Kler, a garota que encontrou mais que a liberdade
7 Jantar Terrivelmente Perfeito
Pov James
Nunca me senti tão sufocado e incomodado em um lugar. Meu pai não parava de falar com pompa, me elogiava, mentia sobre a fazenda, falava sobre minha excelente educação, sobre minhas notas, sobre o ótimo filho que eu era.
Eu escutava tudo e não ouvia nada.
Meu coração e pensamento estavam na cozinha, desejei secretamente que esse jantar fosse com ela e com a família dela, desejei que fosse ela e não essa moça que parece mais um manequim que humana. Era bonita com certeza, mas não parecia ter alma. Movimentos friamente ensaiados, postura impecável, olhar displicente e um ar superior.
Eu estava lá e não estava, após uma longa conversa na sala de estar com muito uísque e conhaque, fomos interrompidos por Kler.
— Senhores, o jantar já está na mesa. — ela disse de maneira fria e não me dirigiu o olhar nenhuma vez.
Após anunciar, ela se retirou imediatamente, senti um frio na barriga, desejei a atenção dela.
A forma como ela evitou olhar pra mim foi pior do que qualquer outra coisa.
Foi ali que eu entendi.
Ela estava se afastando.
E eu tinha dado todos os motivos pra isso. Afinal, o que eu estava pensando ao me declarar assim sem mais nem menos?
— Vamos? — meu pai disse animado, já se levantando.
Os convidados o acompanharam, e eu fui logo atrás, mas com a sensação de estar sendo arrastado.
Entramos na sala de jantar.
A mesa estava impecável.
Tudo perfeitamente organizado.
Mas meus olhos não foram para a mesa.
Foram direto pra ela.
Kler estava ao lado, ajudando a servir, completamente focada no que fazia. Postura reta, movimentos rápidos… profissionais.
Distante.
Como se eu fosse só mais um ali.
Aquilo me incomodou mais do que deveria. Nem parecia que há poucas horas atrás eu tinha cozinhado para ela, tinha a visto sorrir para mim.
— Por favor, sentem-se. — meu pai disse, orgulhoso.
Nos acomodamos, e a tal moça sentou ao meu lado. Madison era o nome dela.
Senti o perfume dela.
Forte.
Artificial.
Nada como o cheiro leve de ervas e sol que sempre vinha da Kler.
— A fazenda de vocês é realmente encantadora. — a moça disse, finalmente puxando assunto comigo.
— É. — respondi curto.
Ela pareceu levemente surpresa, mas rapidamente recompôs a expressão perfeita.
— Seu pai fala muito bem de você.
Soltei um sorriso sem humor.
— Imagino.
Do outro lado da mesa, Kler servia os pratos.
Quando ela se aproximou de mim, senti meu corpo inteiro reagir.
Ridículo.
— Obrigado. — falei baixo, quando ela colocou o prato na minha frente.
Ela apenas assentiu.
Sem olhar.
Sem parar.
Sem nada.
Como se eu não fosse ninguém.
Apertei levemente o garfo entre os dedos.
Tudo estava errado.
— E você, James… — Joe, pai da Madison, começou — Pretende assumir os negócios da família em breve?
Meu pai respondeu antes que eu pudesse abrir a boca.
— Com certeza! Ele já está sendo preparado para isso.
Mentira.
Mais uma.
Respirei fundo.
— Na verdade… — comecei.
Senti o olhar do meu pai em mim imediatamente.
Alerta.
Ameaça silenciosa.
Mas algo em mim já estava cansado de engolir tudo.
— Eu ainda não decidi isso.
O silêncio caiu sobre a mesa por um segundo.
Pequeno.
Mas suficiente.
— Ah… jovens. — o homem riu, tentando suavizar — Sempre cheios de dúvidas.
— Ou talvez… — falei, antes de pensar — só não aceitem decisões que não são deles.
Meu pai deixou o copo na mesa com mais força do que o necessário.
— James. — ele disse baixo.
Aviso.
Ignorei.
E foi aí que aconteceu.
Sem querer…
Olhei pra Kler.
E dessa vez, ela também me olhava.
Não desviou.
