Lágrimas de verão
2 Capítulo 2
Notas iniciais
* A tua cabeça
é um infinito ás avessas.
Com tua ponta aprende
a língua mais perversa.
Piedosamente escondes
obscenos rasgoes.
Com prender o molde ao pano
uma roupa lhe impoes.
No idioma da ambição
só ao módico dás nome:
"Algum para os alfinetes"
pede a mulher ao homem
Mais se cais ao chão ninguém
se rebaixa em colher-te.
Com um muxoxo de desdém
diz: " É um simples alfinete" — ( Poesia, não é de minha autoria e desconheço o autor).
...
Nasci numa tormenta
Eu cresci durante a noite
Tocava sozinha
Estou tocando sozinha
Eu sobrevivi
Ei
Eu queria tudo que nunca tive
Como o amor que vem junto com a vida
Eu tomava calmante e odiava
Mas eu sobrevivi
Um silêncio pouco agradável se instalou na sala. Emma não falou, eu não falei.
Vez ou outra podia sentir os olhos verdes dela sobre mim.
– Regina...- parei para olha-lá — Como uma garota como você está na detenção? É que você...
– Sou uma garota de familia rica , que não deveria estar na detenção. Basicamente sim, no entanto, não me importo.
– Você é diferente do que pensei que seria.
– Sou muito diferente do que aparento Swan.
Girei a cabeça para olha-la na mesma hora em que seus grandes olhos verdes me fitavam sem pudor. Senti minhas bochechas arderem, um sorriso sapeca surgiu em seus lábios rosados.
– Seus olhos Regina – disse me olhando atentamente.
– O que há com eles?
Ela colocou um sorriso ainda maior em seus lábios.
– São os olhos mais bonitos que já vi.
Ainda surpresa com seu comentário, sorri ligeiramente e agradeci.
Emma e eu conversamos sobre assuntos variados, que iam de música, entreterimento, arte... e em momento algum falamos de nossas vidas, de nossas famílias e nossas frustaçoes. O que eu agradeci internamente. Logo depois a coordenadora nos avisou que podiamos retornar as aulas, não vi mais Emma.
As horas que seguiram podem ser resumidas em matérias longas, trabalhosas e entediantes. A manhã foi longa e em vários momentos as órbitas esverdeadas invadiam minha mente com precisão, era inevitável não pensar naquela loira inteligente, que gostava de muitas coisas que eu gostava. E por mais que não a conhecesse a longo prazo, eu não podia evitar pensar nela, e não havia motivo.
Quando a última aula acabou, me despedi de alguns amigos de classe e segui até a saída do colégio. Quando já estava na metade do trajeto de volta para casa senti meu braço sendo puxado delicamente. Por Emma.
– Olá novamente senhorita – Emma disse sorrindo largamente. Foi inevitável não sorrir em retribuição.
– Emma! Como foram as aulas?
– Chatas, algumas interessantes. E as suas? – disse caminhando ao meu lado.
– Assim como as suas.
– Como é sua família Regina?
Puxei o ar com força para meus pulmoes e o soltei depressa. Encarei seu rosto angelical.
– Meu pai é homem adorável, bondoso, generoso e de um enorme coração. Minha irmã é um tanto doida, mais é boa, e minha mãe ... bem minha mãe é alguém você jamais irá querer por perto, ela tenta te controlar e manipular sua vida, e tudo tem de ser feito do jeito que ela deseja. E não sou muito próxima dos meus demais familiares.
– Sinto muito, por sua mãe ser assim.
– Tudo bem.
– Sabe...- ela parou de caminhar e ficou em minha frente- O que acha de nos divertirmos hoje?
– Nos divertir?Como?
– Você saberá como, hoje a noite.
– Não posso sair, principalmente a noite.
– Porque?
– Porque sou problemática Emma, meus pais tem medo de algo acontecer a mim. Tenho depressão a algum tempo.
Ela parou durante longos segundos, calada. Mais permanecia com suas mãos sobre meus rosto.
– Já pode sair correndo se é o que deseja.
De repente ela sorriu ligeiramente e acariciou com os polegares as laterais de meus rosto e disse:
– Eu não irei embora, nem mesmo quando você quiser que eu vá.
Encontrei um consolo no lugar mais estranho
Bem no fundo de minha mente
Vi a minha vida num rosto de uma estranha
E depois de ouvir aquilo, meus lábios sorriram, meu coração sorriu tudo em mim sorriu e brilhou como diamantes.
Cheguei em casa e segui para o meu quarto, a casa estava silenciosa. Joguei minha mochila sobre a cama e foi quando ouvi meu celular tocar freneticamente.
– Alô?
– Olá senhorita.
Abri um largo sorriso, era Emma. Antes de nos despedimos trocamos números de telefone.
– Emma!
– Só queria saber se chegou bem em casa.
– Sim, sim. E você?
– Também. Você ainda não me respondeu senhorita.
– Sobre o quê?
– Sobre sairmos está noite.
– Não posso sair Emma. Meus pais...- fui interrompida por sua voz doce.
– Quem disse que pedirá permissão a eles? Vamos! Não seja medrosa.
Nunca fui de sair as escondidas, no entanto, tudo tinha sua primeira vez.
– Está bem Swan. Pra onde iremos?
– Surpresa!
– Vamos, diga-me!
– Terá que esperar senhorita.
Bufei em frustação. Como ela era teimosa.
– Está bem.
– OK, nos vemos ás nove horas. Passarei aí para pega-la. Mandarei um torpedo quando chegar.
– Até mais tarde, se cuide Swan.
– Você também senhorita.
Atirei-me sobre a cama com um sorriso imenso, está seria uma longa e maravilhosa noite ao lado de Emma Swan.
Eu queria ir para lugares que os demônios iam
Aonde o vento não mudava
E nada no chão jamais iria crescer
Sem esperança, apenas mentiras
E você é ensinada a chorar no travesseiro
Mas eu vou sobreviver
...
Eu cometi todos os erros
Que você poderia possivelmente cometer
E eu peguei, peguei o que você deu
Mas você nunca percebeu que eu estava sofrendo
Eu sabia o que queria, segui e entendi
Fiz todas as coisas que você disse que não faria
Eu te disse que nunca iria ser esquecida
Eu sei que isso é parte de você
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