Kiss Me.
21 Agressividade nunca é bom.
Notas iniciais
Cá está o novo capítulo o/
Aliás, quero agradecer à whoasyko e à NateChan pelas recomendações superfofas >w< Obrigada, de verdade! ♥
Aliás, obrigada a todos que comentam, eu percebi que essa fic têm progredido muito; 449 comentários (contando com os do animespirit) 8 recomendações e 87 favoritos (também contando com o animespirit). Céus, muito obrigada mesmo gente ♥
Muito bem, capítulo não betado, desculpem os erros!
Boa Leitura ♥
—Uma viagem? Não é má ideia... – minha okaa-san comentou colocando um pouco de arroz em seu prato.
—Apenas você ganhou? – otou-san questionou um pouco desconfiado.
—Sim. – suspirei, estava respondendo isso pela décima vez. –Pelo menos, da minha classe sim.
—Estou orgulhosa, meu amor. – minha mãe sorriu largamente. –Mas você está disposto a ir?
—Não. – respondi após engolir um pedaço de carne. —Não quero perder aulas, então pensei que vocês poderiam ir junto com a Chiyo-baasama.
Os mais velhos me encararam.
—E ficar apenas você e o Gaara em casa? Não. – meu pai se pronunciou.
Olhei para minha mãe e ela pareceu entender o que eu queria.
—Não é má ideia... – os dois se entreolharam. –Precisamos de férias, principalmente você meu amor. – tocou o ombro do marido. —Está muito estressado pelo trabalho, e duas semanas não fará mal, Sasori-chan é um garoto responsável, cuida da casa todos os dias quando não estamos.
Ele me encarou com uma sobrancelha erguida.
—Otou-san, não sou mais uma criança, posso cuidar da casa e de Gaara sem problemas. – queria dizer que Gaara também não era mais uma criança, mas meu pai não confia nele.
Problemas entre os dois, o qual eu nunca me interessei muito.
Ele me encarou por alguns minutos e seguiu o olhar para o ruivo ao meu lado, com um olhar levemente desconfiado. Logo após fez uma careta pensativa e relaxou os músculos.
—Certo... – bebericou o suco. – Duas semanas não é muito.
Quis sorrir, mas não iria fazer isso, até por que meu pai ficaria mais desconfiado. Terminei de jantar e coloquei os pratos na pia, hoje Gaara iria lavar a louça, então simplesmente subi escadas acima e me joguei na cama quando entrei em meu quarto.
Encarei o teto e por algum momento, uma sensação ruim pairou no ambiente. Não sei descrever ao certo, mas me deixou angustiado, como se alguma coisa ruim fosse acontecer.
[...]
Sai do banheiro, deixando que o ar quente me seguisse. Não estava com a menor animação em ir para aquele festival idiota, mas como sou da organização é preciso; além de que, eu quero ver como minha decoração ficou no final.
Andei até meu quarto, segurando uma toalha na cintura e rezando para que as gotas de água do meu cabelo não caíssem no chão.
Quando entrei no local, dei um pulo de susto ao ver que havia alguém olhando um álbum de fotos sentado em minha cama.
—O que faz aqui? – questionei fechando a porta. Ele me olhou e sorriu, passando seus olhos azuis por todo o meu corpo, o que me fez corar de leve.
—Nós iremos juntos, não é? – respondeu sem tirar os olhos de mim.
—Pare de me olhar assim! – o repreendi indo até o armário e pegando uma calça.
—E como não olhar, hn... – assoviou e eu me segurei para não lhe dar um tapa. Simplesmente revirei os olhos e coloquei a calça jeans escura na cama, ao seu lado.
—O que está olhando ai? – aproximei-me um pouco vendo minhas fotos de infância. – Onde pegou isso, Deidara?
—Oba-chan me entregou, hn. – sorriu me puxando para mais perto. – Você está quente, hn...
—Se não estivesse, estaria morto! –tirei suas mãos de minha cintura e fui até o armário novamente, pegando uma camiseta preta e a capa da Akatsuki.
—Danna, você não vai me dar nenhum beijo? –olhei para trás e ele sorria de orelha a orelha. Ah, esse loiro pervertido!
Agora que estávamos juntos ele mostrou esse lado que eu não conhecia, mas não sei responder se gosto ou não dele.