E no olhar dela…
Tinha algo diferente.
Não era só dor.
Como se, pela primeira vez naquela noite, eu tivesse feito algo que realmente importasse.
Mas durou pouco.
— Então… — a moça ao meu lado interrompeu, colocando a mão levemente sobre a minha — você gosta da vida no campo?
Olhei pra mão dela.
Depois pra Kler.
E então, devagar…
Afastei minha mão.
— Eu gosto de liberdade.
Falei sem tirar os olhos de Kler.
O clima mudou.
Dessa vez, todo mundo sentiu.
Meu pai ficou rígido.
Os convidados trocaram olhares discretos.
E Kler…
Kler abaixou o olhar.
Mas não antes de eu ver.
Ela tinha entendido.
Pov Kler
Ver o James no jantar com a mulher estupenda do lado dele, loira, com olhos azuis, cabelo muito bem peteado, roupas muito bem apresentadas e claramente de grife, postura elegante. Desejei com todas as minhas forças ser ela, não por ela ser quem era, mas por ela estar do lado James, por ela poder conversar com ele publicamente, por ela poder tocá-lo.
Para mim só me restava servi-lo e fingir indiferença.
Vi James olhar pra mim enquanto desafiava o pai dele, abaixei o olhar rapidamente, antes que alguém percebesse.
Antes que ele percebesse o quanto aquilo me atingia.
Respirei fundo, tentando manter as mãos firmes enquanto servia o restante da mesa. Mas era difícil… porque, por mais que eu tentasse me convencer do contrário, meus olhos insistiam em voltar pra ele.
E toda vez que voltavam…
Doía.
Doía ver outra pessoa ocupando o lugar que, por um instante, eu ousei imaginar que poderia ser meu.
Ridículo.
Eu sabia exatamente qual era o meu lugar ali.
E não era ao lado dele.
— Kler, traga mais vinho. — a voz da minha mãe veio baixa, mas firme.
Assenti imediatamente, agradecida pela distração.
Qualquer coisa que me tirasse dali por alguns segundos.
Fui até a cozinha, segurei a garrafa com força demais e fechei os olhos por um instante.
— Se controla… — sussurrei pra mim mesma.
Aquilo não podia sair do controle.
Não podia.
Respirei fundo mais uma vez e voltei.
Quando me aproximei da mesa, comecei a servir os convidados, evitando ao máximo olhar diretamente pra ele.
Até que…
— Obrigado. — James disse novamente, baixo.
Dessa vez, mais firme.
Mais… presente.
Por um segundo, hesitei.
Levantei o olhar.
E me arrependi no mesmo instante.
Porque ele estava me olhando.
De verdade.
Não como alguém distante.
Mas como se… estivesse tentando dizer algo que não podia.
Desviei rápido, sentindo meu coração disparar.
Meu peito apertou.
Mas me obriguei a seguir.
Continuei servindo, me afastando da mesa, tentando recuperar o controle que parecia escapar por entre meus dedos.
Foi então que ouvi.
— Você trabalha aqui há muito tempo? — a voz dela.
A loira.
Congelei por dentro.
Mas virei devagar, mantendo a postura.
— Desde criança, senhorita.
Ela me analisou de cima a baixo.
Sem disfarçar.
— Entendo.
Silêncio.
Mas não era um silêncio qualquer.
Era julgamento.
— Deve ser… confortável — ela continuou — crescer em um lugar como esse.
Antes que eu pudesse responder, o o senhor Marshal se adiantou.
— Kler é praticamente da família. — disse com um sorriso educado.
Quase engasguei.
Quase.
Porque aquilo não era verdade.
Nunca foi.
— Sim… — respondi baixo — Eles sempre foram muito… generosos.
Senti o olhar de James em mim de novo.
Pesado.
Incomodado.
Mas não olhei de volta.
Não podia.
— Que sorte a sua. — ela disse, pegando a taça de vinho.
Mas não soou como sorte.
Soou como um limite imposto.
Como se ela estivesse deixando claro, sem dizer diretamente:
“Você não pertence aqui.”
E talvez… não.
Ela estava certa.
