Kiss Me.

27 Três idiotas e uma briga idiota.


Notas iniciais
kkkk Saudades ter criatividade para título kkkkkkkkkkk Muito bem, vamos ao capítulo! Desculpem os erros e boa leitura :3

Maldição! Maldito Deidara com suas ideias malucas.

Certo, muito bem... Tudo começou quando eu, Sasori, disse ao meu namorado, Deidara, que minha mãe queria conhecer a família dele. Tudo bem, nada fora do comum. Esperava um “que bom danna, podemos marcar um encontro casual”, mas como meu azar nunca está de folga, eu ganhei um “isso é maravilhoso, danna, vou contar aos meus pais, nós vamos fazer um jantar e talvez um baile e...” e bláblá que eu parei de prestar atenção.

Agora, minha mãe corria de um lado para o outro. Na verdade, ela está assim desde o começo do dia. Primeiro foi ao cabelereiro, depois alugou um vestido caro, depois foi ao salão de beleza fazer maquiagem e bláblá.

Coisa que eu não imaginaria seria minha avó estar na mesma situação. Que constrangedor e problemático.

Ela me obrigou a colocar um smoking ridículo. Preto, com um colete vermelho e gravata da mesma cor.

Gaara estava sumido fazendo sei lá o que. (N/A: se leu o capítulo passado, sabe o que ele estava fazendo kuku); meu pai sumiu o dia todo, meus pais conversaram sobre o jantar de hoje, e o ruivo decidiu sair para não ter que aguentar toda essa palhaçada.

Ainda estava um pouco mal por meu pai não aceitar meu namoro, mas acho que não importa.

Estava sentado no sofá, encarando meu reflexo pela televisão. De vez em quando, minha mãe reclamava sobre minha gravata mal colocada, ou meu cabelo desarrumado. Hunf.

—Sasori-chan! Onde está o Gaara? Você avisou a ele? Meu deus, Chiyo-baasama irá chegar logo, arrume esse cabelo!

Revirava os olhos a cada fala dela. Também reclamava sobre seu vestido; ela dizia que era um vestido chique, mas mesmo assim, ela não precisava mostrar as pernas por ai.

Logo a porta foi aperta e um Gaara de bom humor apareceu, estranhando a movimentação.

—Aonde vão? – perguntou se aproximando do sofá onde eu estava sentado preguiçosamente.

—Há casa do Deidara... – olhei para suas roupas amassadas e seu cabelo espetado. —É melhor ir se arrumar...

—Por quê? – eu iria responder que nossa okaa-san iria o mandar fazer isso, mas ela apareceu na sala antes, mandando meu irmão ir se arrumar.

—Sasori, por Kami, arrume essa gravata! – resmungou se aproximando de mim.

—Vá colocar outro vestido! – ela ignorou meu comentário, arrumando minhas vestes. Seu olhar foi para o meu cabelo e logo após saiu da minha visão, me deixando sozinho novamente.

Suspirei. Quanto exagero.

Quando ela voltou, estava com um pote de gel em mãos e com um sorriso enorme no rosto, arquei uma sobrancelha.

—Mãe, não...

[...]

—Sasori, sorria. – minha mãe pediu ajeitando a gravata de Gaara.

Como eu poderia sorrir enquanto parecia que meu cabelo estava lambido para trás? Eu me sinto o Hidan. O pior e injusto, era que Gaara estava com o mesmo penteado de costume, enquanto eu estava com um pote de gel na cabeça.

O mundo é tão injusto.

—Que casa enorme. – disse Chiyo-baasama abraçada ao meu braço. Ela usava um vestido longo azul marinho. Não tinha uma renda para mostrar as pernas, graças a Kami.

Meu irmão tocou a campainha e a mãe de Deidara atendeu a porta, sorridente como sempre. Estava com os cabelos presos em um coque como sempre, porém, não deixava de ser elegante.

—Sasori-kun, como é bom lhe ver outra vez. – sorriu dando-me um abraçado pequeno.

—Digo o mesmo Yamanaka-san. – ela sorriu mais ainda e deu espaço para nós entrarmos. Ouvi-a elogiando o vestido de minha mãe e revirei os olhos.

—Danna... – Deidara apareceu vestido como eu. Porém, não usava colete e seu smoking estava aperto, dando visão da camiseta branca e a gravata preta. Ele olhou para o meu cabelo e mordeu o lábio inferior.

Aproximei-me dele.

