Kiss Me.
19 Religião, dinheiro e paixão.
Notas iniciais
Enfim, desculpem a demora, mas é difícil escrever sobre esse casal, pelo menos para mim. É a primeira vez que eu escrevo uma KakuHida sendo o foco principal, então, espero que entendam.
Eu não gostei muito, mas também não consigo arrumar ;-;
Aliás, obrigada à Fubazinhamirim, pela recomendação ^-^
Enfim, não está betado, então deve ter erros monstros ai, desculpem!
Boa leitura! ♥
Kakuzu andava apresado pelos corredores movimentados do colégio. Esbarrava em algumas pessoas, mas apenas ignorava os resmungos e xingamentos e continuava a rumar em direção ao jardim da escola.
Não estava com muito bom humor, aliás, nunca estava. Perguntava-se o porquê nunca matou ninguém naquela escola, já que, motivos haviam de sobra. Principalmente quando o assunto era a Akatsuki.
Yahiko, ou Pain, era um mandão, que não fazia praticamente nada naquela maldita organização. Um folgado para ser mais exato.
Kisame era um idiota! Podia não ser muito visível, mas depois de tempos de convivência, viu que o maior era apenas um engraçadinho, que gostava de ver brigas alheias. Coisa que o irritava muito.
A indiferença do Uchiha o irritava, assim como a do Akasuna. Porém, neste último, conseguiu perceber que a máscara indiferente dele poderia cair fácil quando estivesse ao lado do Yamanaka, isso por motivos óbvios.
Obito, ou Tobi, era outro idiota. Que voltou ao colégio apenas para arruinar a “paz” que estava gerando. Nunca gostou do moreno, agora principalmente; sabia muito bem que o Uchiha queria fazer algo a mais na escola do que apenas recuperar o amor perdido de Deidara, coisa que talvez ele não consiga recuperar.
Seria interessante ver uma briga do Uchiha junto ao Akasuna, mas isso iria gerar mais confusão. Além de que, o Yamanaka e o outro Uchiha iriam se intrometer e acabar com toda a diversão.
E por último, e não menos idiota, Hidan. Kakuzu se perguntava o porquê havia colocado os dois juntos na organização, o porquê o mais novo conseguia o tirar do sério apenas com um cumprimento e o porquê, dele ter chamado sua atenção ao ponto de gerar sentimentos estranhos em si.
De qualquer forma, deixou de pensar nisso há muito tempo atrás.
Continuou andando até a saída, cerrando os olhos pela claridade do local e caminhando sobre a grama em direção ao um ser, ajoelhado no chão.
Observou aquele corpo pálido com a cabeça abaixada, olhos fechados e murmurando coisas enquanto segurava seu colar. Deixou-se revirar os olhos ao ver a cena, Hidan era um ser muito inconveniente.
—O que está fazendo? – a voz grave e levemente debochada do moreno fez o outro despertar e desviar sua atenção para o que estava fazendo antes.
Assim que olhou para o maior, virou o corpo e continuou sua reza, ignorando a presença alheia.
E novamente Kakuzu se perguntou como aguentava a personalidade egoísta daquele albino idiota.
—Vamos logo, temos trabalho! –sua voz soou mais autoritária, fazendo o outro bufar. —Pare com isso Hidan, esse deus idiota não existe!
—Vai se foder Kakuzu! – gritou escandalosamente como de costume. Levantando e ajeitando as vestes da escola. – Jashin-sama é tão real quanto você e eu, velhote!
—E tão real quanto o seu futuro promissor... – comentou virando-se de costas e começando a andar, indo em direção ao colégio novamente.
Hidan demorou um pouco para entender o que o maior havia dito, e quando raciocinou, o xingou por todos os palavrões que conhecia, e até uns que ele mesmo inventou.
Quem olhasse para os dois, iria pensar que eram apenas dois alunos obrigados a conviver juntos, aliás, eles eram, mas isso bem no começo; hoje em dia, mesmo com as brigas, discussões e xingamentos eles eram um casal.
