Laços
42 Justiça e Poder, Lado a Lado
Notas iniciais
Lá estava ele, diante de todo o Olimpo e mais uns convidados. O lugar era uma enorme abóbada, a arquitetura rústica e elegante mostrava o quanto aquele local era importante, à sua frente estavam vários tronos enquanto ele se encontrava ajoelhado com os pulsos presos por correntes feitas de um material da terra dos deuses.
Todos os seus amigos e sua família se encontravam ali, estavam todos nervosos e com medo do destino que aplicariam ao jovem filho de Zeus, principalmente Hinata, visto que aquele homem era o pai de seu filho, e era o amor da sua vida. Kushina apertava com força as mãos contra o peito, rezava para que ele saísse com vida.
Os olhos prateados da deusa Athena se voltaram para o homem ajoelhado diante dela e seus semelhantes, ele não mostrava medo ou fraqueza alguma, a aura transmitida por seu irmão era calma e pacífica. Quando os olhos azuis se ergueram em sua direção, ela soube, ali seria decidida a coisa certa.
– Muito bem Uzumaki, sabes que a maioria aqui é a favor da tua execução não sabe? – O loiro somente assentiu. – O que tens a dizer em tua defesa? – Ele fechou os olhos, estava ficando nervoso diante de todos aqueles olhares sobre si, mas não fraquejaria! Nem que tivesse que levar o inferno aos céus, viveria em paz ao lado de Hinata.
– Nada. – Disse surpreendendo a todos, a deusa da justiça ergueu uma sobrancelha.
– Tens certeza?
– Sim, eu não preciso me defender, visto que os únicos errados em toda essa bagunça são vocês. – Imediatamente Nêmesis, Éter e Moros se levantaram, como aquele mortal podia ter tanto desrespeito?
– Como tem a ousadia de dizer isso mortal?! – Exclamou a deusa da vingança, iria ela mesma arrancar a cabeça daquele garoto!
– Ora, a única coisa que eu fiz foi me defender, vocês me perseguiram desde o meu nascimento... – E então se levantou, e sem esforço algum, quebrou as correntes que prendiam seus pulsos. – Esperavam mesmo que eu cruzasse os braços e aceitasse o destino que vocês queriam me impor?
– É esse o trabalho de um mortal! Aceitar o destino que nós quisermos dar a vocês! – Exclamou o destino, quem aquele humano achava que era?
Naruto olhou bem para os três, só conseguiu sorrir, caiu no chão gargalhando daqueles seres chamados deuses. Não entendia como podiam existir seres tão mesquinhos e prepotentes.
– Vocês são tão patéticos... – Imediatamente a deusa da vingança partiu pra cima do loiro com um par de espadas banhadas por um cosmo negro.
O Uzumaki parou o ataque da deusa com somente uma mão, olhou sério pra ela, e sem paciência alguma, afundou a bela face feminina no chão com força, logo em seguida apoiou o pé direito sobre o corpo deitado.
– Se pensam que eu vou deixar qualquer um de vocês tomarem de conta do meu destino, ou das pessoas que amo, estão enganados. Eu não vou abaixar minha cabeça diante de deus algum! Eu já fiz isso a minha vida toda! Tudo que eu sempre quis foi viver em paz, mas pela ambição e arrogância dos deuses eu tive de lutar feito um condenado, quase perdi a minha mãe, fui forçado a matar o meu avô, inocentes morreram na Terra, minha noiva quase perdeu nosso filho e eu quase perdi minha sanidade. Se acharem que podem controlar meu destino, vão em frente! Tentem! Mas eu digo, eu mato sem dó ou remorso algum qualquer um que ameace a minha família, meus amigos ou qualquer mortal por conta dessa supremacia de merda! – Seu olhar raivoso caminhou por cada rosto ali, seu pai sorria orgulhoso, aquele era seu filho! Filho de Kushina, aquele era seu Naruto.
– Quem você pensa que é Uzumaki?! Acha que pode vir assim do nada e acabar com tradições que perduram desde o início dos tempos? Quanta prepotência! – Gritou Éris, a discórdia, estava sentindo um ódio mortal daquele homem.
