Kiss Me.
15 Sem criatividade para título
Notas iniciais
Desculpe qualquer erro e boa leitura!
[!] LEIAM AS NOTAS FINAIS. ♥
— Você não anda se alimentando direito, está com falta de proteínas no corpo. – Shizune-sensei explicava olhando minha ficha. — Está com problemas respiratórios, não é? – concordei. – Algo mais?
– Falta de apetite, cansaço e, pelo que lembro apenas. – respondi sem fazer muito caso.
Ela se aproximou, olhando meus olhos com uma pequena lanterna; suspirou.
– De acordo com todos os exames, você está com anemia, Sasori-kun. – a morena falou e ouvi minha mãe soltar alguns murmúrios. – Ficara aqui por um tempo, até que tenhamos certeza de que não tem algo a mais.
Meu pai assinava alguns papeis e minha mãe estava sentada na cadeira ao lado da cama, ao seu lado estava Chiyo-baa. Gaara estava sentado no sofá fazendo alguns exercícios escolares.
— Tome isso, mais tarde irei trazer o mesmo medicamento para que você. – me deu um remédio para dor de cabeça. – Descanse, está precisando disto também.
Shizune-sensei saiu do quarto, e fechou a porta, deixando-me sozinho com minha família.
— Como se sente meu bem? – okaa-san questionou acariciando meus cabelos avermelhados.
Lembrei-me do beijo que Deidara havia me dado. Não sei o porquê recordei disso, mas apenas veio em mente e me fez sorrir bobamente.
— Bem... Muito bem...
— Porque o sorriso querido? — minha avó perguntou sentando-se na cadeira que minha mãe havia cedido.
— Nada demais. — menti encarando minhas mãos.
Ouvimos o som da porta e logo Konan apareceu com copos descartáveis e uma latinha de refrigerante. Deu um dos copos a otou-san, – que provavelmente era café–, e a latinha deu a Gaara.
Os outros copos ela distribuiu.
– Como está se sentindo, Sasori? – a azulada perguntou-me aproximando-se da cama. Respondi com um sorriso fraco.
De relance, vi meu pai olhar a cena com aprovação. Quis revirar os olhos; lembro como se fosse hoje, quando apresentei Konan a minha família, meu pai afirmou que eu devia a namorar.
Que ridículo.
E claro que, isso nunca irá acontecer. Já que eu não sinto nada por ela, a não ser amor de irmão para irmã. E sei que ela sente o mesmo por mim, já que namora um cara que – ainda -, não conheço.
– Okaa-san, pode pegar algumas roupas para mim? – pedi lhe lançando um olhar carinhoso, que eu só dava a ela.
– Claro meu amor, eu já estava indo para casa junto a Chiyo-baa-sama. – a morena disse aproximando-se e dando um beijo em minha testa. – Mas não irei deixar você aqui sozinho, logo irei voltar!
–Estarei esperando.
– Qualquer coisa nos ligue, querido. – Chiyo-baa-chan acariciou meus cabelos.
– Vou acompanhar vocês, preciso de um banho. – meu pai suspirou. Todos os três estavam cansados, ainda com as roubas de trabalho e me senti um pouco culpado por dar aquele susto e frustração a eles.
– Gaara, fique aqui, qualquer coisa nos ligue. – okaa-san mandou, dando um beijo na testa pálida de meu irmão.
Os três adultos saíram do quarto, Konan foi até a porta, fechando-a.
— Então... –o tom de voz da azulada me assustou, ela sempre vem com algo constrangedor nessas situações. — Como seus pais saíram... Quem é aquele garoto loiro?
Não disse? Pois bem!
Gaara não nos olhou em nenhum momento, mas sabia que ele estava atento à conversa.
— Apenas um amigo. – respondi deitando-me na cama e fechando os olhos.
— Amigo? – riu. — Pelo jeito que vocês se encaravam, não pareciam apenas amigos. – tenho certeza de que corei.
— Estou falando a verdade.
— Tudo bem, mas... Gosta dele? – abri meus olhos para encará-la. Ela mantinha um sorriso enorme nos rosto.
