Laços
43 Um quase final muito feliz
Notas iniciais
Seus olhos travaram na imagem que via naquele momento. Hinata passava pelo arco de flores do jardim, sentiu vontade de chorar como nunca sentira na vida, ela estava linda, ela era linda. Os longos cabelos negros azulados se espalhavam ao vento assim como os seus, os olhos mais belos do mundo lhe fitavam com um sentimento que ele sabia que não compartilharia com mais ninguém, o genuíno e doce sorriso da sua Hyuuga lhe aquecia o peito.
– Eu te amo... – Conseguiu ouvir o sussurro dela antes que esta chegasse ao altar, ela usava um simples e leve vestido florido e solto que iam até os joelhos, nada extravagante, não gostavam de chamar atenção.
O casal sorriu à Jiraya, este estava assumindo o papel de “padre” para realizar o casamento dos dois. Prestou atenção na forma com que Naruto segurava e acariciava as mãos da noiva, seus olhos se voltaram para os rostos sorridentes e apaixonados que esperavam por suas palavras.
– Então... Não vou falar toda aquela baboseira de estamos aqui unidos e blá blá blá, vamos ao que interessa. – Fez sinal para Sasuke, este era padrinha do casal juntamente de Sakura. O Uchiha deu sinal para Kushina que estava sentada na primeira fila ao lado de Minato e segurava a pequena Sayuri no colo.
Levantou-se e caminhou de mãos dadas com a pequena até o altar, a menininha carregava as alianças do casal. Naruto e Hinata a olharam cheios de ternura, a pequena Sayuri ficava mais fofa a cada dia que passava.
– Pois bem, Naruto Uzumaki. Aceita Hinata Hyuuga como sua legítima esposa, perante os deuses e os homens, para amá-la, respeitá-la e cuidar dela por todos os dias de sua vida até que o sopro da morte os mande para outro lugar? – Naruto pegou uma das alianças das mãos da pequena Uchiha , levou a mão da noiva até os lábios e depositou um cálido beijo ali, logo em seguida pôs a aliança no dedo da amada.
– Eu prometo te amar, te respeitar, cuidar de você e te fazer feliz durante todos os dias de nossas vidas. Com essa aliança, símbolo da nossa união, eu te aceito como minha esposa e mães dos nossos filhos. – Disse tudo num sussurro, bem perto do ouvido dela.
– E você Hinata Hyuuga, aceita Naruto Uzumaki como seu legítimo esposo, perante os deuses e os homens, para amá-lo, respeitá-lo e cuidar dele por todos os dias da sua vida até que o sopro da morte os mande para outro lugar? – Então a Hyuuga pegou a outra aliança nas mãos da garotinha e pôs no dedo do seu Uzumaki.
– Eu prometo te amar, te respeitar, cuidar de você e te fazer feliz durante todos os dias de nossas vidas. Com essa aliança, símbolo da nossa união, eu te aceito como esposo e pai dos nossos filhos. – E então, sem esperar qualquer palavra de Jiraya eles se beijaram.
Os lábios ansiosos e as línguas desesperadas, Naruto apertara Hinata em seus braços como sempre fazia, e ela gemeu manhosamente ao seu pé do ouvido, como sempre fazia. Sabia que ele estava louco pra fazer amor, o desejo praticamente exalava de seus poros, e ela não estava diferente, Naruto lhe acendia um fogo que parecia não ter fim, e adorava provocar seu amado, amava vê-lo louco de tesão por si.
Logo os convidados aplaudiram a união, Kushina tinha os olhos marejados, era tão bom ver seu filho feliz, olhou para Menma, ele seria o próximo e não demoraria. Anna também tinha os olhos marejados, sentiu uma pontinha de inveja de Hinata, estava louca para se casar, amava tanto Menma que não conseguia aguentar.
E embalados pelos aplausos de todos, o casal Uzumaki caminhou pelo jardim rumo à limusine que os esperava. O local onde realizaram a cerimônia era lindo, um jardim espetacularmente florido, e muito, muito colorido. Para surpresa de todos quem escolhera o local fora Naruto, ele sabia que Hinata adorava flores, e depois de constatar que ela amara a surpresa, faria tudo pra ver aquela alegria nos olhos perolados novamente.
– Parece que agora eu sou a senhora Uzumaki... – Ela tinha um sorriso brincalhão nos lábios.
– É, você é minha senhora Uzumaki, parece que o herói finalmente vai conseguir o final feliz ao lado da princesa. – Ele foi chegando perto, pegando as mãos dela e pondo em volta do pescoço, segurando a fina cintura e acariciando a barriga já um pouco redonda pela gravidez.
