Kiss Me.

34 Você ainda me ama?


Notas iniciais
Gente, me façam um favor: Imagine vocês se apaixonando pela primeira vez, a pessoa a qual você está apaixonado foi humilhado pelo ex, ela diz que ainda gosta desse ex e você fica totalmente inseguro, depois a pessoa que você ama promete nunca pensar em outra pessoa que seja você, dois dias depois de aniversário de namoro, sua paixão te trai com a pessoa que mais fez mal a ela. Como você se sentiria? Apenas uma pergunta para quem está criticando o Sasori na fic ♥ Não estou repreendendo ninguém, apenas percebi que algumas pessoas não estão levando os sentimentos dele a sério, Sasori é humano, e duvido que um ser humano normal e com sentimentos iria levar uma coisa dessas numa boa. Desculpe se ofendi alguém. Desculpem os erros e boa leitura.

—Maldito Kakuzu, ele me paga! – eu resmungava enquanto andava pela casa velha. As luzes do lustre cheio de poeira iluminavam a casa, as janelas estavam todas fechadas com algum tipo de madeira, a única não estava era a da sala, em frente à escada; mas o vidro dela parecia bem resistente.

Pergunto-me o porquê uma casa desse tipo tem uma janela tão bem limpa e resistente assim. Aliás, por que eu estou aqui? Já não basta o moreno ter me tirado de casa a força ainda tem que me trancar em uma casa velha e quase mofada?

Entre um suspiro e um resmungo, subi as escadas, limpando meus pés descalços cheio de poeira. Não sei o que é mais estranho: Kakuzu ter ido a minha casa, ele ter me trazido aqui, eu estar preso em uma casa abandonada sei lá o porquê, ou encontrar uma trilha de preservativos no topo da escada.

Isso mesmo, camisinhas! De todos os tipos e tamanhos.

Bati a palma da mão na testa, sem acreditar. Tenho uma leve impressão que Kakuzu não está nisso sozinho.

Mesmo assim, segui a trilha; ela dava a um corredor estreito e cheio de teias de aranha. Havia algumas portas sujas e fechadas, a “trilha” ia até uma das portas, onde ela estava entreaberta. Entrei, revirando os olhos.

Mas não é possível.

Havia inúmeras poças de preservativos no chão, uma enorme cama forrada por um lençol fino vermelho. Havia dois criados-mudos, cada um de um lado da cama; um deles continha um enorme pote de lubrificante, uma algema e uma máscara. No outro, havia uma coleira e um chicote.

Tive vontade de rir.

Aproximei-me da cama, vendo sua textura macia, no teto do quarto havia um espelho. Procurei alguma câmera, mas não encontrei nenhuma, felizmente. Assustei-me um pouco após ouvir um barulho do lado de fora da casa, como se a porta tivesse sido aberta. Sai do quarto, passando pelo corredor novamente e descendo as escadas.

—Hidan! Me tira daqui, hn!

Reconheci a voz, mas infelizmente, eu já havia descido tudo, e o via de costas para mim, batendo na porta.

Fechei os olhos e prendi um resmungo. Pensei em dar meia volta e ficar lá em cima, o conheço bem o suficiente para saber que ele é muito medroso para subir sozinho.

Quando estava prestes a voltar a subir os degraus, ele me viu. O silêncio dominava naquele momento, seus olhos arregalados e bochechas coradas me deixaram constrangido. O que eu devia fazer ou dizer?

—O que faz aqui? – ele perguntou meio hesitante, como se tivesse medo que eu fizesse algo com ele.

—Não faço a menor ideia. – respondi amargamente desviando o olhar. —Kakuzu me trouxe.

Novamente silêncio, eu andei mais um pouco, saindo de perto da escada. Sentei-me ao lado da janela, ficando de costas para o loiro. Já era constrangedor demais ser carregado no ombro de outra pessoa apenas com uma calça de moletom, não precisava que ele ficasse me olhando. Até por que eu devia estar com cara de sono.

Eu também não iria dizer a ele que achei inúmeros preservativos e um lubrificante nos quartos.

—Hm... Acho que eles não irão nos tirar daqui tão cedo, hn. – ouvi sua voz meio hesitante, mas não o olhei. Ele fez uma pausa, e conhecendo-o bem, sei que ele está fazendo uma careta pensativa, tentando procurar as palavras certas para eu não ser grosso. Bem, na verdade eu queria ser, o mandar calar a boca e sair de perto de mim, mas me contive. — Ahn... Então... Poderíamos conversar para passar o tempo...

