Kiss Me.

20 Presente e Futuro.


Notas iniciais
Oi gente ^-^
Um perguntinha: Onde estão todos aqueles leitores/as que diziam que amavam a fic e afins? Hm? ;)
Obrigada a quem ainda comenta, sério, graças a vocês a fic está de pé -q E obrigada a Black and White por ter comentado em todos os capítulos postados até agora. >w<
Certo, vamos ao capítulo! Desculpe qualquer erro e boa leitura ♥

Hm, que dia desgastante.

Ok, primeiro de tudo, não é muito agradável levar um tombo na entrada do colégio em frente a todos os alunos, mas é claro que sempre tem que acontecer comigo. Não é que eu fosse uma pessoa desajeitada que ficava escorregando em um piso de pedras, e nem sou do tipo que fica passando vergonha na frente de todo mundo, mas...

Hm, bem... Também não é agradável perceber olhares suspeitos para cima do seu namorado.

Como sempre, eu entrava junto a Deidara na escola, e foi quando vi que um grupo de garotas olhava para a parte mais baixa das costas dele, e enquanto eu as fitava com meu melhor olhar fuzilador, tropecei em uma pedra e cai de cara no chão, deixando que meu nariz sangrasse e minha testa ficasse arranhada.

Depois de ir à enfermaria e limpar meus ferimentos, recebi inúmeros beijinhos molhados pelo rosto e vários “você está bem danna?” a cada minuto.

Às vezes Deidara era muito grudento. Isso me irrita.

E como se isso não fosse suficiente, levei um banho de tinta vermelha após abrir o meu armário. Desta vez, não era Deidara ao meu lado, e sim o Uchiha. E claro que, ele não ficou me dando beijinhos, simplesmente me encarou e deixou uma risada fraca escapar.

Maldito.

Passei o dia com o uniforme manchado, isso parece um déjà vu.

E, depois de sofrer um pouco de bullying, — claro, por que não tirar o dia para brincar com o Akasuna, aliás, ele é o bolsista sem vida, não é? -, fui chamado para a diretoria, onde eu estou agora.

Eu nunca fiz nada de mais, não que me lembre, então não tinha motivo para levar bronca nenhuma do diretor. Mas não pude ficar um pouco inseguro quanto a isso, eu era um bolsista, poderia a qualquer hora ser chutado para fora do colégio; e, com essa minha aparência, não iria dar uma boa impressão.

Quando a porta do diretor se abriu e meu nome foi chamado, respirei fundo e entrei. A sala era agradável, cheirava muito bem e continha inúmeros retratos na parede, havia um de Itachi. A mesa de madeira do diretor continha inúmeros papeis e alguns porta retratos que não dei importância.

—Bom dia, Sasori-kun. – disse o loiro atrás da mesa, com um sorriso carismático no rosto. Esse era o diretor, até onde eu sei. Quando entrei nesta escola, pensei que encontraria um diretor com a aparência desgastada, com um bigode e grisalho, com algumas entradas no cabelo mal cuidado.

Mas em vez disso, ele parecia ser mais jovem do que meu pai, loiro com os cabelos espetados, coisa muito estranha para alguém no posto dele, seus olhos azuis me lembravam alguém, mas tentei não pensar nisso.

—Bom dia Namikaze-sama. – sentei na cadeira em frente a ele.

—Me chame de Minato, por favor. – sorriu. Ele parecia me avaliar. –O que houve com seu uniforme?

—Ahn... – pensei nos idiotas que fizeram isso. –Aula de artes. – não iria os entregar, assim, poderia me vingar da melhor forma possível.

Ele pareceu não acreditar no que eu havia dito.

—Certo, Sasori-kun, você e sua turma fez uma prova bimestral no mês passado, está lembrado? – assenti, claro que eu estava, estudei mais do que tudo. –Muito bem, este ano nossa escola está progredindo muito bem, então o conselho e eu, resolvemos dar um presente ao melhor da turma.

Espere, é o que eu estou pensando?

—Como assim? – mesmo que eu já saiba do que ele estava falando, eu tinha que ter uma certeza.

Não era todo dia que eu ouvia isso por aqui.

—A melhor nota da prova, foi sua, Sasori-kun, meus parabéns. – sorriu. – É a primeira vez que um bolsista consegue chegar a esses resultados, você deve ter algum QI bem elevado. – corei um pouco com o que ele disse, normalmente na escola passada, os professores diziam isso aos meus pais; mas nesta escola nunca ouvi nada parecido dirigido a mim.

—Ahn... Que tipo de presente é esse? – quis saber.