— Kler. — minha mãe chamou sutilmente — venha até a cozinha.
Assenti na mesma hora.
Era uma fuga.
E eu precisava dela.
Assim que entrei na cozinha, apoiei as mãos na bancada e respirei fundo.
Uma vez.
Duas.
Três.
Mas não adiantava.
Nada adiantava.
Porque lá fora…
Ele estava com outra.
E aqui dentro…
Eu finalmente estava sendo obrigada a encarar algo que evitei por anos.
Eu não queria só a amizade dele.
Nunca quis.
Fechei os olhos com força.
— Que droga, James… — murmurei, quase sem voz.
Porque no fim…
O problema nunca foi ele escolher outra.
Foi eu ter acreditado…
Mesmo que por um segundo…
Que ele poderia me escolher, que poderia fugir comigo, que poderia ser meu...
Minha mãe chegou logo atrás e fingiu não perceber que eu estava abalada.
— Kler, não quer ir para casa? Você teve febre, não estava se sentindo bem, tudo bem você não ficar até o final, a gente dá conta, qualquer coisa eu aviso que você ainda não está bem.
Minha mãe costumava ser dura comigo e bem distante emocionalmente, mas senti que ela queria me poupar ou talvez só não me queria perto do James.
— Sim, você está certa. Eu não estou totalmente bem, acho que vou pra casa mesmo. — falei enquanto retirava o avental que eu usava e já me dirigindo a porta da cozinha.
— Tome um banho e vá dormir. -disse minha mãe com uma entonação maternal, o que é raro de ver.
Apenas acenei com a cabeça e fui embora. Sair daquela cozinha foi como se eu estivesse debaixo d'água durante um longo tempo e finalmente alcançar a superfície e respirar um ar gelado e fresco.
Caminhei vagarosamente até a minha casa.
A noite estava silenciosa… mas dentro de mim tudo fazia barulho.
Cada passo parecia mais pesado que o anterior, como se eu estivesse deixando algo pra trás. E talvez estivesse mesmo.
Ou talvez estivesse tentando fugir.
Fugir dele.
Fugir de mim.
Fugir de tudo o que eu senti naquela cozinha.
A imagem não saía da minha cabeça.
Ele sentado à mesa.
Ela ao lado dele.
Perfeita.
Adequada.
Escolhida.
E eu…
Do lado de fora.
Sempre do lado de fora.
Soltei um riso baixo, amargo.
— Que ideia idiota… — murmurei.
Fugir.
Como se aquilo fosse possível.
Como se o mundo fosse gentil o suficiente pra permitir isso.
Como se eu não soubesse exatamente como essa história terminaria.
Cheguei em casa e empurrei a porta devagar. Tudo estava escuro e silencioso, minha mãe e meu pai estava a serviço da casa grande hoje, provavelmente só viram pra casa amanhã, quando tem visita eles dormem no quarto dos empregados caso precisem de algo.
Fui direto para o meu quarto, tirei os sapatos e sentei na beira da cama, encarando o vazio por alguns segundos.
Então, sem pensar muito…
Levantei e fui para o banho.
A água caiu quente sobre meu corpo, mas não trouxe alívio.
Nada trazia.
Fechei os olhos e, como uma maldição, ele veio à minha mente de novo.
O jeito como ele me olhou.
O jeito como falou sobre liberdade.
Abri os olhos com força, apoiando as mãos na parede.
— Para… — sussurrei pra mim mesma.
Mas não adiantava.
Porque no fundo…
Eu sabia.
Se ele tivesse me pedido de verdade…
Se ele tivesse dito “vamos agora”…
Eu teria ido.
Sem pensar.
Sem olhar pra trás.
Sem medo.
E isso me assustava.
Desliguei o chuveiro abruptamente, como se pudesse desligar os pensamentos junto.
Mas não consegui.
Saí, me sequei rápido e deitei na cama ainda com o cabelo úmido e vestindo apenas uma camisola curta sem mangas.
O corpo cansado.
A mente inquieta.
Olhei para o teto, sentindo o peito apertar de novo.
— Ele não me escolheria… — falei baixo, como se estivesse tentando me convencer.