Um bem diferente na opinião de muitos da escola, aliás, nem toda a escola acreditava que eles tinham um relacionamento amoroso.
Não pelos fatores citados a cima, mas sim pelo fato de que Kakuzu era conhecido por ser uma pessoa muito severa, sem compromissos e nada do tipo; muito menos com homens. Hidan era muito religioso, e normalmente em sua religião estranha esse tipo de romance era proibido.
Mas eles apenas ignoravam os olhares sobre si.
—Ei Kakuzu, o que vamos fazer? – perguntou o menor depois que entraram no colégio novamente.
Hidan normalmente era bem desligado sobre os assuntos da organização, o moreno sempre fazia tudo, não que ele reclamasse, achava melhor assim; desta forma, o albino não atrapalhava.
—Vamos pegar o boletim do Akasuna. – respondeu sem dar muita importância para a expressão confusa do outro.
—Eh? Por quê?
—Yahiko quer saber tudo sobre o ruivo, já que ele é mais novo membro da organização. – respondeu sem parar de andar, enquanto o menor lutava para acompanhar seus passos. –Além de que, Sasori está muito envolvido com o Yamanaka, isso pode ser perigoso.
—O que o Deidara-chan tem a ver com isso? – perguntou, parando em frente a uma porta trancada, a qual Kakuzu abriu com um molho de chaves em seu bolso. Adentrou o local junto ao amante e o viu fechar a porta.
—Hidan, você se lembra bem daquele assunto proibido, não é? –questionou indo em direção a algumas gavetas com inúmeros arquivos. O albino assentiu positivamente. – Pois bem, não seja burro! É óbvio que Yahiko quer os arquivos do ruivo, pois sabe que, Deidara pode abrir a boca e como os dois veadinhos são grudados um com o outro, o ruivo pode denunciar a Akatsuki.
Hidan ficou em silêncio, fazia sentido de fato. Se Deidara abrisse o jogo com Sasori, o ruivo iria denunciar a organização, o que iria falir Uchiha Madara, junto a Yahiko e o resto dos membros.
Sem contar que, eles poderiam ser todos expulsos.
—O Pain deixou o Sasori-chan entrar por isso, não é? – questionou Hidan sentando-se na cadeira ao lado de uma mesa com vários papeis. –Ele quer manipular o cabeça de fósforo dentro da Akatsuki, certo?
—Exato! – parou de procurar e olhou para o menor. – Há algo a mais que ele irá fazer com o Akasuna.
—O quê?
—Chantagem! – respondeu colocando um arquivo pesado na mesa, fazendo um barulho não muito alto. –Ele vai usar tudo o que tem arquivado aqui... – apontou para o envelope que continha o nome do ruivo. —... E usar contra ele, caso o mesmo tente algo.
—Como o que? Ele vai colocar fogo na casa dele? Isso vai ser filha da putagem!
—Errado! – suspirou, sentando-se à mesa junto a Hidan, começando a ler os relatórios do ruivo junto ao boletim. —Sasori é uma pessoa gananciosa, ele estuda para ter um futuro e poder jogar na cara de todos que ele se deu bem. E, entrando na Akatsuki, isso irá ajudar ele, assim como esse colégio! Sendo assim, Yahiko pode usar isso contra ele.
Hidan bufou, não estava gostando do rumo daquela história.
—E por que você está ajudando?
Kakuzu não respondeu de imediato.
—Não é da sua conta! – disse levantando-se e saindo da sala, deixando o religioso sozinho com o cenho franzido.
Aquela foi uma reação repentina e confusa, Kakuzu não era do tipo de que fazia esse tipo de coisa, o moreno era sempre muito direto e sem medo das consequências.
Hidan apenas revirou os olhos e pediu a Jashin que tivesse piedade da alma do amante.
[...]
—Por que o sorriso? – perguntou bebericando a Coca-Cola e alisando os cabelos prateados.
—Hm. – o sorriso se alargou. –É que... Não conte para ninguém. – pediu seriamente, fazendo o outro dar de ombros. –O danna disse que me ama, hn.