Aproximei-me um pouco, selando nossos lábios rapidamente, meu pai não estava em casa então não teria total perigo, minha mãe gosta do Deidara, então não teria problema se ela nos pegasse... Pelo menos eu acho que não.
Afastei-me e tirei a toalha, ignorando seu olhar malicioso, colocando a boxer preta logo após. Quando percebi, ele estava ao meu lado, abraçando-me por trás e cheirando meu pescoço.
—Você tem um cheiro bom, hn.
—Se está tentando me seduzir, não está funcionando. – o empurrei até a cama e peguei minhas calças, as vestindo.
—Você é mal, Sasori-no-danna.
Arqueei uma sobrancelha e subi na cama, ficando sobre ele. Um sorriso contido escapou de seus lábios, segurei seu rabo-de-cavalo e puxei para o lado, deixando seu pescoço mais visível, arrancando um gemido de dor dele.
—Você anda muito pervertido, Deidara. – sussurrei em seu ouvido e ele se arrepiou. Mordi o lóbulo de sua orelha e puxei seu cabelo para trás, pressionando meus lábios nos dele. Mordi seu lábio inferior, e rolei na cama, o deixando sentado em meu colo.
Ele riu e mordeu meu pescoço, puxando meus cabelos ruivos ainda molhados com força. Apertei uma de suas coxas, o fazendo abrir mais as pernas e pressionar nossos membros um no outro, ele gemeu no meu ouvido.
Lambi a extensão de seu pescoço alvo e alisei suas coxas, apertando forte. Ele rebolou no meu colo, fazendo-me o apertar mais forte.
Voltei a beijar seus lábios enquanto ainda alisava suas pernas, suas mãos ágeis arranhavam minhas costas nuas e de vez em quando, movia seu corpo sobre o meu, pressionando-nos mais e mais.
—Sasori, okaa-san pediu para... – afastei nossos lábios olhando Gaara nos encarar com os olhos levemente arregalados. Deidara virou um pouco o corpo e corou ao ver meu irmão mais novo. –Ahn... Ela pediu para avisar que já está de saída... – ele fez silêncio desviando o olhar constrangido. –Desculpe incomodar!
E com isso, saiu do quarto.
Deidara se virou para mim ainda corado e soltou um riso contido, como se aquela situação fosse engraçada.
—Não tem graça! – o joguei na cama, e lá ele ficou, ainda rindo.
—Eu nunca te vi tão vermelho, danna. – e riu mais ainda.
—Cala a boca.–resmunguei reprimindo um riso. Coloquei minha camiseta e meias. Coloquei a capa da organização no ombro e chamei o loiro.
Saímos do quarto rumo à sala, encontrando meu irmão caçula assistindo um dorama. Estranhei, Gaara não era do tipo que assistia esse tipo de coisa.
—Ei Gaara-kun.–Deidara cumprimentou o ruivo, sentando-se ao seu lado, como se nada houvesse acontecido.
Revirei os olhos indo para a cozinha, não esperava encontrar alguém lá, meus pais haviam ido trabalhar e minha avó foi à casa de uma amiga. Mas dei de cara com um garoto alto, cabelos pretos em um corte estranho e grandes sobrancelhas.
—Ohayo Sasori-kun!–sorriu largamente, ainda me pergunto como Gaara consegue namorar alguém como ele.
—Ohayo… Rock Lee. – vesti a capa preta com nuvens vermelhas e fui até a geladeira.
—Ah! Pode me chamar apenas de Lee.–esse cara... Ele me lembra alguém.
—Hm…–peguei uma garrafa d'água e fui para a sala, encontrando Deidara conversando com Gaara. Não sei o que pensar sobre isso, principalmente por que o assunto sou eu.
—O danna devia ser uma criança muito fofa, hn.–sorriu olhando uma foto minha quando tinha oito anos.
—É, desde criança ele mexe com essas coisas.–se referiu as marionetes que eu brincava na foto.
Ri pelo nariz e encostei o corpo na parede, sem ser percebido. Era bom saber que meu namorado se dá bem com toda minha família, mesmo que eles não saibam sobre nosso relacionamento.
—Você não brinca de bonecas?–franzi o cenho irritado pela frase de Deidara.
—Não, eu gosto mais de esculturas.
—Ah! Sugoi, eu também!
— É seu namorado? — pulei de susto olhando para o lado e encontrando o moreno.
