Kiss Me.

24 Revelações. Part I


Notas iniciais
Ei gente ^-^ Vim rápido né :33 Estava fazendo uns cálculos e a vi que a fic vai ter 42 capítulos :v Acham muitos? Eu acho e.e Enfim, desculpem qualquer erro e boa leitura

Movimentei meu quadril mais algumas vezes, acertando sua próstata. Ele gemeu contraindo seus músculos, chegando ao orgasmo após chamar meu nome em um longo e alto gemido. Sai de cima dele e deitei ao seu lado, ficando em silêncio.

O único ruído do local eram nossas respirações ofegantes.

Senti suas mãos quentes tocarem meu tórax e se deitar sobre ele, minhas mãos começaram uma caricia em seus cabelos dourados.

—Melhor a cada dia... Hm. – riu após sua fala.

—Você realmente sempre tem que falar isso? – rolei os olhos o ouvindo rir mais ainda.

Levantou a cabeça, mostrando seu sorriso carinhoso.

—É a verdade danna, aceite. – beijou meu ombro suado. Seu nariz foi subindo para meu pescoço, inalando meu cheiro. Subiu mais um pouco até minha bochecha corada, mordendo logo após.

—Ai... – resmunguei virando de lado e apertando nossos corpos. Uma de suas pernas se encaixou entre as minhas e ficamos assim, abraçados.

Sua respiração foi ficando mais suave, assim como a minha. Estava quase caindo no sono, quando meu celular começou a tocar, levando Deidara e eu a darmos um pulo de susto.

Estiquei um pouco o braço e peguei o objeto dentro da minha calça jogada no chão. Olhei o retrovisor e mordi o lábio inferior olhando Deidara bocejar.

Essa não era a melhor hora para ele ligar.

—Mochi-mochi. – sentei na cama, sentindo os braços do loiro me apertarem.

Ei Sasori, estou atrapalhando algo? – a voz grave e calma na outra linha suou, e eu reprimi um suspiro. Ele estava, mas nunca iria dizer isso a ele.

—Não, o que houve?

—Danna, quem é? – Deidara coçou minhas costas e eu fiz sinal para que ele ficasse em silêncio.

Eu estava conversando com meu pai, e ele quer muito conhecer você. – franzi o cenho com sua fala. Isso sim era uma surpresa. —Ele ficou impressionado por você ser um bolsista e estar na mesma sala que eu, então, quer te oferecer um curso.

— Curso?

Sim, um curso preparatório para a faculdade. Pode estar cedo para pensar nisso, mas quanto antes melhor, o que acha?

—Como assim o que eu acho? Isso é ótimo! – sorri vendo Deidara me encarar desconfiado. – Quando ele quer me ver?

Qualquer dia que estiver bom para você.

—Pode ser essa semana? – sugeri animado com a notícia.

Está ótimo. – fez uma pausa. —Então... Nós nos vemos amanhã?

—Sim. Ah... Obrigado por me dar essa oportunidade.

Não tem de que, amigos são para isso. – e desligou. Percebi um pouco de irritação no “amigos”, mas não vou ficar pensando nisso.

Olhei para o loiro que me encarava com uma sobrancelha erguida.

—Quem era?

—Ninguém importante. – dei de ombros jogando o celular em cima da calça. O loiro se esticou, fazendo uma careta de dor, e o pegou.

Depois que viu quem era me olhou fitou com uma expressão enciumada.

—Deidara. – suspirei me preparando para seu escândalo ciumento.

—Você me pede silêncio, atrapalha nosso momento para falar com o Itachi? – cruzou os braços. Observei seu rosto contornado pelas madeixas loiras caídas até seus ombros.

Aproximei-me beijando uma parte nua de seu ombro.

—Podemos continuar... – sussurrei mordendo o local. Fui empurrado e o vi deitar de costas para mim. —Deidara pára com isso.

—Boa noite, Sasori.

—Você realmente está nervoso por causa de uma ligação? – ri pelas narinas e ele me encarou de sobrancelha erguida. —Vamos lá Deidara, só temos uma semana para aproveitar, sem brigas, por favor...

Fitou-me por algum tempo, mas logo bufou e se virou de costas novamente.

Maldito loiro ciumento.

Não que eu não fosse, isso é óbvio; mas mesmo assim, parece que quando digo que Itachi e eu não temos nada, ele não acredita.

E isso me irrita profundamente.

[...]