E fazia sentido.
Por que escolheria?
Ele tinha tudo lá.
Família.
Futuro.
Uma noiva perfeita.
E eu…
Eu era só uma possibilidade.
Uma ideia.
Um impulso.
Fechei os olhos, sentindo o cansaço finalmente começar a me vencer.
— Isso vai passar… — murmurei.
Mas no fundo…
Eu não acreditava nisso.
Não dessa vez.
Pov James
O jantar continuava.
Mas eu não.
Meu corpo ainda estava ali… mas minha cabeça já tinha ido embora há muito tempo.
E quando percebi que Kler não tinha voltado…
Algo dentro de mim apertou.
— Onde está a moça que estava servindo? — a mulher perguntou casualmente.
Meu coração falhou uma batida.
Antes que alguém respondesse, falei:
— Ela não está bem. Deve ter ido pra casa.
Silêncio.
Meu pai me olhou.
Aquilo não passou despercebido.
— Muito atencioso da sua parte reparar nisso. — Madison comentou ao meu lado, com um leve sorriso.
Mas não era um elogio.
Era uma observação.
Afastei o olhar.
Já não me importava em disfarçar tanto.
Porque a verdade estava ficando clara demais.
Pra todos.
Mas principalmente…
Pra mim.
Olhei para a mesa.
Para as pessoas.
Para aquela vida perfeitamente montada na minha frente.
E então, pela primeira vez sem hesitar…
Tomei uma decisão.
Levantei.
— Com licença.
— James— meu pai começou, em tom de aviso.
Ignorei.
— Preciso de um pouco de ar. Já volto.
E saí.
Sem esperar resposta.
Sem olhar para trás.
Porque, dessa vez…
Eu sabia exatamente para onde estava indo.
Pov Kler
Eu não sei quanto tempo fiquei deitada olhando pro teto.
Minutos.
Horas.
Parecia não importar.
O cansaço estava ali, pesado no meu corpo… mas o sono simplesmente não vinha.
Toda vez que eu fechava os olhos, via ele.
E isso já estava começando a me irritar.
Virei de lado, puxando o cobertor com mais força do que o necessário.
— Ridículo… — murmurei.
Foi então que ouvi.
Uma batida.
Fraca.
Quase como se alguém não quisesse ser ouvido.
Franzi a testa, me levantando devagar.
Outra batida.
Agora mais clara.
Meu coração acelerou na mesma hora.
Não.
Não podia ser.
Caminhei até a janela com cuidado, o chão frio sob meus pés.
Afastei a cortina lentamente…
E congelei.
— James? — sussurrei, sem acreditar.
Ele estava ali.
Respiração pesada, cabelo levemente bagunçado, como se tivesse vindo rápido…
Meu coração disparou de um jeito que doeu.
Abri a janela imediatamente. Ele pulou a janela sem ser convidado e sem tempo de eu reagir.
— O que você está fazendo aqui? — perguntei, mas minha voz saiu mais fraca do que eu gostaria.
Ele me olhou.
Direto.
Sem desviar.
— Eu precisava te ver.
Engoli seco.
— James… você não devia estar aqui. — falei baixo, olhando ao redor por impulso e fechando as cortinas — Se alguém te vê...
— Eu não me importo. — ele interrompeu.
Aquilo me fez travar.
Porque eu me importava.
— Eu me importo. — retruquei, firme — Isso não é certo.
Ele deu um passo mais perto de mim.
— Nada do que está acontecendo é certo, Kler.
Silêncio.
O tipo de silêncio que pesa no peito.
— Você foi embora… — ele continuou, a voz mais baixa agora — e eu fiquei lá… sentado naquela mesa… fingindo que aquilo era a minha vida.
Desviei o olhar.
— Aquilo é a sua vida.
— Não. — ele disse na mesma hora — Aquilo é o que querem que seja.
Levantei os olhos de novo.
E me arrependi.
Porque ele estava diferente.
Mais decidido.
— Você disse que eu não teria coragem. — ele falou, dando mais um passo — Que eu não escolheria isso.
Meu coração começou a bater mais forte.