– Eu sabia que você me ia me amar desde a primeira vez que nos beijamos, mas não acha que exagerou enfrentando até os deuses pra viver ao meu lado? Eu valho mesmo tudo isso? Vo-você vai continuar me amando quando eu estiver parecendo uma baleia e reclamando de dor nas costas e vomitando que nem uma bêbada? – Naruto sorriu, eram tão engraçadas aquelas mudanças de humor. Pegou o rosto dela entre as mãos e beijou-lhe a testa.
– Enfrentar os deuses não foi nada comparado ao medo do seu “não” quando eu te pedi em casamento. – E beijou-lhe os lábios. – Você é a melhor coisa que já me aconteceu, eu amo tudo em você Hinata, eu vou te amar quando você estiver gorda, vou te amar quando você estiver velha, vou te amar quando você for só uma caveirinha dentro de um caixão, vou te amar em outra vida... – E beijou-a novamente. – E em outra... – E beijou-a novamente. – E em outra...
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Estavam em casa, logo teriam de ir à festa. Naruto reparava na bunda de Hinata enquanto estava em pé reclamando que nenhuma roupa ficava bem nela, a barriga não deixava.
– Amor, vão me chamar de gorda na minha própria festa de casamento... Nenhuma roupa fica boa em mim... – Choramingou num tom infantil, usava somente uma lingerie vermelha, o que estava deixando o marido com mais tesão que antes.
Naruto levantou calmamente e caminhou até sua mulher, quando ela ia reclamar alguma coisa agarrou-a e calou-a com um beijo. Levou as mãos até a bunda avantajada e apertou cada nádega com força, colando o corpo dela ao seu o máximo que podia.
– Então não veste nada, eu particularmente prefiro você nua, deitada na nossa cama gemendo no meu ouvido... – Mordeu a orelha quente dela, desceu para o pescoço, as mãos abriram o feche do sutiã. Sentia a respiração dela cada vez mais pesada e os seios intumescidos. – Nós não precisamos ir pra festa, nós precisamos fazer amor. – Rasgou a calcinha dela com um único puxar de suas mãos. – Eu preciso declarar meu amor por você de novo, te deixar louca Hinata, do jeito que eu sei que você gosta.
– E-eu tava esperando você dizer isso... – E não precisaram trocar mais palavras, ele mesmo tirou a própria roupa e agarrou-a erguendo-a do chão, ela enlaçou a cintura máscula com as pernas e eles se beijaram. Naruto imprensou-a na parede com certa delicadeza, e penetrou-a com força. Ela gemeu entre um beijo e outro e ele apertou suas nádegas.
Hinata gritou, não se importava se havia gente passando pela rua, ou se ia incomodar os vizinhos. Naruto estocava com tanta vontade que ela duvidava que eles teriam somente um filho, sentiu a boca dele em seus seios e arqueou as costas, emaranhou as mãos nos longos cabelos loiros e sentiu o orgasmo cada vez mais próximo.
– Aaaahhhhh!!! Isso amor, com força! – Naruto sentiu as paredes vaginais da esposa o apertarem quando ela gozou, sua mulher era um tesão.
Colocou-a de quatro na cama e penetrou-a novamente, abraçou-a por trás e apertou os fartos seios um no outro, desceu uma mão até o clitóris e massageou-a carinhosamente, Hinata arqueava as costas e empinava o bumbum oferecendo-se cada vez mais.
Ele não resistiu, se derramou dentro dela com tudo enquanto ela gozava novamente. Caiu para o lado na cama e puxou-a para seu peito, ainda não estava satisfeito, mas ela merecia um descanso, sabia que logo ela mesma tomaria iniciativa e eles repetiriam aquilo a noite inteira.
– Isso é melhor que a festa não acha? – Ela sorriu envergonhada, era tão bom sentir o cafuné que ele lhe fazia toda vez que terminavam um “round”.
– Mas ainda não chegamos nem na metade... – Comentou safadamente enquanto apertava o membro já ereto dele.
– Tava esperando você dizer isso... – E começaram tudo de novo. Fizeram amor a madrugada inteira, e quando acordaram pela manhã se deram conta de que estavam casados. Finalmente casados.
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Naruto e Menma tiveram uma banda, fizeram vários shows, gravaram um EP, mas não passou disso. Primeiro por que o loiro não queria perder nem um momento da gravidez da esposa, segundo por que se fizessem sucesso, com certeza no futuro seria um cara muito ocupado e perderia o crescimento do filho, então desistiu da banda.