Já fazia uma semana que minha família foi viajar, Gaara voltava alguns dias para casa e Deidara passou todo esse tempo me fazendo companhia. Seu estoque de roupas já havia acabado, e nessa situação, já usava minhas roupas.

Até por que ele é preguiçoso demais para lavar suas roupas e eu não vou me dar o trabalho disso.

De qualquer forma, era engraçado o ver vestindo minhas camisetas, já que sou menor e ficavam apertadas. Porém, nada o superava tentando cozinhar.

—Ficou bom?

—Não, tente de novo. – coloquei o prato no lado e ele me encarou raivoso. – Você pediu para ser sincero.

—Quando alguém pede isso, uma pessoa normal mente, hn. – bufou jogando a comida no lixo. Rolei os olhos esticando as pernas em outra cadeira.

Estava morrendo de cansaço, o colégio havia sido muito desgastante e ter que experimentar a comida ruim de Deidara não estava ajudando.

Fechei os olhos e respirei fundo, tentando relaxar os músculos. Senti um peso em minhas pernas e abri os olhos, acariciando suas pernas.

—Cansei, hn. – disse triste, tive que segurar a risada. —Quer um banho? Isso eu sei fazer, hn.

Sorri.

—Aceito. – inalei seu aroma. —Aceito uma massagem também.

—Está muito folgado, hn. – sorriu beijando meus dedos. —Posso fazer algo a mais que massagem.

—Não, deixa de ser pervertido. – me levantei, o empurrando. Ele soltou alguns xingamentos e resmungos, mas estava rindo também.

Estiquei os braços e subi as escadas, sentindo minhas costas e cabeça doerem. E enquanto eu caminhava para o meu quarto, pude ver um vulto louro passar pela porta do banheiro.

Peguei toalhas, roupões de banho e algumas roupas, mesmo sabendo que não íamos usar. Olhei a hora, faltava cinco para às oito. Gaara não iria voltar hoje, melhor para Deidara e eu.

Sai do quarto, caminhando calmamente pelo corredor até o banheiro, encontrando Deidara já dentro da banheira cheia d'água e espuma.

—Demorou. — não sabia se havia demorado mesmo ou ele estava muito apressado.

Tirei meu blazer e gravata, desabotoando a camisa e me aproximando de seu corpo nu mordendo seu pescoço molhado.

—Você é uma delicia, sabia? — sussurrei em seu ouvido, ele sorriu travesso.

—Eu sei, hn. — mordeu o lábio inferior. —Venha logo, danna.

—Espere, vou fazer um chá. — disse jogando a camisa social em algum canto do banheiro.

Sai do local segurando o riso pela indignação do loiro. Fui até a cozinha, colocando água no bule. Queria relaxar, e apos fazer sexo de novo com Deidara iria tomar um chá e dormir depois de uma massagem. Coisa melhor?

E enquanto terminava de encher o bule, fiquei pensativo. Fazer sexo com Deidara. De novo. Nessa semana foram quatro ou cinco vezes... Isso está certo?

Não queria que nosso relacionamento se baseasse nisso.

Coloquei o objeto no fogão ligado e sai da cozinha, subi as escadas até o banheiro rapidamente tirando minhas calças e sorrindo de lado para o loiro, que não tirava os olhos de meu membro.

Reprimi um suspiro e entrei na banheira após tirar as últimas peças de roupa. Ele se aproximou, mas o afastei.

—Eu estava pensando... – comecei e ele me encarou desconfiado. Odeio quando ele fez isso, me deixa com um sentimento parecido com culpa. —Nós devíamos dar um tempo para essa de, chegar do colégio e transar. Dormir, acordar e transar. Ir para o colégio, voltar e transar, tudo repetidamente...

—Por quê? Não está satisfeito?

—Não é isso. – respirei fundo, afundando meu corpo na banheira e pegando seu pé, massageando-o. — É que, parece que nossa relação se baseia em sexo, e isso me deixar frustrado.

Ele me encarou de uma forma estranha.

—Eu li uma vez... – ah não, sempre que ele vem com essa frase, logo após vem alguma besteira. —... Que quando um homem diz isso, é por que ele tem outra... Ou outro.

—Tudo bem, mas... Eu não sou esse tipo, e você sabe. – o encarei irritado e ele desviou o olhar. —Só estou dizendo que nosso namoro não é apenas sexo, Deidara. É difícil de entender?

— Não, mas... Por que isso agora? Antes estava tudo bem, e você não reclamava de nada, hn! – puxou seu pé, tentando não se encostar-se a mim. O que é burrice, já que estávamos compartilhando uma banheira.