Não respondi nem me mexi.

—Como você está?

Não sabia se respondia ou não, não sabia se dizia alguma coisa grosseira para ele calar a boca como eu queria.

—Bem... – respondi em um tom baixo.

Houve breves minutos de silêncio, até ele começar novamente:

—E a oba-chan? Gaara-chan? Chiyo-baasama e Oji-san, como estão todos?

Suspirei, apoiando a cabeça nas mãos e contando até dez. Onde ele queria chegar com aquela conversa inútil?

—Estão todos bem.

Ele parou de falar, ficamos um bom tempo em silêncio. Não estava contando os minutos, e nem tinha coragem de sair do lugar.

O que eu devia fazer em um momento desses? Devia me jogar pela janela? Bater na porta ameaçando Hidan e Kakuzu? Devia esperar até que sentissem a minha falta?

Eu odeio esperar...

—E você? – questionei meio hesitante.

Ele demorou algum tempo para responder.

—Ahn... Eu... Eu não sei, hn.

Ficamos em silêncio novamente. Que situação desconfortável.

—Está fazendo algo novo?

Pensei se devia dizer a ele ou não. Aliás, eu não devia mais satisfações da minha vida.

—Estou fazendo um curso com o Itachi, apenas...

—Ah, vocês ainda são amigos? – percebi o desgosto e surpresa em sua voz, mas não entendi muito bem o porquê da surpresa.

—E por que não seriamos?

—Hm, eu pensei que vocês pudessem ser algo a mais agora, hn.

Revirei os olhos. Até em um momento como esse e uma situação como a nossa, ele sente ciúmes.

O assunto morreu ali, eu não tinha mais coragem de dizer mais nada. Eu queria me virar, encarar seus olhos, mas não podia... Eu não podia ceder assim tão facilmente, provavelmente aqueles idiotas irão nos tirar daqui a algumas horas.

Eu posso fechar os meus olhos e pensar em alguma coisa que me distraia.

—Danna... – ouvi sua voz novamente, ela estava baixa, mas a casa era tão silenciosa que eu pude ouvir. —Posso perguntar uma coisa? – não disse nada, já era difícil o suficiente estar no mesmo lugar trancado com ele. Mesmo sem uma resposta, ele continuou: – Você... Você ainda me ama?

Travei. Minha boca se entreabriu um pouco e meus olhos se arregalaram.

Ele realmente estava me perguntando isso? O que eu devia responder? A verdade? “Sim Deidara, eu ainda sou loucamente apaixonado por você”, é claro que não... Nunca diria.

E, em vez de dizer a verdade, eu não disse nada. Fiquei na mesma posição, em silêncio, apenas ouvindo minha respiração acelerada.

—Eu... Eu sei que o que eu fiz foi muito grave, mas... – ele continuou. —Saiba que eu ainda amo você, Sasori. – fungou. —Sabe aquele ditado? “Você só dá valor a alguma coisa quando a perde?” Devia ter o meu nome nela, hn... Não que eu não desse valor a você, danna, mas... Agora eu percebi que você era muito mais do que uma pessoa importante, você... Você era parte da minha vida, e... E sem você, ela fica vazia, hn.

Mordi o lábio inferior fechando os olhos com força e apoiando minha testa nos joelhos.

—Não estou pedindo para nós dois voltarmos, mas eu... Eu apenas queria o seu perdão. – fungou novamente. —Nós não iriamos ser a mesma coisa de antes, mas pelo menos eu não ficaria com esse peso enorme na consciência.

Continuei em silêncio.

—Danna...

—Você parou de ir à escola. – o interrompi.

—Sim... Achei que seria melhor, para nós dois, hn.

Uma frase estava se roendo dentro da minha garganta, querendo sair. E eu estava a segurando desde o primeiro momento que eu o vi.

—Eu sinto sua falta... – admiti, querendo bater minha cabeça no chão logo após.

Ele ficou em silêncio, e eu achei que o assunto estaria acabado ali, sem mais nada, porém, ele continuou:

—Eu também... A todo segundo. – confessou entre soluços. —Por favor, Sasori-no-danna, por favor... Me perda...