Mas não desistiu da música.
Ele e o irmão estavam se preparando para um grande negócio, estavam criando uma marca de instrumentos musicais. Claro que precisariam de dinheiro, e claro que Sasuke e Itachi entraram no negócio como investidores, não só por que Naruto e Menma eram seus amigos, mas por que eles realmente entendiam do assunto e sabiam que eles fariam um bom negócio.
Faziam quase oito meses que Naruto e Hinata haviam se casado, a Uzumaki não podia ir na padaria desacompanhada que o marido ficava louco. Ela até gostava de ser tão mimada, mas às vezes chegava a ser um saco. Não podia ir ao supermercado, mesmo que fosse dirigindo, não podia passear com Sakura, sua mãe, Kushina e a pequena Sayuri por que elas andavam demais, não podia nem mesmo acompanhar Naruto na construção do seu negócio.
– Naruto, eu já falei que não sou uma inválida, só estou grávida. – Reclamou pela milésima vez. Estavam em um jantar depois de um cinema, e metade dos pratos do cardápio estavam “cortados” por Naruto, ele achava que não eram nada saudáveis pra uma mulher grávida.
– É por isso mesmo meu bem, e se você passar mal? E se pegar uma infecção alimentar? Meu Deus! E se esse lugar não for higiênico o suficiente?! Vamos embora daqui Hina! – Hinata olhou-o entediada, ele era o homem mais sexy e incrivelmente apaixonado do mundo, mas quando começava com aquelas paranoias era um completo idiota.
– Acho que quando eu for ao banheiro não vou usar papel higiênico, vai que ele esteja mais sujo que a minha bunda? Não acha? – Ele arregalou os olhos e parou por um segundo, só então percebeu que ela estava sendo irônica.
– Você tá sendo irônica? – Hinata suspirou, ele podia ser muito lerdo quando queria.
– Amor, vamos pra casa. – Se levantou devagar por conta da barriga enorme, não queria se estressar com Naruto, sabia que ele não fazia por mal, só estava preocupado, afinal, já havia visto ela ferida demais várias vezes, já era automática aquela preocupação toda, sorriu um pouco, ele a amava tanto que chegava a ser idiota.
– De-desculpa Hina, e-eu só tava preocupado. É que eu não quero que você se machuque... – Ajudou-a a levantar com cuidado, não suportava a ideia de que alguma coisa acontecesse a ela, Hinata já se ferira demais pra ele não se preocupar. – Não precisamos ir embora...
– Tudo bem, esse cardápio tá me deixando enjoada mesmo. – Era mentira, mas o que ia dizer depois era a mais pura verdade. – E o que você come em casa não tem nesse restaurante... – Chegou bem perto do ouvido dele. – Ou será que eu estou tão enorme que você não sente tesão?
Ele imediatamente pegara-a no colo, sentiria tesão por Hinata até desatentada. Colocou-a no chão com carinho e abriu a porta do carro para que ela entrasse, logo entrou no carro também e pisou fundo. Uma mão no volante e a outra na coxa grossa e bem trabalhada de sua mulher.
– Você é gostosa de qualquer jeito meu amor, e com esses peitos enormes nem se fala.
– Quer dizer que mesmo com todo aquele papo de preocupação você tava de olho nos meus peitos?
– O-o que você quer que eu faça? Você fica andando só de lingerie o dia todo pela casa... – Sentiu o rosto corar um pouco. – O tesão só vai acumulando... – Hinata gargalhou.
– Mesmo com essa barriga enorme, arrotando igual uma porca, toda descabelada e até soltando pum, você ainda sente tesão? Você é mesmo pervertido! – Ela dizia aquilo, mas internamente estava saltitando de alegria por saber que mesmo grávida, ele ainda desejava-a com a mesma intensidade.
– O que eu posso fazer? A mulher mais linda do mundo passeando seminua pela casa, todinha só pra mim... Como é que eu não fico com tesão? Eu adoro você toda descabelada, desleixada, coçando a bunda com preguiça. – Ele parou o carro, estavam em um parque meio deserto. Normalmente não seria seguro ficar num lugar assim, mas quem seria louco de tentar alguma coisa com Hinata? – Eu te amo tanto que não consigo mais me aguentar...
Ele desceu a mão até a calcinha já molhada da esposa e puxou-a para o lado, ela estava encharcada. Sabia que cada palavra que dissera deixara-a excitada, estava adorando aquela gravidez.