Não estava tão surpreso, aliás, já estava na cara. Para falar a verdade, tudo era tão óbvio quando se tratava de Deidara, o loiro se apaixonou outra vez sem pensar nas consequências novamente, estava quase a mesma coisa quando estava namorando Obito.
Porém, agora, havia algo a mais.
—Parabéns! – deu um gole no refrigerante. – Ele já te comeu?
Poderia rir com o tom rubro exagerado que as bochechas do menor tomaram-se, mas não estava com muito bom humor.
Ele pensou que sair com Deidara iria o animar, aliás, os dois estavam voltando a serem amigos como antes, sem indiferenças ou constrangimento. Mas ouvir o loiro dizer o quanto Sasori era maravilhoso e blábláblá estava o chateando.
Já fazia dois dias que não via Kakuzu, dois dias que o moreno não retornava suas ligações e nem o procurava. Pensava que o moreno estava se escondendo dele.
Depois do dia em que os dois foram pegar os arquivos de Sasori, o moreno sempre estava ocupado ou ausente. Isso o irritava.
Estava juntos há quase um ano, e mesmo assim, o outro insistia em guardar segredos.
Quase um ano, o tempo passa rápido. Parecia que forá ontem que os dois haviam ido a uma missão na sala de química, para pegar alguns formulários quando começaram uma discussão e Kakuzu o calou com um beijo. Poderia ter rolado mais coisa que ninguém houvesse chego à sala e quase ter pegado os dois no flagra.
Às vezes pensava que o relacionamento dele e o moreno era apenas sexo, por que, mesmo que sempre pedisse, o mais velho se recusava a sair junto com ele. O único lugar que o levou foi um parque de diversões, o qual o próprio Hidan pagou os ingressos.
Sabia que o amante gostava de economizar, na verdade, não gostava nem de gastar um centavo, mas às vezes sentia inveja das pessoas em volta, sentia inveja de Deidara por estar com alguém que, por mais que não esteja em condições financeiras adequadas, insiste em pagar tudo para o loiro.
Kakuzu tinha tantos defeitos, e mesmo que Hidan esteja acostumado com a maioria, a ganância e falta de confiança o irritavam.
—Hidan? Está me ouvindo? – saiu de seus devaneios ao ver Deidara estralar dois dedos em sua frente.
—Hm, sim... Foi mal.
—Você está bem? – franziu o cenho. – Está muito quieto e não falou nenhum palavrão desde que chegamos aqui, hn.
—Não é nada, porra! – bufou.
—Ok, hn. – deu de ombros terminando de tomar seu cappuccino gelado. —Tenho que ir, o danna vai me encontrar no cinema hoje. – comentou feliz. –Você e o Kakuzu poderiam ir!
—Tsc.
Após esse resmungo, Deidara ligou os fatos e deixou um riso fraco escapar.
—Por que não vai até a casa dele e invade? Você é bom nisso, hn. – e saiu do local, discando algo no celular e começando a conversar, provavelmente com o ruivo.
Hidan cruzou os braços e começou a pensar; Deidara tinha razão, se Kakuzu não queria ver o albino, ele mesmo iria a procura do moreno, e da forma que sabia muito bem fazer.
[...]
Esticou o braço, pegando um livro colocando-o junto a outros quatro. Parou de se mexer e pensou um pouco, tentando recordar se havia algum outro que devia ler. No final, deu de ombros pegando-os e saindo da biblioteca.
Quando colocou o pé no corredor, sentiu o ar diferente. Aquele local estava todo empeirado, que decadência; por que sua família paga a aquelas empregas preguiçosas se elas nem serviam para limpar a biblioteca da casa direito?
Rumou ao seu quarto fazendo uma nota mental de que iria conversar com sua mãe sobre diminuir o salário das mulheres que trabalhavam naquela enorme mansão.
Abriu a porta de seu quarto, em silêncio; assim como o resto da casa.
É claro que ele devia ter pensado que aquele ser iria o procurar.
—Porra Kakuzu, você devia fazer um mapa para essa casa, caralho! – resmungou deitado na cama alheia preguiçosamente.