— Acho que isso não é assunto para se discutir em um hospital. – rebati rezando a Kami para que ela mudasse de assunto.
— Você gosta dele! – ela afirmou animada.
— Não disse isso! – protestei sentindo meu rosto esquentar mais.
— Mas está na cara. E ele gosta de você! Porque não ficam juntos?
— Tsc. Nunca fala nada sobre você. – tentei novamente mudar de assunto.
— Não mude de assunto, Sasori. – merda. –Como é o nome dele?
Pensei um pouco antes de responder.
— Deidara.
— São da mesma escola?
— Sim.
— Acha ele bonito?
— Que tipo de pergunta é essa? – franzi o cenho vendo-a se aproximar e se sentar na cama.
— Apenas responda!
Suspirei tomando coragem para responder.
—... Sim.
— Ele já se declarou?
—... Hunf... Sim.
Vi seus olhos brilharem. Percebi que Gaara nos encarava de cenho franzido.
– Já conheceu os pais dele?
–Chega desse papo, não importa se eu o ache bonito... – corei ao afirmar isso e ela sorriu maliciosamente. – Nada disso importa, ok? Eu sou hétero e... – minha fala morreu ao ouvir a risada da azulada.
Franzi o cenho e olhei para meu irmão, que suspirava mantendo um sorriso fraco.
– Qual é a graça? – questionei visivelmente nervoso, ela parou de rir um pouco e respirou fundo.
– Hétero? Sasori, convenhamos... – a olhei com censura, mas ela não se intimidou. – Pela forma que você estava o olhando ontem e estava falando dele agora, presumo que você é um ótimo hétero... – ironizou e eu corei.
Odeio quando ela me deixava sem palavras; aliás, ela é a única pessoa que conheço que consegue tão ato. E apesar de odiar esse fato, –ou poder que ela tem sobre mim -, admiro isso nela.
Desde o tempo que a conheço, sempre teve uma personalidade forte. Inteligente, otimista, sincera, divertida, e mesmo entre todas essas qualidades, seus defeitos são muito visíveis, como por exemplo, ela fala demais.
Isso me lembra alguém... Prefiro não citar nomes.
– Konan! Podemos... Mudar de assunto? – perguntei constrangido depois de um tempo. Ela abriu a boca várias vezes, mas a fechou percebendo que eu não estava gostando do rumo daquela conversa.
– Tudo bem. – deitou ao meu lado na cama. – Eu senti sua falta, Sasori... Aquela escola é um inferno.
– Digo o mesmo.
Ficamos em silêncio. É estranho pensar que não estava mais acostumado a ficar ao seu lado, era sempre Itachi que estava ao meu lado, conversando ou até mesmo rindo. Mas agora aqui, sentindo o perfume doce dela, me trazia nostalgia.
Lembro como se fosse hoje, quando nós nos conhecemos. Sempre estava sentado em uma das últimas cadeiras da sala, as pessoas normalmente não falavam muito comigo, era sempre um “bom dia” ou até mesmo um “oi” nunca passou disso. A não ser quando queria cola, mas eu sempre negava; talvez esse fosse o motivo, mas isso não tem nada a ver com o assunto trato em questão.
Um dia qualquer, o professor anunciou que havia uma aluna nova. E foi a primeira vez que a vi. Não lembro direito a minha primeira impressão, aliás, nunca havíamos conversado. Quando a azulada foi se sentar ao meu lado, tive uma primeira impressão. Lembro exatamente como foram suas palavras.
“Oi, quer seu meu amigo nesse lugar cheio de energúmenos e amebas?”.
Claro que minha reação foi ignorá-la, mas isso levou a ser atormentado pelo resto do mês até aceitar. E agora, olha nossa situação, ela me conhece melhor do que meu próprio pai, é minha melhor amiga, quase uma irmã.
Antigamente achava aquela situação ridícula, hoje em dia, acho até graça.
– Ei Gaara-kun, como vai? – ela perguntou arrumando-se na cama. O ruivo nos olhou por um tempo e mexeu nos cabelos.
– Bem. – sua voz não saiu fria como se costume. Outro fato sobre Konan, ela se dá bem como todos que quer. Até mesmo Gaara a considerava, pelo menos um pouco.
