Kuromeido ( 黒メイド )
27 Como se fosse Ontem ( Liselotte )
Notas iniciais
Espero que se apaixonem de novo por eles! :3
Vejo por vocês lá embaixo õ/
Undertaker me olha por um momento, como se esperasse uma reação minha após o beijo na testa. Aproximo meu rosto, e encosto meus lábios nos seus. Mas ele hesita por um momento, e recua.
— O que você está me escondendo? – digo o fitando.
— E...Eu não estou escondendo nada – protesta ele se atrapalhando com suas palavras.
— Eu sei que tem alguma coisa. – insisto.
— É...É que... Eu fiquei meio apreensivo quando você entrou no quarto com o seu irmão... – diz ele apreensivo
— Ei, ei – digo levantando seu rosto com as pontas dos meus dedos. – Ele é meu irmão. Eu amo ele, eu realmente o amo. Mas nunca amarei ele da mesma maneira que amo você.
— E...Eu sei disso. Mas... Você é tão bonita, e perfeita. – diz ele corando, algo que nunca imaginei que pudesse acontecer com ele.
— Eu amo ele, muito mesmo. Sentia muito a falta dele, mas eu queria falar com ele, olhar em seus olhos, me lembrar de quando éramos crianças. Mas você... Eu te amo mais do que tudo. Eu sinto falta de seus lábios, do seu abraço, da sua presença. Tudo que eu quero fazer quando anoitece, é ter você só para mim. De ter seus lábios juntos aos meus, de ter seu corpo mais perto do meu. Entendeu a diferença? – digo com um sorriso de canto.
— Me...Me desculpe. Eu... só não quero te perder novamente. Por favor... – interrompo sua frase encostando meus lábios nos seus, e o beijando de leve.
— Boa noite. – me viro e fecho meus olhos. Me concentro nos ruídos do lado de fora: o vento batendo nos galhos das árvores, os lobos uivando longe.
Tudo isso me lembra a época em que me apaixonei por ele. Um grupo de Shinigamis já formados resolveu aproveitar seu tempo de recesso para vir ao mundo humano para se divertir um pouco, e conhecer de perto a vida dos humanos. Eu e Undertaker estávamos no meio desse grupo, juntamente com mais uma garota e três garotos. Pagamos por cabanas para ficarmos alguns dias. Eu e ele dividimos uma e os outros quatro dividiram outra um pouco maior.
Sem foices, sem violência. Nós apenas queríamos observar de perto uma comunidade humana. Na época, nós dois éramos apenas colegas. Tínhamos feito o Teste Final juntos, por termos as melhores médias totais e ficamos amigos. Mas aquela viagem mudou o curso de nossas vidas. Na primeira noite de nossa estadia, nós seis jantamos na cabana maior. Mas no outro dia, uma grande chuva nos forçou á ficar na nossa cabana. Como éramos amigos, fizemos nosso jantar e comemos ali mesmo, depois do jantar cada um foi para seu quarto dormir normalmente. Mas na manhã seguinte, quando a chuva já tinha passado, fomos até a cabana de nossos colegas. E eu vi uma cena que nunca mais iria sair de minha mente. Batemos na porta algumas vezes, e ele decidiu arrombar a porta. Quando entramos, vimos um banho de sangue. Nossos três colegas tinham sido assassinados brutalmente, como meros humanos. Com seu sangue, letras estavam marcadas nas paredes: " Eles não servem " Logo percebi que a garota não estava lá. Eu sabia que ela era minha colega, mas era possível que tivesse sido ela a culpada. Entrei em total desespero, se tivesse sido ela, nenhum humano conseguiria detê-la. Mas a mensagem ficou batendo em minha cabeça. Passei o dia pensando na mensagem, imaginando o que se passava na mente dela. Nós dois estávamos convencidos que ai de ser ela a culpada, mas por que? Logo uma idéia surgiu em minha mente. Aquela garota sempre olhava de maneira diferente para Undertaker. Eu pensei que poderia ter sido coisa da minha cabeça, mas naquele momento, estava mais claro que nunca. Contei isso para ele, que ficou surpreso, mas acreditou em mim. Nosso problema agora era achá-la, seria difícil encontrá-la no mundo dos humanos, que é extenso. Mas logo uma idéia surgiu. Ela poderia vir atrás de mim! Decidimos ficar mais uma noite lá, para testar minha teoria. Eu sabia que poderia morrer ali, mas seria melhor do que deixar ela solta. Se eu estivesse totalmente certa, ela iria nos vigiar até o anoitecer, então bolei um plano quase totalmente infalível. Se ela fizesse o que estava imaginando, pegaríamos ela com facilidade.
Quando anoiteceu, começamos nosso plano. Eu e ele iríamos encenar um envolvimento amoroso, por começar do jantar. Uma refeição á luz de velas, vinho e tudo mais. Após isso, o auge do que ela poderia agüentar, nós dois iríamos dormir na mesma cama. Nos deitamos, ele me deu um leve beijo em minha testa, e cada um se virou para um lado. Mas nenhum de nós iria realmente dormir, iríamos esperar.
Como esperado, ela invadiu nosso quarto silenciosamente, na calada da noite. Eu vigei seus passos cuidadosamente, com os olhos semicerrados. Ela encostou uma lâmina pontuda em meu pescoço, mas antes que ela pudesse fazer qualquer movimento, dois shinigamis entraram no cômodo e a imobilizaram. Nós dois nos levantamos e olhamos para ela por um momento. Ela estava perplexa, não acreditando que tinha caído numa armadilha tão bem bolada. Olhei para ela com um sorriso maléfico, e ela me lançou um olhar de ódio. Ficamos observando eles a levando para fora na cabana, enquanto se contorcia e nos xingava com mais ofensas do que tinha escutado em toda minha vida.
— Somos uma boa dupla – disse ele.
— Melhor do que imaginava – retruquei com um sorriso de canto.
Fomos embora da vila na manhã seguinte. Após velarmos os corpos de nossos colegas. Os enterramos na colina, onde ninguém iria incomodá-los mais. Voltamos para o Submundo, e fomos aplaudidos por nossas bravura.
Passados vários dias, a Sede nos convidou para ver a assassina presa. Ela tinha sido presa e condenada por três mortes e uma tentativa de assassinato. Nós dois observamos ela ser presa, a cela se fechando e lágrimas correndo por seu rosto. Antes que eu pudesse ir embora, sussurrei em seu ouvido: " Você perdeu sua chance dele te amar "
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