De fato, sua casa era grande o suficiente para se perder, mas apenas um idiota como Hidan iria ter tão profecia.
—O que faz aqui, Hidan?
—Como assim? Você está me evitando e ainda me pergunta isso, velhote?
—Você invadiu de novo?! – suspirou massageando as têmporas.
O menor se sentou na cama, olhando para os livros que eram deixados em uma grande escrivaninha.
—Por que está me evitando? – cruzou os braços com uma expressão raivosa.
—Não lhe devo satisfações.
—Hunf... – bufou levantando-se. –Porra Kakuzu, estamos juntos a um bom tempo e você ainda me trata assim, caralho! Vai se foder!
—Fala mais baixo, Hidan!
—Me obrigue! – apontou o dedo para o maior. –Você é um filho da puta, pára de falar comigo sem motivo e depois fica na ignorância comigo? Acha que sou sua puta, porra?!
—...
—Por que não pode confiar em mim Kakuzu? Por que você é um filho da puta comigo, hein?
—...
—Se não quiser terminar comigo, termine logo! – gritou o mais alto possível, deixando que sua face ficasse avermelhada pela raiva.
O moreno não disse nada, apenas se aproximou, segurando o braço do menor com força o jogando cama e indo até a porta, trancando-a logo após.
—Que porra é essa? Vai me estuprar? – mesmo que sua voz estivesse irritada, um sorriso debochado estava nascendo em seus lábios.
—Não! – o sorriso do albino se desfez. —Poderia te dar um surra idiota, mas você iria gostar seu masoquista doente.
Hidan riu.
—Você também não reclama!
Não disse mais nada, apenas deitou na cama, entre as pernas do menor.
—Quer saber o porquê eu estava te evitando? – perguntou em um a voz rouca, quase sensual.
O albino encarou os olhos verdes do amante e sorriu de lado, como se respondesse positivamente.
—Por que eu não confio em você. – disse no ouvido deste, o fazendo franzir o cenho. –Por que eu não confio no Yahiko... E nem em ninguém.
—Do que está falando?
—Eu disse que Yahiko fazia chantagem, acha que o Akasuna é o único alvo? – o menor arregalou os olhos surpreso. Levou um tapa no rosto. – Idiota!
—Por que não me disse porra?
—Porque a base da chantagem é você, retardado.
Hidan arqueou uma sobrancelha confuso aquele assunto estava muito estranho.
—Ele me chantageia com tudo o que é importante para mim. – comentou apertando um pouco a bochecha pálida do outro. –Meu dinheiro... Meu orgulho... Meu futuro... E você.
Não disse nada, nenhum dos dois. O silêncio naquele enorme quarto era absoluto, com exceção da respiração ofegante de Hidan.
—Por que...
—Você não pensa em nada Hidan! – disse mais sério do que antes. –Na primeira oportunidade, após descobrir sobre isso, você iria arrumar briga, o que custaria tanto para mim como para você...
O albino não falou nada.
—Você é um moleque inconsequente. – saiu de cima de si, indo para perto da escrivaninha.
Hidan encarou o teto, pensando por alguns segundos.
—Eu sou importante para você, Kakuzu-chan?
O moreno respirou fundo e olhou para o albino, que mantinha um sorriso enorme nos lábios. Uma que conhecia muito bem, malicioso.
O menor se levantou da cama e caminhou até o moreno.
—Ei, Kuzu-chan?
—Não me chame assim!
Hidan riu alto tocando a coxa do maior, subindo a mão para mais a cima, tocando o membro do outro, por cima da calça.
—Não vai me responder?
—... – empurrou o menor para a cama novamente e o encarou, vendo o cabelo ficar despenteado e o rosto rosado. –E se sim? – se aproximou. – O que vai fazer?
—Vou dar para você. – disse sem vergonha.
Kakuzu riu debochadamente vendo o quanto tinha poder sobre o menor.
—Eu sei que quer, Kakuzu-chan. – puxou o maior pela gola da camiseta, passando sua mão pelo tronco por baixa da camisa.
