou que Derek fosse chutar ela logo depois que ela lhe dissesse, porém ele apenas beijou sua mão e olhando em seus olhos ele disse as palavras mais doces que alguém lhe disse em anos.

— Eu vou esperar, minha Deusa. – Ele tinha verdade em suas palavras. – Você saberá quando você estiver pronta.

— E se eu nunca estiver pronta? – Ela chorou em seu peito. – Você precisa de algum sexo.

— Ao contrário do que todos acham, eu não vivo apenas no sexo. – Ele disse. – Eu sei fazer muitas coisas para me manter são sem precisar de sexo.

— Como o que? – Ela precisava saber.

— Eu quebro paredes. – Ele confessou. – Cada parede que eu quebro é uma parte daquilo que era velho, antigo. Às vezes, quando algo me estressa, eu imagino um Unsub qualquer e eu sempre quebro as paredes a minha frente.

— Quantas casas você tem? – Ela estava curiosa.

— Fora a que eu vendi para arrumar algum dinheiro extra. – Ele começou a contar. – São 9.

— Uau. – Penelope exclamou e riu. – Você poderia viver de aluguel numa boa.

— Haha Baby Girl. – Eles estavam envoltos nas cobertas. – Eu poderia viver apenas com você e nosso cachorro e eu seria a pessoa mais rica de todas.

— Bobagem. – Ela passou a mão pela bochecha. – Ainda não acredito que chegamos até aqui.

— Eu acredito. – Ele a virou com suavidade. – E eu sei que você seria minha algum dia.

— Posso perguntar algo? – Ela parecia constrangida. – Sobre alguém do seu passado.

— Me pergunte até a minha conta bancária que eu te dou. – Ele disse em um sorriso sedutor.

— Tamara Barnes. – Ela se sentiu envergonhada. – Significou algo?

— Amizade talvez. – Ele nem pensou demais. – Nunca amor.

— Porque nos afastamos então? – Penelope tinha que tirar essa dúvida.

— Porque você tinha razão. – Derek confessou. – Eu era o errado por lá também. E fiz muita coisa errada.

— Como assim? – Penelope ficou curiosa. – Muita coisa errada?

— Nossos flertes na frente de Gideon eram raros demais. – Derek respondeu. – Devíamos ter deixado aquele homem saber o quanto era real.

— Mesmo depois de Elle? — Ela ainda se culpava. – Foi minha culpa ela ser baleada.

— A culpa foi do cretino que te enganou. – Ele a corrigiu. – Se ele não tivesse jogado com seu lado frágil e vulnerável, nada disso é sua culpa.

— Mesmo depois de Battle? – Ela continuou fazendo uma lista de autocríticas. – Eu deixei me levar.

— Mesma coisa. – Derek respondeu. – Foi minha culpa ter brigado daquele jeito com você. Só percebi o quanto foi errado depois que recebi a ligação.

— Eles te ligaram? – Penelope nunca soube sobre isso.

— JJ ligou ameaçando me prenderem. – Ele se lembrou. – Reid lembrou de todos os nossos flertes. Emily queria chutar minhas bolas. Aprendi alguns palavrões interessantes em russo. Rossi disse para eu esquecer da briga e vir logo. E Hotch apenas disse "eu te disse" e desligou.

Ambos estavam rindo. Derek estava feliz em fazer Penelope sorrir. Então um filme romântico começou a passar e ambos ficaram juntos. Era um filme romântico.

Quando a música começou a tocar calmamente no filme, Derek viu Penelope se aproximar com seus lábios e aproximou os dele também. Era um beijo doce, calmo e apaixonado.

Se esse gosto de cereja e morango que ela tinha era algo que sempre estivesse ali, ele nunca deixaria de beijar.

— Eu realmente te amo, Penelope. – Derek disse em um pequeno intervalo. – Eu sempre vou estar aqui para você.

— O mesmo, meu trovão. – Ela disse, com a voz cansada. – Agora cale-se e durma.

Ambos caíram em um sono, agarrados um com o outro.

Já passava das duas da manhã. Derek acordou com alguém chorando do seu lado. Assustado, ele viu que era Penelope a pessoa que chorava.

Clooney estava olhando para ela assustado, como se pedisse para ajudar ela. Derek retornou o olhar para o cachorrinho e se colocou calmamente ao lado dela.

— Por favor. – Ela estava claramente no meio de um pesadelo. – Saia de mim. Derek. Ele está vindo. Sai. Eu não... Não quero.

— Pen. – Derek tinha lágrimas pelo rosto. – Baby Girl acorde para mim. Está tudo bem.

— Por favor. – Ela não parecia ouvir. – Saia de mim.

Derek fez o contrário. Em um movimento rápido, ele sentou ao seu lado, nunca tirando a mão dele da dela. Ela pareceu congelar, mas aos poucos ela sentiu o amor de Derek passando para ela e se acalmou.

Abrindo os olhos, com medo de encontrar olhos reprobatórios ela deu de cara com um copo de água com um guarda-chuva azul. Ela riu. Provavelmente Derek tinha esse guarda-chuva escondido em algum lugar e era para fazer ela rir.

— Geralmente eles vêm na vodca. – Ela comentou. – Mas não vou reclamar.

— Ótimo. – Ele disse. – Porque ele te fez rir. E para mim é o que importa.

— Seu convencido. – Ela riu e a conversa ficou séria. – Desculpa te acordar.

— Você estava tendo um pesadelo. – Derek falou. – Eu estou aqui se quiser conversar.

Ela sorriu para ele, não acreditando.

— O que? – Ele perguntou. – Disse algo errado?

— É a nossa primeira noite dormindo juntos e você quer falar sobre pesadelos. – Ela brincou. – Geralmente rola algo antes.

— Podemos trocar experiências. – ele argumentou. – eu conto os meus, você conta os seus se quiser.

— Promete não me julgar? – Ela tinha certo medo.

— Eu nunca te julgaria Baby Girl. – Derek se sentou ainda mais perto. – E eu também vou te contar o meu.

— Sou eu e George naquele quarto. – Ela disse. – Estou deitada na cama e ele está com suas mãos em minhas partes intimas.

— Oh Baby Girl. – Derek teve medo de abraçar. – Eu queria abraçar, mas tenho medo de te machucar.

— Você nunca me machucaria, Baby Boy. – Penelope respondeu. – E eu quero seu abraço.

Ele abraçou Penelope que retribuiu o abraço.

— Me conte o seu. – Ela pediu. – Por favor.

— Promete não me odiar? – Ele tinha medo de ela o odiar.

— É tão ruim assim? – Ela perguntou. – Eu nunca poderia te odiar.

— Era com você. – Ele começou. – Era a reprodução exata das cenas de crimes.

Ela tentou não chorar.

— Eu não poderia te contar. – Ele disse, com medo. – Eu tinha medo de você ficar com medo. Eu me odiei cada dia depois do último.

Ela ainda estava lá quanto ele acabou de contar, com lágrimas.

— Você me odeia, não é? – Derek não a olhou.

— Não Derek. – Ela respondeu. – Eu entendo o porquê de você não contar.

— Então você vai ficar? – Ele parecia nervoso.

— Se acalme. – Ela colocou a outra mão na dele. – Eu sempre estarei aqui.

Ele voltou para o lado da cama com ela, ambos mais leves depois de falar tudo sobre seus sonhos.

Eles entrelaçaram as mãos e dormiram juntos, mais calmos e pela primeira vez em meses, com calma.