Lótus Negra
27 Capítulo XXVI – Uniforme
— Então, fez o que eu pedi, Lenalee? – perguntou Komui, com o olhar sinistro.
— Sim, aqui está irmão. – disse ela, entregando–lhe uma folha. Não estava gostando daquela aura que emanava dele.
— Atenção, pessoal! – gritou Komui, para os pesquisadores que estavam concentrados nos documentos e experimentos, e com rostos mais que exaustos. – Já temos as medidas da exorcista nova! Agora, vamos trabalhar!
— É isso ai supervisor/assim que se fala/ trabalhe também!– ecoaram as vozes dos pesquisadores, que agora faziam rabiscos em papéis animada e velozmente.
— Entre. – mandou Serenhiel, sentada na cama, enquanto jogava e pegava a bola caramelo, Steamcanpy.
— Trouxe seu uniforme, e botas novas. – falou Lenalee, segurando uma caixa.
— Ah, obrigada. – agradeceu ela, abrindo a caixa para ver.
— Assim que você se trocar, vá para a sala de Komui. Ele vai lhe dar sua primeira missão.
— Tudo bem. – confirmou, enquanto remexia no conteúdo.
— Boa sorte. – desejou Lenalee, com um sorriso, e saiu. Lançando um olhar desconfiado para quem montava guarda do lado de fora, apoiado na parede.
— É... até que não é tão ruim. – comentou a elfa, se olhando.
A típica farda preta e vermelha com a insígnia da ordem fora modificada nas costas, com um corte em v quase indecente, aonde aparecia totalmente sua cruz, sorte que não ficava nada solto, e uma fita vermelha grossa era amarrada do lado da cintura, dando um ar digno às suas costas.
As mangas do uniforme eram maiores, levemente bufantes, dando um ar élfico ao uniforme, que batia em seus joelhos. Usava uma calça preta colada, e em seus pés, coturnos longos de couro que iam até as panturrilhas. Para completar, ela prendeu parte de seu cabelo em uma trança fina, como sempre fazia, deixando outra parte emoldurando seu rosto, com as pontas cacheadas que iam até o busto. Respirou fundo e saiu. Podia jurar que ele estava ali. Bom, pelo menos poupo a minha paciência.
Andou metade da ordem com uma expressão neutra e seu golem a seguindo pelo ar. Aquela nova aparência atraiu olhares masculinos, presentes em todo corredor por que passava, mas isso já não era nenhuma novidade para ela. Suspirou cansada ao chegar finalmente no escritório de Komui.
— Seren-chan~~ ficou muito bem de uniforme! – cantarolou Komui sentado em sua poltrona, fazendo um sinal de positivo para ela.
— E a missão? – perguntou ela no meio da sala, olhando de lado para o ocupante da poltrona na frente de Komui. Kanda estava de pernas cruzadas e olhos fechados.
— Estranhos relatos vieram dos habitantes de uma vila na Irlanda. – começou Komui, indicando um mapa atrás dele. – Parece que um duende ou leprechaum, como eles chamam, tem aterrorizado a região, roubando as provisões, soltado os animais e enganado e desaparecendo com alguns viajantes. Pode parecer mais uma fábula, mas alguns relatos nos levam a acreditar que seja...
— Inocência. – cortou Kanda.
— Mandamos dois finders a alguns dias, mas eles foram enganados pelo duende e um deles desapareceu. O resto vocês leem no trem. – terminou Komui, indicando as pastas que Reever dava para os dois exorcistas. E advertiu, antes que eles saíssem. – Tenham cuidado, nunca sabemos quando os Noahs vão atacar, ainda mais agora que eles parecem ter feito uma pausa estratégica.
Fale com o autor