– Que bom! Você cresceu bastante. – comentou sorrindo. Revirei os olhos, outro defeito:
Ela é maior que eu.
– Você acha? – ele franziu o cenho mexendo o lápis entre os dedos.
– Sim, está quase do tamanho do seu irmão. – olhou para mim. – Na verdade acho que já passou, mas...
Estava prestes a chutar ela para fora da cama, mas alguém bateu na porta. Ficamos em silêncio como se esperássemos que a pessoa entrasse, mas não o fez. O ruivo se levantou abrindo a porta e dando visão de Deidara, segurando alguns cadernos.
O loiro entrou timidamente e encarou a garota ao meu lado, que saiu da cama lentamente. Seus olhos azuis se voltaram a mim e percebi um brilho diferente.
– Hm... Gaara-kun, vamos comer alguma coisa? – a azulada puxou meu irmão para fora do quarto, sem dar tempo do mesmo dizer algo.
Encarei o loiro que deixava os cadernos em uma parte do sofá onde Gaara estava. Ele me fitou com uma sobrancelha erguida.
– Quem é ela mesmo?
– Uma amiga... – franzi o cenho.
– Hm.
– O que faz aqui? – questionei em tom calmo.
– Não posso mais vir aqui? – perguntou cruzando os braços. – Só vim fazer uma visita e te encontro com deitado com uma garota...
Mesmo lutando para não fazer, sorri.
– Está com ciúmes? – vi a cor de sua face virar um tom avermelhado bem intenso.
– Tsc. – se aproximou, pegando os cadernos e sentando-se na cadeira ao meu lado. – Trouxe isso para você, hn. – mudou de assunto; podia voltar a falar sobre os ciúmes dele, mas preferi que não.
– E o que é isso? – peguei um dos cadernos, descobrindo que era de desenho.
– Para você desenhar, hn. – sorriu. – Sei que gosta...
Arquei uma sobrancelha o encarando.
– Como sabe disso? – ele desviou o olhar. – Foi o Itachi que mandou, não foi?
Deidara bufou e voltou a cruzar os braços. Já sei a resposta.
– Agradeça-o por mim, por favor. – peguei um lápis de suas mãos, e comecei a fazer alguns traços na folha em branco.
Ele ficou em silêncio por tempo, mexendo seus dedos no lençol da cama.
– Já sabe o que você tem? – perguntou depois de um tempo.
– Anemia.
– D-Danna...
– Não é grave, sem preocupações... – o fitei e vi que ele tinha os olhos arregalados. – O quê?
Ele se aproximou, dando-me um abraço forte. Ergui uma sobrancelha, não rejeitando o abraço.
– Eu... Estava preocupado... – fungou. – Eu não quero perder você nunca, hn. – corei após sua declaração.
– Você não vai. – falei isso por falar, aliás, nunca se sabe quando irá morrer. Enfim, ele soltou do abraço e voltou a se sentar na cadeira, sorrindo.
– Quando você sair daqui, vamos aqui. – mostrou um papel que havia pegado do bolso da calça. Estava todo amassado, mas dava para ler.
Era um folheto de um parque de diversões. Encarei a folha em suas mãos, e olhei para ele sem muito interesse.
– Não!
– Eh? Por que não?
– Não gosto de lugares movimentados...
– Mas Sasori no Danna...
Parece que voltamos ao normal. Sem desconfianças, desconforto nem nada do tipo, e agradeço a Kami-sama por isso.
[...]
– Vamos logo, Sasori, hn. – ouvi o loiro chamar do outro lado da porta. Suspirei terminando de escovar os dentes.
Sai do banheiro, encontrando-o encostado a parede.
– Pensei que não gostasse de deixar as pessoas esperando! – ele comentou cruzando os braços.
– Vá à merda Deidara. – fui até as escadas sendo seguido por ele. Nós descemos encontramos meu pai assistindo um jogo de futebol.
– Ei, Oji-san como vai, hn? – o loiro sorriu para meu pai que acenou com a cabeça.
–Onde estão indo? – perguntou, não para mim que sou seu filho, mas sim para Deidara.