— E você não escolheu. — respondi, tentando manter a firmeza — Você estava lá. Você sentou ao lado dela, deixou seu pai negociar um casamento com ela.
— Eu fui embora.
Aquilo me pegou desprevenida.
— O quê?
— Eu levantei e fui embora. — ele disse, agora mais perto ainda — Não terminei o jantar. Não fiquei lá.
Fiquei em silêncio.
Tentando processar.
— Por quê?
Ele soltou um riso baixo, sem humor.
— Você ainda precisa perguntar?
Prendi a respiração.
Não.
Eu não precisava.
Mas ouvir…
Era outra coisa.
— James… — comecei, sentindo meu peito apertar — Não faz isso.
— Isso o quê?
— Me dar esperança. — falei mais baixo — Porque amanhã você pode acordar e voltar atrás.
Aquilo fez ele parar.
Por um segundo.
Mas não recuar.
— E se eu não voltar?
Meu coração falhou uma batida.
— E se, eu estiver falando sério?
Fechei os olhos com força.
Porque eu queria acreditar.
Queria muito.
— Você sabe o que está pedindo? — perguntei, abrindo os olhos — Isso não é só sobre você.
— Eu sei. — ele disse — É sobre nós.
A palavra caiu entre a gente como algo novo.
Pesado.
— Não existe “nós”, James. — falei, mesmo que doesse — Existe você… e a vida que você tem.
Ele se aproximou mais.
Agora tão perto que eu conseguia sentir a respiração dele.
— Então por que parece que existe?
Silêncio.
— Você disse… — ele continuou, mais baixo — que não fugiríamos porque não somos mais crianças.
Assenti, quase sem perceber.
— Então não vamos fugir.
Franzi a testa.
— O que você quer dizer?
Ele segurou levemente o meu queixo forçando a olhá-lo nos olhos.
— Vamos ficar.
Meu coração disparou.
— E enfrentar tudo.
Aquilo me assustou mais do que fugir.
Muito mais.
— Você não faz ideia do que está dizendo… — sussurrei tentando me afastar.
— Faço. — ele respondeu segurando meu braço com delicadeza mas firmeza— E não estou com medo disso.
Eu estava.
E muito.
Porque, naquele momento…
Eu percebi.
Ele realmente podia escolher.
Mas a pergunta que me destruía era outra:
Eu teria coragem de deixar ele escolher… e ficar?
Como se pudesse ler meus pensamentos ele me puxou pra perto dele segurando minha cintura e me olhando nos olhos.
— Deixa eu escolher você? — ele tocou meu cabelo ainda úmido e manteve uma das mão firme na minha cintura, parecia com medo de eu fugir. — Se você não me quiser eu te deixo em paz, eu juro, mas se houver qualquer mínimo sentimento por mim, me deixa te escolher?
Ele tocou meu rosto com carinho, e cada toque, cada respiração dele me fazia ferver e arder por dentro, eu queria ele mais do que qualquer coisa.
— Qualquer mínimo sentimento? — perguntei confusa. — James, você é tudo que eu mais quero agora. — falei com sinceridade sentindo a mão dele levemente deslizar do meu rosto para a minha nuca.
Ele se aproximou com urgência e me beijou, foi um beijo lento quase como se quiséssemos parar o tempo e desfrutar aquele momento para sempre, senti a língua dele na minha boca, tinha um gosto delicioso de vinho. A mão dele na minha cintura firme me puxando pra ele, fazia meu corpo de arrepiar.
Senti um calor incontrolável entre minha pernas subir até meus seios, pus a mão no pescoço dele e colei meu corpo ainda mais nele. Ele parou de me beijar por um minuto, olhou pra mim de um jeito que ele nunca olhou, era um olhar intenso cheio de desejo e tenho certeza que eu o olhava da mesma forma.
— Eu te quero tanto, Kler.- ele beijou levemente meus lábios. — Vou falar com meus pais, vamos ficar juntos não importa o que aconteça.
Senti medo e não sabia se acreditava naquilo ou não.
— James, eles não vão aceitar. O que faremos?
— Eu vou dar um jeito, nós vamos dar um jeito. Mas você é minha e eu sou seu.