—Se você rir, te mato aqui e agora. – abafou uma risada e passou os dedos pelos lábios, como se estivesse dizendo que iria ficar em silêncio.

Passou os braços pelo meu pescoço e me deu um selinho.

—Você está lindo, hn. – sorriu carinhosamente.

—Deidara-chan! – olhamos para a porta e minha mãe sorria para nós dois. Deidara se afastou de mim e foi até a morena, lhe dando um abraço.

—Você está linda, oba-chan. – revirei os olhos enquanto a minha mãe lhe dava um beijo na bochecha, de agradecimento.

—Obrigada, querido. – olhou para mim. —É bom ouvir elogios, não é Sasori-chan?

Não respondi, e acho que Deidara entendeu a indireta. A mãe do loiro convidou minha família para a sala de jantar, deixando-me sozinho com o loiro. Ele veio até a mim, me abraçando e inalando meu aroma.

—Você está tão lindo, danna... – mordeu meu pescoço. O afastei e o analisei, ele estava como sempre, tirando suas vestes, seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo, como de costume. Seu sorriso estava mais radiante e eu sorri também, o puxando para um beijo.

Poderia ser um beijo demorado, mas seu pai apareceu na sala. Na verdade, só percebi sua presença quando nos afastamos, mas antes de voltar a tomar seus lábios convidativos vi o mais velho sorrindo de um jeito sacana.

Corei.

—Você não perde tempo, Deidara-chan. – o loiro corou mais do que eu e olhou para o pai, pigarreando.

—É feio espionar, otou-sama!

—Acalme-se! – se aproximou. —Gosto de te ver assim, tão feliz. – o loiro mais novo sorriu. —É bom lhe ver novamente Sasori-san, você está ótimo.

Não sei se foi ironia pelo meu penteado ou... Foi ironia mesmo.

Ele fez sinal para que fossemos até a sala de jantar, segurei a mão do loiro, entrelaçando nossos dedos. Entramos, encontrando minha mãe e a mãe de Deidara conversando, Chiyo-baasama estava ao lado delas, rindo como nunca. Gaara pareceu aliviado quando me viu e correu até nós.

—Não aguento mais esse papo de mulher. – ele resmungou baixo, apenas para eu ouvir, mas Deidara também, já que deixou uma risada escapar. —Oi Deidara.

—Yo Gaara-chan!

—O Deidara tem uma irmã... – comentei, mas logo fiquei pensativo. —Onde está ela?

—Deve estar se arrumando ainda, hn. – bufou. —Mulheres.

Ele fala como se não demorasse horas no banho e mais horas apenas escolhendo uma roupa, mas não comentei nada.

Minha mãe parecia bem feliz, não achava que ela iria ficar desta forma sabendo que meu pai recusou seu convite de acompanhá-la, mas estou mais aliviado sabendo que ela esqueceu, — ou quase -, esse assunto.

Acho que eu devia esquecer também, não vale a pena estragar a noite deles apenas por isso.

Não sei por quanto tempo fiquei pensativo, mas quando me dei conta já estávamos sentados à mesa de jantar. Inoichi-san e sua esposa sentavam-se juntos em uma ponta da mesa. Minha mãe e minha avó sentavam na outra ponta, ficando de frente para os anfitriões. Deidara e eu estávamos sentados na esquerda e Gaara e Ino, — que não me lembro de ter visto chegar-, estavam na direita. A loira parecia tentar puxar assunto com meu irmão, com suas bochechas coradas e mexendo as mãos freneticamente. Meu irmão por outro lado, apenas ignorava.

Parece-me um déjà vu.

—Acho que a Ino está dando em cima do seu irmão, hn. – Deidara sussurrou no meu ouvido e nos entreolhamos, rindo disfarçadamente logo após.

—Talvez se as sobrancelhas dela fossem maiores... – comentei no mesmo tom e ele riu mais alto, chamando a atenção da mesa para nós dois.

Pigarreamos e Deidara segurou o riso, disfarçando.

No geral, foi um jantar bem divertido. Tirando a parte em que minha mãe ficava falando sobre quando eu era bebê e coisas do tipo, foi uma noite pacifica. Nossas mães pareciam ter virado amigas, minha avó e o pai de Deidara também, ficavam conversando sobre negócios. E nossos irmãos, já disse o que estava havendo entre eles, mas não deixa de ser engraçado.

Após jantarmos, Deidara me levou até seu quarto, dando-me um pente para arrumar o meu cabelo como de costume.