Mordi minha língua, não queria deixar as minhas emoções transpareceram, não outra vez. Quando fiz isso, eu acabei me arrependendo, o fiz chorar e ainda me machuquei ainda mais.

O que eu devia fazer?

—Dizem que... – comecei, puxando meu cabelo com força, sabendo que eu poderia me arrepender de continuar. —... Quem ama perdoa. – completei.

Houve um silêncio assustador, mas ele logo continuou.

—Você ainda me ama? – questionou hesitante.

E, com toda a coragem que eu tinha, me virei. O vendo sentado em um dos degraus da escada, segurando os joelhos e com o rosto molhado.

—Eu sempre vou te amar.

Ele contraiu o lábio algumas vezes, abrindo a boca inúmeras vezes e fechando os olhos, soluçando alto enquanto chorava e me pedia perdão. Eu me levantei, andei até ele em passos leves, subi os degraus da escada e segurei seu rosto.

Encarei seus orbes azuis marejados, colando nossas testas e fechando os olhos, sentindo seu calor. Ele segurou uma de minhas mãos, e selou nossos lábios em um beijo quase desesperado. Suas mãos foram imediatamente para minha nuca, enquanto eu me ajoelhava em sua frente ficando entre suas pernas e segurava sua cintura, o puxando para mais perto.

O ar faltou, e nos separamos. Ele manteve os olhos fechados, parecendo estar pensando se aquilo realmente era a realidade. Quando abriu os olhos corou, sorrindo um pouco.

Voltei a lhe beijar, mordendo seu lábio inferior. Não sei por que, mas parecia tudo muito melhor; seu beijo, seu toque, tudo. Talvez seja culpa da saudade, talvez...

Ele se deitou, me levando junto. Fiquei sobre ele, sentindo suas unhas arranharem levemente minhas costas nuas. Devia estar um tanto desconfortável para ele, já que estávamos em uma escada.

Levantei-me, o puxando. Desci alguns degraus e o deitei novamente, dessa vez, apenas sua cabeça estava encostada no primeiro degrau da enorme e empoeirada escada. Voltei a selar nossos lábios, invadindo sua boca com pressa; ele gemeu baixo quando eu suguei seu lábio.

Soltei sua boca, o deixando ofegante e passei meus lábios para seu pescoço, beijando e chupando a pele alva. Ele soltava alguns gemidos contidos, enquanto eu alisava suas coxas.

Eu realmente sou uma pessoa muito fraca; havia dito que nunca mais iria querer saber dele, que não iria ceder, e olhe onde estamos agora? Eu poderia parar, mas eu não queria. Eu queria o ter novamente, apenas para mim.

Mas e se isso fosse um erro? E se eu acabasse me magoando novamente?

Parei de beijar seu pescoço e encarei seu rosto corado e confuso. Eu devia mesmo continuar? Sequei algumas lágrimas de seus olhos e suspirei.

Por que meu orgulho sempre se manifesta nesses momentos? E novamente: o que eu devia fazer?

Devia fazer sexo com Deidara nessa casa velha ou parar agora e nunca mais olhar na cara dele?

—Danna? – olhei mais atentamente para ele.

Mordi o lábio inferior e mandei tudo ao inferno.

Puxei sua camiseta de mangas cumpridas a jogando em algum lugar da sala, nossos tórax se tocaram e eu senti meu corpo se arrepiar inteiro. Voltei a beijar-lhe, ele passou uma das pernas entre as minhas e começou a estimular o meu membro que agora estava rígido. Desci os beijos para seu pescoço, ombro, até seus mamilos rosados, beijei e os mordi, ouvindo-o suspirar.

Desci mais um pouco, mordendo a barra de sua calça jeans. Ele se mexeu um pouco, levantando o quadril e me dando permissão para tirar sua calça. Mordi sua coxa o ouvindo gemer meu nome baixo, e eu havia esquecido como essa sensação é boa.

Levei minha mão até seu membro rígido, o estimulando sobre a boxer. Ele arqueou as costas e começou a gemer no meu ouvido, dizendo que me queria sentir dentro dele.

Senti meu membro pulsar apenas de ouvir isso, apertei mais seu órgão entre meus dedos e ele soltou um gemido mais longo.

Levantei, ficando em pé em sua frente; tirei minhas calças e a boxer junto, tirando a dele logo após. O loiro se sentou, indo de encontro ao meu membro, mas eu o parei.