—A cada classe é um presente diferente, e creio que, a melhor pontuação iria ter o melhor! –pegou uma folha de dentro de uma gaveta de sua mesa. — É uma viagem, com tudo pago! São três passaportes, assim sua família irá poder ir também.

Ele me entregou os folhetos que meus pais precisavam assinar, assim ele iria me entregar às passagens. Eu li e vi que, realmente era tudo pago; a viajem de ida e volta, o hotel que ficaríamos hospedados e bláblá. Mas eram apenas duas semanas.

—Preciso do folheto assinado amanhã, Sasori-kun. Acha que pode me entregar a tempo?

O encarei como se quisesse o dizer que eu não era uma criança, mas não iria ser grosso com o diretor então simplesmente concordei com ele.

Depois de me dispensar, rumei até a sala de aula. Não havia professor, então fui até meu lugar ignorando os olhares de Itachi.

—Então?

—Hm? Ele só queria me dar isso. – mostrei o folheto a ele e o mesmo leu, arqueando uma sobrancelha logo após.

—Impressionante! – elogiou com um sorriso de canto. —Você vai?

Pensei um pouco. No fundo, não queria ir; até por que, um ser loiro e escandaloso não iria me deixar ir de jeito algum, mas eu também não queria perder aulas, mesmo que no folheto diga que minhas faltas serão justificadas.

Queria ficar um tempo com Deidara, e acho que essa viagem pode ser a chance disto. Apenas nós dois... Sem interrupções, nem nada do tipo...

—Sasori? – sai dos meus devaneios e encarei a testa franzida do moreno.

—Ainda não sei. – dei de ombros.

Ele me encarou desconfiado.

—Tem algo que eu precise saber?

Nossos olhares se encontraram e me perguntei se aquela era a hora certa de dizer sobre meu relacionamento com o loiro, mas simplesmente não consegui.

Por que eu estava vacilando tanto em dizer a verdade a ele?

—Ahn, não é nada... – pigarrei constrangido.

Sei que ele não acreditou na minha mentira, mas mesmo assim, não perguntou mais nada.

Nunca na minha vida, havia me sentido culpado por alguma coisa, mas... Eu sinto algo parecido com culpa agora.

Isto não estava sendo justo com ele, nem com Deidara. Talvez, nem comigo mesmo.

[...]

—Sugoi danna, meus parabéns, hn. – comentou o loiro atrás de mim, massageando meus ombros. –Mas então, você vai?

Reconhecia aquele tom de voz, ele estava descaradamente me mandando uma indireta. Ou seja, ele não queria que eu fosse. Não o culpo, se estivesse no lugar dele também não iria querer que fosse.

Mesmo que isso fosse um tanto egoísta.

—Não sei. – respondi imaginando sua careta de desgosto. –Mas estou pensando em não ir, uma viagem é perda de tempo... – se não estivesse com os olhos fechados, aproveitando a massagem, teria visto o sorriso que ele deu, o que é óbvio.

—Hm. – murmurou animado. –Então, se seus pais forem, teremos um tempo sozinhos, hn... – sussurrou no meu ouvido, fazendo meus pelos se arrepiarem.

—Você só pensa nisso, Deidara? – abri meus olhos, o olhando por cima do ombro.

—Não! – corou. –Mas não finja que não quer, hn. – beijou meu ombro. —Só nós dois... Sem interrupções... Hm! O que acha?

Sorri de lado, tudo o que ele disse, eu já havia pensado. E com toda a certeza, queria concordar. Mas não é tão simples, não com minha família e nem com a escola;

—Sim, seria ótimo. – suspirei quando ele apertou um pouco mais seus dedos ágeis em meu ombro. –Mas não iriamos ficar o tempo todo juntos, temos escola... E tenho obrigação com a organização.

O outro resmungar.

Deidara ainda não gosta muito da ideia de eu ainda estar na Akatsuki, mas ele tinha que entender que essa organização era a chave-de-ouro para um futuro que eu sonhava. Imagine-me um pintor, um médico, ou até mesmo um arquiteto; dando um lar melhor a minha família.

—Ainda acho que você devia sair nessa organização idiota... – ele sussurrou meio hesitante.

—Deidara, já conversamos sobre isso! – ele pareceu estremecer ao tom de voz que eu usei. –Ei, desculpe. – tirei suas mãos do meu ombro e virei o corpo, olhando seus olhos. –Eu tenho que me acostumar com isso...

Ele riu. Sabia que eu tinha um pouco de dificuldade em me comunicar de um jeito mais simpático e carinhoso com ele.

Até por que, eu não sou uma pessoa simpática e carinhosa.