– Se quer tanto que eu me curve a você... – Fechou os olhos liberou seu cosmo, que agora, devido ao fato de as duas metades de sua alma estarem juntas somadas ao poder do caos, era monstruosamente poderoso. Suas katanas apareceram imponentes em suas mãos e ao abrir os olhos, o azul cintilava como um raio. – Então venha e me obrigue!
Todos, sem exceção, estavam assustados com tamanho poder, ninguém se atreveu a mover um só músculo. Athena olhou para Éris, a deusa da discórdia estava trêmula diante do cosmo assombroso do loiro. Não havia mais dúvidas, ninguém ali poderia se impor sobre ele, Naruto agora era uma existência acima deles, mesmo sendo só um mortal.
– Muito bem Naruto, você diz não precisar de defesa por que a culpa é nossa, já os outros deuses dizem que a culpa é sua por ser mortal e querer ser maior que uma divindade. Tem alguma última palavra sobre isso? – Perguntou Athena calma e séria. Um sorriso se abriu no rosto jovial do loiro.
– Sim, vocês são patéticos, tão patéticos que eu mal consigo me segurar pra não rir... – Respondeu tentando se controlar pra não rolar no chão ali mesmo.
– Sendo assim, só posso te agradecer por ter comparecido e te desejar um feliz casamento ao lado da Hyuuga. – Disse a deusa, os deuses que eram a favor da morte do filho de Zeus se levantaram alterados.
– Como assim você vai deixar ele ir embora?! Ele acabou com Cronos, Urano e Tártaro! Esse ser medíocre não pode sair impune daqui! – Gritou um dos deuses com ódio na voz.
– Se acha que ele deve ser morto, então mate-o você mesmo. Mas fique ciente de que ele não será julgado caso acabe com você. – O deus imediatamente se calou, seria humilhado caso tentasse algo contra ele, visto que aquele cosmo que se igualava ao de Zeus não era nem um terço do poder total dele.
– Que bom que conseguimos resolver tudo pacificamente, eu odiaria ter que degolar mais alguém. – Agradeceu Naruto com um sorriso de desdém brincando em seus lábios.
– Visto seu poder Naruto, não acha que seria melhor se tornar um deus à viver como mortal? – Perguntou a irmã, queria ter certeza que seu irmão era um homem de honra.
– Eu só quero uma vida tranqüila ao lado da minha Hinata, se eu puder, pretendo não ter que lutar nunca mais, ela é tudo que eu preciso. – Respondeu o loiro caminhando na direção da noiva que já vinha correndo para abraçá-lo.
Athena constatou que Hinata era uma mulher de muita sorte, ela tinha só pra ela o homem mais bonito que já conhecera, por dentro e por fora, mesmo com suas imperfeições ele era o tipo de homem que teria qualquer mulher na hora quisesse, até mesmo uma deusa.
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Depois de sua vitória contra os deuses em seu julgamento no Olimpo, Naruto festejou com seus amigos e sua família. Fora um dia inteiro de festa, todos gritavam seu nome e o parabenizavam, mas ele passou o tempo todo ao lado de Hinata, paparicava-a de todas as maneiras, achava que a Hyuuga já havia passado por emoções demais para uma mulher grávida.
E passaram-se os dias, o inverno estava forte, o mundo parecia um lugar mais convidativo agora que aquela babaquice de mandar em destinos havia acabado. Naruto estava deitado no sofá com Hinata deitada sobre ele, a morena estava agarradinha ao corpo grande e forte, quase dormindo já. Aquela paz era algo tão bom...
– Hina?
– Hum...
– Você está feliz?
A Hyuuga levantou a cabeça para olhá-lo nos olhos, ele continuava afagando seus cabelos.
– Ainda pergunta? – Respondeu sorrindo e dando-lhe um selinho.
– Sabe, é que, agora que toda essa perseguição infernal acabou... Eu percebi que minha vida é uma bagunça. Você quer mesmo passar a vida ao lado de um cara que não consegue nem arrumar uma estante de livros? – Ela sorriu novamente, como ele ainda conseguia pensar naquilo depois de tanto tempo?