—Não... – minha voz saiu mais rouca do que o normal. Ele me encarou confuso, e eu me ajoelhei entre suas pernas, levando seu membro a minha boca.

Ele soltou um gemido e se contorceu um pouco. Eu nunca havia feito isso, ou pelo menos não me lembro, mas tentei o meu melhor. Ele gemia alto, chamando o meu nome e segurando os meus cabelos com força. Eu comecei a sucção enquanto fazia os movimentos de vai e vem, estava meio desajeitado, mas ele parecia estar gostando.

Afundei o corpo um pouco mais, deixando que seu membro entrasse tocando o céu da minha boca. Não é uma sensação muito agradável, mas enfim; continuei com os movimentos até que comecei a ir mais rápido e tive que me afastar, tossindo loucamente.

Ele me olhou risonho, sabendo que eu havia engasgado.

Voltei a abocanhar seu membro e ele gritou no momento em que eu coloquei tudo na boca, – dessa vez com cuidado.

Acho que eu não nasci para fazer sexo oral, não mesmo. Eu me afastei novamente tossindo e ele riu, se sentando e beijando meu pescoço, levantou um pouco e se sentou no meu colo, rebolando.

—Hmm... – gemi no seu ouvido, vendo seus pelos se arrepiarem.

—Danna... Por favor... – suplicou no meu ouvido e eu já sabia o que ele queria.

O deitei novamente no chão, abrindo bem suas pernas. Eu ia colocar o primeiro dedo quando ele me impediu, e completamente confuso, eu o encarei com um ponto de interrogação enorme em cima da cabeleira ruiva.

—Não precisa, hn.

—Tem certeza...?

—Eu confio em você.

Ah, por que ele faz isso comigo? Agora eu estou ardendo para estocá-lo com toda a minha força. Respirei fundo afastando esses pensamentos pervertidos... Tudo bem que nós estávamos no meio do ato, mas eu realmente preciso ficar pensando no quanto é bom foder ele?

Que vulgar...

Mas, imaginar o quanto eu tinha falta de o ver se contraindo em baixo de mim, gemendo meu nome como se não houvesse amanhã, corando enquanto mantinha os olhos e a boca entreabertos... Bem, enfim.

Posicionei-me, entrando devagar com a glande enquanto ele virava o rosto mostrando desconforto. Continuei entrando, sentindo suas paredes internas se contraírem e eu quase cheguei ao orgasmo ali mesmo. Sem paciência nenhuma, eu entrei de uma vez, o ouvindo soltar um grito de dor.

—Desculpe...

Ele começou a ofegar e vi que algumas lágrimas escorriam de seus olhos.

—Ei, não chore... Desculpe. – beijei suas bochechas, passando os beijos para o pescoço e logo após para os ombros. Uma das minhas mãos foi de encontro ao seu membro e a outra eu me apoiei, para não cair em cima dele e ferrar com tudo.

Eu percebi que, apesar de ter inúmeros preservativos espalhados pela casa, não estávamos usando nenhum.

Ele me abraçou, tentando se acostumar com a invasão. Quando ele começou a movimentar o quadril, eu deixei um gemido involuntário escapar, e assim, comecei a estocá-lo lentamente. Parecia que ainda sentia dor, mas eu fui indo devagar, esperando que ele se acostumasse com meu volume.

E quando se acostumou, foi à mesma coisa de sempre; ele gemendo meu nome, gemendo não... Gritando; pedindo para eu ir mais rápido e com mais força. E quem sou eu para negar?

—D-danna... Aaa-ah...! – prendeu as pernas na minha cintura e começou a se movimentar comigo. —M-mais!

Tirei suas pernas do meu quadril e encarei seu olhar confuso; o virei, sorrindo malicioso enquanto ele corava. O deixei de joelhos, entrando com mais facilidade dessa vez.

—Hmm... – gemi em seu ouvido enquanto ele começava e rebolar.

Voltei a me movimentar, saindo e entrando dentro dele com força. Ele continuou gritando prazerosamente o meu nome, e deixou que o tronco caísse um pouco para frente, apoiando-se com as duas mãos em um degrau da escada e ficando completamente de quatro apenas para mim.

Mordi o lábio inferior aumentando a velocidade.

—Danna... M-me bate!

—Eh?

—Vai... Sasori-no-danna, me bate!

