Kiss Me.
1 Prólogo.
Notas iniciais
Era um dia comum, os pássaros cantavam, os cachorros de rua brincavam e latiam alto, pessoas comuns caminhavam preguiçosamente para seu destino naquela manhã de quarta-feira.
As pessoas sentiam-se aliviadas por a semana já estar na metade, e logo viria o final de semana, onde descansavam e quase sempre se divertiam. Mas isso não se punha quando estava no ensino médio; toda semana havia uma tarefa nova, não havia tempo para sair com os amigos, não podiam passar o dia dormindo e nem nada do gênero. Nos finais de semana sempre havia trabalhos para fazer e então esses dois dias tão sagrados que eram sábado e domingo passavam em um piscar de olhos.
Quando se é rico, com muitos amigos e recursos para sua ajuda nesse requisito, não havia problema nenhum deixar de fazer uma tarefa ou outra; sempre havia uma empregada disponível para fazer sua lição de casa enquanto você passava o resto do dia sem fazer absolutamente nada.
Porém, esse fator não estava presente na vida de quem estudava por bolsa. Os alunos não havia dinheiro o suficiente para pagar uma escola particular então eram abertas vagas para os alunos inteligentes. Mas claro que havia provas onde eles testavam sua capacidade e QI; se fosse atingida a meta da escola, você era um sortudo que entrava. Mas era muito difícil.
Principalmente quando é a melhor escola particular de todo o Japão. Eram cinco etapas de provas; sem havia cálculos, redações, raciocínio, cálculos e... Cálculos. Ou seja, era extremamente difícil entrar. Um ou outro às vezes conseguia passar pelo menos em três etapas das provas exageradamente difíceis.
Quando se conseguia entrar, — uma raridade -, era visto como o nerd pobre que só sabia estudar e nada mais. Não tinha vida, porque só sabia estudar; não comia, não tinha família, não tinha amigos e blá blá.
Digo isso, pois eu sou um dos poucos alunos que conseguiram entrar nessa escola de mauricinhos que só sabem contar dinheiro. Apesar de ter estudado por dois anos apenas para fazer essas sequências de provas, eu achava que havia nascido virado para lua para conseguir entrar aqui.
A High School Elite Japan era a melhor escola particular onde apenas os melhores, — com pouco dinheiro -, e os bens dotados, — ricos -, entravam. Nessa escola os alunos eram divididos entre classe A, B, C e D.
Na classe A são os melhores, mais ricos e filhinhos de papai que você possa imaginar, apenas aqueles com as melhores notas estão nessa classe, ou aqueles em que os pais pagam na escola. Na classe B são bons, onde você estuda, mas não é tão bom para estar na A, ou seja, seus pais não pagam a escola para você ter uma vida fácil. Na C é onde os preguiçosos ficam, eles têm dinheiro, têm capacidade de estudar, porém não querem nada com nada e por fim, na D, essa era onde estavam as piores notas de toda a escola.
Era extremamente difícil um novato, pobre e antissocial entrar na classe ou A ou B; eles sempre estavam na C ou D, mesmo que estudasse até seus olhos sangrassem. Porém, por força maior do destino eu havia nascido com um QI acima da média que qualquer um da minha idade.
Pois bem, com essa inteligência e pela minha nota super acima de qualquer um que já tinha feito, eu estava na classe A; onde eu sofria constantemente por ser pobre e estar ali por pura sorte.
Aliás, é um prazer, sou Akasuna no Sasori. Um típico e humilde rapaz ruivo de estrutura baixa de classe média onde meus pais trabalham até não poder mais apenas para conseguir comprar o uniforme dessa maldita escola. Para ser sincero, eu não queria entrar aqui; eu queria continuar na mesma escola publica onde eu era normal e me dava bem com as pessoas. Porém, minha avó colocou na cabeça dos meus pais que eu devia ter algo melhor, assim tendo um bom futuro e criando meu próprio negócio.
Depois de minha mãe ficar no meu pé para estudar até o ponto de dormir em pé, eu fiz as cinco provas e passei nas cinco. Um salve para mim!
Com isso, eles e toda a vizinhança achavam que eu era um gênio. Não que eu não seja claro, apesar de ser humilde eu sou realista; porem entrar nesse colégio tomou toda a minha vida, passo dia e noite estudando para as provas que têm toda semana, os trabalhos extremamente difíceis onde eu tenho que entregar em menos de uma semana. Era cansativo, mas admito que fosse um desafio. E eu gosto de desafios. Entretanto, não era acostumado com essa vida, e vida de bolsista não é fácil, vai por mim.
De qualquer forma, parecia que eu era o único que havia entrado nessa escola e que levava os estudos a sério. Em meio de uma prova, a maioria conversava ignorando as tentativas do professor que fazer silêncio; era deprimente.
E no meio de todos esses mauricinhos filhinhos de papais, havia um único ser que parecia respeitar o professor e fazer a prova facilmente; aquele com olhos e cabelos negros e compridos, alto, com cara de poucos amigos e com um olhar frio que você encara e congela. Uchiha Itachi.
Quando entrei nessa escola, ouvi falar dele. As pessoas falavam que ele era o melhor aluno de toda a escola, com as melhores notas e também o mais popular. E claro, quando eu entrei nesse colégio as pessoas fofocavam que eu havia desafiado o moreno a um duelo de QI. Sendo que eu nunca troquei uma palavra sequer com ele.
Vai entender esse povo.
Mas admito que ele me intrigava. Era diferente de todos dessa escola de riquinhos, não que ele não seja um, mas ele aparentava ser diferente e não ser mimado com os outros. Lembro que na minha antiga escola eu sempre era o primeiro, tirava 10 de olhos fechados, porém aqui, eu era o segundo melhor aluno. E isso me irritava de certa forma.
Pois bem, como eu citei, gosto de desafios. E Uchiha Itachi é um desafio. Entretanto, era bem mais fácil estudar quando não se é perseguido e quando não sofre bullying constantemente, não que eu ligasse é claro.
Mas de qualquer forma, desafio-me a superar o Uchiha. Ele e nem ninguém precisa saber sobre esse desafio, fica apenas entre eu e eu mesmo. Mas vou o superar, não importa como; serei novamente o aluno número um e mostrarem a esses idiotas mimados o que o esforço e trabalho duro podem ser melhores do que o dinheiro do papai.
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