– Acho que não me importo com estantes de livros ou qualquer outra coisa... Daqui até a vida inteira dá pra te ensinar a arrumar as coisas. – Ele sorriu feliz, envolveu o corpo dela em um abraço apertado e sentiu o cheiro de flores do pescoço alvo.
– Eu te amo tanto...
– Eu vou te amar pra sempre, meu herói...
Como sempre, ele não resistiu. Tomou os lábios carnudos em um beijo carregado de luxúria. Ela emaranhou as mãos nos fios loiros, ele ficava tão lindo com aqueles cabelos longos... Sentiu as mãos grandes e fortes apertarem sua bunda e gemeu, gemeu bem no pé do ouvido dele só pra provocar, e não deu outra, imediatamente sentiu a ereção dele por baixo das roupas.
Com urgência as peças de roupas foram sendo tiradas e jogadas pela sala de estar, Naruto estava somente com sua Box enquanto Hinata estava completamente nua. Ele desceu os beijos para o pescoço enquanto apalpava um seio com uma mão e acariciava a intimidade molhada e quente com a outra, a morena já rebolava com suas carícias e gemia de propósito.
Desceu a boca até os seios onde se deliciou agora que estavam maiores por conta da gravidez, chupava-os com uma urgência que beirava a loucura e a necessidade, a Hyuuga não tentava nem um pouco conter os gritos e urros de prazer. Quando ele desceu a boca para sua intimidade ela delirou, Naruto fazia aquilo tão bem que ela gozava como se fosse uma depravada.
Ao sentir o líquido dela em sua boca, tomou novamente os lábios já inchados fazendo-a provar de si mesma. Hinata era tão gostosa que ele sentia a necessidade fazer a cada duas horas do dia, não importava o lugar nem a situação, bastava querer e eles faziam.
Retirou a cueca com pressa enquanto a Hyuuga pedia pra ele ficar de pé, fechou os olhos e gemeu alto ao sentir os enormes peitos cobrirem seu membro e a pequena boca chupá-lo com urgência. A língua dela fazia um trabalho divino, Hinata era a perdição, se fosse para o inferno a culpa era toda dela.
Não conseguiu se segurar quando ela apertou os seios e chupou mais forte, suas mãos automaticamente se moveram até a cabeça dela e começou a estocar, logo gozou e a morena engoliu tudo enquanto lhe sorria pervertidamente.
– Como você consegue ser tão gostosa?
Ela não respondeu, somente empurrou-o para cair sentado no sofá e sentou-se sobre o membro ereto sem calma ou pudor algum, começou a rebolar feito uma ninfomaníaca e logo já cavalgava sobre o noivo que chupava os seios tão amados.
A morena gritava, o som dos corpos se chocando era excitante demais, os olhares que eles não deixavam de trocar nem por um segundo eram carregados de amor e luxúria, e ela sabia que nunca faria aquilo com nenhum outro homem, mesmo em outra vida, mesmo em outro mundo paralelo. Suas almas se pertenciam, haviam dado um nó nos fios de seus destinos.
Hinata chegara ao orgasmo duas vezes enquanto praticamente pulava sobre o amado, ele somente urrava cada vez que as paredes da vagina dela se contraiam. Quando a morena chegara ao terceiro orgasmo ele finalmente gozou, e ela gozou mais uma vez ao sentir o sêmen quente em seu interior.
Desfaleceu exausta sobre ele, sentiu os braços fortes rodearem sua cintura com carinho, sorriu enquanto desenhava círculos no peitoral dele com o dedo indicador.
– Você gostou Naru? Da espanhola?
– Sua perversão vai me arrastar pro inferno Hina... Você é a perdição...
Ao ver o rosto corado dela sorrindo-lhe com uma felicidade enorme, lembrou-se do por que de todo seu sofrimento ter valido a pena, ela era tudo, seu ponto fraco e sua fortaleza ao mesmo tempo. Acariciou a face quentinha e aproximou lentamente seu rosto do dela, e calmamente sentiu a boca dela na sua e amou-a mais naquele momento.
Por Hinata, ele havia se tornado um deus para os deuses.
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