– Acho que eu não sou o único com tesão aqui... – Tirou os dedos de dentro da intimidade sob os protestos dela, levou-os á boca e sorriu sacana. – Pra falar a verdade, você tá mais gostosa grávida. – O rosto dela já estava corado, de vergonha e desejo. Ele sabia que iriam fazer ali mesmo, dentro ou fora do carro.
– M-mas Naru, a-aqui não tem espaço... – Logo o Uzumaki estava abrindo a porta pra ela.
Mas aí Hinata sentiu algo molhando suas pernas, algo além de sua excitação.
– Amor! – Agarrou os braços dele ao sentir de repente a primeira contração. Naruto arregalou os olhos, não era o que ele achava que era, era?
– O-o que foi benzinho?
– A-acho que o bebê quer sair... – Viu os olhos dele se encherem d’água, logo depois o sorriso mais nervoso e feliz que ele já dera na vida.
– Fica calma, nós vamos chegar no hospital em um minuto. Eu te amo muito tá bom? – Beijou a testa suada sob a franja e entrou no carro, pisou no acelerador e engatou a terceira antes mesmo do carro andar dois metros.
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E pela porta do hospital passou um Naruto nervoso, apreensivo e feliz, muito feliz com uma Hinata sem graça nos braços. Logo Sakura aparecera ali junto de Kushina, ambas trabalhavam no hospital local e já esperavam por esse dia, afinal, estava quase passando do tempo do dia do nascimento do pequeno Uzumaki.
Não demorou até que a sala de espera se enchesse de gente. Desde Itachi até Temari, todos os amigos do casal estavam lá. Naruto andava de um lado para o outro como e mordia os lábios compulsivamente, os cabelos presos num coque mal feito por uma caneta e a testa suada de nervosismo.
– Calma Naruto, ela vai ficar bem. – Disse Sasuke entediado por fora, mas tão nervoso quanto o amigo por dentro.
– Você precisa estar calmo quando o bebê chegar Naru. – O loiro olhara para a cunhada com sorriso amarelo, ela tinha razão.
– Aposto que ele vai nascer sorrindo dessa sua cara de pastel. – Sussurrou Menma entediado, mas por dentro estava igual o Uchiha.
– Seu babaca, você tem a mesma cara que eu.
– Não com essa expressão de idiota.
– Tá com inveja por que eu nasci loiro?
– Se loiro é tão legal, por que se casou com a Hinata?
– Hey! – Protestou Anna inconformada. – Quer dizer que loiros são sem graça é?
– N-não quis dizer isso, é-é que – Sua fala foi interrompida pelo som do choro de uma criança. Nesse momento Naruto caiu de joelhos e com lágrimas nos olhos, finalmente, finalmente veria seu campeão, o fruto do amor dele e sua Hinata.
Tão logo Sakura saiu pela porta ele entrou, não sem antes abraçar a rosada e sussurrar um obrigado em seu ouvido.
Quando passou pela porta e viu a esposa segurando um embrulho pequeno e azul nos braços com todo carinho do mundo e lágrimas nos olhos juntas de um sorriso lindo, ele soube, seria feliz, faria ela feliz, e amaria todos os dias ao lado dela.
Aproximou-se devagar, não conteve o choro ao ver uma pequenina cabeça coberta por ralos cabelos loiros e um par de bochechas rosadas com marquinhas idênticas às suas. Quando a pequena criatura abriu os olhos e ele constatou que eram tão ou mais azuis que os seus sentiu seu coração saltar no peito. A sensação que tomou de conta do seu corpo era quente e terna, seu peito se encheu de um sentimento que ele nunca achou que fosse capaz de sentir, não sabia bem o que era, talvez fosse o sentimento de ser pai.
– Ele é lindo, minha nossa, e-eu fabrico bem demais... – A Uzumaki sorriu com lágrimas os olhos.
– E o que é que você não faz bem demais? – Ambos se assustaram quando a pequena criaturinha dera um gritinho, logo caíram na gragalhada, pareciam dois idiotas.
– Como vamos chamar essa coisinha fofa amor?
– Boruto, o nosso Boruto. – Sussurrou antes de beija-la apaixonadamente. – Eu te amo demais, você me faz o homem mais feliz do mundo meu amor. Obrigado, obrigado, obrigado. – Ela pôs a mão em seu rosto com um terno sorriso.
– Nós vamos nos amar pra sempre, mesmo em outras eras, mesmo em outros mundos... – Ela olhava-o fundo nos olhos com os olhos brilhando, e naquele momento ele soube, ela falava a maior verdade de todas.
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