É, Deidara e minha família se deram melhor do que eu esperava. Na semana em que estava no hospital, o loiro passava praticamente o dia lá, assim ele acabava tendo encontros com meus pais.
No começo, pensei que otou-san iria estranhar, não iria gostar do loiro e bláblá. Mas estava enganado; tanto ele como okaa-san se deram muito bem com Deidara. Fiquei surpreso, mas aliviado ao mesmo tempo.
– Sasori querido! – ouvi a voz de minha mãe e vi a morena atravessar a porta da cozinha. – Tenha cuidado! Deidara-kun, você também...
– Não se preocupe Oba-san, hn. – o loiro sorriu e eu desviei o olhar para um ponto qualquer da casa.
Okaa-san deu um beijo na testa do loiro, fazendo-o aumentar o sorriso. Fiquei indignado pelo fato de ela ter passado reto por mim.
– Vamos Danna, hn. – chamou caminhando até a porta de saída e entrada da casa. O segui sem muita vontade.
Aliás, por que eu aceitei isso mesmo? Havia dito que não gostava de lugares movimentados quando estava no hospital, e agora, estávamos indo a um parque de diversões, hunf.
Fora de casa estava quente, muito quente. Joguei minha franja para trás, mas ela voltou a grudar em minha testa, andava pela causada junto ao loiro, que não parava de falar coisas inúteis e que não tinham o menor interesse para mim.
O parque não era tão longe, pegamos dois ônibus, quais Deidara ficará ansioso já que nunca havia andado de ônibus na vida. E, quando chegamos, ele pareceu uma criança. Mais do que o normal.
Chamando-me para ir a todos os brinquedos de uma vez, como se fosse possível. Fomos à montanha-russa primeiro, e apesar de ele ter escolhido, ficou chorando e gritando para eu fazer o brinquedo parar, foi engraçado.
Era final de semana, e o lugar estava cheio, assim como a fila do sorvete. Batia o pé freneticamente no chão, cruzei os braços e resmungava a cada minuto, maldito Deidara que inventou de comprar sorvete; o pior, é que eu tive que comprar, hunf.
Depois de longos minutos, consegui comprar essa droga de sorvete, a qual não estava com gosto muito bom. O loiro me esperava sentado em um dos bancos em uma parte qualquer do parque, brincava com algumas crianças.
Entreguei o sorvete quando ele percebeu minha presença.
– Vamos à montanha russa de novo? – ele perguntou começando a andar, o segui.
– Para que? Ficar gritando e se agarrar em mim? – debochei o vendo bufar irritado, ri de leve. – É melhor irmos a outro...
– Esse sorvete está horrível, hn. – reclamou e eu sorri de lado, concordando.
Mordi um pedaço e joguei no lixo, prefiro o sorvete que vendem perto de minha casa, e olhe que ele também não é muito bom.
Olhei para frente e franzi o cenho fitando um homem alto e moreno discutir com o vendedor de cachorro quente; havia outro, um albino que comia e se lambuzava um pouco com o lanche.
Eu realmente não tenho sorte quando não quero encontrar alguém que conheço, por Kami.
– Ei, é o Sasori! – o albino gritou, chamando a atenção do moreno. Revirei os olhos e vi Deidara se encolher um pouco, andando atrás de mim. –O que faz aqui?
– Acho que o mesmo que vocês... – respondi e estranhei o fato de Deidara ter corado e os dois me olhado de forma estranha.
–Vocês dois... Estão juntos? – Hidan perguntou alto.
– N-não! – arqueei uma sobrancelha. – Por quê?
– Você disse que veio fazer a mesma coisa que nós porra!
Fiquei pensativo alguns minutos. Não acredito...
Minha boca entreabriu, ficando um perfeito ‘o’ isso realmente me surpreendeu.
– Quanto tempo, Deidara-chan. – ele falou um pouco sem graça e o loiro desviou o olhar.
Olhei para o moreno que ainda discutia.
– Um cachorro quente custando mais de dez centavos, isso é um roubo! – parei de prestar atenção após revirar os olhos.
– Porra Kakuzu, pára com isso caralho.
– Não se meta Hidan.
