La Vita Rosa.
11 First Steps to Glory
As duas semanas seguintes se passaram rapidamente. Penelope foi proibida por Hotch de entrar em seu escritório. Não que eles não sentissem falta porque eles sentiam. Ned, o técnico de óculos e bigode estranho era um horror, mas porque ela precisava se recuperar antes de voltar.
Derek garantiu que ela ficasse descansando o tempo todo. Eles viam um filme ou série, comiam pipocas, brincavam com seus animais de estimação e quando Derek ia para um caso local, ela ficaria com Janet, uma agente contratada especialmente para ela.
Quando a terceira semana chegou e Penelope finalmente foi liberada a voltar para a BAU, a equipe organizou uma pequena festa na sala de conferências.
JJ e Emily, auxiliadas por Hotch contrabandearam um bolo para dentro do prédio, em uma operação meticulosamente planejada. Eles disfarçaram a caixa do doce como uma caixa de arquivos. Rossi se encarregou de colocar os enfeites.
Ele não era um esbanjador compulsivo em coisas fúteis, mas a faixa de bem-vinda era mais que necessária.
Reid se encarregou da playlist da festa. Mozart e Beethoven foram descartados quando Emily falou que Penelope gostava de música calma e relaxante da Lady Gaga. Afinal, se Ned finalmente estava indo embora, também era algo para se comemorar.
O único trabalho de Derek era distrair Penelope até chegar a BAU. Hotch combinou de mandar um texto para os dois, informando de um caso novo, que não existia.
Penelope parecia estar no céu. Eles ainda não fizeram amor, mas Derek se deu alivio com as mãos enquanto ela dormia. Não no mesmo cômodo. Ele foi até a sala e lá fez o que tinha que fazer. A última coisa que ele queria, era deixar Garcia nervosa.
O telefone vibrou e então ela sabia que estava oficialmente de volta ao trabalho.
— Bom dia princesa. – Derek sussurrou no ouvido dela. – Hora dessa linda deusa acordar.
— Eu vou te mostrar um bom dia, Hot Stuff. – Ela virou com sono para ele. – Tinha esquecido que os Unsubs não dormem.
— Prometo te recompensar. – Ele mordeu a orelha dela. – Vista-se com calma enquanto eu preparo seu café.
— Eu te amo. – Ela o beijou. – Muito.
— O mesmo por aqui, Baby Girl. – Ele pulou da cama e foi se vestir.
Ela entrou no chuveiro e deixou a água correr pelo corpo. A marca do tiro agora tinha companhia de outro. Ela não reclamou das marcas. Elas fizeram Derek se aproximar.
Quando ela saiu do chuveiro, ela já havia decidido. Era hora de dar um passo na relação. Ela se sentiu pronta a fazer amor com o homem dos seus sonhos. Ela não faria por ele, mas por ela. Precisava se sentir completa por ele.
Ela vestiu um de seus vestidos favoritos. Ela se sentia incrível e entendeu porque Derek a amava. Por ser ela mesma. Pelas curvas que ela tinha.
Sentindo mãos carinhosas a apertarem, ela virou e encontrou o olhar de Derek apaixonado.
— Está linda como todos os dias. – Derek disse. – Agora, venha tomar seu café.
Ela o deixou a arrastar para a cozinha e encontrou uma mesa cheia de frutas.
— Pela sua cara vejo que gostou. – Derek disse satisfeito. – Apenas o melhor para esta deusa maravilhosa.
— Não precisava se esforçar tanto, Baby Boy. – Ela não estava desenhando. – Eu não mereço tudo isso.
— Você merece ainda mais. – Derek disse. – Maça, uva ou pera?
— Um pouco de cada. – Ela respondeu. – Amo as três.
— Então eu vou picar e fazer uma salada de frutas, enquanto você desfruta desse suco de laranja. – Ele passou o copo com o suco. – E você pode me contar como se sente voltando ao trabalho.
— Me sinto bem. – Ela disse, tomando um gole do suco. – Mais uma semana e eu enlouqueceria aqui.
— Enlouqueceria? – Derek arqueou uma sobrancelha. – Eu sou tão ruim assim?
— Não é você, Derek. – Ela consertou. – É que eu sinto falta do meu escritório e dos meus amigos. Apesar de JJ e Emily sempre virem na folga deum caso, eu sinto falta dos escritórios. Sem falar que tenho medo de pensar em como a minha Batcaverna está com aquele garoto.
— Quanto a isso, Baby Girl, não se preocupe. – Derek disse, cortando as frutas. – Hotch fez Ned prometer que ele não iria colocar uma grama de sujeira no chão. E se ele fizesse isso, ele iria limpar.
— Eu só acho que eu preciso chegar a BAU logo. – Ela falou. – Acho que se eu não estiver por lá, Emily vai demorar ainda mais para confessar a Hotch que está em queda por ele.
— Eu diria que está bem na cara dele. – Derek riu. – É engraçado ver o olhar dela quando eles estão juntos.
— Quais táticas usaremos? – Penelope estava fazendo planos. – Prender no armário do zelador ou no armário de suprimentos? O de suprimentos tem cadeado com senha.
— O de suprimentos. – Derek riu. – E deixar eles lá até confessarem os sentimentos um para o outro.