—Você não se sente incomodado com isso? Com o fato de nós só transarmos e depois ficarmos brigando, como agora?

—Você que começou com o assunto, hn.

—Eu estou tentando levar o nosso relacionamento para outro nível, seu idiota! – ele me encarou ofendido, mas ignorei. —Olhe só para você, está cheio de marcas roxas e vermelhas pelo corpo, que eu sei, que fui eu que fiz! – ele olhou para o braço, onde estava com alguns chupões. —Não dói?

Abaixou a cabeça, e isso confirmou tudo.

—Se não quiser mais me deixar assim, podíamos trocar de posição, hn. – esticou a perna, e eu voltei a lhe massagear. —Você sempre muda de assunto quando falo sobre isso, hn.

Eu ri de leve, apertando seu pé pequeno entre meus dedos.

—Desculpe. – ele bufou, cruzando os braços. —Se quiser, podemos trocar de posição na próxima vez.

—Jura? – assenti positivamente e ele sorriu. —E quando vai ser a próxima vez.

—Daqui um mês.

Ele me encarou de olhos arregalados, algumas mexas de seu cabelo preso caíram.

—Eh? Um mês, Sasori?

—Nós acabamos de conversar sobre isso. – fiz mais força na massagem e ele gemeu de dor. —Vamos dar um tempo, e ser um casal de adolescentes normais, então controle seus desejos ninfomaníacos.

Ele começou a resmungando, dizendo que não era ninfomaníaco.*.

O bule começou a apitar na parte de baixo da casa e o loiro tagarelava alguma coisa que aconteceu em sua sala de aula essa manhã. Levantei-me, colocando meu roupão de banho e lhe dando um selinho, assim, descendo as escadas.

Em minha mente, sabia que estávamos dando um passo à frente em nossa relação, mas sabia muito bem, que ele não havia gostado muito da ideia.

Preparei o chá em dois copos e ouvi um barulho vindo da sala. Pensei que fosse Deidara, mas o som vinha da porta de entrada. Pensei então que seria Gaara, mas a cabeleira morena me deixou arrepiado.

—Querido, entre logo, vai ficar doente. – a voz feminina e doce soou, e eu não tive coragem de ir até a sala.

—Então me ajude! – a voz masculina e grave soou irritada, do jeito que eu estava acostumado.

—Sasori, meu amor, o que está fazendo ai parado?

—Mãe? – foi à única coisa que consegui dizer, meu pai apareceu tentando massagear as costas. –Mas... Por que vocês...

—Nós voltamos mais cedo, meu amor. – ela beijou meu cabelo molhado. —Você está bem, está pálido.

—Tomoe, ele é pálido! – revirou os olhos pegando uma garrafa d’água na geladeira. – Por que está vestido assim? – corei até o último fio de cabelo. —Hm, tem alguém aqui? – ele se aproximou e pude ver um sorriso malicioso em seus lábios.

—Sasori! – minha mãe corou. – Você não é mais... – ela me olhou surpresa e me pai me encarou orgulhoso.

Se ele soubesse com quem eu perdi, seu sorriso iria se desfazer. Espere, no que estou pensando? Não há tempo, eu tenho que subir e avisar Deidara sobre meus pais antes que...

—Danna! Por que está demorando tanto? – tarde demais. O loiro apareceu na porta da cozinha vestido igual a mim, e os olhos de meus pais se voltaram a ele. —Oba-chan? Oji-chan? Voltaram mais cedo... Hm...

Prendi a respiração no mesmo momento em que meu pai me encarou.

Hunf, droga.

[...]

—Mas eu não acredito nisso! – ele gritava enquanto andava de um lado para o outro.

Minha mãe estava sentado ao meu lado, olhando para um ponto fixo na parede. E eu, apenas ouvia o sermão de dez minutos do meu pai. Dez minutos até agora...

—Eu não consigo me conformar! Até você, Sasori?! Que nojo!

Eu queria levantar e socar a cara dele, mas primeiro, ele é meu pai e segundo eu sou péssimo em brigas.

Havia ligado para Gaara, e disse que nossos pais voltaram mais cedo, disse que era melhor ele voltar amanhã cedo. Deidara foi embora, o ajudei a recolher suas coisas e se foi, se lamentando e dizendo que a culpa era dele.

—E o seu irmão? Não me diga que ele está dando por ai também! – soltou uma gargalhada cínica. —Meus dois únicos filhos! Gays! Eu devia lhe dar uma surra, moleque.

Bufei irritado.