Franzi um pouco o cenho, mas novamente: quem sou eu para negar?

Dei uma tapa em suas nádegas o fazendo gemer mais alto, — se é que fosse possível.

Aquilo estava muito bom, mas claro que ele teve que me emburrar e me obrigar a sair de dentro dele. Não que eu reclamasse por ele estar se sentando no meu colo, bem no meu membro. E claro, que eu nunca iria reclamar por ele começar a cavalgar com força e deixando quase louco.

Quem diria, hein? Eu que estava me negando a voltar para ele, estava aproveitando muito agora. Mas isso eu poderia pensar depois.

Jogou a cabeça para trás depois de um longo e muito alto gemido, ele mordeu meu ombro abafando os gemidos e rebolando no meu colo, me fazendo o apertar mais contra meu corpo.

—D-deidara, eu...

—V-vamos... – começou a ir com mais força e eu não aguentei, o joguei no chão e comecei eu mesmo a fazer os movimentos.

Ele contraiu as costas quando eu acertei um ponto em especial, continuei acertando apenas ali, até que ele chegou ao seu limite, gemendo longamente e molhando nossos abdomens. Eu não demorei muito para chegar ao orgasmo também, chamando seu nome, eu finalmente deixei que meu sêmen escorresse entre suas pernas.

Sai de dentro dele, me jogando ao seu lado.

Ficamos em silêncio, apenas com nossas respirações ofegantes eram ouvidas. Ouvi um barulho do lado de fora da casa, mas não dei importância.

—Danna...

—Hm?

Olhei para ele e pude ver um sorriso satisfeito no rosto.

—Essa foi a melhor transa da minha vida, hn.

Revirei os olhos.

Uma vez Deidara, sempre Deidara.

[...]

—Acorda veados! – pulei assustado, assustando Deidara que dormia com a cabeça em meu tórax.

Percebi que estávamos cobertos. Tentei me lembrar de algum momento em que eu tenha pegado uma coberta... Nada.

Olhamos para a porta e vimos Hidan entrando com inúmeras sacolas.

—Hidan? – olhei para o lado, encontrando Deidara coçando os olhos com os cabelos bagunçados. Na minha visão ele estava muito fofo. —O que faz aqui, hn?

—Eu vim trazer uns lanches mal agradecidos. – bufou colocando as sacolas em nossa frente. Kakuzu apareceu na porta com alguns copos e uma garrafa de refrigerante.

Hidan ofereceu um bolinho ao loiro que aceitou. Eu recusei.

Os dois se sentaram em nossa frente e eu fiquei constrangido por estar apenas coberto por um lençol, principalmente pelos olhares maliciosos de Hidan.

—Puta que pariu, o que foi aquilo? – o albino começou. Kakuzu me ofereceu um copo do líquido com gás, aceitei. —Porra, a foda de vocês foi boa, hein?

Eu quase cuspi o refrigerante enquanto Deidara engasgou com o bolinho.

—Você viu? – o loiro perguntou espantado.

—Ouvi e vi. – respondeu calmamente, como se aquilo fosse muito normal. —Você estava gemendo mais do que as vadias do hentai, Deidara-chan.

O loiro largou o doce e apoiou o rosto na palma das mãos, envergonhado.

—O Sasori-chan deve ser bom, hein. –gargalhou.

Corei, terminando de tomar o líquido do copo.

—Você está brincando comigo, não é? – Deidara perguntou meio hesitante, completamente corado.

—Como assim? Ainda bem que ninguém mora mais aqui! – o albino colocou um binóculo no chão, ao lado de Kakuzu e riu. —“Hm, danna, mais rápido!” “Ah Sasori, me bate!” “Mais forte, isso!”

—Hm! – Deidara foi avançar em Hidan, mas desistiu após se lembrar de que estava nu. —Melhor não ter gravado!

—Daria muito dinheiro, mas não... – Kakuzu se manifestou pela primeira vez naquele momento.

Deidara ainda estava tão vermelho quanto meus cabelos, Hidan continuava rindo. Não estava muito confortável naquela situação e parece que Kakuzu havia percebido.

—Vamos Hidan. – puxou o albino que soltou inúmeros palavrões. Os dois saíram pela porta com tanta presa que até estranhei, mas não dei muita importância.

O silêncio parou no local, onde eu encarava um ponto fixo na parede velha.