— Eles viviam tentando bancar os cúpidos com a gente, agora vamos jogar o cúpido com eles. – Ela levantou o copo pela metade em uma alusão a um brinde. – E vamos todos sermos felizes.
Derek sorriu ao ver Penelope assim. Morar com ele havia lhe feito bem, mas mais do que isso, fez bem a ele ter a pessoa mais importante do seu lado, proteger e amar.
Ele a ajudou a subir no carro, a colocar o cinto. Era um verdadeiro cavalheiro. Ele não era assim com as outras.
Ele ficou com loiras, morenas, ruivas, azuis e castanhas. Magrinhas, mais cheinhas e esqueléticas, mas nenhuma lhe deu a confiança que Penelope Grace Garcia tinha dado.
Em comparação as ouras, ela sempre ganhava. Suas curvas perfeitamente colocadas, seus lábios sempre de vermelho, rosa ou roxo o faziam ter fantasias inadequadas no local de trabalho. Ele não se cansaria dela nunca.
E apesar de tudo o que ela ainda passava depois de George e seu estupro, os pesadelos, medos e incertezas, ela ainda era a mais forte. Eles achariam George e o fariam pagar.
Era algo que toda a equipe estava envolvida. Ninguém mexia com Penelope e ficava livre.
Derek dirigiu até a BAU, sempre tendo o cuidado de olhar para ela em cada sinal que paravam e dar um sorriso em troca de um sorriso dela.
Quando entraram no estacionamento da BAU, ela parecia gelada, mas relaxou quando ele apareceu do outro lado e pegou sua mão na dele. Era a primeira vez deles como um casal e ele faria questão de mostrar a todos o quanto ele a amava.
JJ apareceu na sala correndo. Era a deixa.
— Eles estão subindo. – JJ informou a todos. – Hotch, vá até a porta e os leve para cá. Aja como se fosse um caso normal. Detalhes e essas coisas.
Hotch foi e pegou uma falsa pasta marrom. Ele deveria ser ator quando se aposentasse.
Quando o elevador abriu, Derek ainda não tinha soltado a mão dela. Era um homem possessivo com justificativa.
— Temos um bem ruim hoje. – Hotch disse, olhando para Penelope. – Crianças sendo sequestradas e assassinadas.
— Isso é horrível. – Ela disse. – Precisa de algum arquivo agora?
— Vamos passar na sala de reuniões primeiro. – Hotch disse. – Fico feliz por termos você de volta, Penelope.
— É bom star de volta. – Ela respondeu. – Senti saudades do senhor. E de todos os meus amigos.
— Tenho certeza que eles também. – Hotch respondeu. – Entre.
Penelope abriu a porta e seu sorriso ficou ainda mais largo. Uma faixa no teto dizia: "Bem-vinda de volta Baby Girl." Com Glitter e tudo. Havia um bolo de chocolate e docinhos na mesa. Todos seus amigos estavam lá. JJ e Emily jogaram confetes na direção dela e pularam para abraçar a amiga.
— Bem-vinda de volta, Garcie. – JJ falou. – Você fez tanta falta.
— Sério PG. – Emily concordou. – Aquele tal de Ned era um desastre. Até uma tartaruga seria mais rápida que ele.
— Eu acredito nisso. – Ela abraçou as duas ao mesmo tempo. – Senti falta das duas.
— Sentiu minha falta? – Spencer perguntou tímido.
— Com toda a minha alma, Gênio. – Ela bagunçou o cabelo de Spencer. – Gostei do cabelo.
— Obrigado. – Ele sorriu. – Você está bem mesmo?
— Quase totalmente recuperada. – Ela respondeu. – Segundo meu enfermeiro pessoal aqui. – Ela apontou para Derek. – Eu devo evitar saltos altos e não me esforçar demais.
— Saltos altos não são recomendados nas primeiras cinco semanas de recuperação. – Spencer começou. – Pode haver tonturas e se estiver de salto, você pode cair e machucar o pé.
— Senti falta desse tipo de coisa. – Penelope confessou. – Posso dar um abraço?
— Todos os que você quiser, Penelope. – Spencer disse. – Quantos você quiser.
— Espero que tenha lugar para mim. – Rossi apareceu com um buquê de rosas vermelhas. – Não precisa ter ciúmes Derek. Apenas flores de amizade.
— Uau. – Penelope pegou o buque com cuidado. – São lindas. Obrigado, Agente Rossi.
— Dave, Penelope. – Rossi a corrigiu. – Apenas Dave.
— Certo, Dave. – Ela corrigiu. – Eu as adorei.
— Prontos para comer? – Derek disse. – Eu estou com fome.
— Então vamos lá. – Hotch disse. – Antes que Cruz entre aqui.
Eles começaram a comer o bolo e atacar os docinhos. Eles estavam felizes.
George estava se preparando para o golpe final. Agora que a casa onde ele levava suas vítimas tinha sido demolida, suas coisas apreendidas ele teve que encontrar um novo local. Pesquisando casas com porão grande e em um lugar isolado, ele colocou correntes nele e preparou todo o lugar para Penelope.
Ele não voltaria a violentar ela. Agora era uma vontade de vingança. Ele a cortaria toda e depois mandaria pedaço por pedaço para Derek. Ele ainda precisava de algumas coisas e mais dois meses para deixar tudo pronto.
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