—E quem é você para me julgar?

Encarou-me, junto com minha mãe, que pareceu surpresa.

—Se eu sou ou não, isso não é problema seu.

—Não levante a voz para mim! – gritou mais próximo e meus tímpanos quase explodiram. —Eu não quero outro filho veado! E o pior, com o Deidara! Você o trouxe aqui, e me fez o aceitar como seu amigo, mas como... Como... Isso, eu não vou. – ele disse o nome do Deidara com tanto nojo que eu quase explodi de raiva ali mesmo. – Nunca mais traga aquele boiolinha de merda aqui outra vez!

Eu franzi o cenho e me levantei em um pulo.

—Não fale do Deidara assim! – gritei o vendo se aproximar, mostrando sua autoridade.

—E quem é que vai me impedir? Eu estou com nojo! Nojo de ter algo que nem você, como filho!

—Chega! – olhamos para a única mulher presente que soluçava. Senti-me um pouco culpado quando ela levantou o olhar cheio de lágrimas. — Hisoka, já chega! Sasori, respeite seu pai!

Nós ficamos em silêncio, mas durou apenas alguns segundos.

—Saia da minha frente, Sasori! – meu pai me encarou com ódio, e eu cerrei os dentes. Não disse nada em respeito a minha mãe, e com isso, subi as escadas irritado.

Fechei a porta do quarto com força, e chutei a cadeira deixando-a cair no chão. Eu não queria que eles descobrissem assim, não queria que eles tivessem uma má impressão do nosso namoro. Não queria que nada disso tivesse acontecido.

Parece que tudo tem que dar errado na minha vida!

[...]

—E agora? – Deidara perguntou me fitando de forma preocupada.

Suspirei, ficando em silêncio. Já era ruim demais ignorar meu pai e ser ignorado até por minha mãe, mas olhar a expressão de espanto do Deidara era pior.

—Vai ficar tudo bem. – menti mais para mim, do que para ele.

Abraçou-me tentando me confortar, mas aquilo não me ajudou. Nada estava bem, e eu não tinha certeza de nada agora.

Algo me dizia, que uma coisa pior do que isso iria acontecer comigo. Mas naquele momento, eu não dei importância.

[...]

Mansão Uchiha.

21hrs45min.

Entrou no quarto iluminado, encarando o moreno ler alguns documentos.

—O que quer? – perguntou o mais velho, sem tirar os olhos das folhas.

—O que acha? Sua ajuda! – manifestou-se cruzando os braços ao lado da porta.

—Já disse que não me interesso por seus problemas amorosos.

—A culpa é sua!

—Você aceitou me ajudar, pirralho. – olhou para o moreno parado na entrada do quarto.

—Você disse que iria me ajudar com ele! – elevou a voz. —Sabia que não devia confiar em um mentiroso e ganancioso como você!

—Ah, faça-me o favor... Se gostasse mesmo daquele loirinho, não teria feito o que fez. – protestou deixando o outro sem fala. —O que é? Ele é bom de cama, é isso?

—Cala a boca.

—Yare... Yare... – suspirou, olhando para o moreno mais novo que fitava uma máscara laranja quebrada. —Aquele ruivinho tem um soco bom, conseguiu quebrar essa porcaria.

—Se você não fosse meu pai, eu iria quebrar a sua cara, Madara!

—Eu posso bater em você, quem sai ganhando sou eu. – sorriu debochado. —Se faz tanta questão do Yamanaka, eu posso te ajudar, mas primeiro, você deve destruir o namoro dos dois.

—Já estou tentando isso!

—Não deve estar fazendo um trabalho muito bom. – encarou a expressão irritada do outro. —Certo, você disse que o loirinho ainda sente algo por você, use isso contra o ruivo, seduza o loiro, faça o que bem entender.

Pensou um pouco, já estava tentando fazer isso, mas sempre aparecia alguém para atrapalhar.

—O Itachi tem uma queda pelo ruivo, não é?

—Pela forma que ele come o Sasori pelo olhar, creio que sim.

—O use então. – deu de ombros. — Deixe o Yamanaka inseguro, e quando conseguir, o leve para a cama, e faça o que bem entender.

Obito encarou o homem assinar alguns papeis e saiu do quarto. Seduzi Deidara, usar Itachi para separar os dois... Era uma ótima ideia!

Notas finais
Ninfomania é um termo para mulheres, mas eu não lembro o que é usado para homens, então deixa assim mesmo –q Final tosco kkkk Enfim, vou tentar não demorar com o próximo, ^-^