Estava com tantos pensamentos em mente; o que irei fazer agora? Devo perdoar o louro evitar com ele completamente? Não... Eu não havia perdoado ele por completo, não poderia mentir. E Itachi? O que será que o moreno vai pensar quando descobrir? Parece até um déjà vu.

Talvez eu não tenha feito certo em dormir com Deidara, mas porque eu não me arrependo?

—Algum problema? — perguntou tocando minhas costas com seus dedos. Senti seus lábios tocarem o local e sua respiração quente.

—Nós... – hesitei um pouco. —Nós temos muito que conversar. — me afastei, levantando e recolhendo minhas vestes. Vi seu olhar chateado, mas ele não disse nada.

Assentiu meio hesitante. Coloquei minhas calças e ajoelhei-me em sua frente, tocando seu rosto.

— Eu te amo. — confessei, o vendo franzir o cenho surpreso e confuso. Respirei fundo e continuei: — Mas você tem que ter consciência de que eu não confio mais em você.

Seus olhos se arregalaram.

— Mas… Você disse que... Nós...

— Eu sei, mas isso não quer dizer que eu esqueci. – protestei o fazendo abaixar a cabeça, constrangido. Segurei seu rosto e o levantei para olhar os meus olhos. —Errar é humano, Deidara. Mas, pelo que você me contou, você teve sua escolha. – acariciei suas bochechas que agora já estavam molhadas. — Assim como eu estou escolhendo te perdoar, ou quase... – pigarrei. — De qualquer forma, podemos entrar em um acordo.

Ele fungou respirando fundo e me encarando firmemente.

— Qual?

Não respondi de imediato, estava processando em minha mente se aquilo realmente era uma boa ideia.

— Você e eu podemos começar do zero; pode tentar reconquistar minha confiança. Ou...

Hesitei, talvez eu estivesse com medo de que ele aceitasse a segundo proposta.

— Pode dizer, danna, hn.

—... Ou podemos terminar tudo agora.

[...]

Entrei em casa depois daquele dia desgastante.

Não era agradável ser alvo de olhares, aliás, eu desci de um táxi cheio de marcas no pescoço e apenas de calças; mas isso não é da conta de ninguém.

Depois de conversar com Deidara, esperar ele parar de chorar, — por que se aceitasse minha proposta teria que esquecer todos os momentos bons que passamos juntos -, ele aceitou. Disse que seria forte, que iria esquecer nosso primeiro beijo, nossa primeira vez, meu primeiro sorriso para ele e etc. Mas protestou, afirmando que não iria esquecer minha declaração.

Bem, agora nós iremos começar tudo de novo. Como se nada houvesse acontecido e eu vou afastar o desconforto por beija-lo enquanto finjo que está tudo bem entre nós dois.

Após pegarmos um táxi, e ignorar os olhares que o taxista nos lançava quando nos beijávamos, eu o fiz prometer que iria parar de faltar na escola.

Passei pela sala e fui até a cozinha, onde ouvia risadas. Abri a porta sendo alvo de olhares confusos de meu pai e Gaara. Minha mãe tinha uma expressão engraçada, como se estivesse se divertindo com minha cara irritada.

—Okaa-san, da próxima vez que o Kakuzu vir aqui, não o deixe subir, ok?!

—Pode deixar, querido. — sorriu amigavelmente, fazendo meu pai soltar uma careta confusa. —Quer jantar?

—Não, já comi. — dei de ombros. Dara apareceu miando e se esfregando em minha perna. —Vou subir.

Quando estava prestes a sair da cozinha, ouvi minha mãe chamar.

— Sasori... Como foi o passeio?

Virei-me para ela, abrindo um sorriso pequeno, mas contagiou minha okaa-chan.

—Foi ótimo.

[...]

Andava despreocupado pelo corredor, Hidan estava ao meu lado, junto com um Deidara tagarela. Os dois conversavam sobre sei lá o que, não estava prestando atenção.

—Oe danna, no que esta pensando? — ele perguntou em um sussurro no meu ouvido.

Ia responder, mas uma porta se abriu em minha frente, assustando-me. Obito saiu me lançando olhares raivosos e confusos para Deidara.

—O que quer? — Hidan questionou fazendo o moreno sorrir de lado.

—Nada que você tenha. — sorriu malicioso para o loiro que desviou o olhar e apertou meus ombros.