— Ahn… É. – não sei o porquê, mas eu ainda me sentia um pouco constrangido afirmando esse tipo de coisa.
— Danna?!–olhamos para frente, encontrando os dois nos encarando. —Quem é?
—Sou Rock Lee, é um prazer.–foi animadamente até o mais velho.
—Sou Yamanaka Deidara, hn.–cumprimentou na mesma animação.
Pergunto-me apenas sobre o relacionamento de Gaara e de Lee, mas também devia sobre o meu com Deidara. Ele é uma pessoa uma extrovertida, simpática e sincera enquanto eu sou reservado, antissocial e impaciente.
Opostos?! Com toda a certeza.
E por isso, não sei o que ele viu em mim. Levou um tempo, na verdade muito para eu perceber que sua personalidade era agradável a meu ver, e que gostava dele por perto. Mas eu nunca me perguntei o porquê ele realmente começou a gostar de mim.
—Deidara? Você conhece o Kiba?–o moreno perguntou não tão animado como antes.
Franzi o cenho, Kiba não era o garoto que estava roubando o Dei?Olhei para sua expressão e vi que ele forçava um sorriso.
—Sim, hn. – mexeu os dedos constrangido.–De onde o conhece?
— Meu pai o treina, junto com seus amigos, então eles passam bastante tempo lá em casa. – deu de ombros, parado ao lado de Gaara que ouvia a conversa tão atento quanto eu.
— O seu otou-sama é treinador?–me aproximei sentando ao lado do loiro, pude ver um grande sorriso e um brilho em seus olhos.
—Sim! Ele é professor de educação física. – Rock Lee abriu um sorriso novamente.
—Ele dá aula na escola de vocês. – olhei para Gaara que desviou o olhar para a televisão, mas sei que ele ainda estava prestando atenção no rumo da conversa.
Espere... Se o pai desse garoto da aula na minha escola... Por que não percebi isso antes?
—Eh?–o loiro se assustou, acho que não tanto quanto eu. Nós encaramos Lee por alguns minutos.
—Oh, você é filho do Gai-sensei? –Deidara disse o óbvio.
—Sim! – ele parecia orgulhoso em afirmar isso.
Eu realmente devia ter percebido antes. Além da semelhança fisicamente, eles tinham o mesmo temperamento alegre e extrovertido. Não gostava muito de Maito Gai, até por que odiava sua matéria, mas ele era um bom professor.
Deidara e Lee continuaram a conversar enquanto eu tentava ignorar a alegria dos dois. Olhei para o relógio da televisão percebendo que já era a hora de sairmos.
— Oe Gaara, nós estamos indo para o festival da escola. – avisei me levantando e puxando Deidara junto.
— Que tipo de festival? – o moreno perguntou um pouco interessado. Sentou-se ao lado do meu irmão e o abraçou pelos ombros.
—Apenas uma festa para arrecadar fundo para a escola. – dei de ombros indo até a porta.
—Vocês podem vir, hn. – o loiro convidou e eu franzi o cenho.
—O quê? – sussurrei para ele. Deidara sabia que não podíamos levar convidados, mas ele apenas sussurrou de volta um “calma, está tudo sobre controle” e sorriu para mim.
Forcei-me a não revirar os olhos.
—Legal! Vamos Gaara-chan?
—Não sei não… — Gaara era como eu, não gostava muito de sair de casa.
—Por favor.
O ruivo passou seus olhos de Lee para Deidara, que também sorria como se implorasse que ele aceitasse. Olhou para mim, e depois de um suspiro eu confirmei em um aceno de cabeça.
—Certo.
[...]
—Puxa, a escola de vocês é enorme! – Lee comentava impressionado.
Eu estava pensando como iria falar com Pain sobre os dois novos convidados. Ele havia dito claramente que, se quisesse levar outras pessoas, teria que colocar seus nomes em uma lista.
Entramos no jardim, onde seria a parte principal da festa, e olhei para a decoração. Ah, eu me superei.
—O que foi? – olhei para o loiro sem entender, mas logo percebi que estava sorrindo.
—Hm... Nada. – continuamos andando até uma barraca de bebidas. —Gaara, pode aproveitar a noite, mas se alguém com a mesma roupa que eu vir falar com você, diga que é meu irmão. – disse lhe entregando um pouco de dinheiro. Ele aceitou, mas não parecia muito animado com tudo o que estava acontecendo, diferente de um ser moreno ao seu lado.