Soltou os cabelos do maior, subindo um pouco o corpo e aproximando seus lábios junto do maior. E, quando estava prestes a selá-los, o moreno soltou uma risada debochada e baixa, o que fez o albino arquear uma sobrancelha.
—Por que insiste tanto, hein? – questionou levantando a confusão, mais uma vez, do menor. –Por que insiste tanto em nós dois?
Não respondeu de imediato, ficou um tempo pensativo enquanto encarava os orbes do maior. Nunca havia refletido sobre o assunto, no tempo em que estiveram juntos era apenas sexo, brigas, e tudo relacionada a isso.
Mas o porquê continuar com isso se na maioria das vezes os dois estavam discutindo? Se nenhuma conversa dos dois dava certo? Se na maioria das vezes, Hidan acabava chateado com todo o relacionamento?
Sua primeira impressão do maior não foi uma das melhores; um cara rabugento do terceiro ano que só pensava em dinheiro, como se nada no mundo fosse mais importante. Contudo, depois do tempo de convivência, começou a perceber que o moreno não poderia mudar, ele gostava do dinheiro tanto quanto o albino amava Jashin-sama.
Mas, o que sentia pelo outro?
—Eu... – começou ainda incerto do que responder. Se fosse pensar em tudo o que havia passado com Kakuzu, diria que o amava. Amor? O moreno não acredita em amor, mas quem aguentaria a personalidade do maior se não fosse isso? –Amo você, velhote! Por isso eu insisto tanto...
O moreno riu novamente.
—Sabe muito bem o que penso sobre amor.
—Então por que continua comigo?
Kakuzu ficou pensativo.
—Se não fosse isso, como iria aguentar a sua personalidade, porra?! – rosnou irritado. –Digo o mesmo para você, sempre se pergunta como me aguenta... Ai está à resposta.
Mesmo dizendo tudo isso, ainda estava um tanto incerto.
—... – não disse nada, apenas se afastou e suspirou, ainda pensativo.
Não queria admitir, mas... Hidan estava certo.
Odiava quando o albino estava mais certo do que ele. Mas ele nunca acreditou em amor, por que acreditaria agora?
—Por que não pode tomar vergonha na cara e dizer que me amava, caralho? – deu um soco nas costas do maior, que não reagiu. –Porra Kakuzu!
—Calado.
—Vai se foder!
—Calado, porra! – gritou segurando alguns fios prateados do menor, e o jogando na cama novamente.
Até parecia que os dois estava tendo uma briga séria e que Hidan estava apanhando feio, mas o moreno sabia que o albino gostava desse tratamento, pelo menos na maioria das vezes.
—Kakuzu-chan...
A voz dele o irritava, mas ele gostava. A companhia dele o tirava do serio, mas gostava. Gostava do toque, do efeito que os olhos lilás do menor tinham em si, e gostava de praticamente tudo do albino, gostava do albino...
Mas gostar não é amar.
Encarou o corpo deitado em sua cama e se aproximou mais uma vez. Vendo o outro o encarar seriamente e aproximar seus corpos, em um abraço. Era estranho abraçar o menor, não que nunca fizesse isso, mas sempre lhe trazia uma sensação estranha e boa ao mesmo tempo.
—Kuzu... –sussurrou o apelido que tanto odiava e aproximou seus lábios pela segunda vez na noite, mas desta vez, Kakuzu não se afastou. Selaram um beijo agressivo, sem cerimonias enquanto as línguas invadiam ambas as cavidades e exploravam um ao outro.
Gostava do beijo de Kakuzu, era quente, muitas vezes agressivo, mas de um jeito bom. Sentia-se sem chão muitas vezes quando os dois beijavam-se.
O moreno quebrou o contado, afastando seu corpo e tirando sua própria camiseta. Hidan sabia que, se o moreno fizesse isso, não teria mais volta.
Mas quem ligava? Ele queria aquilo mesmo.
Levantou os braços, facilitando para o maior, tirar sua camiseta também. Os lábios do moreno foram em direção ao seu pescoço pálido, dando chupões fortes e mordidas. Gemeu no ouvido do outro, abaixando uma das mãos e indo em direção ao membro do maior, colocando seus dedos dentro da calça e dentro da boxer, fazendo o outro cravar seus dentes com mais força em si.