—Você é tao inconveniente, Uchiha. — comentei indiferentemente

—Eu gostaria muito de quebrar sua cara, Akasuna.

—Oe. — Deidara interveio. —Nos deixe em paz, hn.

—Você não disse isso quando estava rebolando no meu colo. — sorriu debochado e Deidara me impediu de ir para cima dele.

—Seu filho da puta, sai da nossa frente! – o albino ao nosso lado esbravejou.

—Não se meta! – apontou o punho para Hidan, que bufou.

—Eu vou meter isso aqui... – mostrou seu próprio punho. —... Na sua cara, seu abusado.

E com isso, Hidan literalmente pulou em cima do Uchiha, derrubando os dois no chão e rolando, tentando um bater no outro.

—Ei! Hidan! Hm! – Deidara nesse momento já estava desesperado. — Danna!

—Deixa ele, o idiota merece… — Hidan estava socando o rosto do Uchiha, mas meu argumento foi inválido no momento que o albino começou a apanhar. — Ok, me ajuda.

—Pára Hidan, hn! – Deidara puxou o maior pelos braços, mas o que foi em vão, já que ele se soltou umas duas vezes para voltar a bater em Obito; eu tive que segurar o moreno, por mim Deidara poderia soltar Hidan nesse momento.

—Me larga Deidara-chan, eu vou deformar esse ai. – ele tinha dois cortes, um em baixo do lábio inferior e outro do lado do olho esquerdo. Sem contar que seu queixo devia estar dolorido, já que estava vermelho.

O Uchiha estava ofegante e suado, praticamente não conseguia ficar em pé sozinho. Não conseguia ver o que Hidan fez com ele, já que eu estava segurando-o pelas costas.

—Ah, que decadência. – resmunguei vendo que alguns alunos olhavam com expectativa.

—O que está acontecendo? – alguns alunos deram passagem para Yahiko e Itachi.

—Acho que é meio óbvio, Pain-sama. – o moreno ao lado do alaranjado vociferou sem tirar os olhos dos meus.

Ele parecia chateado, mas o único culpado por isso sou eu.

—Para sala de reuniões, agora! – ordenou o líder da organização. Deidara soltou Hidan e eu soltei Obito, deixando-o cair no chão. Yahiko me ajudou a leva-lo a enfermaria.

O loiro murmurou um “boa sorte” para mim.

Quando estávamos na sala de reunião, depois de uma bronca enorme, ele nos dispensou; na verdade, nem sei o porquê eu também levei essa bronca.

—Sasori... Fique, quero falar com você. – ele informou cruzando os braços.

Depois que todos saíram da sala, com Kakuzu batendo na nuca de Hidan, Itachi de cabeça baixa conversando com Kisame, eu encarei Pain.

—Então... O que foi?

—Eu quero que você se afaste do Uchiha. – contrai os lábios e dei de ombros.

—Com prazer.

—Não. – continuou, fazendo com que eu duvidasse que o assunto ainda fosse Obito. —Quero que se afaste do Itachi.

Notas finais
Comentem ok? Eu passei um bom tempo fazendo esse capítulo de coração para vocês, talvez não tenha fico muito bom, mas ao menos tenham um pouco de consideração comigo e me deem opiniões, por que, gastar apenas cinco minutos da vida de vocês não é muito comparado ao que eu gasto escrevendo. Apenas estou dizendo que isso por que não é minha obrigação escrever, eu posso parar no momento em que eu quiser, mas também não é obrigação de vocês comentarem, mas eu posso ver o número no contador de acessos do site e é triste ver que alguns leitores nem se importe se eu parar de escrever ou não. E quando eu peço para vocês comentarem, não digo apenas das minhas fics e também dos outros autores, que sei que devem passar pelo mesmo problema. Vejo muito leitores fantasmas meus, pedindo comentários em fic, então eu pergunto, se vocês não tem consideração de comentar, por que ficam exigindo? É chato ficar lendo isso? Sim. Mas minha situação e de outros autores também é. Às vezes eu até acho que eu sou uma pessoa desagradável, por isso as pessoas ficam no anonimo, eu tento ser simpática, às vezes não consigo, admito, mas tento. De qualquer forma, obrigada a todos que comentam, e é com vocês, que eu compartilho esse capítulo e lhes digo que a fanfic Kiss Me está chegando ao fim. Até o próximo.