—Não se preocupe, Sasori-kun, eu posso dizer que sou filho de um dos professores.
Eles acenaram e saíram do meu campo de visão.
—Que ideia foi essa? – perguntei a Deidara que riu.
—Calma danna, devia passar mais tempo com seu irmão, hn.
Ignorei seu comentário e comecei a andar, atrás de Yahiko para avisar sobre meu irmão e seu namorado estranho.
—Que bom o ver aqui! – vi alguém tocar meu ombro e vi Itachi sorrindo com um garoto moreno ao seu lado. Conhecia ele, era o mesmo que havia me confundido com um mendigo na primeira vez que havia ido a sua casa.
Mas isso era uma página virada... Ou quase.
—Digo o mesmo. – sorri de volta. Ouvi Deidara murmurar coisas irritadas ao meu lado, mas ignorei. —A decoração ficou magnifica.
—Sim, você fez um ótimo trabalho!
—Você ajudou.
—Tsc, Itachi, vou procurar o Naruto. – comentou o garoto ao seu lado, não me lembro de seu nome.
—Dê um “oi” a ele por mim. – o moreno pediu. —Se Kushina-san e Minato-san estiverem com ele, cumprimente-os também.
Minato? Essa não era o diretor? Hm, sim, agora faz sentido! Quando me encontrei com ele, percebi que seus olhos eram semelhantes com os de alguém, esse Naruto, se não estou enganado, é o garoto loiro que estava com o moreno na casa dos Uchiha.
Filho do diretor, ou é apenas outra pessoa chamado Minato.
—Eu preciso encontrar Kisame, lembre-se que Pain mandou as duplas ficarem juntas. – ele disse sabendo que isso seria muito ruim tanto para mim como para Deidara. —Boa sorte.
Suspirei pesadamente e olhei para o loiro.
—Quer comer alguma coisa?
[...]
—Porra, isso aqui está cru, não está vendo caralho? – já até sabia quem era, mas a voz e cabelo grisalho ajudaram a reconhecer.
Hidan estava em uma das barracas de comida, ao lado de Kakuzu que olhava os presos no cardápio.
—Faz outro, e vai ter que me dar desconto porra, eu sou da Akatsuki, não está vendo?
—Fale mais baixo, Hidan. – o moreno pediu, percebendo nossa presença.
—Cala a porra da boca Kakuzu! – ele desviou os olhos do maior, e nos viu. —Ei, Deidara-chan, Sasori-chan!
—Yo Hidan, hn.
Não cumprimentei, já era humilhante demais estar vestido como alguém escandaloso como ele.
Fui até Kakuzu pegando um cardápio e o olhando, os presos eram muito altos, e metade do meu dinheiro ficou com Gaara. Creio que a única coisa que poderei comprar irá ser uma água, e olhe lá...
—Danna, quer alguma coisa? – o loiro perguntou após fazer seu pedido.
—Não, obrigado. – não gostava muito quando Deidara pagava as coisas para mim. Sentia-me um idiota por depender dele quando saiamos juntos e não tinha como pagar, aliás, eram poucas às vezes que nós íamos a um lugar humilde onde eu conhecia; normalmente nós íamos a aqueles shoppings de rico.
Como sempre, me sentia fútil.
—Tudo muito caro, não acha? – Kakuzu perguntou baixo ao meu lado.
—É, com toda a certeza.
—Ser obrigado a pagar essa quantia com essas coisas idiotas nesse evento idiota é ridículo, mas depois que você descobre o quanto você lucra, é mais do que justo. – saiu do meu lado, me deixando confuso.
Do que ele estava falando?
—Quer um pedaço? – levantei a cabeça e vi Deidara comendo um pastel.
—Não. – sorri de lado. —Tem umas barracas de jogos ali, quer ir?
—Hm... – pensou um pouco. —Na verdade, gostaria de ir a um lugar mais reservado, hn.
[...]
Suspirei, fechando os olhos e aproveitando as caricias que recebia do cabelo.
O terraço, eu adoro esse lugar. Sempre tão tranquilo, com o ar agradável e além de que tem uma visão maravilhosa.
Abri os olhos vendo Deidara me olhando com um pequeno sorriso.
—No que está pensando? – perguntei segurando uma de suas mãos.