Quando o moreno afastou suas mãos de si, e tirou sua calça sem rodeios, sorriu satisfeito com o volume dentro da boxer, sabia que iria sentir uma dor que não fosse agradável depois do ato, mas não estava nem ai.
Puxou o mais velho para si novamente, selando mais um beijo agressivo. Mordendo a língua do moreno e o lábio inferior com força, deixando que o gosto de ferrugem misturasse entre as línguas.
Deslizou a mão pelo peito do moreno, brincando com o mamilo e passando os dedos pelas cicatrizes em seu corpo bronzeado.
Foi empurrado para trás, sentindo suas calças serem puxadas para baixo, junto a sua boxer azul escura, deixando que seu corpo pálido ficasse exposto, vestido apenas pelo colar de sua religião.
Sentiu o maior bagunçar seu cabelo, desfazendo de vez seu penteado. Viu alguns fios prateados caírem em sua testa e encarou o moreno mordendo o lábio inferior.
Kakuzu deslizava sua língua pelo corpo do albino em baixo de si, ouvindo o mesmo ofegar e dar algumas risadas animadas.
Lambeu a virilha o menor, vendo-o dobrar os joelhos e gemer seu nome. Sentiu seus cabelos longos serem puxados com força e beijou toda a extensão do membro alheio, dando mordidas e às vezes colocando metade na boca e tirando segundos depois, apenas para provocar.
—Porra, faz logo! – irritou-se.
—Peça! – odiava quando Kakuzu o obrigava a fazer aqueles pedidos, já não era humilhante demais estar na posição dele?
—Me chupa Kuzu, bem gostoso, vai. — eram poucas às vezes que o moreno estava disposto a fazer sexo oral em si, então não iria recusar.
E assim fez, colocando tudo em sua boca; sem engasgar. Sem demoras, começou a sugar aquele pedaço de carne, raspando com os dentes e lambendo sem tirar da boca. Hidan gemia em um volume exagerado, enquanto puxava os cabelos do outro como se o estimulasse a fazer os movimentos que queria.
Como gostava da sensação quente da boca do maior em si.
O moreno aumentou a velocidade dos movimentos vai e vem que fazia e sugava na com força, aumentando a frequência dos gemidos. Sua língua experiente passou pelos testículos do menor, apertando sua coxa e alisando a mesma região.
Seus dedos foram para mais em baixo, adentrando dois de uma vez na cavidade anal do menor, o fazendo gemer de desconforto e prazer ao mesmo tempo.
Fazia movimentos vai e vem, combinando com os que fazia no membro latejando do outro, com a mão livre, arranhava o tórax do albino, deixando rastros vermelhos de suas unhas.
Seus dedos de alargaram, fazendo movimentos de tesoura no interior do mais novo, o ouvindo gemer seu nome de forma ofegante e quase desesperada.
Mexeu o quadril, forçando o outro a fazer os movimentos de seu interior com mais força e sentiu o outro se arrepiar, tremendo de leve e liberando seu líquido esbranquiçado após um gemido longo e rouco.
Não desperdiçou uma gota do esperma do outro, mesmo não gostando muito engoliu; retirando seus dedos.
Levantou-se e aproximou seus rostos, beijando o albino compartilhando de seu próprio gosto. Um pouco de saliva caiu pela lateral da boca de Hidan, deslizando por sua bochecha e sendo limpa por Kakuzu.
Sem dizer nada, tirou sua boxer preta e deixou seu membro rígido exposto para o amante, que sorriu maliciosamente e virou de costas, deitando-se.
Kakuzu nunca avisava, ou pedia permissão, sempre entrava em si de uma vez arrancando um gemido de dor e prazer ao mesmo tempo. Mas não foi o que ele fez desta vez.
—Preparado? – questionou, vendo o menor o olhar com o cenho franzido.
—Está demorando demais, caralho!
Aquilo era mais do que uma permissão e assim fez, forçando seu órgão naquela pequena e apertada entrada enquanto Hidan deixava um gemido alto escapar.