—Você fica bem com esse penteado, danna. – riu deitando na cama, fui até ele, deitando em cima de si.

—Estava me sentindo o Hidan, não foi nada agradável. – ele riu e me abraçou, puxando-me para um beijo. Suas mãos travessas deslizaram para baixo da minha calça e eu o parei, afastando-me. —Aqui não...

—Hm... – resmungou mordendo meu pescoço. —Estamos sem fazer a um bom tempo, Sasori-no-danna, por favor...

—Não Deidara, já conversamos sobre isso! – sai de cima dele. Cruzou os braços enquanto me encarava.

—Sabe que dia é hoje?

Fiquei uns minutos pensativo.

—Sábado?

—Não exatamente... – sorriu travesso. —Falta uma semana para nós dois fazermos um mês de namoro, hn.

Fiquei pensativo por mais algum tempo. Pensei que nós já tínhamos feito, mas eu sou muito ruim com datas, então não comentei nada.

—E, eu quero que você adie essa coisa de “sem sexo”, para o nosso aniversário, hn. – revirei os olhos e me sentei na cama, ao seu lado.

—Eu vou pensar...

—Ah danna... – choramingou e eu ri de leve.

—Sem reclamar... – beijei sua testa. Umas de suas mãos foram novamente para dentro da minha calça. —Deidara...

—Calma... – sussurrou próximo ao meu ouvido. —Se for pensar bem... Isso não é sexo.

—Você não tem vergonha, não é? – ele riu e eu o deitei na cama, deitando por cima. —Não faça muito barulho, nossas famílias ainda estão lá embaixo.

[...]

—Porque eu tenho que fazer isso com vocês? – perguntei para o albino ao meu lado.

—Sei lá porra, vai reclamar com o chefe. – respondeu na sua habitual educação, e revirei os olhos.

Ontem, em uma reunião da Akatsuki, Pain disse que eu devia ir com Kakuzu e Hidan para comprar sei lá o que para a escola. De acordo com Itachi, Kakuzu nunca fazia as compras direito e Hidan sempre dava um jeito de arrumar briga; mas não estou muito ciente do por que eu fui o escolhido para monitorar os dois.

Estava um dia muito quente, tanto que o albino havia tirado a camiseta e prendido na cintura, Kakuzu, por mais estranho que pareça, estava com os cabelos à mostra, muito diferente do habitual onde ele usava um tipo de touca para cobrir suas madeixas castanhas escuras.

Estávamos andando a um bom tempo e o moreno não parava em nenhum mercado ou coisa do tipo, já estava ficando irritado.

—Oe, Kakuzu-chan, onde estamos indo? – Hidan perguntou como se tivesse lido meus pensamentos.

—Estou procurando um lugar mais barato.

Suspirei, eu já devia imaginar.

—Kakuzu, deixe-me ver essa lista. – pedi me aproximando mais dele, que andava mais a frente de Hidan e eu. Ele me entregou e cruzou os braços.

Era uma lista de livros, matérias escolares e afins. São coisas que se pode comprar com apenas cinco reais perto da minha casa.

Eu devia ter pegado essa folha idiota antes.

—Certo. Vamos entrar na primeira papelaria que encontrarmos.

—Espera! – ele chamou minha atenção. —Eu não vou gastar todo o dinheiro com essas coisas!

—O dinheiro nem é seu...

—Foda-se!

Hidan se aproximou.

—Porra Kakuzu, pára com isso caralho!

—Vai se foder Hidan!

E com isso, eles começaram a discutir.

Não sei o qual é o pior, os dois estarem discutindo no meio da rua e chamando a atenção de todos para nós ou, eu estar perto deles e os conhecer.

—Ok, ok! – chamei a atenção dos dois. —Kakuzu, vá até a papelaria mais próxima e compre o que quiser, estou de saco cheio.

Entreguei-lhe a lista novamente e ele bufou irritado, saindo de perto de nós. Hidan não era a pessoa mais agradável do mundo, mas era melhor ficar com ele do que deixar os dois juntos. Ainda não consigo acreditar que os dois têm um caso, e nem que Deidara se dê tão bem com o albino.

—Porra que calor, vamos naquela lanchonete. – disse puxando-me pelo braço.

Quando entramos, ele pediu um refrigerante; não pedi nada, além de não ter dinheiro suficiente para pagar, tenho traumas...

—Como está o Deidara-chan?