—Em como você é bonito, hn. – disse com a voz baixa, mordendo o lábio inferior. – E como você merece parabéns por conseguir me arrastar até esse evento idiota.
—Eu sempre tenho bons argumentos. – ele riu baixo.
Não havíamos encontrado Pain ou Obito, na verdade eu nem procurei, mas eu sabia que iria levar uma bronca depois. Não que eu me importasse.
Levantei o corpo, tirando minha cabeça de seu colo e sentando ao seu lado.
—Se quiser ir embora, eu entendo...
—Não, quero ficar com você. – me deu um beijo rápido. —Mas eu ainda tenho um pouco de medo... Se nós o encontrarmos...
—Não se preocupe, não vou o deixar fazer nada com você. – disse seriamente, ouvindo algo no meu bolso tocar.
Mexi nos inúmeros bolsos da capa da organização e peguei meu celular, olhando uma mensagem de Itachi.
“Pain está furioso com você, é melhor vir até a barraca de doces.”
Suspirei olhando para o loiro. Sabia que ele havia lido a mensagem, e com isso se levantou, estendendo a mão para me ajudar.
—Vamos, você têm responsabilidades, Sasori-kun. – mordeu o lábio inferior, dizendo meu nome de uma forma sensual. Sorri abraçando sua cintura e mordendo sua orelha.
—Quando voltarmos para casa, iremos continuar o que Gaara atrapalhou.
[...]
—Onde você estava? – o alaranjado perguntou quando eu cheguei ao seu lado. Obito, Itachi e Kisame estavam ao seu lado.
—Estava olhando a decoração, procurando alguma falha. – menti sentindo a mão do loiro tocar a minha.
Percebi o olhar dos dois Uchiha, mas ignorei. Deidara fez o mesmo.
—Bem, já que estamos aqui, e provavelmente Kakuzu e Hidan estão se pegando em algum banheiro, vamos aumentar a música e começar essa festa, estou ficando entediado. – Kisame sugeriu.
—Boa ideia, Kisame. – o líder disse mais calmo. —Procure Hidan e Kakuzu, precisamos deles para começar os fogos de artifícios.
—Vão ter fogos de artifícios? – Obito e eu questionamos surpresos. Logo após nos encaramos, apesar de ele estar de máscara podia imaginar ele cerando os olhos.
—Sim, todo ano tem. – Itachi comentou despreocupado.
Percebi o olhar de Yahiko em Deidara, o mesmo parecia avaliar o loiro. Deidara não o encarava, fitava atentamente uma árvore um pouco distante de nós.
—Sasori, Tobi... Verifiquem se todas as barracas estão em funcionamento perfeito. – mandou autoritariamente. —Itachi, Kisame, procurem os outros dois membros. Eu vou falar com o diretor.
E com isso, nós nos separamos um dos outros. Ainda segurava a mão de Deidara, e sentia que ele estava desconfortável, não era surpreendedor.
Andávamos olhando para todas as barracas de luxo do local, não eram de madeira como na minha antiga escola, eram de algo mais resistente que não procurei saber, pintadas todas de preto de bem espaçosas, dando um ar de elegância.
Não havia crianças barulhentas e ninguém gritando ou correndo, as pessoas eram pacificas muito diferente da minha outra escola.
Notei que Obito se aproximava de Deidara às vezes, ficando ao seu lado, mas eu apertava o passo, o deixando para trás.
—Certo, tudo perfeito! – o moreno comentou com sua voz falsamente animada. —Quer ir à barraca do amor, Deidara? – provocou debochadamente.
Cerrei os olhos apertando mais a mão do loiro.
—Ai, danna! – ele se soltou balançando a mão no ar.
—Desculpe. – corei um pouco e olhei para o maior, que ria por baixo da máscara laranja.
—Quer ou não, Deidara?
—Cala a boca! – eu disse me aproximando dele. O Uchiha era bem maior do que eu, e se eu visse a cena de longe, seria cômica. —O Deidara não vai a lugar algum com você.
—E por que não?
—Danna, vamos sair daqui, hn. – me puxou para longe do outro, mas ele nos seguiu.
—O que foi Deidara? Acha que me engana? – franzi o cenho, mas parei de andar. —Sei muito bem que ainda sente algo por mim, e que esse ruivo nunca será tão bom quanto eu sou para você!