—Ah! A Akatsuki está organizando um evento para daqui a três dias, você sabe não é? – perguntei tirando sua franja do rosto, que caiu novamente para o mesmo lugar. Ele mordeu o lábio inferior.

—Sei, hn. – suspirou pesadamente. –O Hidan comentou comigo.

—Você vai querer ir? – questionei com a voz baixa. Ele me olhou indignado, como se sua resposta fosse óbvia, aliás, ela era. —É no final de semana e todos da organização devem ir, não vamos poder ficar juntos se você não for.

Abaixou os olhos meio tristes, me senti um pouco culpado por isso. Sabia que esse assunto era delicado, e estava quase apertando sua ferida, mas era preciso.

—Dei, eu sei que é difícil, mas... – pausei acariciando seu rosto. –Você tem que superar!

—Danna eu...

—Ei, não sei o que houve no seu passado... –na verdade sei, mas não iria falar a respeito disso com ele, pelo menos não agora. -... Mas ele já passou, eu sou seu presente e futuro agora.

Encarou-me corado e colocou sua mão macia sobre a minha.

—Se eu for... Promete ficar o tempo todo comigo? Promete não me deixar sozinho? – a falta de seus “hn” estava me incomodando, não sei o porquê, acho que é costume.

—Eu prometo. – aproximei nossos rostos, selando os lábios em selinho rápido.

Quando me afastei, ele me puxou pela nuca fazendo com que nossas bocas se encontrassem novamente, desta vez, em um beijo mais intenso. Adentrei sua cavidade úmida e quente deixando nossas línguas brincarem entre si, mas quando, infelizmente, o ar faltou me afastei.

O vi lamber os lábios e logo após sorrir.

—Seus pais estão em casa? – questionou se aproximando de mim e mordendo meu pescoço; revirei os olhos.

—Sai de cima de mim, seu pervertido! – o empurrei e levantei da cama pegando minha camiseta, vestindo-a.

—Eh? Pervertido não!

Ri baixo saindo do quarto, sendo seguido por um loiro tarado querendo me pegar.

Nunca pensei que a companhia dele podia ficar tão agradável com o tempo, ou talvez seja por que eu me “assumi” não sei exatamente.

—Danna! – chamou quando chegamos à cozinha, abraçando-me por trás. —Eu quero te mostrar uma coisa.

—Hm? O que é? – lhe entreguei um copo de suco.

—É na minha casa... – sorriu fraco. —Quero que vá até lá e... Hm... Queria pedir um favor.

—Diga logo Deidara!

Ele me encarou um pouco hesitando, respirou fundo e logo se apressou a dizer:

—Quero que fale com meus pais, sobre nós...

[...]

Ok, isso ia ser muito difícil.

Sempre fui muito confiante, ou quase, mas eu nunca namorei muito sério a ponto de conversar com os pais da garota, ou nesse caso, do garoto.

Na verdade, nunca gostei de ninguém da forma que estou gostando desse loiro estranho. Bem, de qualquer forma, minha vida amorosa não importa e nunca importou a meu ver.

—Vamos danna, anda logo, hn. – puxou meu braço para dentro de sua mansão.

Não havia ninguém dentro quando entramos, mas depois de um grito solto por Deidara, — o que me assustou, devo dizer —, seus pais apareceram normalmente, como se ninguém tivesse gritado como um idiota nem nado do tipo.

E quanto ficava observando os enfeites da casa, me dei conta de que já estávamos sentados no sofá; Deidara e eu em um, e em frente a nós, seus pais.

Eu estava muito desconfortável.

—Então... –Inoich-san começou. –O que querem conversar?

Deidara me olhou, encorajando-me a começar a falar. Senti minhas orelhas queimarem.

—Ahn... – pigarrei constrangido. –Eu... Nós... Hm... – respirei fundo, arrumando minha postura e encarando os dois mais velhos, pegando a mão quente do loiro. —Eu quero pedi a permissão de vocês para namorar seu filho!

Silêncio. Muito constrangedor por sinal.

—Oh... – a mãe de Deidara se surpreendeu. Os dois se entreolharam. –Deidara-kun, meu amor, pode ir ver se Ino já está na cama, por favor?

O loiro pareceu um pouco desconfiado, mas após me dar um beijo na bochecha e sussurrar um “boa sorte”, saiu escadas a cima.

Encarei os dois Yamanaka, esperando alguma reação. Eles pareciam conversar entre si apenas pelo olhar.

—Sasori-kun... – a morena começou. –Não nos leve a mal, mas...

—O Deidara teve complicações em seu último relacionamento, então, não achamos que essa ideia seja adequada.