—Bem, eu acho... – dei de ombros. —Não o vi o dia todo.

—Que bosta de namorado você é?

—Olha quem fala... – revirei os olhos e ele riu.

—Ele gosta muito de você, sempre que estamos juntos você é o assunto principal. – tomou um gole da bebida que ele comprou. —Só espero que você não o magoe...

Não sabia se aquilo era um tipo de ameaça ou uma simples indireta, enfim.

—Não vou. – respondi o encarando por alguns segundos seriamente, mas logo desviei o olhar para a janela.

Porque ele estava me dizendo aquilo? Quem ele acha que eu sou para magoar o Deidara?

Meus olhos percorreram por toda a rua, acompanhando algumas pessoas ou carros, até que algo em especial chamou minha atenção. Havia uma loja com pouca movimentação, especificamente, uma carpintaria. Não sabia quanto tempo eu havia entrado em uma, a última se não me engano foi para comprar material para uma marionete nova que havia prometido a Ino.

Pensei um pouco e me levantei da cadeira, ouvindo os chiados de Hidan. Sai da lanchonete ignorando os gritos do albino e atravessei a rua, entrando na loja.

Aquele, definitivamente, era o paraíso. Ou quase.

Havia tantos matérias que eu poderia usar para fazer uma marionete perfeita. Eu poderia fazer alguma coisa para dar ao Deidara, nosso aniversário vai ser na sexta, nada mais justo.

Eu sei que ele não gosta das minhas marionetes, até por que seu conceito de arte é totalmente diferente do meu. E também por que ele as acha medonhas, mas isso não vem ao caso; ninguém é perfeito.

Olhei nas prateleiras todos aquelas placas de madeiras perfeitamente polidas e mordi o lábio inferior. Chiyo-baasama iria adorar esse lugar.

—Posso ajudar em algo? – ouvi uma voz masculina ao meu lado, mas não olhei. Ela era estranhamente familiar, mas eu não sei de onde.

—Ahn... Eu quero umas placas dessa, mas de um tom mais escuro. – pedi passando o dedo delicadamente pela madeira.

Virei o corpo, para olhar o vendedor e me assustei, me afastando um pouco ao ver o mesmo moreno que era amigo do Deidara quando nós nos conhecemos.

Eu não lembrava seu nome, mas acho que isso é o de menos.

—Ora, você! – ele arqueou uma sobrancelha, respirei fundo. Como alguém poderia ter tanto azar quanto eu? —Que coincidência, ruivo! Como está o Deidara?

—Bem melhor do que antes. – cruzei os braços. —Vai pegar as placas ou não?

—Você está bem folgadinho. – ele espreitou os olhos e eu continuei firme.

—Sou seu cliente, tenho esse direito. – lhe lancei um sorriso cínico e ele rosnou, se afastando. Provavelmente foi buscar meu pedido.

Suspirei, eu nunca pensei que iria encontrar esse cara outra vez. Depois que meu irmão quase os matou com o olhar imaginei que aquela seria o nosso último encontro indesejado.

Como sempre, eu estava errado.

Ele voltou, com algumas placas de madeira em alguns tons mais escuros e eu as analisei. Daria para fazer tanta coisa, nem fazia ideia do que poderia dar ao Deidara.

Decidi levar de dois tons, um escuro e um claro. Poderia montar qualquer coisa com um contraste de cores, creio eu que Chiyo tem alguns materiais reservas em sua loja.

Pensando bem, não tinha como eu levar aquilo sozinho. Mesmo não gostando, eu devia admitir que não tivesse tamanho suficiente para levar duas placas de madeiras.

—Obrigado pela venda! – ele sorriu sarcasticamente. —Vai querer ajuda, nanico?

—Você trata seus clientes assim, caralho? – olhei para trás olhando Hidan entrar na loja e bater em umas prateleiras.

—Posso ajudar?

—Não. – respondeu grossamente. —Que porra é Sasori-chan?

—Eu vou fazer um presente para o Deidara. – respondi empurrando uma das placas para ele. —Nosso aniversário de namoro está chegando.

Não sei se devia ter dito isso, mas...

—Espere, você e o Deidara...? – o moreno perguntou cruzando os braços. Ele olhou para trás, tento certeza que os outros vendedores não estariam ouvindo. —Que hilário.

—Por quê? Tem inveja? – Hidan riu.

—Inveja do Deidara? – foi a vez de o moreno rir. —Eu tenho dó dele.