Pensava que minha relação com Deidara era complicada, retiro todos esses pensamentos.
[...]
– Lhe dou os parabéns, ruivo. – Kakuzu que andava ao meu lado falou em um tom calmo e não muito alto, mas o suficiente para eu escutar.
–Por?
– Você é a primeira pessoa há muito tempo, a conseguir um sorriso do loiro. – encarei minha frente, encontrando Deidara e Hidan conversando timidamente. – Aliás, como você está? Soube que estava no hospital.
– Hm, nada demais. – respondi sem tirar os olhos do loiro. – Estranhamente, sinto-me melhor... — senti meu rosto esquentar um pouco.
–Ei Kakuzu, vamos a casa mal assombrada? – o albino chamou. – Podemos encontrar seus parentes. – e riu.
Ouvi o maior bufar e eu imagino como os dois são quando estão sozinhos. Caminhei até o loiro, observando o casal ir até o brinquedo mais próximo de mãos dadas. Certamente os dois são um casal muito estranho.
– Deidara?! – chamou o loiro, após perceber que ele estava preso em pensamentos. – Você quer ir também?
Encarou-me por um tempo e concordou, andando a minha frente. Estranhei sua atitude, mas não reclamei.
Os momentos seguintes foram estranhos, normalmente Deidara ficaria ao meu lado, chorando ou gritando, agarrando-se ao meu braço; mas ele simplesmente ficou a minha frente, sem dizer uma palavra.
Quando saímos do brinquedo, Hidan e Kakuzu foram para a montanha russa, e Deidara e eu para a roda gigante, já que foi o único que não havíamos ido até então.
Eu o encarava com o cenho franzido, e observava suas feições tristes enquanto olhava para parque pela janela da cabine; suspirei.
–Deidara, o que foi? – perguntei quebrando o silêncio desconfortável entre nós dois.
Ele não respondeu de imediato, ficou encarando a janela em silêncio por algum tempo até voltar seus olhos azuis para mim.
– Você entrou na Akatsuki? – questionou em um tom decepcionado. – Por que não me disse?
– E você conhece a Akatsuki? – arqueei uma sobrancelha ruiva. – É por isso que está assim? É apenas uma organização...
– Apenas uma organização? – aumentou o tom de voz me assustando. – Você... Você não entende...
– Não... Não entendo mesmo. – comentei no mesmo tom calmo. – Como quer que eu entenda, se eu não sei de nada? – ele não respondeu, desviou os olhos para o chão fungando.
– Saia dessa organização, por favor. – se aproximou, falando em sussurros. – Danna... Por favor. – levantou os olhos deixando-me ver as lágrimas.
– Posso saber o porquê? – perguntei, mas ele não respondeu. Suspirei, me aproximando e puxando-o para perto de mim, abraçando-o. Senti seu corpo estremecer, mas ele correspondeu o abraço. – Apesar de me sentir desconfortável por você não confiar em mim, eu vou estar ao seu lado.
Aquilo foi poético, e até eu me surpreendi com minhas palavras.
Ele mordeu meu ombro e abafou um choro sofrido. Abraçou-me com força e senti minha camiseta ficar úmida. Acariciei seus cabelos dourados e esperei ele se acalmar.
A Akatsuki devia ser a chave para todas as minhas respostas, e deve ter acontecido algo muito ruim para o loiro ficar assim. Sinto-me mal em o ver assim, mas eu não posso fazer nada.
E isso me angustia. Eu nunca podia fazer nada.
Notas finais
Ai você pergunta, Soul-chan, como você está postando esse agora? E como você está entrando sempre? Resposta: Estou entrando pelo notebook do meu pai, esse capítulo já tinha sido postado em um outro site, ;) e eu estou conectada no nyah apenas pelo celular, para ver se há atualizações no site e bláblá. Então, desculpe gente, sério. Eu não esperava que isso acontecesse, até por que, eu planejava postar o próximo capítulo no outro site nessa segunda e postar esse na segunda também, mas infelizmente aconteceu isso ;-; Vou tentar não demorar um mês por ai, por que se for, eu escrevo o capítulo de novo :)
Obrigada pela compreensão ♥
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