Espere, eles estão me comparando com Obito? Com Uchiha Obito? Mesmo que indiretamente, isso me ofendeu.

—Yamanaka-san, eu sei sobre o relacionamento do Deidara com aquele... – me interrompi, acho que xingar alguém nesta hora não seria boa ideia. —Mas digo que eu não sou como ele, eu realmente amo o Deidara, e estou disposto a ajudá-lo a superar o passado.

Os dois pareceram desconfiados.

—Você é um bom rapaz, mas não creio que seja um relacionamento saudável, Deidara não é muito bom para lidar, pelo menos não depois de ser magoado. – a morena dizia me fuzilando, desconfiada, como se eu quisesse me aproveitar do loiro.

—Por favor, respondam... Vocês sabem o porquê Deidara voltou à escola?

Os dois me encararam confusos, pensativos.

—Sabemos que é por causa de um amigo, apenas.

—E quem vocês acham que é esse amigo? – arquei uma sobrancelha, esperando que a fixa caísse e quando caiu, continuei. –Eu, com disse antes, estou disposto a ajuda-lo, e mesmo que vocês não aceitem, vou continuar insistindo por que eu realmente amo o filho de vocês.

Estava mais confiante agora, isso é bom. E enquanto os dois conversavam baixo entre si, pude ouvir passos hesitantes atrás de mim.

Suspirei, imaginando algo quase pior do que seus pais não aceitarem nosso relacionamento. Ele ter ouvido a parte que eu disse que sabia sobre seu passado.

[...]

—Uau... – murmurei olhando em volta.

Era uma floricultura, muito grande e bem organizada. Ficava atrás da casa do loiro, e era o lugar que ele queria me mostrar. Havia flores por todos os lados, o lugar também cheirava muito bem.

—Okaa-sama gosta de flores, hn. – comentou atrás de mim.

Minha mãe também gostava de flores, e era por isso que em todo seu aniversário eu lhe dava flores como presentes.

Virei o corpo encarando a expressão pensativa do loiro.

—É lindo. – comentei me aproximando de alguns lírios.

—Gosta de lírios? – se aproximou de mim, não percebi irritação nem alegria em sua voz, o que me deixou um pouco preocupado.

—Sim, são flores agradáveis e... – peguei uma colocando ao lado do seu rosto. – São tão lindas quanto você.

Corei logo após dele, mas continuei com a postura. Coloquei a flor sobre sua orelha e segurei suas mãos.

—O que foi?

Apertou mais nossas mãos e fungou.

—O Itachi não devia se intrometer na vida das pessoas... – encarei seus olhos lagrimejados.

Sabia do que ele estava falando, sabia que ele havia me escutado.

—Eu pedi para ele contar, desculpe. – sussurrei. –Não o culpe.

—Não o defenda! – se afastou irritado, revirei os olhos. Ciumento, como sempre.

—Deidara... Desculpe, mas... Eu já estava frustrado por você nunca me contar nada, então... Hunf.

Ele me encarou e suspirou, se aproximando.

—Desculpe também, não confiei em você, hn. – encarou meus olhos castanhos. —Se você quiser saber, eu...

—Não, não precisa. – até por que eu já sei, pensei. Mas claro que não comentei nada. —Você precisa de privacidade. – após dizer isso, recebi um abraço enquanto ele fungava tristemente.

—Obrigado danna, hn.

Ficamos abraçados por alguns minutos, em silêncio.

—Espero que não esteja nervoso... – ele fungou e eu franzi o cenho com seu comentário.

—E por que estaria?

—Você... Você não foi meu primeiro, assim como eu fui seu. – sua voz estava baixa, se não estivesse com a cabeça encostada em meu ombro não teria ouvido. –Desculpe...

Revirei os olhos, mesmo nesses momentos, ele pensa nisso.

—Deidara, eu não me importo. – me afastei o encarando. –Já te disse, Obito pode ter sido seu passado, mas eu sou seu presente e futuro! – até por que os pais dele aceitaram nosso relacionamento.

Com uma condição. “Se o magoar, irá ser usado como comida para as plantas carnívoras” não havia entendido até então. Espero que o assunto de plantas carnívoras não seja verdade.

—Eu te amo. – disse me dando um selinho demorado.

—Eu também, pervertido. – rimos.

Agora, de alguma forma, me sinto mais confiante em nossa relação. Sem mentiras, sem segredos, nem nada.

Espero que continuemos assim.

Notas finais
Espero não deixar ninguém diabético com tanto açúcar XD Mas aproveitem o SasoDei enquanto podem ;) ~foge~
Espero que tenham gostado, e hm, o Obito volta com suas forças do mal no próximo ^-^
Beijos ♥