—Porra Kuzu...
—Apertado como sempre, hein?! – debochou, terminando a penetração e ficando parado, com o corpo colado ao do menor.
—Isso prova que não estou fazendo nada de ruim. – riu e levou um tapa na bunda, gemeu. –Anda logo com isso, vai...!
—Está muito apresado, Hidan. – comentou levantando um pouco o corpo e puxando as pernas do menor para si, as colocando entre seu corpo e arranhando suas costas.
Começou os movimentos começaram lentos, deixando aquele albino um tanto angustiado por mais. E enquanto ele pedia para ir mais rápido, Kakuzu apertava mais e mais suas pernas, deixando marcas roxas.
Aumentou a velocidade das estocadas, mas parando de repente, assustando Hidan. Saiu de dentro do menor e o virou, penetrando de uma vez quando este estava de barriga para cima.
Movimentos fortes e rápidos, eram esses que Kakuzu fazia, e eram esses que Hidan gostava. Gemia sem medo que alguém ouvisse, e os únicos ruídos naquele quarto eram de seus corpos se chocando e dos gemidos do mais novo.
O moreno trocou o outro de posição novamente, deixando deste de quatro na cama, estocando com mais intensidade.
—Kuzu... Por Jashin-sama!
Levava um tapa para cada vez que o chamava por aquele apelido idiota, mas ele continuava já que gostava desta forma.
E depois de trocar de posição pela quarta vez, acertou a próstata do mais novo, apertando as nádegas dele enquanto as pernas pálidas pousavam em seus ombros.
—Kakuzu, mais rápido caralho!
Aumentou ainda mais a velocidade, deixando que seu membro entrasse por completo no outro, enquanto acertava aquele mesmo ponto, fazendo o membro do outro ficar mais rígido do que antes, e assim, chegando a seu segundo orgasmo.
E mesmo tendo seu peito sujo pelo sêmen do outro, não parou os movimentos, forçando mais os movimentos e o obrigando a gemer ainda mais, fazendo sua voz ficar rouca.
A cama começou a ranger pela força que o moreno estocava no amante e logo viu que havia acertado mais uma vez, aquele ponto magico em Hidan, observou o menor arquear as costas e gritar seu nome, levando outro tapa.
Não demorou mais nenhum segundo para Kakuzu chegar ao seu próprio orgasmo, levando o albino a ter seu terceiro naquela noite.
Parou os movimentos lentamente e respirou fundo, saindo de dentro do outro fazendo seu líquido escorrer entre as pernas do outro.
A respiração de ambos estava ofegante, o moreno se deitou ao lado do amante e observou o mesmo. O sorriso satisfeito, os olhos fechados aproveitando a sensação de êxtase, e o corpo suado com os cabelos grudados na testa.
Gostava da visão que tinha.
—Porra, isso foi bom!
—É... – murmurou vendo o outro se aproximar, abrindo os olhos e encarando o maior.
Aquilo não foi apenas sexo, não para ele. O albino sentiu algo a mais naquele ato, e desta vez, os dois fizeram amor. Pela primeira vez, ou talvez apenas ele pensava desta forma.
—Eu amo você, Kakuzu.
Levantou a mão, e por um minuto Hidan pensou que iria levar outro tapa, mas o que recebeu, foi apenas uma caricia no rosto corado.
—Eu também te amo, Hidan.
O outro não esperava aquilo, mas não pode deixar de sorrir ao ouvir, agora sabia como Deidara sentiu ao receber uma declaração de Sasori.
—Mas não se acostume com isso, não vou ficar falando “eu te amo” na frente das pessoas. – e com isso, Hidan soltou uma risada forçada.
Uma vez Kakuzu, sempre Kakuzu.
Notas finais
Tenho que melhorar minha narrativa, sério -.-'
Enfim, comentem, ok? Critiquem, digam o que eu preciso melhor, pfvr. ♥~
Ok, só isso. Vou tentar não demorar com o próximo ^-^
xoxo! ♥
Fale com o autor