Lágrimas Do Inferno
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Pov Emily.
Emily ficou assustada.
Ia fazer algo só que já era tarde. A mãe já estava caído no chão. Emily olhou para cima procurando o demônios filha da puta, que havia o feito. Mas, ele não estava mais lá.
Pov. Terceira Pessoa
Sarah estava mexendo nervosamente os dedos em seu colo.
– Sarah, pare com isso. – pediu Dean com a mão na cabeça. – Está me deixando nervoso.
A morena revirou os olhos, olhando para o Winchester mais novo ao seu lado.
– E você, Sam? – perguntou distraída. – Como está?
Sam levou os olhos em direção a jovem, indiferente.
– Estou bem. Por quê?
– Nada. — mexeu a cabeça. — Minha mãe já deve estar chegando com Emily.
O moreno balançou a cabeça em concordância. Dean assentiu, também concordando com as palavras de Sarah.
Ficaram mais um tempo nesse silêncio constrangedor, quando a porta do quarto de hotel se abriu.
Uma jovem loira de olhos cinzentos adentrou o quarto, com uma expressão curiosa.
– Olá, maninha. – disse irônica. Os cabelos perto da testa estavam sujos de sangue, grudando-se em seu rosto.
– Emily, como está? – a morena perguntou, aflita pelo estado da irmã.
Os irmãos se entreolharam e ficaram em silêncio, esperando que as irmãs se resolvessem.
– Bem. – disse Emily sem deboche, deixando-o de lado um pouco.
Sarah se levantou de onde estava.
– E a mamãe? – seu tom não era preocupado, e sim receoso.
– Quem são eles? – Emily perguntou, mudando o rumo da conversa.
A loira o fizera com tanta facilidade, que Dean prometeu-se que ia lhe dar os parabéns mais tarde.
– São uns amigos meus. – Sarah respondeu, rapidamente. Os irmãos a olharam. – Nada importante.
Dean olhou-a, ofendido. Sam não ligou para isso.
– Hum. – gemeu Emily colocando a mão no local de seu ferimento. O corte estava sangrando bastante e ela o sentia latejar.
– Emily sente aqui. – ofereceu a irmã, indicando a cama. – Vou pegar o quite de primeiros socorros. – e foi até sua bolsa.
– Sarah, eu to bem, ok? – disse Emily, tentado acalmar a irmã. – Olha pra mim.
Sam deu um passo à frente.
– Você não parece bem. – concluiu o moreno, olhando a aparência da garota.
– Não sei não, Sammy... Ela parece muito bem. – Dean comentou malicioso, olhando-a. Emily o achou muito idiota.
O olhar que Emily o direcionou, deu de dez a zero na escala do mal.
Ela ia dar uma resposta bem educada, quando a irmã interveio.
– Sam tem razão, Emily. – Sarah estava com algodão e remédios nas mãos. – Você não está bem. Aceite.
Ela bufou e sentou-se na cama, derrotada.
– Então... Cadê a mamãe? – novamente Sarah perguntou, limpando os ferimentos da irmã.
Emily , mexeu-se desconfortável na cama.
–Ai! — reclamou de propósito, tentando enrolá-la mais uma vez. O que não funcionou.
–Desculpe. — murmurou a morena. — Mas me responda. Onde está a mamãe?
– Ela... — sua voz falhou. Sarah a olhou, nervosa.
Os irmão estreitaram os olhos, desconfiados.
– Ela.. .- a irmã a incentivou a continuar.
A loira respirou fundo, antes de falar.
– Ela morreu.
No primeiro segundo, Sarah cogitou a hipótese de rir. Mas depois...
– Tá falando sério? — Sarah murmurou, não acreditando.
– É verdade. — Abaixou o rosto.
Sarah passou entre os irmãos, que estava ombro à ombro, indo em direção ao banheiro, se trancando lá.
–Sarah... — Sam murmurou, antes de ela estra no cômodo.
– Eu sinto muito. — Dean falou, solidário. — Você está bem?
Emily levantou a cabeça.
–Sim, estou bem. — respondeu, encarando-os.
– Bem? — perguntou o Winchester mais velho, achando que não havia escutado direito.
– Já disse que sim. — a loira respondeu, meio irritada.
Dean a olhou confuso. Sam não estava entendo nado. Como Emily poderia estar bem? a Mãe havia sido morta.
– O que aconteceu lá? — o moreno perguntou, duvidoso.
A garota passou diretos por eles indo em direção ao banheiro, onde estava a irmã.
– Sarah, abre aqui. — ela deu umas batidas na porta. Nada. — Vamos lá, abra essa porta.
– O que ouve? — Dean perguntou, aproximando-se da porta do banheiro. Sam se juntou a ele.
– Sarah? — a loira perguntou contra a porta.
– Deixa comigo!- Dean disse indo a porta, com intenção de arrombá-la.
Antes que quaisquer movimento fosse executado, o quarto de hotel começou a tremer.
As luzes começaram a piscar. Um grito ecoou pelo quarto.
– Sarah! — gritou Emily com uma expressão desesperada. — Abre a porta!
Dean olhava para todo os lugares, a procura de demônios. Quando encontrou o procurado, rosnou:
– Crowley! O que quer?
Sam e Emily olharam para o demônio, também.
– Olá garotos e... — Crowley deu uma pausa, virando-se para Emily. — Emily. Foi uma maravilha matar a sua mãe, viu?
– Desgraçado! — a loira falou, indo em direção ao banheiro. — O quê houve com a minha irmã?
Crowley riu.
–Fala, seu imbecil!
– Nada. — era claro que o demônio queria disfarçar algo.
Os Winchester pegaram sua armas de sal, apontando-as para o demônio.
– Tá legal! — o demônio gritou, rendendo-se. — Quero Sarah.
–Vem pegar.- disse, desafiando-o.
Sam colocou-se na frente da garota, quando o demônio foi em sua direção.
Dean estava preparado para uma briga.
Só que esta foi impedida.
Um homem de sobretudo apareceu. O mesmo ia começar a recitar um exorcismo, quando o demônio desapareceu.
A porta do banheiro foi destrancada.
Emily correu para o lugar, desesperada.
– Disse para tomar conta dela! — Castiel disse.
– A culpa não foi nossa. — defendeu-se Dean.
Quando Emily colocou os olhos no banheiro, suspirou aliviada.
A irmã estava bem e isso era o que importava. Castiel desapareceu, dizendo que tinha assuntos no céu, o que deixou Dean e Emily desconfiados.
– Como você está? — perguntou Dean.
–Bem? — disse em forma de pergunta.- Aconteceu uma coisa estranha.
– O que? — Sam foi o primeiro a perguntar.
Todos a olhavam, atentos.
– Tive uma visão. — avisou, meio envergonhada por todas as atenções estarem pra ela.
– Visões? — perguntou a irmã, atônita. — Que tipo de visões?
A morena abaixou a cabeça, triste.
– Eu vi a mamãe. — Emily a olhou, surpresa. — Com Crowley.
O irmãos também a fitavam surpresos.
– Ela está sendo torturada por Crowley no inferno? — a loira berrou, transtornada. — Meu Deus!
–Não é bem assim. — a irmã disse. — É mais horrível ainda.
–Fale, logo — Dean pediu com impaciência.
Sam o olhou, sério.
– Calma, respira. — Emily disse.
A morena o fez.
– Agora conte-nos. — pediu Sam.
– A mamãe está viva. — Emily arregalou os olhos. — Ajudando Crowley em um plano.
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