Cerrei os dentes e senti meu rosto esquentar, me livrei do aperto do loiro que me olhou confuso e surpreso e fui até o moreno.
Não sei de onde arranjei força, aliás, eu nunca fui uma pessoa agressiva. Sempre tão calma, pacifica, — talvez pacifica nem tanto, mas enfim-, eu simplesmente me surpreendi com a força que eu havia colocado naquele soco; o qual eu dei no rosto do moreno.
Meu punho doeu, admito. Aquela máscara me arranhou e meus dedos ficaram um pouco ensanguentados. Mas eu não liguei.
—Eu já disse para não se aproximar dele! – não gritei, mas falei alto suficiente para chamar a atenção das pessoas mais distantes. Deidara nos encarava abismado, sem acreditar em minha ação repentina.
—Seu maldito! – o Uchiha cambaleou um pouco para trás e se aproximou de mim, me empurrando pelos ombros.
—Danna! – ouvi Deidara gritar, mas não dei importância.
Eu não estava agindo como devia, e nem ouvia meu superego. Meu corpo não respondia a meu cérebro, que gritava loucamente para que eu não fizesse isso, mas eu fiz, eu o empurrei da mesma forma que ele e recebi um soco no nariz como recompensa.
Nunca fui muito bom com brigas.
Ignorei a dor no meu nariz e chutei suas pernas, o ouvindo gritar algum xingamento e chamar mais atenção, ele continuou me dando socos no rosto enquanto eu tentava chutar sua barriga.
E depois de sentir algo escorrer do meu nariz, consegui bater meu joelho em seu estômago, o ouvindo gemer de dor.
Senti seu cotovelo bater em minha costela e o empurrei para longe, o jogando no chão e cambaleando para trás, caindo também.
Que situação ridícula. E é mais ainda por que eu estou nela.
Quando percebi, ele já estava em minha frente, me chutando, não sei como, mas eu mordi sua perna o fazendo cair ao meu lado. Suas pernas ainda me chutavam, mesmo que eu socasse seu rosto e seu braço.
—Danna! Pára!
Ele pulou em cima de mim, e começou a bater no meu rosto; aquilo doía, mas eu não iria me deixar abalar por uma dor que sabia que iria passar logo após. Juntando mais forças o empurrei para o lado, ficando por cima e batendo em sua máscara, mesmo que machucasse meus punhos.
Eu queria quebrar o nariz empinado desse idiota, queria deixar seus olhos roxos. Arranquei a máscara laranja, vendo um corte perto de seu olho pela máscara meio quebrada, vi alguns vultos se aproximarem de nós, mas consegui lhe dar um soco no olho a tempo de me puxarem para cima.
—Maldito! Me solta! Eu vou quebrar a cara desse ruivo folgado! – dizia ele sendo segurado por Kisame.
Eu ofegava enquanto tentava abrir um dos meus olhos, o outro estava meio embaçado. Algo quente escorria do meu nariz, aposto que é sangue, meu corpo inteiro estava doendo.
Avaliei o moreno raivoso em minha frente, um corpo perto do olho vermelho e outro na boca, eu estava pior do que ele, infelizmente.
—Que porra é essa? – Hidan gritou próximo de mim, olhei para baixo e vi braços morenos segurando os meus.
—Cala a boca Hidan! – sim, Kakuzu era quem estava me impedindo de ir até o Uchiha e o bater mais.
Pain e Itachi apareceram, o alaranjado estava furioso. Mas esse não foi o pior, o pior foi quando o diretor apareceu no meio, com os olhos arregalados.
—Mas o que houve aqui? – ele perguntou olhando para o moreno, mas quando olhou para mim, arregalou ainda mais seus orbes azuis. —Para a minha sala, agora!
Senti meu corpo ser arrastado para fora daquele lugar. Pude ver Deidara ao lado de um Gaara confuso.
Respirei fundo, percebendo a idiotice que eu havia feito.
Agora eu estava indo para a sala do diretor, cheio de hematomas e com a pessoa que mais odiava no mundo; o pior de tudo é que, eu não sei se vou ser expulso ou não, isso me angustia.
Hunf, por isso odeio festas.
Notas finais
Se eu estiver com criatividade para o próximo, eu faço um lemon. -q
Enfim, espero que tenham gostado! Beijos ♥
Fale com o autor