Bem, eu tenho certeza que ele não devia ter dito isso.

—O que quer dizer, filho da puta? – o albino gritou, chamando a atenção da loja inteira. —Quem você pensa que é para fala assim dele?

—Hidan. – o chamei, pedindo para ele falar mais baixo, obviamente, foi em vão.

—E você, quem pensa que é para falar assim comigo? – ele sobressaiu um pouco à voz.

Por um minuto, consegui lembrar claramente dele na lanchonete quando “defendi” o loiro. Seu nome... Como é mesmo?

—Eu sou amigo dele, caralho! – empurrou a placa para mim e foi para cima do moreno. —De onde o conhece?

—Nós éramos amigos, mas graças a esse mané ai, não somos mais.

Hidan me olhou, esperando alguma resposta. Pensei alguns minutos, e então decidi contar a verdade.

—Quando eu conheci o Deidara, ele me apresentou três amigos. Esses mesmos amigos o enganavam e pegavam dinheiro dele, eu só abri os olhos do loiro... – os olhos de Hidan se alargaram.

Eu pensei que Deidara havia dito isso para o albino, os dois sempre estão juntos. Hunf.

Não, não são ciúmes.

Eu acho.

—Se eu não me engano... – continuei. —Seu nome é Kankuro, não é?

Ele espreitou os olhos.

—Eu devia ter quebrado a sua cara antes do seu irmãozinho atrapalhar. – ele rosnou, mas logo recuou ao ver Hidan avançando.

—Ora seu... Primeiro fala mal do Deidara-chan, agora ameaça o Sasori-chan?! – ele falou baixo e sem nenhum palavrão, até eu estou assustado agora. —Eu que vou quebrar a sua cara.

Nesse mesmo momento eu vi o albino segurar o moreno pelo uniforme.

Ai meu Kami, é por isso que Itachi me avisou: Hidan sempre arranja brigas.

Onde está Kakuzu agora? Aquele idiota deve estar procurar os materiais mais baratos ainda. Ah, eu odeio a sorte que eu não tenho.

Olhei vultos se aproximando e vi clientes e funcionários tentando tirar Hidan de cima de Kankuro. O moreno tentava se defender, mas se ele batesse no albino a loja iria o mandar embora. – ou pelo menos eu acho que sim.

—Fala mal dos meus amigos de novo! Vai!

Soltei as placas no chão e me aproximei.

—Hidan! Pára! – tentei o segurar, mas ganhei um soco no nariz.

Afastei-me cambaleando e cai no chão, gemendo de dor.

Abri os olhos vendo o albino distribuis uns últimos socos e chutes no moreno, sendo arrastado para fora da loja. Algumas pessoas me olharam estranho e eu já sei o que vem agora.

[...]

O que é pior: andar com um cara extremamente escandaloso. Levar um soco quando tenta afastar esse cara de uma briga ou... Ser expulso da loja onde estava, por culpa desse mesmo cara?

—Ai porra! – ele resmungou de dor. —Está ardendo!

Estávamos sentados em frente a uma farmácia. Eu estava passando um pouco de pomada nos hematomas que ele tinha no rosto.

É, parece que Kankuro bateu mesmo nele.

—Não precisava fazer aquilo... – suspirei. —Tudo bem defender o Deidara, mas... Não precisava me defender.

Ele me olhou com uma sobrancelha arqueada, como se eu fosse louco.

—Você é retardado, caralho? – me deu um tapa na nuca. —Você é meu amigo, nunca iria deixar alguém falar assim de um amigo.

Pisquei algumas vezes. Eu nunca vi Hidan com esses olhos, dessa maneira. Ele talvez não fosse apenas um saco de palavrões e frases idiotas.

Talvez ele fosse uma boa pessoa. Uma pessoa melhor para Deidara do que eu.

—Mas eu não posso sair um minuto que você arruma uma briga, Hidan. – ouvimos a voz de Kakuzu e nos viramos, vendo o moreno sem sacolas.

—Onde estava, porra?

—Onde estão as compras?

Ele nos olhou como se fossemos loucos.

—Vamos para casa, só tem mercadoria cara por aqui.

Ah, mas eu não acredito nisso.

Pain vai comer o fígado.

Notas finais
Não sabia como terminar o capítulo, então... é. O próximo capítulo não vai ser narrado pelo Sasori, mas sim pelo nosso querido (ou nem tanto) Deidara-chan ^-^ Espero que tenham gostado c: xoxo!