Ele me beijou com ainda mais urgência. Ouvir que eu era dele me deixou louca, eu o queria a qualquer custo. Ele começou a beijar meu pescoço vagarosamente como se estivesse saboreando cada pedaço da minha pele, isso me fez arrepiar por inteira, meus seios ficaram duros e senti minha calcinha ficar molhada, não consegui segurar e soltei um suspiro em meio a um gemido baixo. Senti James me agarrar ainda mais ao ouvir meus suspiros e gemidos.
— Eu te quero muito, Kler. — disse com a voz rouca.
As coisas estavam avançando rápido demais eu estava louca e com muito desejo para parar. Queria ficar mas perto dele, queria que ele me fizesse dele, completamente dele.
Ele beijava meu pescoço e descia os beijos pelo meu ombro, eu estava em completo êxtase e transe, o puxei para minha cama e ele deitou em cima de mim, não conseguia pensar em nada, só que o queria. Ele continuou descendo os beijos até meus seios, ele estava louco de desejo, puxou levemente a alça da minha camisola para baixo mostrando um dos meus seios. Meu corpo não parava de arrepiar e arquear, eu queria o toque dele, queria que me tocasse e me beijasse inteira.
— Você é tão linda, eu te amo, Kler. — ele disse beijando meu seio e chupando o bico logo em seguida.
Aquilo foi demais para mim, minha calcinha estava completamente molhada, sentir os lábios dele nos meus mamilos fizeram minha vagina pulsar.
Gemi de desejo, não me importava com nada, eu só o queria.
— Você tem certeza que quer isso, Kler? — ele me perguntou lutando pra se controlar, mas eu podia sentir o membro dele bem duro entre as minhas pernas.
— Sim, eu quero você James, quero agora. — eu disse sem conseguir me controlar.
Puxei ele pra mim e o beijei com urgência, retirei a camisa dele, e passei a mão no abdômen dele que era perfeitamente definido. O beijei com luxuria, desabotoei a calça dele e passei a mão por cima da calça dele em seu membro, ele suspirou com o ato.
— Preciso de você agora. — ele estava vermelho e suplicante.
Ele arrancou minha camisola e em seguida minha calcinha, depois tirou a calça dele pude ver o membro dele duro e cheio de veias, me beijou com ternura, me olhou nos olhos e enfiou o pênis dele em mim delicadamente.
Senti um leve ardor, mas não era incomodo, era prazeroso.
— Se doer me fala tá bom? — ele estava louco de tesão e ainda assim se preocupava comigo.
— Não para! — eu disse entre um suspiro e outro.
Eu estava com as pernas cruzadas na cintura dele, o prendendo a mim, não queria que acabasse. Ele beijava minha boca e descia os beijos para os meus seios, ele chupava meus mamilos enquanto metia o membro dele em mim, era tudo alucinante.
— Quero te ver gozar — ele disse com a voz rouca.
Ele ficou de joelhos na cama, abriu bem as minhas pernas e com a mão direita passou o polegar dele no meu clitóris enquanto metia em mim, eu estava terrivelmente molhada, eu gemia e arfava violentamente, era demais pra mim. Afinal, era minha primeira vez, e eu nunca tinha gozado. Ele continuou com os movimentos insistentemente até que eu senti meu corpo inteiro pegar fogo, foi pura adrenalina, meu corpo inteiro tremeu e eu não consegui me conter foi quente demais. Ele me abraçou sorrindo e me beijando levemente.
— Isso, goza gostoso pra mim. — ele disse enquanto continuava metendo dessa vez mais forte e mais rápido.
Ele me abraçou e ouvi ele gemer e suspirar no meu ouvido enquanto eu tentava controlar meu corpo que não parava de convulsionar e senti quando ele gozou, dentro de mim. Senti ele tremer, senti a pele quente e arrepiada dele.
— Maravilhoso — ele disse ofegante me dando um leve e gentil beijo nos lábios.
Ele se deitou ao meu lado e me puxou para o peito dele. Encostei minha cabeça ali, ainda ofegante e suada, sabendo que eu estava vermelha.
Estava feliz, estupidamente feliz.
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